domingo, 25 de dezembro de 2022

Vista de Curitiba em 1855, Paraná, Brasil (Vista de Curitiba em 1855) - John Henry Elliot

 


Vista de Curitiba em 1855, Paraná, Brasil (Vista de Curitiba em 1855) - John Henry Elliot
Curitiba - PR
Casa da Memória de Curitiba, Brasil
Aquarela


Curitiba tinha quase 6000 habitantes no momento da criação da Província Imperial do Paraná. A vista de Curitiba em 1855, aquarela do cartógrafo norte americano John Henry Elliot (1809-1884) que andou por aqui fazendo levantamentos topográficos para o Barão de Antonina, um dos pares do Reino com brasão coroado. O Barão que se chamava João da Silva Machado (1782-1875) está sepultado no Cemitério da Consolação em SP. Foi responsável pela neutralidade da Comarca de Curitiba durante a Revolução Farroupilha Gaúcha de 1835 e Revolução Liberal Paulista de 1842. Senador vitalício, tornou-se um defensor da criação do Paraná, com a motivação política de separar os dois polos de rebeldia. Na época da pintura de Elliot, a Matriz ainda não tinha torres, coisa que aconteceu cinco anos depois, em 1860, quando usaram todas pedras que seriam usadas na ampliação da Capela até hoje inacabada, local que chamamos de Ruinas de São Francisco. Isto se vê na pequena pintura (11x16 cm) feita em 1872 por Wiliam Lloyd (1822-1905), engenheiro ferroviário britânico que aqui veio fazer o prospecção do projeto da implantação da Estrada de Ferro para Paranaguá. Os originais pertencem ao acervo da Casa da Memória de Curitiba. Eram do espólio do ex-deputado federal, historiador e Colecionador da Arte e Iconografia Newton Isaac da Silva Carneiro (1914-1987).
Nota do blog: Abaixo a citada pintura de Wiliam Lloyd.



terça-feira, 20 de dezembro de 2022

Bellini, Feola e Gilmar com a Taça Jules Rimet Após a Final da Copa do Mundo, 29/06/1958, Estádio Rasunda, Estocolmo, Suécia



Bellini, Feola e Gilmar com a Taça Jules Rimet Após a Final da Copa do Mundo, 29/06/1958, Estádio Rasunda, Estocolmo, Suécia
Estocolmo - Suécia
Fotografia


A foto mostra três personagens da conquista da primeira copa vencida pela Seleção brasileira, em 1958, na Suécia. Na imagem, vemos o zagueiro Bellini, o técnico Feola e o goleiro Gilmar segurando a taça Jules Rimet.
Ao derrotar os donos da casa por 5 a 2, a Seleção brasileira conquistava o tão sonhado troféu. Após reveses em copas anteriores, incluindo a traumática derrota no Maracanã em 1950, o Brasil, enfim, entrava para o seleto rol de campeões mundiais.
A Seleção brasileira que atuou na copa de 1958 era recheada de craques. Além do capitão Bellini e do arqueiro Gilmar, aquele selecionado reuniu nomes como Pelé (então com 17 anos de idade), Garrincha, Didi, Zagallo, Dida, Djalma Santos, Nilton Santos, Vavá, Pepe, dentre outros grandes nomes do nosso futebol.
Nota do blog 1: Dá gosto ver imagens antigas da Seleção. Os jogadores demonstravam vontade e orgulho de representar o país. Não se achavam as "últimas bolachas do pacote", não agiam ou se vestiam como "cafetões" / "rappers", pensando estarem fazendo um favor para o Brasil; eram jogadores de futebol e agiam como tal.
Nota do blog 2: A principal consequência dessa mudança de atitude (para pior) dos jogadores são os atuais 20 anos de jejum em Copas (além do inesquecível e tétrico 7x1, em semifinal disputada em casa contra a Alemanha). E pelo andar da carruagem, não parece que este jejum vai acabar tão cedo (vide o recente papelão na Copa do Catar).
Nota do blog 3: A Taça Jules Rimet mostrada na foto, infelizmente, não existe mais. A CBF, em um episódio que seria cômico se não fosse trágico, permitiu que a mesma fosse roubada e (provavelmente) derretida, num episódio até hoje mal explicado.




Vista, 1900, Curitiba, Paraná, Brasil - Adolpho Volk


 

Vista, 1900, Curitiba, Paraná, Brasil - Adolpho Volk
Curitiba - PR
Fotografia - Cartão Postal

Mapa da Fronteira Terrestre Acreana entre Brasil e Bolívia, 1907 - Adolfo Ballivián e P. H. Fawcett


 

Mapa da Fronteira Terrestre Acreana entre Brasil e Bolívia, 1907 - Adolfo Ballivián e P. H. Fawcett
Mapa


Neste post, vemos um mapa da fronteira entre o Brasil e a Bolívia com base no Tratado de Petrópolis, assinado em 17 de novembro de 1903. O documento é datado de 1907 e foi produzido no âmbito do governo boliviano. Foi desenhado pelo militar inglês P. H. Fawcett, sob a direção do diplomata Adolfo Ballivián, que ocupava o cargo de delegado nacional da Bolívia.
O Tratado de Petrópolis foi assinado entre os governos do Brasil e da Bolívia para pôr fim ao litígio envolvendo o território do atual estado do Acre.
Na segunda metade do século XIX, a região passou a receber o afluxo de brasileiros que trabalhavam na extração do látex, muito valorizado devido à sua utilização na produção de borracha. A região era parte da Bolívia, mas não despertava grande interesse dos bolivianos. Quando La Paz optou por assegurar sua soberania no local, começaram as desavenças. Inicialmente caracterizada por atritos locais, a questão deu lugar a revoltas armadas e a um contencioso diplomático.
A partir de 1902, José Maria da Silva Paranhos, o Barão do Rio Branco, assumiu as negociações. Cerca de um ano depois, representantes dos dois países se reuniram na cidade de Petrópolis (RJ) para assinatura do tratado. O acordo foi aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado pelo presidente Rodrigues Alves (1902-1906) em fevereiro de 1904.
Pelo tratado, o Brasil incorporou o Acre ao seu território e a Bolívia recebeu em troca extensões de terra menores. Em vista da disparidade territorial da permuta, o governo brasileiro se comprometeu a pagar uma indenização de dois milhões de libras esterlinas à Bolívia. Ficou acertado também que o Brasil construiria a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, o que favoreceria o escoamento da produção boliviana.
O mapa deste post representa a visão boliviana sobre a fronteira criada como consequência do Tratado de Petrópolis.

Pavilhão de São Cristóvão, 1971, Rio de Janeiro, Brasil


 

Pavilhão de São Cristóvão, 1971, Rio de Janeiro, Brasil
Rio de Janeiro - RJ
Fotografia


O pavilhão foi construído na década de 1950 para sediar a Exposição Internacional de Indústria e Comércio e atualmente abriga Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, mais conhecido como Feira de São Cristóvão.
Nota do blog: Data 1971 / Autoria não obtida.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

Extremo Norte do Canal de Suez, Junho de 1957, Port Said, Egito


 

Extremo Norte do Canal de Suez, Junho de 1957, Port Said, Egito
Port Said - Egito
Fotografia


Em 17 de novembro de 1869, foi aberto oficialmente o Canal de Suez, uma via artificial de navegação criada para ligar o Mar Mediterrâneo ao Mar Vermelho. Cruzando o istmo de Suez, no Egito, o canal foi projetado para encurtar o trajeto entre a Europa e os países banhados pelos oceanos Índico e Pacífico, evitando que embarcações precisassem contornar o continente africano. Idealizado pelo francês Ferdinand de Lesseps, o canal começou a ser construído em abril de 1859 e, após dez anos de trabalho, foi inaugurado com grande celebração e contando com a presença de autoridades políticas mundiais.
O Canal de Suez é uma construção monumental. Estima-se que cerca de 1,5 milhão de pessoas tenham trabalhado nas obras. Inicialmente, suas dimensões eram menores, o que limitava o trânsito de grandes embarcações. A partir de 1876, sucessivas obras alargaram e aprofundaram o canal. Hoje, possui trechos que chegam a 24 metros de profundidade e 205 metros de largura. Com 193,3 quilômetros de extensão, são necessárias entre 12 e 16 horas para uma embarcação cruzar todo o canal. Uma das mais importantes vias marítimas do mundo, por ele trafegam cerca de 17 mil navios ao ano, o que equivale a aproximadamente 10% do comércio marítimo mundial.
Em 1956, a companhia que administrava o canal, anteriormente controlada por ingleses e franceses, foi nacionalizada e, atualmente, pertence ao governo egípcio.

Santa Casa de Misericórdia, Circa 1900-1910, Curitiba, Paraná, Brasil


 


Santa Casa de Misericórdia, Circa 1900-1910, Curitiba, Paraná, Brasil
Curitiba - PR
Fotografia


Santa Casa de Misericórdia, no então Largo da Misericórdia (Praça Rui Barbosa). No frontão do prédio a frase "Hospital de Caridade".

Escola Industrial / Atual Etec José Martimiano da Silva, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil













Escola Industrial / Atual Etec José Martimiano da Silva, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Fotografia


Nota do blog: Imagens de 2022 / Crédito para Jaf.

Jardim Japonês, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil

 





Jardim Japonês, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Fotografia


Mais uma das inúmeras vergonhas que a cidade vem passando por causa de seus administradores, o Jardim Japonês encontra-se fechado, sem previsão de abertura.
Resolvi perguntar ao porteiro do Bosque (que não tem culpa mas deve saber algo) sobre o fechamento. A seguir reproduzo o dialógo:
- O Jardim Japonês está fechado?
- Sim, faz tempo.
- Quanto tempo?
- Muito tempo.
- Tem previsão de abertura?
- Não.
- Você acha que vai demorar?
- Ah, vai...
- Quanto tempo?
- Muito tempo.
- Os políticos de Ribeirão Preto não ligam muito para o Bosque?
- Não, só vem aqui para inaugurar placa ou na época da eleição para pedir votos.
- Sério?
- Sim.
- Então beleza, obrigado.
- De nada.
Nota do blog: Imagem de 2022 / Crédito para Jaf.