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sábado, 29 de julho de 2023
Estereoscopia Avenida Central, Rio de Janeiro, Brasil
Estereoscopia Avenida Central, Rio de Janeiro, Brasil
Rio de Janeiro - RJ
Cigarros Veado
Fotografia - Estereoscopia
No começo do século XX, o veado nem era usado como animal-símbolo de chacota aos homossexuais. Era veado com “e” mesmo. Pelo contrário, era até nome de uma famosa marca de cigarro “para chique ou pé-rapado”, como dizia seu jingle.
Os cigarros da marca Veado eram feitos no Rio de Janeiro pela Imperial Estabelecimento de Fumo, a primeira fábrica de cigarros do Brasil. Foi fundada pelo português José Francisco Corrêa, o Conde de Agrolongo. Ele nasceu em 1853 em São Lourenço de Sande, no conselho de Guimarães, ao norte de Portugal.
O Conde veio para o Brasil com 10 anos na terceira classe de um navio chamado Félix. Foi trabalhar em uma manufatura de cigarros em Niterói e começou a administrar seu próprio negócio aos 18 anos – a produção dos cigarros Veado, feitos à semelhança do fumo francês. Os títulos de nobreza vieram com seu retorno a Portugal, onde ele faleceu em 1929.
Em 1930, a Companhia da Cigarros Veado promoveu um concurso para eleger o “Leader dos Footballers do Brasil”, ou seja, o mais popular jogador de futebol brasileiro. Para votar, o consumidor usava como cédula um maço vazio de qualquer cigarro da marca – como o modelo Monroe, que dava nome à competição. Uma das urnas de votação ficava em frente ao jornal “Diário da Noite” e outro na sede da fábrica. Esta foto mostra o prédio da Companhia de Cigarros Veado na Rua da Assembleia, no centro do Rio de Janeiro. Tente localizar na construção as três imagens da cabeça do animal.
O prêmio era um carro “baratinha”, da fabricante Chrysler. Quem votasse também concorria a prêmios de até 7 contos de réis. Os favoritos à competição eram os jogadores Fortes, do Flamengo, e Russinho, do Vasco da Gama. Russinho venceu com 2.900.649 votos. Cerca de 6 milhões de maços Veado foram vendidos por causa da promoção.
O “Grande Concurso Nacional Monroe” até inspirou o sambista Noel Rosa a criar a música Quem dá mais?, cuja letra diz: “Ninguém dá mais de um conto de réis?/ O Vasco paga o lote na batata/ E em vez da barata/ Oferece ao Russinho uma mulata”.
Rótulo "Marafo de Exú", Comércio de Bebidas Bonequinha Ltda, São Paulo, Brasil
Rótulo "Marafo de Exú", Comércio de Bebidas Bonequinha Ltda, São Paulo, Brasil
Rótulo
Marafo é o mesmo que cachaça ou aguardente. Pode ou não ser misturada com ervas. Muito usado pelos exus na umbanda e na quimbanda, embora também possa ser usada por outras entidades, como pretos-velhos e caboclos. Também chamado de marafa.
O marafo pode ser ingerido pelas entidades incorporadas, assim como usada em trabalhos de descarrego.
Segundo Adalberto Antônio Pernambuco Nogueira, ex-presidente da União de Umbanda do Estado do Rio Grande do Sul:
“É um material dotado de grande força no campo da Magia, eis que simboliza a mais perfeita ligação entre dois elementos essencialmente antagônicos: água e fogo, por mais paradoxal possa isto acontecer, e concedendo-lhe a combustão uma vitalidade hermética. Daí a propriedade com os italianos a denominação “Acqua vita” (água viva).
Seu poder magnético decorre exatamente desta conjugação de opostos, incomumente encontrada, o que torna assaz perigoso o seu uso pelos não iniciados. Sua ingestão ritualística deve ser feita de molde a não conduzir à embriaguês, restringindo-se às giras de Exus e aos trabalhos de Preto-Velhos. Nas engiras das demais entidades, seu uso é limitado apenas às descargas e limpezas.
(…)
Outro uso habitual da marafa é a da sua queima, a exemplo da tuia (pólvora), conquanto os propósitos sejam diametralmente opostos.
Assim, na combustão da pólvora, pela sua instabilidade e violência, busca-se a incineração de miasmas e larvas que perturbam e enegrecem as auras dos pacientes, ou o afastamento arbitrário das entidades obsedantes pela repercussão intensa provocada no baixo astral.
Já a aguardente, comburente moroso presta-se, graças à suavidade das chamas, de forma admirável para a destruição dos obstáculos projetados por pensamentos negativos, próprios ou alheios, que se acumulam na aura de cada um de nós, ocasionando transtornos os mais variados”.
Leal de Souza, no livro O Espiritismo, a Magia e as Sete Linhas de Umbanda, afirma:
“Pelas suas propriedades, é uma espécie de desinfetante para certos fluidos; estimula outros, os bons; atrai, pelas vibrações aromáticas, determinadas entidades, e outros bebem-na quando incorporados, em virtude de reminiscência da vida material”.
Etimologia:
Segundo o Dicionário Michaelis, o termo se originou de “malafa”, mas não indica de que idioma ou dialeto.
Segundo Ademir Barbosa Junior, vem do quimbundo malufo, “vinho”.
Segundo Adalberto Antônio Pernambuco Nogueira, vem do quicongo malavu, “aguardente”.
sexta-feira, 28 de julho de 2023
Santa Casa de Misericórdia, Curitiba, Paraná, Brasil
Curitiba - PR
Fotografia
A Santa Casa de Curitiba foi instituída em 9 de junho de 1852. A sua primeira sede foi na Rua Direita, atual Rua Treze de Maio.
No início era conhecida como “Hospital de Caridade”. O hospital era um local de tratamento dos pobres, os ricos eram tratados em suas casas.
A construção do prédio, localizado no Campo do Olho D’Água (atual Praça Rui Barbosa), foi iniciada em 1868, terminando em 1880, sendo inaugurada pelo Imperador D. Pedro II no dia 22 de maio de 1880.
D. Pedro II escreveu em seu diário: “Inauguração do hospital novo da Misericórdia, entre a visita da primeira aula e o resto. Está bem situado. Ouvi missa na capela que é de bonitas madeiras das quais uma é o lindo cipó florão. Bom relógio de torre e necrotério demasiado grande para o resto. As enfermarias são boas e têm bastante espaço para aumentar o edifício, que aliás devia ser construído conforme os hospitais modernos. Tem pára-raios e um deles foi fulminado durante a trovoada de Paranaguá. O Dr. Murici foi quem mais concorreu para a construção do hospital. O provedor, Dr. Pires Albuquerque, seu genro, leu um discurso bem feito em que recordou comovido os serviços de Murici. É cirurgião militar. A enfermaria militar com bonita botica, acha-se no hospital que tem diversos quartos e alguns com grades para alienados.”
O Dr. Muricy (o nome passou a ser escrito assim, com “y”, no século XX) havia morrido um ano antes da conclusão da obra.
O hospital recebeu uma nova visita imperial em 3 de dezembro de 1884, visitado pela Princesa Isabel e pelo Conde d’Eu.
O responsável pela obra foi o alemão Gottlieb Wieland, autor da igreja gótica luterana (não existe mais, atingida por um raio). Ele contratou os também alemães Frederico Warnecke, responsável pelos trabalhos em alvenaria e Christian Strobel, incumbido das partes em madeira. Pouco antes do término do prédio contratou Henrique Henning, mestre-de-obras alemão recém-instalado em Curitiba, que teria um papel fundamental na construção da Catedral de Curitiba.
O prédio é no estilo eclético, uma mistura de diversos estilos arquitetônicos, muito usado à época, pelos que queriam fazer algo diferente do estilo colonial. O prédio é muito bonito, está bem conservado e é uma unidade de interesse de preservação.
Quando falamos da Santa Casa, destaque especial deve ser dado ao trabalho árduo das Irmãs de São José de Moutiers, que chegaram a Curitiba, em 1896.
O jornal “A República” publicou na primeira página de sua edição de 29 de setembro de 1896, dois meses após a chegada das irmãs, o seguinte: “O Hospital de Caridade de Curityba como que resurge agora do abandono e abatimento a que há tempos atraz havia cahido, não que a benefica interferencia dos governos republicanos houvesse abandonado, mas porque esses mesmos recursos eram mal empregados, e fazendo-se sobre tudo sentir a falta de pessoal habilitado para o desempenho da dificil missão de tratar dos enfermos. Devemos porém accentuar bem claramente, que o aceio e ordem, conforto e carinho que hoje se notam, só poderiam encontrar os infelizes enfermos nessas mulheres de sublime abnegação, que, como um raio de luz, illuminão com a affeição maternal de sua santa missão, até o resgate da saúde ou até o dia da morte, os que ali pedem guarida. Nem os recursos avultados que o Estado dispensa, nem a solicitude do digno provedor e do não menos esforçado thesoureiro da Irmandade da Santa Casa, nem os desvelos dos medicos internos, poderiam valer, se não fôra a lembrança de uma bôa hora, buscar o auxilio das Irmãs de S. José.”
Quartel do 2º Regimento de Artilharia, Curitiba, Paraná, Brasil
Quartel do 2º Regimento de Artilharia, Curitiba, Paraná, Brasil
Curitiba - PR
N. 3
Fotografia - Cartão Postal
A fachada, em frente a praça Oswaldo Cruz, foi preservada. Atualmente existe o Shopping Curitiba no local. Postal circulado em 1918.
Hospital de Misericórdia e Igreja Bom Jesus, Praça da República, Curitiba, Paraná, Brasil
Hospital de Misericórdia e Igreja Bom Jesus, Praça da República, Curitiba, Paraná, Brasil
Curitiba - PR
N. 1
Fotografia - Cartão Postal
Em primeiro plano, em pleno barro, a então Praça da República, que na década de 1920, passou a se chamar Praça Rui Barbosa. Postal circulado em 1918.
Praça Senador Milton Campos, Jardim Paulistano, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Praça Senador Milton Campos, Jardim Paulistano, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Fotografia
A praça está em bom estado de forma geral, embora precise de alguma manutenção no piso, bancos, jardinagem e limpeza.
Nota do blog: Imagens de 2023 / Crédito para Jaf.
quinta-feira, 27 de julho de 2023
Praça XV de Novembro e Rua Álvares Cabral, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Praça XV de Novembro e Rua Álvares Cabral, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Foto Postal Colombo N. 6
Fotografia - Cartão Postal
Companhia de Metralhadoras da Força Militar do Estado do Paraná, 1918, Curitiba, Paraná, Brasil
Companhia de Metralhadoras da Força Militar do Estado do Paraná, 1918, Curitiba, Paraná, Brasil
Curitiba - PR
Fotografia
Pátio do Quartel da Força Militar do Paraná, na Avenida Marechal Floriano Peixoto, esquina com Avenida Getulio Vargas, Curitiba.
Apesar das centenárias metralhadoras expostas, a cereja do bolo é a edificação D, o "deposito de munições", também chamado depósito de pólvoras, em formato circular e sua escadaria, à esquerda da foto.
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