Blog destinado a divulgar fotografias, pinturas, propagandas, cartões postais, cartazes, filmes, mapas, história, cultura, textos, opiniões, memórias, monumentos, estátuas, objetos, livros, carros, quadrinhos, humor, etc.
quarta-feira, 13 de dezembro de 2023
Fonte do Ribeirão, São Luís, Maranhão, Brasil
Fonte do Ribeirão, São Luís, Maranhão, Brasil
São Luís - MA
Mercator N. 4
Fotografia - Cartão Postal
Texto 1:
A Fonte do Ribeirão, localizada no antigo sítio do Ribeirão, bairro popular, famosa pelas vendedoras de peixe frito com farinha d'água, data do ano de 1796. Tenente-Coronel D. Fernando Antônio de Noronha, português, do Conselho de Sua Majestade, que governou o Maranhão entre 1792-1798, mandou construir a fonte em razão da necessidade de saneamento e melhoria do serviço de abastecimento de água à população.
Seu piso é revestido de pedras de cantaria e a água, sempre farta, jorra de carrancas em um tanque lajeado. As carrancas são figuras de aspectos disformes, comumente usadas em fontes, chafarizes e proas de barcos para espantar maus espíritos. A da fonte representa Netuno, Deus mitológico, senhor dos mares e das águas, que abastecia a população local de água limpa que brotava de sua boca.
Existem muitas histórias sobre as galerias subterrâneas da Fonte do Ribeirão, como seu uso para a comunicação entre frades de uma igreja a outra e também para transporte ou fuga de escravos, além de comércio ilegal de ouro e pedras preciosas. Outra história é sobre a serpente encantada que reside nos túneis da galeria, cresce sem parar e destruirá a ilha de São Luís quando a cauda encontrar a cabeça
Foi tombada pela SPHAN, em 1950, em razão das feições coloniais das fachadas dos velhos sobrados e casas daquela região que caracterizam uma área do século XVIII.
Texto 2:
Fundada durante a curta hegemonia holandesa em São Luís (1641‐1644), a Fonte das Pedras era considerada “excelente e bem fundada” em 1759. Feita fonte parietal junto a um romântico jardim, tem frontão contracurvado interrompido por volutas, friso denticulado, tanque de pedra e cinco carrancas de cantaria (iguais às da Fonte do Ribeirão). Quase seca a partir de 1762, foi totalmente refeita em 1822, tendo sobretudo em vista a aguada dos navios, “que dela é que se fornecem”. A Fonte do Ribeirão é a mais conhecida da cidade velha. Por trás do Rua do Egipto, que desce do Largo do Carmo para a beira‐mar, havia ao lado da Rua dos Afogados uma enorme cova onde abria uma fonte natural. Em 1796 urbanizou‐se o sítio com uma fonte rococó na parede que sustenta a rua, abrindo um adro murado com bancos pavimentados em cantaria. O chafariz vertical, de harmoniosa elegância, em taipa azul‐clara, é embelezado por motivos rococó a branco com três gárgulas em carrancas de lioz ladeadas por dois golfinhos, por onde ainda jorra a água. No cimo dois obeliscos, e ao centro, sobre o frontão de curvas delicadas, uma estatueta de Neptuno. A meio da parede abrem‐se as entradas gradeadas de três túneis, sobre os quais o imaginário local teceu as maiores lendas – esconderijo do ouro dos jesuítas, ligação a conventos... – mas que não passam de bocas de ar do sofisticado sistema de captação das chuvas que atravessa a cidade, feito na época pombalina. As ruas à volta são de pavimento e casario coevo: um conjunto sem obstáculos a um olhar do século XVIII.
Texto 3:
Sua construção foi feita em 1796, durante o mandato do governador do Maranhão, Fernando António Soares de Noronha. Este fato é conhecido através de dois ofícios. Em um deles, datado de 13 de fevereiro de 1796, o capitão José Luiz da Rocha, encarregado da inspeção para a construção de uma nova fonte, pede que o governador ordene a compra do quintal da casa de José Gomes Viana e mande entulhá-lo, uma vez que o mesmo era responsável pela poluição da nascente da fonte. Em outro, datado de 13 de agosto do mesmo ano, o capitão solicita uma quantia de Rs. 1:200$000 que ainda faltava para a conclusão da obra, sendo essa quantia usada na aquisição de cantaria para os canos, carrancas para as biqueiras, pedras, cal, tijolos, jornais, etc.
Possui piso em cantaria e um grande frontispício, no topo do qual fica uma estátua do deus romano Netuno. Na parte central da fachada, encontram-se três janelas que dão acesso a galerias subterrâneas. Na parte inferior, existem cinco carrancas esculpidas em cantaria com biqueiras em bronze pelas quais a água escorre.
Em 1950, a área da fonte foi tombada pelo SPHAN, do Governo Federal, devido às características coloniais das fachadas das construções, que caracterizam uma área do século XVIII.
A fonte também recebe alguns espetáculos culturais de dança e apresentações musicais, sendo um importante ponto de encontro na cidade.
A fonte do Ribeirão é tema de lendas populares em São Luís.
A mais conhecida trata de uma enorme serpente adormecida que cresce aos poucos no subsolo, cuja cabeça se encontra na fonte do Ribeirão e a cauda, abaixo da igreja de São Pantaleão; segundo a lenda, no dia em que a cabeça da criatura encontrar a cauda, o animal acordará e destruirá a ilha de São Luís.
Também há histórias que afirmam que os túneis da fonte teriam sido construídos para que os padres se locomovessem em segredo entre as igrejas da cidade, ou que tinham função estratégica de permitir a fuga no caso de uma invasão estrangeira ou revolta popular.
Lago, Parque Batista Campos / Praça Batista Campos, Belém, Pará, Brasil
Lago, Parque Batista Campos / Praça Batista Campos, Belém, Pará, Brasil
Belém - PA
Fotografia - Cartão Postal
Edifício da Cia. Port of Pará, Belém, Pará, Brasil
Edifício da Cia. Port of Pará, Belém, Pará, Brasil
Belém - PA
Fotografia - Cartão Postal
Devido a constante presença de estrangeiros no Pará, notadamente ingleses, franceses e holandeses, foi organizada uma expedição com cerca de 200 homens e 3 embarcações: “Santa Maria da Candelária”, “Santa Maria da Graça” e “Assunção”. Sob o comando de Francisco Caldeira Castelo Branco, em 12 de janeiro de 1616, a expedição conquistou o território, lançando os fundamentos de uma casa forte, recebendo em nossos dias a denominação de Forte do Castelo e a região, chamada de Nossa Senhora de Belém.
No início do século XX a Amazônia despontava como a maior produtora de borracha do mundo. Com isso crescia a afluência da navegação e logo surgiu a necessidade de se construir um Porto em Belém, pois os trapiches existentes na época eram ineficientes, perigosos e enfeiavam a cidade. Portanto, Belém estava fadada a ser uma grande metrópole, pois sua privilegiada situação geográfica no estuário amazônico lhe garantia, futuramente, tornar-se um importante centro urbano, pois praticamente todo o comércio da região, forçosamente, teria que passar pelo seu Porto.
O homem de negócios, natural da Pensilvânia – Estados Unidos, Percival Farquhar (1864-1953), depois de participar da organização da Light and Power em São Paulo e no Rio de Janeiro, recebeu autorização para executar diversas obras no cais da cidade de Belém, através do Decreto n.º 6.283, de 20.12.1906, conseguindo a concessão para explorar os serviços portuários, através da empresa Port of Pará Co.
A empresa organizada pelo engenheiro Percival por meio de ações vendidas nas bolsas de valores da França, Bélgica, Canadá e Estados Unidos da América do Norte, exercendo os direitos de sua concessão, a “Port of Pará”, como primeiro passo, encampou todos os trapiches do litoral da cidade, providenciando a demolição dos mesmos e construindo em seus lugares o moderno cais de Belém.
O primeiro trecho do Porto de Belém foi inaugurando em 02.10.1909, com 120 metros de cais e o primeiro armazém de 20 por 100 metros, sendo quatro anos depois concluídos em 1913 com 15 armazéns e 1.860 m de cais acostável.
O Decreto Lei n.º 2.154, de 27.04.40, criou a SNAPP – Administração Autônoma dos Serviços de Navegação da Amazônia e de Administração do Porto do Pará e o Decreto Lei n.º 2.436, de 22.07.40, passou para a União as instalações portuárias de Belém.
Mais tarde, o Decreto Lei nº 155, de 10 de fevereiro de 1967, extinguiu a SNAPP, dando lugar a Empresa de Navegação da Amazônia S.A. (Enasa), e a Companhia Docas do Pará (CDP), ambas sociedades de economia mista.
Vista Aérea Parcial da Avenida Cel. Otávio Tosta, Guaíra, Paraná, Brasil
Vista Aérea Parcial da Avenida Cel. Otávio Tosta, Guaíra, Paraná, Brasil
Guaíra - PR
Fotografia - Cartão Postal
Cine Brasília, Brasília, Distrito Federal, Brasil
Cine Brasília, Brasília, Distrito Federal, Brasil
Brasília - DF
Foto Postal Colombo N. 64
Fotografia - Cartão Postal
Bosque, Águas de Lindóia, São Paulo, Brasil
Bosque, Águas de Lindóia, São Paulo, Brasil
Águas de Lindóia - SP
Foto Postal Colombo N. 19
Fotografia - Cartão Postal
Nota do blog: Bosque Municipal Zequinha de Abreu.
Assinar:
Comentários (Atom)










