quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

Ânforas de Cristal do Museu do Ipiranga / Museu Paulista, Parque da Independência, São Paulo, Brasil

 






















Ânforas de Cristal do Museu do Ipiranga / Museu Paulista, Parque da Independência, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia


A escadaria do Museu do Ipiranga é um espetáculo à parte (só ela já é uma obra de arte). Sobre seus corrimões estão colocados ânforas de cristal com base de bronze com amostras das águas dos rios brasileiros que foram navegados pelos bandeirantes.
Os suportes de bronze trazem as características da fauna e flora da região, no caso das bacias amazônica e platina; para a bacia do Prata, a anhuma, e para a amazônica, o jacamim. A concepção dos suportes de bronze dos vasos que carregam as ânforas são de Adriaen Henri Vital Van Emelen. Quem os esculpiu, não é claro. Alguns suportes tem o nome do escultor Elio de Giusto. Nas pilastras da escadaria, oito vasos. Nas oito pilastras menores previu-se colocar vasos também menores.
Esta obra foi solicitada pelo então diretor da instituição, Afonso D’Escragnolle Taunay. Dois anos depois que ele assumiu o posto de diretor do Museu Paulista, em julho de 1919, Taunay escreveu para Oscar Rodrigues Alves, Secretário do Interior (do Estado de São Paulo), sobre seus planos para completar a decoração interna do Museu.
Com a imagem dos rios brasileiros, simbolicamente representados por essas ânforas d’água, Afonso Taunay procurou representar o “conjunto do território nacional”, conquistado através da navegação de uma imensa rede hidrográfica.
Em fevereiro de 1920 em carta, Pinto Couto lhe perguntou novidades sobre “aos vasos de que falamos”. Taunay respondeu “Há grandes expectativas, mas está tudo suspenso até agora, até a posse do novo governo ainda não tive autorização alguma. (...) Como lhe disse o serviço de estatuária do Museu constará de 6 estátuas de mármore e 1 de bronze, além dos vasos ornamentais também de bronze.”
Taunay sabia que era melhor esperar a chegada da comemoração do centenário da Independência do Brasil para falar com políticos sobre seus planos. E um ano depois, em 6 de julho 1921, o diretor em comissão do Museu, provavelmente Taunay, apresentou o projeto para o novo Secretário do Interior, Dr. Alarico Silveira, e explicou os detalhes e preços: “Para os vasos não tenho a proposta do Sr. Emelen que V. Ex. já conhece; executa os oito vasos monumentais por dez contos segundo o projeto que V. Ex. já conhece e aplaudiu.”
Três estudos de vasos e um “Detalhe da escadaria do Museu Paulista, com estudos de vasos” de autoria de van Emelen foram exibidos na exposição “Coleções em Diálogo: Museu Paulista e Pinacoteca de São Paulo” que aconteceu na Pinacoteca de 25 de janeiro de 2016 até 30 de janeiro de 2017.
Por razões ainda não descobertas, Adrien van Emelen não criou os vasos. O dinheiro não foi liberado ou os planos mudaram? Não foram achadas noticias sobre os vasos até 1927 quando Taunay solicitou a quantia de cinco contos de réis para encomendar os oito vasos ao escultor Elio De Giusto. E os vasos que encontram-se na escadaria do Museu Paulista tem a assinatura deste escultor.
As duas primeiras ânforas foram instaladas em 1928 e carregavam as águas, misturadas, dos cursos de rios localizados nos extremos do país: Oiapoque e Chuí (Norte e Sul) em uma, e Capibaribe e Javari (Leste e Oeste) na outra. É grande a importância de Afonso Taunay para o processo histórico do Museu, isso graças a seu profundo conhecimento sobre o bandeirismo paulista e do período colonial brasileiro. Ainda sobre as ânforas, foram colocadas, em 1930, as outras dezesseis peças que completam o conjunto, estas com as águas dos rios Tocantins, Parnaíba, Paraíba, Carioca, Madeira, Paraná, Capibaribe, São Francisco, Paraguai, Amazonas, Negro, Uruguai, Piranhas-Açu, Doce, Jaguaribe e Tietê. A colocação da última ânfora na escadaria aconteceu em 1931. Os recipientes de cristal tem capacidade de 10 litros. A única troca de água foi feita em 1991.
A representação da nação no Museu Paulista, através das águas dos rios, foi a estratégia adotada para a inserção de elementos alegóricos na construção da identidade nacional, aos quais somaram-se também exemplares da fauna (especialmente aves) e da flora. Texto de Marc Storms.
Nota do blog: Imagens 1 a 14, data 2024, crédito para Jaf / Imagens 15 a 18, data não obtida, crédito para Marc Storms.

Vista do Riacho do Ipiranga, São Paulo, Brasil




 



Vista do Riacho do Ipiranga, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia

Texto:
Um dos personagens da Independência, eternizado no primeiro verso do Hino Nacional como o palco do mítico grito “Independência ou morte” de Dom Pedro I, o riacho do Ipiranga, ou o que sobrou de suas “margens plácidas”, é uma espécie de metáfora da nação que construímos.
Que rio é esse? Entre a fantasia e a realidade, conta a história que aprendemos na escola que Pedro I e sua comitiva passaram pelo vale do Riacho Ipiranga, um dos caminhos que levavam de Santos a São Paulo. Foi com a expansão da cidade na esteira dos excedentes da exportação do café que, no final do século 19, início do 20, a região começou a ser ocupada. Em 1893, depois de uma crise de falta de água, a administração da província de São Paulo desapropria ali uma grande área, criando assim o Parque das Cabeceiras do Ipiranga, – que conhecemos hoje como Parque Estadual das Fontes do Ipiranga, para garantir o abastecimento de água da cidade.
O sistema contava com três reservatórios que abasteceram a região até 1928, quando a São Paulo Tramway, Light and Power assumiu o conjunto e o desativou, tornando a Guarapiranga o principal sistema de abastecimento da capital paulista. Desde então, a área desapropriada se transformou em um parque público. Em 1928, ali se instalou o Jardim Botânico e, posteriormente, o Jardim Zoológico, o Observatório de São Paulo, o Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade de São Paulo, entre outros equipamentos. A existência e a manutenção desta área como parque permitiu a proteção da mata atlântica e também da nascente do rio, até hoje preservada.
Fora da unidade de conservação, no entanto, o destino do Ipiranga até o seu deságue, no Tamanduateí, é muito parecido com a trajetória dos 1,5 mil quilômetros de rios e córregos que temos em nossa metrópole: canalização, entubação, poluição por esgoto e lixo e degradação. O rio foi canalizado em 1942, marcando o início, a cada mês chuvoso, das inevitáveis inundações na região. Retidas em canais retilíneos e galerias subterrâneas, sem suas curvas e meandros, as águas correm com muito mais velocidade e, portanto, com maior potencialidade de provocar enchentes.
Em 2019, como parte do projeto de restauração do novo Museu do Ipiranga, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) iniciou um trabalho para que o córrego do Ipiranga ficasse limpo a tempo das comemorações do bicentenário da independência brasileira, celebrado no ano passado. Aumentou a quantidade de esgoto captada de seus afluentes, mas o rio continua poluído e fedorento. Além disso, o córrego está longe de ser livre: o Ipiranga não escapou de nossa política empreiteira de macrodrenagem limitada às defasadas canalizações e seus correlatos contemporâneos, os piscinões. Neste momento a Prefeitura de São Paulo está investindo na construção de dois piscinões em seu leito.
Duzentos e um anos depois (2023), o riacho do Ipiranga é a metáfora da nação, cuja data de nascimento é festejada neste 7 de setembro. Poluído, sujo, oprimido pelas toneladas de concreto das políticas de drenagem que negam os rios, poderíamos dizer que do grito “independência ou morte”, a cena está mais para morte. Mas, as nascentes e os metros de rio limpo e vivo que correm dentro do parque é este outro pedaço da história: minoritário, porém resistente, desafiando a imaginação de um futuro onde o Ipiranga será um dos rios renaturalizados e vivos da nossa cidade. Texto de Raquel Rolnik.
Nota do blog: Data 2024 / Crédito para Jaf.

Funcionários e Caminhões da Cerâmica São Luiz, Década de 50, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil


 


Funcionários e Caminhões da Cerâmica São Luiz, Década de 50, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Fotografia


Nota do blog: Data década de 50 / Autoria desconhecida.

Jarra Abacaxi, Museu do Ipiranga / Museu Paulista, Parque da Independência, São Paulo, Brasil


 

Jarra Abacaxi, Museu do Ipiranga / Museu Paulista, Parque da Independência, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia

Vivemos para ver a popular jarra abacaxi virar acervo do Museu do Ipiranga...rs.
Mas foi merecido, a jarra abacaxi é um "clássico" dos lares brasileiros...rs.
Nota do blog: Imagem de 2024 / Crédito para Jaf.

Aspecto do Parque da Independência, Ipiranga, São Paulo, Brasil







Aspecto do Parque da Independência, Ipiranga, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia

Elemento decorativo do Parque da Independência em homenagem ao Centenário da Independência do Brasil (1822-1922). Infelizmente não está operacional e necessita de manutenção/reforma.
Nota do blog: Imagens de 2024 / Crédito para Jaf.

Placa do Arquiteto Tommaso Gaudenzio Bezzi, Museu do Ipiranga / Museu Paulista, Parque da Independência, São Paulo, Brasil




Placa do Arquiteto Tommaso Gaudenzio Bezzi, Museu do Ipiranga / Museu Paulista, Parque da Independência, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia


Nota do blog: Imagem de 2024 / Crédito para Jaf.

Entrada do Museu do Ipiranga / Museu Paulista, Parque da Independência, São Paulo, Brasil




Entrada do Museu do Ipiranga / Museu Paulista, Parque da Independência, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia



Nota do blog: Imagens de 2024 / Crédito para Jaf.

 

Estante, Museu do Ipiranga / Museu Paulista, Parque da Independência, São Paulo, Brasil





 

Estante, Museu do Ipiranga / Museu Paulista, Parque da Independência, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia


Bela peça de madeira com o brasão da República.
Nota do blog: Imagens de 2024 / Crédito para Jaf.

Aspecto do Edifício do Museu do Ipiranga / Museu Paulista, Parque da Independência, São Paulo, Brasil


 

Aspecto do Edifício do Museu do Ipiranga / Museu Paulista, Parque da Independência, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia



Nota do blog: Imagem de 2024 / Crédito para Jaf.

Acervo de Pinturas, Museu do Ipiranga / Museu Paulista, Parque da Independência, São Paulo, Brasil




































Acervo de Pinturas, Museu do Ipiranga / Museu Paulista, Parque da Independência, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia


Algumas das pinturas que você encontrará no Museu do Ipiranga.
Vale a pena visitar!
Nota do blog: Imagens de 2024 / Crédito para Jaf.