Os Dragões de Pedra Portuguesa na Calçada do Jardim do Museu do Ipiranga, São Paulo, Brasil - Artigo
São Paulo - SP
Artigo
O complexo do Museu do Ipiranga, um dos pontos turísticos mais
importantes do país, possui um detalhe que poucas pessoas percebem: as calçadas
da entrada principal do Parque da Independência.
Formadas por pedras portuguesas, o local tem um belo desenho de
dragões (ou grifos), que se tornaram tema de um belo debate histórico na
cidade. Vale dizer que a Prefeitura de São Paulo diz que os grifos
seriam para “enobrecer o jardim do Museu”.
Entretanto, existe uma outra explicação que muda até o conceito
das figuras: elas seriam, na verdade, dragões. E a justificativa é muito
simples: quando proclamou a independência do Brasil, Dom Pedro I era escoltado
pela Cavalaria de Guarda Dragões da Independência.
O ano oficial da criação dos atuais Dragões da Independência é
1808, quando foi organizado o 1º Regimento de Cavalaria do Exército. O dia 13
de maio foi escolhido para assinatura do decreto de sua criação, pois era
aniversário de Dom João VI, então príncipe regente.
Em 1936, por meio de decreto, o então 1º Regimento de Cavalaria
passou a ostentar a denominação histórica “Dragões da Independência”. Era a
concretização da ideia do deputado Gustavo Barroso, que sugeriu esse título em
um projeto de lei na Câmara dos Deputados, em 1917.
A farda característica dos Dragões da Independência foi
concebida pelo pintor francês Jean Baptiste Debret, durante a missão artística
francesa no Brasil, em 1816. O fardamento homenageia a Imperatriz Maria
Leopoldina, arquiduquesa da Áustria, e tem inspiração na tropa de Cavalaria de
Dragões daquele império.
Quando foram transferidos do Rio de Janeiro para Brasília, em
1968, os Dragões da Independência ficaram subordinados ao Comando Militar do
Planalto.
A unidade é responsável, juntamente com o Batalhão da Guarda
Presidencial, pela proteção dos palácios da Alvorada, do Planalto, do Jaburu e
da Residência Oficial da Granja do Torto. O cerimonial militar da Presidência
da República também é atribuição da unidade. Texto do São Paulo in foco.

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