quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Dama com Arminho (Lady with an Ermine) - Leonardo da Vinci



Dama com Arminho (Lady with an Ermine) - Leonardo da Vinci
Museu Nacional Cracóvia Polônia
Óleo sobre painel de madeira - 54x39 - 1489-1490

O retrato foi pintado em um momento em que Cecilia Gallerani, a modelo da obra, era a amante de Ludovico Sforza, duque de Milão (conhecido como “Il Moro”), e nessa época Leonardo estava a serviço do Duque. A pintura é um dos (apenas) quatro retratos de mulheres pintados por Leonardo, sendo os outros: a Mona Lisa, o retrato de Ginevra de 'Benci, e La Belle Ferronnière. Atualmente está sendo exibido no Castelo Real Wawel, enquanto estão sendo realizadas reformas no Museu Czartoryski em Cracóvia, Polônia. No momento da sua pintura, o meio de tinta a óleo era relativamente novo na Itália, tendo sido introduzido na década de 1470.
Cecilia Gallerani era de uma família grande, que não era nem rica nem nobre. Seu pai serviu durante algum tempo na corte do Duque. Na época em que seu retrato foi pintado, ela tinha cerca de 16 anos de idade e era famosa por sua beleza, sua escolaridade, e sua poesia. Ela foi prometida aproximadamente aos 10 anos para um jovem nobre da Casa Visconti, mas o casamento foi cancelado. Cecilia tornou-se amante do duque e lhe deu um filho, mas ele preferiu casar com Beatrice d'Este, uma mulher de uma família nobre.
Há várias interpretações sobre o significado do arminho no retrato. O arminho era um símbolo tradicional da pureza, porque acreditava-se que um arminho preferia enfrentar a morte, para não sujar sua pelagem branca. Da Vinci escreveu: “Por moderação, o arminho nunca come mais do que uma vez por dia, e ele prefere deixar-se capturar por caçadores, do que se refugiar em um covil sujo, para não manchar sua pureza”. Arminhos eram mantidos como animais de estimação pela aristocracia e suas peles brancas eram usadas para forrar ou guarnecer vestes aristocráticas. Para Ludovico il Moro, o arminho tinha mais um significado pessoal por ele ter recebido a Ordem do Arminho em 1488 e por usa-la como um emblema pessoal. A associação do arminho com Cecilia Gallerani poderia referir-se tanto à sua pureza, como para fazer uma associação com seu amante. Como Gallerani deu à luz um filho reconhecido por Lodovico em Maio de 1491, e havia uma associação entre doninhas e gravidez na cultura do Renascimento italiano, também é possível que o animal seja um símbolo da gravidez de Cecilia.
Na pintura, o olhar da modelo está dirigido para além da moldura da imagem. Como em muitas pinturas de Leonardo, a composição compreende uma pirâmide espiral com a modelo capturada no movimento de virar para um lado, enquanto o arminho vira para o outro, refletindo uma preocupação ao longo da vida de Leonardo, com a dinâmica do movimento. O retrato em três quartos de perfil era uma de suas muitas inovações. Este trabalho mostra a experiência de Leonardo na pintura da forma humana, com grande detalhamento. Raios-X e o exame microscópico da imagem revelaram um desenho preparatório delineado em carvão, e uma janela originalmente no lado direito da imagem, mais tarde eliminada. Impressões digitais de Leonardo foram encontradas na superfície da pintura, o que indica que ele usou os dedos para misturar suas pinceladas delicadas.
A pintura foi adquirida na Itália pelo príncipe Adam Jerzy Czartoryski. A inscrição no canto superior esquerdo da pintura, LA BELE FERONIERE. LEONARD DAWINCI, provavelmente foi adicionada por um restaurador logo após a sua chegada à Polónia. A pintura Belle Ferronière é outro retrato de Da Vinci no Louvre, cuja modelo tem uma semelhança tão estreita com a dessa pintura, que Czartoryski considerou ser a mesma pessoa. A pintura viajou muito durante o século 19. A Princesa Czartoryska o resgatou antes da invasão do exército russo em 1830, escondeu-o, e em seguida o enviou para Dresden e dali para o lugar de exílio dos Czartoryski em Paris, o Hôtel Lambert, devolvendo-o para a Cracóvia em 1882. Em 1939, quase imediatamente depois a ocupação alemã da Polônia, ele foi apreendido pelas nazistas e enviado para o Museu Kaiser Friedrich em Berlim. Em 1940, Hans Frank, governador-geral da Polónia, solicitou sua devolução para a Cracóvia, onde ele ficou pendurado em seu escritório. No final da Segunda Guerra Mundial, foi descoberto por tropas aliadas na casa de campo de Frank na Baviera. Então foi devolvido para a Polônia, para o Museu Czartoryski da Cracóvia. A pintura também aparece no filme The Monuments Men de 2014, sobre as ações do Exército dos EUA na Segunda Guerra Mundial para recuperar obras de arte roubadas pela Alemanha nazista.
Dama com Arminho, um dos quatro retratos femininos conhecidos de Leonardo da Vinci e a obra mais famosa exposta na Polônia, passa para as mãos do Estado polonês através de um acordo secreto e espetacular. Após negociações confidenciais entre o Ministério da Cultura e a Fundação Czartoryski, que administra uma valiosa coleção, o quadro Dama com Arminho, pintado em Milão no final do século XV, deveria mudar de proprietário em uma cerimônia oficial no Castelo Real de Varsóvia.
Em um anúncio prudente, o ministério se refere à “solução definitiva do estatuto da coleção dos príncipes Czartoryski”. Mas o próprio ministro de Cultura, Piotr Glinski, falou em “compra”. “A quantia pela qual o Estado polonês compraria esta coleção (…) não teria nada a ver com seu preço de mercado, seria várias vezes menor”, declarou Glinski à rádio pública. O montante não é conhecido, mas os meios poloneses calculam que seja 230 milhões de euros (mais de 1 bilhão de reais).
Esta coleção, uma das mais antigas e ricas da Europa, foi fundada em 1801 pela princesa Izabela Czartoryska para reunir e conservar obras de arte polonesas e europeias quando seu país estava partido e ocupado por três potências vizinhas. O valor real da coleção, que contém milhares de objetos, entre eles o óleo Paisagem com o Bom Samaritano, de Rembrandt, é difícil de se calcular e pode ultrapassar 2 bilhões de euros.
Desde a queda do comunismo, a coleção pertence à Fundação Czartoryski, fundada e presidida pelo príncipe Adam Karol Czartoryski, e tem sua residência oficial no Museu Nacional de Cracóvia. O governo quer garantir que a coleção não saia nunca da Polônia, uma possibilidade que existe enquanto pertencer à fundação que será um dia controlada pelos herdeiros do príncipe de 76 anos, que não têm vínculos diretos com o país centro-europeu. “A intenção do ministro da Cultura é mantê-la na Polônia para as gerações futuras”, disse o ministério por email.
A negociação secreta com o Estado gerou fortes tensões com o conselho de administração polonês da Fundação, que reagiu renunciando. “O conselho não participou nas conversas, não teve nenhuma influência na redação do contrato nem na decisão sobre o futuro da instituição após sua venda ao Tesouro Público, nem na determinação do seu preço de venda que, segundo o que diz a imprensa, está longe do valor real” da coleção, lamentou o presidente que renunciou, Marian Wolkowski-Wolski.
Lady with an Ermine (ItalianDama con l'ermellino [ˈdaːma kon lermelˈliːno]PolishDama z gronostajem) is a painting by Italian artist Leonardo da Vinci from around 1489–1490 and one of Poland's national treasures. The portrait's subject is Cecilia Gallerani, painted at a time when she was the mistress of Ludovico SforzaDuke of Milan, and Leonardo was in the Duke's service. It is one of only four portraits of women painted by Leonardo, the others being the Mona Lisathe portrait of Ginevra de' Benci, and La belle ferronnière.
The Lady with an Ermine was donated on 29 of December 2016 to the Ministry of Culture and National Heritage by Prince Adam Karol Czartoryski, the last direct descendant of Izabela Czartoryska Flemming and Adam Jerzy Czartoryski, who brought the painting to Poland from Italy in 1798.
The small portrait generally called The Lady with the Ermine was painted in oils on a wooden panelOil paint was relatively new to Italy at the time, having been introduced in the 1470s.
The subject has been identified with reasonable certainty as Cecilia Gallerani, the mistress of Leonardo's employer, Ludovico Sforza.
Gallerani was a member of a large family that was neither wealthy nor noble. Her father served for a time at the Duke's court. When her portrait was painted, she was about 16 years old and was renowned for her beauty, scholarship and poetry. She was married at approximately age six to a young nobleman of the house of Visconti, but she sued to annul the marriage in 1487 for undisclosed reasons and the request was granted. She became the Duke's mistress and bore him a son, even after his marriage to Beatrice d'Este 11 years previously. Beatrice was promised to the Duke when she was only 5, and married him when she was 16 in 1491. After a few months, she discovered the Duke was still seeing Gallerani, and forced the Duke to end the relationship by having her married to a local count named Bergamino.
The painting shows a half-height figure, the body of a woman turned at a three-quarter angle toward her right, but with her face turned toward her left. Her gaze is directed neither straight ahead, nor toward the viewer, but toward a "third party" beyond the picture's frame. Gallerani holds a small white-coated stoat, known as an ermine. Her dress is comparatively simple, revealing that she is not a noblewoman. Her coiffure, known as a coazone, confines her hair smoothly to her head with two bands of it bound on either side of her face and a long plait at the back. Her hair is held in place by a fine gauze veil with a woven border of gold-wound threads, a black band, and a sheath over the plait.
There are several interpretations of the ermine's significance. In its winter coat, the ermine was a traditional symbol of purity, as it was believed it would face death rather than soil its white coat. In his old age, Leonardo compiled a bestiary in which he recorded:
The ermine out of moderation never eats but once a day, and it would rather let itself be captured by hunters than take refuge in a dirty lair, in order not to stain its purity.
He repeats this idea in another note, "Moderation curbs all the vices. The ermine prefers to die rather than soil itself." Ermines were kept as pets by the aristocracy and their white pelts were used to line or trim aristocratic garments. For Ludovico il Moro, the ermine had a further personal significance in that he had been in the Order of the Ermine (Naples) in 1488 and used it as a personal emblem. The association of the ermine with Cecilia Gallerani could have referred both to her purity and to make an association with her lover. Alternatively, the ermine could be a pun on her name: The Ancient Greek term for ermine, or other weasel-like species of animals, is galê (γαλῆ) or galéē (γαλέη). This would be in keeping with Leonardo's placement of a juniper bush behind the figure in his portrait of Ginevra de Benci in reference to her name. Given that Gallerani gave birth to a son acknowledged by Lodovico in May 1491, and the association of weasels and pregnancy in Italian Renaissance culture, it also is possible the animal was a symbol of Cecilia's pregnancy. In addition, it has been speculated that the animal in the painting may not be an ermine, but a white ferret, a colour favoured in the Middle Ages because of the ease of seeing the white animal in thick undergrowth.
As in many of Leonardo's paintings, the composition comprises a pyramidic spiral and the sitter is caught in the motion of turning to her left, reflecting Leonardo's lifelong preoccupation with the dynamics of movement. The three-quarter profile portrait was one of his many innovations. Il Moro's court poet, Bernardo Bellincioni, was the first to propose that Cecilia was poised as if listening to an unseen speaker.
This work in particular shows Leonardo's expertise in painting the human form. Cecelia's outstretched hand was painted in great detail, with every contour of each fingernail, each wrinkle around her knuckles, and even the flexing of the tendon in her bent finger.
Lady with an Ermine has been subjected to two detailed laboratory examinations. The first was in the Warsaw Laboratories, with the findings published by K. Kwiatkowski in 1955. It underwent examination and restoration again in 1992 at the Washington National Gallery Laboratories under the supervision of David Bull.
The painting is in oil on a thin walnut wood panel, about 4–5 millimetres (0.16–0.20 in) thick, prepared with a layer of white gesso and a layer of brownish underpaint. The panel is in good condition apart from a break to the upper left side. Its size has never been altered, as indicated by a narrow unpainted border on all four sides.
The background was thinly overpainted with unmodulated black, probably between 1830 and 1870, when the damaged corner was restored. Eugène Delacroix was suggested to have painted the background. Its previous colour was a bluish grey. The signature "LEONARD D'AWINCI" (which is Polish phonetical transcription of the name "da Vinci") in the upper left corner is not original.
X-ray and microscopic analysis have revealed the charcoal-pounced outline of the pricked preparatory drawing on the prepared undersurface, a technique Leonardo learned in the studio of Verrocchio.
Apart from the black of the background and some abrasion caused by cleaning, the painted surface reveals the painting is almost entirely by the artist's hand. There has been some slight retouching of her features in red, and the edge of the veil in ochre. Some scholars believe there also was some later retouching of the hands.
Leonardo's fingerprints have been found in the surface of the paint, indicating he used his fingers to blend his delicate brushstrokes.
The painting was acquired in Italy in 1798 by Prince Adam Jerzy Czartoryski, the son of Princess Izabela Czartoryska and Prince Adam Kazimierz Czartoryski, and incorporated into the Czartoryski family collections at Puławy in 1800. The inscription on the top-left corner of the painting, LA BELE FERONIERE. LEONARD DAWINCI., was probably added by a restorer shortly after its arrival in Poland, and before the background was overpainted. Czartoryski was clearly aware it was a Leonardo, although the painting had never been discussed in print; no record exists of any previous owner. The Belle Ferronière is the Leonardo portrait in the Louvre, whose sitter bears such a close resemblance, the Czartoryskis considered this sitter to be the same.
The painting travelled extensively during the 19th century. During the November Uprising in 1830, the 84-year-old Princess Czartoryska rescued it in advance of the invading Russian army, hid it, and sent it 100 miles south to the Czartoryski palace at Sieniawa. Soon after, it was transferred to the Czartoryski place of exile in Paris, the Hôtel Lambert. The family returned to Poland in 1869, settling in Kraków. In the tumultuous aftermath of the German occupation of Paris in 1871 and the Commune, the family brought the painting to Krakow in 1876 and the museum opened in 1878. During World War I, the painting was moved to the Gemäldegalerie Alte Meister in Dresden for safe-keeping, returning to Krakow in 1920.
In 1939, just ahead of the German occupation of Poland, it was again moved to Sieniawa, but it was discovered and seized by the Nazis and sent to the Kaiser Friedrich Museum in Berlin. In 1940, Hans Frank, the Governor General of Poland, saw the painting there and requested it be returned to Kraków, where it hung in his suite of offices in the Wawel Castle. In 1941, it was transferred to a warehouse of other plundered art in Breslau. In 1943 it was brought back to Krakow and exhibited at the Wawel Castle. At the end of the Second World War it was discovered by Allied troops in Frank's country home in SchlierseeBavaria and was returned to Poland in 1946. It was again placed on exhibit at the Czartoryski Museum in Kraków, where it remained until the museum closed in 2010. Since May 2017, it has been exhibited in the National Museum, Kraków, just outside the Old Town.



Plantação de Chá, Viaduto do Chá, Vale do Anhangabaú, Década de 1890, São Paulo, Brasil


Plantação de Chá, Viaduto do Chá, Vale do Anhangabaú, Década de 1890, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia


Propriedade do coronel Arouche Rendon, a plantação de chá que deu nome ao viaduto sobre o Vale do Anhangabaú foi registrada nesta fotografia. Inaugurada em 1892, a versão do Viaduto do Chá feita de madeira e metal proveniente da Alemanha, foi demolida para dar lugar ao atual viaduto em 1938.
Nota do blog: Data e autoria não obtidas.

Filosofia de Internet - Humor

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Humor

Inauguração do Viaduto do Chá, 06/11/1892, São Paulo, Brasil


Inauguração do Viaduto do Chá, 06/11/1892, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia


6 de novembro de 1892, o Viaduto do Chá no dia de sua inauguração.
O Viaduto do Chá foi o primeiro viaduto a ser construído na cidade de São Paulo, localizado no Vale do Anhangabaú, no centro da cidade. Foi idealizado pelo francês Jules Martins em 1877, mas inaugurado apenas em 6 de novembro de 1892.
O Viaduto do Chá ganhou esse nome por causa das plantações nas fazendas do marechal José Arouche de Toledo Rendon. Com as ruas laterais enfeitadas de flores, bandeiras e uma iluminação especial, o Presidente do Estado, Bernardino de Campos, juntou-se a populares, funcionários da administração paulistana, membros da milícia e do clero para cortar a fita verde e amarela e atravessar o viaduto. O povo apelidou a obra de “Viaduto dos 3 vinténs”, porque durante algum tempo cobrou-se 60 réis para a travessia como uma espécie de pedágio.

Edifício Martinelli, São Paulo, Brasil


Edifício Martinelli, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia - Cartão Postal

Cavalos Bebendo Água no Riacho Ipiranga, Aproximadamente 1900, São Paulo, Brasil


Cavalos Bebendo Água no Riacho Ipiranga, Aproximadamente 1900, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia


No fundo, vê-se o Museu do Ipiranga, hoje Museu Paulista.

Propaganda do Edifício Conde de Prates, São Paulo, Brasil


Propaganda do Edifício Conde de Prates, São Paulo, Brasil
"O melhor negócio de todos os tempos!"
São Paulo - SP
Propaganda

Força Aérea Brasileira Desativa e Coloca a Venda 11 Caças Supersônicos por R$ 1,9 Milhão, Brasil

Força Aérea Brasileira Desativa e Coloca a Venda 11 Caças Supersônicos por R$ 1,9 Milhão, Brasil
Artigo


Os mais poderosos caças que a Força Aérea já operou estão à venda. Os 11 supersônicos Mirage 2000 C/B, capazes de voar a 2.336 km/h, formaram a elite da aviação brasileira de combate entre 2005 e 2013 e estão sendo oferecidos no mercado internacional pela Comissão Aeronáutica, em Washington. Preço bom, de oportunidade: o lote completo sai por US$ 508.631,12 (R$ 1,9 milhão). Novas, e conforme a configuração, poderiam custar até US$ 45 milhões cada.
Os aviões estão sendo mantidos em duas bases da FAB — em Brasília e Anápolis (GO). A oferta cobre um pacote completo: motores e sistemas eletrônicos de bordo foram preservados. Peças e componentes não estão incluídos. A Força informa que os caças negociados não têm condições de voo. A unidade mais barata está cotada a US$ 7.327,61. A mais cara, a US$ 62.635,12. A proposta vencedora será anunciada no dia 6. O comprador terá cinco dias para o pagamento e mais dois meses para retirar os aviões.
O Comando da Aeronáutica identifica qualquer dos nove países que ainda usam o Mirage 2000 em todo o mundo como clientes potenciais, interessados em uma espécie de desmanche, para usar partes na manutenção dos próprios jatos. Todavia, nada impede que um eventual colecionador faça sua oferta. Segundo um veterano do Esquadrão Jaguar, o 1.º Grupo de Defesa Aérea, de Anápolis, há dezenas de promotores de shows aéreos, na Europa e nos Estados Unidos, que se interessariam.
Qualquer que seja a natureza da transação, ela terá de passar pelo governo da França, país onde os caças foram fabricados pelo grupo Dassault Aviation, e onde foram comprados, já usados, pelo governo federal, em 2005, por cerca de US$ 200 milhões. A aquisição abrangia ainda a conversão dos supersônicos para os requisitos da FAB, dois tipos de mísseis, bombas, apoio logístico, treinamento, peças e partes sobressalentes. O acordo foi ajustado diretamente entre os então presidentes Nicolas Sarkozy e Luiz Inácio Lula da Silva.
Os Mirage 2000 fizeram bonito durante os oito anos em que foram operados pelo Esquadrão Jaguar. Eram vistos como equipamento de treinamento e transição para o espetacular jato Rafale C, também francês, cotado como favorito na escolha do novo modelo de múltiplo emprego da aviação militar do Brasil. Acabou dando o sueco Gripen NG, mais barato, inovador, e com ampla transferência de tecnologia, cláusula principal do interesse do Alto-Comando.
Entretanto, os F-2000 formaram duas gerações de pilotos de alto rendimento. A turbina Snecma M53 permitia instalar até 6,3 toneladas de bombas, mísseis e foguetes sob a asa do jato de 14,3 metros de comprimento e 9,13 m de envergadura, armado com um canhão Defa de 30 mm. A grande altitude, no limite de 17 km, na velocidade plena, podia cobrir a distância de Brasília a São Paulo em menos de meia hora. Desativados à meia-noite de 31 de dezembro de 2013, foram substituídos temporariamente pelos F-5M, modernizados pela Embraer Defesa. Os novos Gripen, 36 deles, começam a chegar em 2019.

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Caça AMX A-1, Força Aérea Brasileira, Brasil


Caça AMX A-1, Força Aérea Brasileira, Brasil
Fotografia

Caça AMX A-1, Força Aérea Brasileira, Brasil


Caça AMX A-1, Força Aérea Brasileira, Brasil
Fotografia


AMX A-1, ou simplesmente AMX é um avião de ataque ar-superfície usado para missões de interdiçãoapoio aéreo aproximado e reconhecimento aéreo. Foi desenvolvido pelo consórcio internacional AMX Internacional. Na Força Aérea Brasileira, ele é designado A-1 (A-1A para a versão monoplace e A-1B para a versão de dois lugares). Com a modernização o A-1 passa a incorporar o M em sua designação na FAB, tornando-se então A-1M. Na Itália, ele tem o apelido de "Ghibli".
O AMX é capaz de operar em altas velocidades subsônicas a baixa altitude, tanto de dia quanto de noite, e se necessário, a partir de bases pouco equipadas ou com pistas danificadas. O caça conta com relativamente baixa assinatura em infravermelho e reduzida secção frontal ao radar, para melhorar seu percentual de sucesso nas missões. A auto-defesa é proporcionada por mísseis ar-arcanhões integrados e sistemas de contramedidas eletrônicas.
Em 1977, a Força Aérea Italiana efetuou um requerimento para um caça-bombardeiro para substituir seus Aeritalia G.91 e alguns de seus F-104 Starfighter. Em vez de competir entre si pelo contrato, a Aeritalia (agora Alenia Aeronautica) e a Aermacchi concordaram em fazer uma proposta conjunta, já que ambas as companhias estavam considerando o desenvolvimento de uma classe similar de aviões por alguns anos. Os trabalhos de desenvolvimento iniciaram em abril de 1978.
Em 27 de março de 1981, o governo italiano e o governo do Brasil concluíram um acordo de requerimentos conjuntos para as aeronaves, e a Embraer foi convidada a se juntar ao programa em julho do mesmo ano.
Nesta parceria, ficou sob a responsabilidade da Embraer, além da montagem das unidades para a FAB, absorver o conhecimento para o desenvolvimento e produção dos conjuntos e componentes do sistema de acionamento dos trens de pouso da aeronave. A Embraer forneceria tanto para as aeronaves brasileiras quanto para as italianas, os conjuntos dos trens de pouso principais, válvulas e atuadores de acionamento, conjuntos de rodas, freios e conjuntos de suporte e alijamento de cargas sub-alares. Todos estes componentes seriam de fornecimento brasileiro. Para isso, foi criada em 1984 a Embraer Divisão Equipamentos (EDE), que em 2008 passou a se denominar Eleb Equipamentos Ltda.
O primeiro protótipo voou em 15 de maio de 1984. Embora esse exemplar tenha sido perdido durante o seu quinto voo (matando seu piloto), o programa de testes foi considerado tranquilo. A produção em série foi iniciada na metade de 1986, com os primeiros exemplares entregues à Força Aérea Italiana e à Força Aérea Brasileira em 1989. Desde então, ao redor de 200 AMXs foram construídos.
O batismo de fogo dos AMX foi através dos esquadrões italianos, que voaram 252 missões de combate sobre o Kosovo em 1999, como parte da Operação Forças Aliadas, sem nenhuma aeronave perdida.
Em 2011, três aeronaves da base italiana de Trapani, na Sicilia, totalizaram 500 horas de voo em missões na Líbia, entre os meses de abril e outubro, a serviço da OTAN.
Responsável pela incorporação de novas tecnologias como o HUD (Head-Up Display), HOTAS (Hands On Throttle And Sticks), MFD (Multi-Functional Display) e o RWR (Radar Warning Receiver), a Embraer Defesa e Segurança (EDS) entregou o primeiro avião de ataque AMX modernizado, identificado como A-1M, para a Força Aérea Brasileira em 3 de setembro de 2013.
A modernização seguiu o mesmo padrão das modernizações de outras aeronaves utilizadas pela FAB, o A-29 e o Northrop F-5EM Tiger II, com novos sistemas de navegação, armamentos, geração de oxigênio, radar multimodo e contramedidas eletrônicas.
Embraer Defesa e Segurança é uma unidade da Embraer, criada em 2011, que detém capacitação em gestão de integração de tecnologia e sistemas, através de parcerias com empresas de alta tecnologia, como a Elbit e a Orbisat, dentre outras. Foi criada para assumir a modernização dos vetores de combate (integração dos equipamentos e ensaios). A Elbit foi a responsável pelos sistemas aviônicos e a Orbisat, pelos radares e sensoreamento remoto.
O programa previu o investimento de US$ 400 milhões ao longo de 5 anos para a modernização de 43 caças AMX A-1. O programa também previu:
Substituição do radar pelo SCP-01, fabricado pela Mectron, de São José dos Campos.
Novo sistema de geração de oxigênio (OBOGS).
Novos MFDs
Iluminação compatível com o uso de óculos de visão noturna.
Visor montado no capacete.
Novo RWR.
Lançadores automáticos de chaff/flare.
Em maio de 2016, um remanejamento orçamentário elaborado pelo governo brasileiro obrigou o Ministério da Aeronáutica a cancelar a modernização do AMX. Das 43 aeronaves previstas, apenas três foram entregues à FAB.
Características:
Tripulantes: 1 (AMX), 2 (AMX-T; versão biplace de treinamento/operacional)
Comprimento: 13,23 m
Envergadura: 8,87 m
Altura: 4,55 m
Peso vazio: 6 730 kg
Peso carregado: 10 750 kg
Peso máximo: 13 000 kg
Motor: um turbofan Rolls-Royce Spey 807
Empuxo: 4 994 quilogramas-força (11 000 libras-força)
Desempenho:
Velocidade máxima: 1 020 km/h
Alcance: 3 330 km
Teto de serviço: 13 000 metros (42 650 pés)
Razão de ascensão: 10 240 pés/min
Relação empuxo/peso: 0,47
Armamentos:
1 canhão rotativo de 20 mm M61 Vulcan (aviões italianos) ou
2 canhões de 30 mm DEFA 554 (aviões brasileiros)
mísseis ar-ar AIM-9 Sidewinder ou MAA-1 Piranha nos trilhos das pontas das asas
3 800 kg de carga bélica em 5 pontos duros, incluindo bombas de emprego geral e bombas guiadas por laser, mísseis ar-superfície, foguetes e pods de reconhecimento.