segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Chevrolet Ipanema, Brasil







Chevrolet Ipanema, Brasil
Fotografia

Antes das minivans, as famílias brasileiras viajavam em peruas, versáteis automóveis quase sempre dotados de bagageiro no teto e tampa traseira, chamada às vezes de quinta porta. Ou melhor, terceira porta, pois Fiat Elba, Ford Belina e VW Parati atendiam à idiossincrasia nacional de carros de duas portas.
Foi nesse cenário que surgiu em 1989 a Ipanema, nas versões SL e SL/E. A frente arredondada em cunha do Kadett e os vidros rentes à carroceria eram inovações que mostravam preocupação com a aerodinâmica, deixando de lado a harmonia. O desenho da traseira (um corte abrupto para reduzir o arrasto pela turbulência) destoava do restante e foi muito criticado.
Se por fora deixava a desejar, o mesmo não acontecia no interior. Aconchegante como no Kadett, o acabamento seguia a tradição GM: plásticos de boa qualidade e estofamento confortável, mesmo na SL.
De ruim, só o espaço traseiro, pois foi mantido o entre-eixos do Kadett (2,52 metros). O porta-malas comportava bons 424 litros, mas a falta de cobertura deixava a bagagem exposta aos amigos do alheio.
Comparada ao Kadett, seu comportamento era mais equilibrado, graças ao acréscimo de peso na traseira. Mas ainda ficava devendo agilidade quando confrontada com a líder de mercado Parati. O câmbio de relações longas era voltado para baixo consumo e ruído, mas sacrificava as acelerações.
Se o desempenho não era seu forte, o mesmo não pode ser dito do conforto: direção hidráulica e câmbio automático eram opcionais exclusivos, bem como a regulagem pneumática de altura da suspensão traseira. Para a versão SL/E também estavam disponíveis ar-condicionado, check control, computador de bordo e trio elétrico.
Um pouco mais de fôlego chegou na linha 1992: enquanto a concorrência perdia desempenho com o uso de catalisadores, a GM apostava numa injeção monoponto simples.
Entre 1992 e 1993, uma SL/E 1.8 EFI a álcool fez parte de nossa frota de Longa Duração. Ela mostrou-se confiável ao longo dos 60 000 km e surpreendeu no desmonte, com desgaste mínimo no motor e cabeçote com vedação perfeita.
A injeção (primeira no mundo a usar etanol) manteve-se em perfeito estado. Mas tinha suas limitações. “As críticas mais frequentes (…) eram relacionadas com a dificuldade de partida a frio (…) e com o alto consumo de álcool”, dizia o texto de novembro de 1993 – a média de todo o teste foi de 8,69 km/l.
Mesmo com qualidades, a Ipanema não vendia bem. Decidida a virar a mesa, em 1993 a Chevrolet lançou (sem sucesso) a versão com quatro portas, vantagem até então exclusiva de Fiat Elba e VW Quantum. Para acabar com as críticas ao desempenho, ela ganhou a opção do motor 2.0 do Monza.
Em 1994, as versões SL e SL/E eram rebatizadas de GL e GLS e recebiam um tanque maior, de 60 litros. É dessa época a Ipanema GL 1995 do engenheiro André Antônio Dantas.
“Por ser um carro que foi da frota de executivos da GM, ela tem detalhes diferenciados, como a padronagem de estofamento da SL/E, ar-condicionado e um relógio analógico no painel que só saiu nos Kadett alemães”, diz André. “Sua manutenção é muito simples, pois não há catalisador, cânister ou sonda lambda.”
A Ipanema ficou no mercado por mais dois anos: em 1996 recebeu apenas alterações cosméticas, com para-choques redesenhados e da cor do veículo, nova grade e logotipo, além de lanternas fumês. O motor recebeu injeção multiponto em 1997, marcando o último e derradeiro ano de fabricação da incompreendida versão perua do Kadett.


Chevrolet Corsa Sedan, Brasil





Chevrolet Corsa Sedan, Brasil
Fotografia


O Corsa é um dos automóveis mais bem-sucedidos do país e chegou ao mercado com uma missão árdua: substituir outro grande sucesso, o Chevrolet Chevette – um compacto com mais de 1 milhão de unidades produzidas em 20 anos. No auge, sua família era completa: além do hatch, havia uma perua (Marajó) e uma picape (Chevy 500).
Em 1994, o Corsa foi apresentado e escancarou o abismo que separava a GM do Brasil da alemã Opel: o pequeno hatch surpreendeu pelo estilo arredondado e importantes virtudes, como injeção eletrônica, bom acabamento e um interior bem aproveitado. Comparado ao último Chevette, ele era melhor em quase tudo.
Porém, o porta-malas de 260 litros não era suficiente para satisfazer os donos tradicionais do Chevette, acostumados ao compartimento com 323 litros – público que só se deu por satisfeito ao saber que a turma de São Caetano do Sul já estava trabalhando no Projeto Gemini (ou 2060).
De fato, a engenharia da GM estava acelerada: em média, uma nova versão do Corsa era apresentada a cada três meses. Primeiro vieram a Pickup e o hatch de quatro portas. Guardado a sete chaves, as linhas do Corsa Sedan acabaram vazando em agosto de 1995, graças a um furo de reportagem que ganhou a capa de QUATRO RODAS.
Desenvolvido especialmente para o mercado brasileiro, o resultado final era dos melhores: mantendo a mesma distância entre os eixos do hatch, o terceiro volume acrescentava apenas 30 cm ao comprimento total. Todas as proporções eram muito harmoniosas: a nova coluna C definia a queda suave do vidro traseiro e recebia uma terceira janela lateral.
O maior beneficiado era o porta-malas: nada menos que 390 litros, um acréscimo de 33%. Bem executado, o projeto nacional incluía o acesso ao porta-malas pelo interior do veículo, por meio do rebatimento do banco traseiro, solução ainda rara entre os sedãs nacionais. Ao contrário do hatch, os para-choques eram sempre pintados na cor da carroceria.
Mas a melhor novidade era o motor de 1,6 litro e cabeçote de oito válvulas da Pickup, que recebia injeção eletrônica multiponto para obter um expressivo salto de potência (de 79 cv para 92 v), sem comprometer o torque em baixas rotações. O desempenho era bem adequado: máxima de 176 km/h e 12,8 s para sair da imobilidade e alcançar os 100 km/h.
Havia duas opções de acabamento: a básica GL e a requintada GLS, que se diferenciava pela oferta de faróis de neblina, travas e vidros com acionamento elétrico e rodas de liga leve de aro 14 com pneus 185/60. Direção hidráulica, ar-condicionado e freios ABS, só como opcionais.
De visual caprichado, não demorou para que a versão GLS ganhasse o apelido de “baby Vectra”, principalmente após a adoção da transmissão automática Aisin de quatro marchas.
Para quem gostava de acelerar também foi oferecido o motor 1.6 16V com 102 cv. Fabricado em 1996, o Sedan GLS 1997 que ilustra a reportagem pertence ao casal Fernanda e Fabrício Soares, de São Paulo: “É um carro que honra a tradição do Chevette: pequeno e com bom porta- malas, é robusto, confiável, de manutenção simples e baixo consumo”.
Com motor 1 litro de 60 cv, a versão Wind introduzia o Corsa Sedan no segmento dos populares em 1998. As versões mais caras ganhavam a opção do airbag para o motorista, mas a chegada do Astra Sedan cativou o público disposto a pagar por mais espaço. A potência subiu para 68 cv na versão Super 16V, mas era pior em dirigibilidade. Reestilizado em 2000, o Sedan recebeu para-choques e lanternas redesenhados e, alguns meses depois, faróis com lente de policarbonato. O sucesso do Sedan entre os populares o tornou imune à chegada da terceira geração em 2002. Rebatizada de Classic, a segunda geração quebrou os dois recordes do Chevette: o de produção e o de longevidade, estando prestes a completar seu 21° aniversário.

Avenida Beira Mar, Russel, Rio de Janeiro, Brasil

Avenida Beira Mar, Russel, Rio de Janeiro, Brasil
Rio de Janeiro - RJ
N. 217
Fotografia - Cartão Postal

Vista Parcial, Rio de Janeiro, Brasil

Vista Parcial, Rio de Janeiro, Brasil
Rio de Janeiro - RJ
N. 163
Fotografia - Cartão Postal

Ponte Grande, Rio Tietê, São Paulo, Brasil



Ponte Grande, Rio Tietê, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
N. 35
Fotografia - Cartão Postal

Filosofia de Internet - Humor


Filosofia de Internet - Humor
Humor

domingo, 22 de setembro de 2019

Campo de Trigo com Ciprestes (Wheatfield with Cypresses) - Vincent Van Gogh


Campo de Trigo com Ciprestes (Wheatfield with Cypresses) - Vincent Van Gogh
Coleção privada
OST - 51x65 - 1889

Campo de Trigo com Ciprestes (Wheat Field with Cypresses) - Vincent Van Gogh


Campo de Trigo com Ciprestes (Wheat Field with Cypresses) - Vincent Van Gogh
Metropolitan Museum of Arts Nova York
OST - 73x93 - 1889

Cypresses gained ground in Van Gogh’s work by late June 1889 when he resolved to devote one of his first series in Saint-Rémy to the towering trees. Distinctive for their rich impasto, his exuberant on-the-spot studies include the Met’s close-up vertical view of cypresses and this majestic horizontal composition, which he illustrated in reed-pen drawings sent to his brother on July 2. Van Gogh regarded the present work as one of his “best” summer landscapes and was prompted that September to make two studio renditions: one on the same scale (National Gallery, London) and the other a smaller replica, intended as a gift for his mother and sister (private collection).

Theatro Municipal, São Paulo, Brasil


Theatro Municipal, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
N. 50
Fotografia



Iniciou-se no ano de 1895 as discussões sobre a construção de um teatro especificamente para ópera com um projeto enviado para a Câmara Municipal que tramitou sem sucesso. Em 1898, após o Theatro São José ser destruído por um incêndio, a Câmara Municipal lançou incentivo para o empreendimento da construção de um novo teatro, mediante a isenção de impostos. O empreendimento seria efetuado quando a concessão para isenção de impostos é estabelecida em 50 anos. O Escritório Técnico de Ramos de Azevedo apresenta a proposta de construção. Outra proposta já havia sido apresentada por Cláudio Rossi ao primeiro prefeito Antônio Prado que fez a aproximação entre o escritório de Ramos de Azevedo.
O Theatro Municipal de São Paulo, a principal casa de ópera do país.
O local escolhido para a construção foi o Morro do Chá, que já abrigava o Teatro São José. Com o projeto de Cláudio Rossi, desenhos de Domiziano Rossi e construção pelo Escritório Técnico de Ramos de Azevedo, as obras foram iniciadas em 26 de junho de 1903 e finalizadas em 1911. O estilo arquitetônico da obra é o eclético, em voga na Europa desde a segunda metade do século XIX. São combinados os estilos Renascentista, Barroco do setecentos e Art Nouveau, sendo o último o estilo da época. O teatro é estruturado em quatro corpos: a fachada, composta pelo vestíbulo, o salão de entrada e a escadaria nobre; o central, no qual encontra-se a sala de espetáculos; o palco; e, por fim, o ambiente onde estão localizados os camarins.
A inauguração estava marcada para o dia 11 de setembro, mas devido ao atraso na chegada dos cenários da companhia Titta Ruffo em São Paulo, pois vinham de turnê pela Argentina, foi adiada para 12 de setembro. Houve uma grande aglomeração de pessoas no entorno do edifício. Cerca de 20 mil cidadãos vieram admirar a iluminação com energia elétrica vinda do interior e do entorno do Theatro Municipal, algo que era atípico na época.
Além da inauguração, a noite de 12 de Setembro de 1911 foi cenário do primeiro trânsito da cidade de São Paulo. O espetáculo foi iniciado com a abertura da ópera Il Guarany, de Carlos Gomes, devido à pressão da crítica paulistana. Seguiu-se depois a encenação da ópera Hamlet, de Ambroise Thomas, com o barítono Titta Ruffo no papel principal. A companhia apresentou outras óperas durante a primeira temporada.

Viaduto do Chá, São Paulo, Brasil


Viaduto do Chá, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia