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quarta-feira, 18 de março de 2020
Audi SQ7, Alemanha - Jeremy Clarkson
Audi SQ7, Alemanha - Jeremy Clarkson
Fotografia
O James May decidiu que não gosta dos Audi. Recentemente, tive de levá-lo atrás no novo SQ7 e ele ficou rateando, como um motor de lancha em marcha lenta. Não me preocupei em ouvir todas suas reclamações, mas a ideia geral parece ter sido: muito design para pouca engenharia.
Como de costume, ele estava errado. Porque o SQ7, versão apimentada do maior SUV da Audi, é de fato uma coisa abrutalhada, cujo desenho não foi refinado o suficiente. Mas tem mais engenharia nesse foguete de estrada de 2,3 toneladas e 5 metros do que encontramos naquele galpão gigante construído sobre o reator 4 de Chernobyl. Ele é uma orgia estonteante de força bruta e chips.
Vamos começar pelo motor. Empurrando o SUV que vai de 0 a 100 km/h em 4,8 segundos e atinge 250 km/h, seria de se esperar um monstruoso V12 a gasolina. Mas para torná-lo ainda mais irritante para os ecochatos do mundo, existe um V8 diesel de 4 litros e 475 cv, com alimentação de ar forçada.
Digo “alimentação de ar forçada” em vez de “turboalimentado” porque a Audi criou uma maneira nova de forçar ar para dentro dos cilindros. Há dois turbos, como se espera hoje em dia, mas após o intercooler há algo que os alemães chamam de EPC (Electrically Powered Compressor). O que é um compressor movido por eletricidade, em vez de pelos gases de escape. Que pode ir de 0 a 70.000 rpm em menos de 250 milissegundos. O que é praticamente instantâneo.
Em um carro turbo comum, sempre existe um intervalo entre você pisar no acelerador e o motor entregar todo seu potencial. Isso porque a turbina leva tempo para chegar à velocidade de trabalho. NO SQ7, esse intervalo é preenchido pelo EPC.
O que eu adoro é que se trata de uma solução complicada para um problema que hoje só existe em livros de álgebra. O turbolag, ou retardo do turbo, era pronunciado e incômodo quando surgiram os primeiros turbinados de rua, nos anos 70. Mas agora só é perceptível se prestar muita, muita atenção. Significa que a Audi gastou uma fortuna exorcizando algo que ninguém vai notar.
E isso me leva ao motor em si, especificamente os eixos de comando de válvulas, cujo perfil foi desenhado de forma a variar a extensão do movimento das válvulas. Isso é mecânica avançada que, segundo a Audi, fornece torque quando você quer e economia no resto do tempo. Novamente você não vai notar, mas…
O que você vai notar no SQ7 é que, ao virar uma esquina, sua carroceria não parece rolar muito. Este é um carro grande assentado em pernas- de-pau, por isso poderíamos esperar que as maçanetas raspassem no asfalto se você forçasse em uma curva. Mas isso não acontece. Por causa de mais engenharia.
Um sistema antirrolagem elétrico fica desativado no off-road, para que você não chacoalhe demais, e é ativado na estrada, andando rápido. E quando está em ação, ele levanta o lado do veículo que deveria se inclinar para fora. É uma tecnologia que foi experimentada, e então banida, na Fórmula 1.
Adoraria dizer que ele faz seu trabalho inteligente sem afetar o conforto, mas seria mentira. Você sente as irregularidades do piso – um pouquinho -, mas de novo admiro o modo como os engenheiros tiveram liberdade de experimentar. Eles poderiam ter só pintado algumas faixas chamativas nas laterais e colocado pneus grandes, mas foram além – e gosto disso. O SQ7 tem até um suave esterçamento nas quatro rodas.
Poderia continuar falando das suas inovações sem parar. A Audi inventou um jeito de combinar leveza com resistência: temos economia de combustível num carro que não se desmanchará se bater numa árvore.
É hora de ir para dentro do veículo, que tem duas fileiras de bancos e uma terceira temporária, elevada eletricamente do piso do porta-malas. Você nunca colocará sua avó lá, mas para crianças esses assentos funcionam bem. Vá para o banco da frente e começamos a ver as coisas que irritam o May.
James é um cara que gosta de consertar telefones de discar, por isso ficaria irritado com o que ele chamaria de “iluminação azul para baixo desnecessária” e a Audi chama de “design horizontal”.
Não tenho ideia do que seja isso, nem por que é melhor do que o design vertical, mas gostei do resultado. Exceto pela suspensão ligeiramente dura, o SQ7 é um bom espaço para se estar. E mesmo com 1 milhão de novas soluções de engenharia, não é como a cabine de uma nave espacial. É simples e direto, e você nunca fica olhando para um botão pensando: “Que p… essa coisa faz?”.
Você aperta um botão, seleciona o modo de condução no câmbio automático com conversor de torque – surpreendentemente tradicional – e dirige.
Então, o carro é rápido, forte, seguro, inteligente, inovador, espaçoso, bem fabricado e, até onde posso ver, totalmente sem sentido. Durante uma semana tentei imaginar quem compraria uma coisa dessas e não consegui. Conheço gente que gosta de dirigir carros rápidos e eles apreciarão o som grave e meio áspero do grande V8 a diesel. Mas ninguém que gosta de carros desse tipo vai querer que ele tenha sete lugares.
Há pessoas que precisam dos sete para levar as crianças à escola. Sim, a antirrolagem da Audi evitará que elas fiquem nauseadas e isso é bom, mas quem precisa de 91,8 mkgf de torque e meio bilhão de cavalos para levar os filhos ao parque?
É a mesma coisa com seu poder off-road. Sim, o Audi pode se levantar, para oferecer boa altura do solo, e tem tração 4×4. Mas usa pneus esportivos, por isso, se você tentar enfrentar um lamaçal, ficará atolado. Ou seja, ele não é um fora de estrada de verdade.
Esse é o problema. Ele não é para o off-road, não é um esportivo, não é um carro de luxo suntuoso para viagens longas e, sem dúvida, não é exatamente bonito. O único fator que te faria levantar uma sobrancelha é o preço: custa menos de 71.000 libras (R$ 275.000), o que é um bom custo-benefício para tanta engenharia. Ele é 15% mais barato do que um Range Rover V8, que é mais lento e menos prático.
O problema é que 71.000 libras é muito para um carro que você não precisa e nem quer.
Ferrari 488 GTB, Itália - Jeremy Clarkson
Ferrari 488 GTB, Itália - Jeremy Clarkson
Fotografia
Nós britânicos gostamos de pensar em nós mesmos como
bem-educados e cultos, com um grande senso de humor e uma determinação férrea.
Mas quando dirige uma Ferrari por aqui, você percebe logo que, na verdade,
somos hipócritas, amargos e cheios de inveja e ódio.
Se uso um carro normal para ir trabalhar, eu paro no cruzamento
do final da minha rua e as pessoas me deixam entrar no lento rastejar da via
principal. Mas quando eu estou em uma Ferrari, é o oposto.
Na Grã-Bretanha, o Sr. Normal vê a Ferrari como lembrete de que
sua vida não se desenrolou como esperava. Ele vê seu motorista como
personificação do menino que roubava seu lanche na escola. Ele acredita que, se
puder criar obstáculos para alguém numa Ferrari, é um tapa na cara dos ricos e
privilegiados. E depois há os ciclistas. Muitos usam sua bike para promover uma
guerra de classes. Eles veem os motoristas como um cruzamento entre Margaret
Thatcher e Hitler, por isso gritam e cospem nos carros. Mas se estiver numa
Ferrari, eles ficam frenéticos, pois agora você é um embaixador do próprio
demônio. Você usa mão de obra infantil para ganhar dinheiro. Então, é o dever
deles bater no seu teto e gritar obscenidades.
Mesmo os bem de vida não podem lidar com uma Ferrari. Em uma
cidadezinha próxima a Londres, encontrei um BMW M3. Ele era o macho alfa dessa
terra. E ele realmente não gostava de que aparecesse alguém com um membro
obviamente maior. Então, ele emparelhou comigo, rugiu seus escapamentos, dançou
e patinou para fazer com que eu fosse embora. E eu fui.
Você não consegue qualquer uma dessas respostas em outros
países. Uma Ferrari nos EUA é um estímulo, um lembrete de que você precisa
acordar mais cedo e se esforçar mais. Na Itália é uma obra de arte, que deve
ser admirada. Em qualquer outro lugar, é um sonho tornado realidade. Mas na
Grã-Bretanha, faz com que todo mundo diga: “it’s all right for some” (“algumas
pessoas têm sorte”). Que é a expressão mais deprimente da língua inglesa.
Isso significa que, para cada minuto de prazer que você obtém
com sua Ferrari, tem de aguentar dez minutos de abuso e ódio. Significa que
você precisa ser durão para dirigir uma. A não ser que você me encontre em suas
viagens. Porque, quando vejo alguém dirigindo uma Ferrari hoje, quero correr e
abraçá-lo e me oferecer para ter filhos com ele.
O problema é o imposto sobre ganho de capital aqui no Reino
Unidos, que fez carros como as Ferrari virarem uma moeda de alto valor. Você
compra algo raro, coloca na garagem, sempre cobrindo com uma capa, e então você
vende e embolsa 100% do aumento de valor. O Leão não recebe um centavo.
Significa que ela é seu pé-de-meia. Sua poupança com limpador de para-brisas. E
você não vai sair com ela por aí. O risco é grande demais.
Isso me entristece, porque todos os carros maravilhosos do
mundo agora estão trancados em adegas com umidade controlada. O que significa
que não estão na estrada, onde eles pertencem. Se fosse ministro da Fazenda
britânico, eu decretaria um imposto sobre ganho de capital em carros e traria
todos esses carros maravilhosos de volta às vistas do público, para podermos
ter a satisfação de contemplá-los.
Certamente, se fosse dono da Ferrari que dirigi recentemente,
eu a usaria para ir a todo lugar. Eu me apresentaria para fazer coisas para
amigos. E eu ficaria feliz se meu filho me ligasse às 3 da manhã dizendo que
ficou sem dinheiro e não tinha como vir para casa. Porque daí eu poderia sair
para pegá-lo.
Há os que dizem que a 488 GTB não é uma Ferrari de verdade,
porque é turbo. E essa turboalimentação não tem espaço num puro-sangue desses.
Eles argumentam que ela é turbo só para atender às normas de emissão da União
Europeia e que seguir estritamente a letra da lei vai contra o ethos da
Ferrari. Ferrari é liberdade e adrenalina, velocidade e paixão, beleza e alma.
Não é sobre dióxido de carbono e burocracia.
Sim, eu entendo. Mas não esqueçamos que a Ferrari de F-1 de
Gilles Villeneuve era turbo e que a melhor Ferrari de todas – a F40 – também. E
não podemos esquecer que, graças aos modernos sistemas de gerenciamento de
motor, você não tem como saber que bruxaria está sendo usada para bombear
combustível e ar para o V8. Ela nem sequer tem som de carro turbo. Tem o som de
uma Ferrari. Um som lindo. Um som maravilhoso.
E, por Deus, é adorável de dirigir. Você pode passear
tranquilamente com o câmbio no automático, pois ela não é nada desconfortável
ou difícil. Esse é talvez o maior feito da Ferrari com a 488. Pegar algo tão
afinado, nervoso e potente e fazê-lo parecer um gatinho. Ela é tão dócil que
você fica com a impressão de que não é possível que ela ande quando você cravar
o pé no acelerador.
Mas ela anda, e como! Eu não conheço qualquer outro carro com
motor central que passe uma sensação de ser tão amigável. Tão a seu favor. Não
há absolutamente nenhuma saída de frente, tampouco qualquer perda súbita da
traseira. A velha 458 não era tão boa quanto um McLaren 12C. Mas o novo carro
coloca o cavalinho rampante de volta no topo. Como máquina de dirigir ela é –
não tenho outra palavra – perfeita.
Bem, eu ainda detesto o painel. Colocar todos os controles dos
faróis, setas e limpadores de para-brisa no volante é algo tolo. E também o GPS
e o rádio, que só podem ser operados pelo motorista.
Mas a melhor coisa da 488 é que você pode usá-la. O James May
recentemente adquiriu a velha 458 Speciale, cujo valor disparou para um nível
que faz com que ele praticamente não a use. Já a 488, como não é uma edição
especial, não vai lhe trazer lucro. Por isso você pode, e deveria, usá-la como
um carro.
Sim, ela vai fazer com que todos na rua tenham ódio de você.
Mas olhe desta maneira: quando você está enchendo o tanque dela sendo xingado
pelo cara da bomba ao lado, dê-lhe uma razão real para que ele não goste de
você. Vá até ele e fale que se você não tivesse uma Ferrari, isso não faria
diferença na vida dele. Ele ainda estaria indo para uma floricultura sem graça
em seu Citroën caindo aos pedaços com sua mulher feia e dois filhos idiotas.
Hino do Comercial Futebol Clube, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Hino do Comercial Futebol Clube, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Hino
Nota do blog: Data não obtida / Crédito para Comercial Futebol Clube.
Construção da Igreja de São José de Anchieta, Pátio do Colégio, São Paulo, Brasil
Construção da Igreja de São José de Anchieta, Pátio do Colégio, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia
Demolição da Antiga Igreja de Anchieta, Pátio do Colégio, São Paulo, Brasil
Demolição da Antiga Igreja de Anchieta, Pátio do Colégio, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia
Ferrari LaFerrari Aperta 2017, Itália
Ferrari LaFerrari Aperta 2017, Itália
Fotografia
Recalling many design cues of the Enzo, the LaFerrari’s design
is equally forward-thinking. Though no larger than the Enzo in footprint, even
more impressive is that Ferrari managed to squeeze in both a 6.2-liter V-12
engine and a 120 kW electric motor. With 789 bhp on tap from the V-12 and an
additional 161 bhp from the electric motor, total output is rated at 950 bhp.
Despite the car’s massive output and power train, care of its advanced hybrid
system, the LaFerrari’s carbon footprint is noticeably smaller when compared to
the Enzo. Unveiled at the 2013 Geneva International Motor Show, the LaFerrari
created global fanfare, and anyone with the means wanted Ferrari’s latest and
greatest hypercar. Picking up the torch from the Enzo, LaFerrari continues the grand
tradition of mid-engined Ferrari hypercars that began with the 288 GTO, a car
which found its own inspiration from the legendary 250 GTO.
As limited as the LaFerrari was, Ferrari’s most important
clients were in for an even more exciting open version, the Aperta. Offered to
clients who already owned a LaFerrari, only 210 examples were built, with all
pre-sold before its debut at the 2016 Paris Auto Show. During Ferrari’s 70-year
history, there has never been another vehicle as eagerly anticipated or as technologically
advanced as the LaFerrari Aperta—the result of seven decades of ingenuity,
perseverance, creativity, passion, and success. The LaFerrari Aperta embodies
every aspect of the company and its founder, Enzo Ferrari. Putting the company
firmly at the forefront of automotive technology thus far in the 21st century,
the LaFerrari Aperta combines lessons learned from Formula 1, Corse Clienti,
and Ferrari’s road-going supercars of the past.
Delivered new to an American Ferrari collector, this LaFerrari
Aperta was attractively ordered with optional Giallo Triplo Strato paint
with complementary yellow accents throughout the black interior. The
Ferrari Extracampionario (triple layer) paint was a
$28,000 option and gives the car a slightly pearlescent appearance, making it
much more striking than standard yellow. Some of the many options include
exterior carbon-fiber trim, yellow brake calipers, sport exhaust pipes, racing
stripe, 20-inch forged black wheels, large seat cushions, and the Ferrari horse
stitched on the headrests. The optional suspension lift raises the front of the
Aperta at the push of a button to prevent the nose from scraping, making it
much more practical on city streets. Today this Aperta has just 175 miles from
new and remains in virtually new condition. Included with the car is a set of
books in their leather case, battery charger, soft top, and other accessories.
For the uppermost echelon of Ferrari collectors, the LaFerrari
Aperta epitomizes what Ferrari is today: a company that provides cars with the
utmost performance and exclusivity, honoring their past whilst looking toward
the future through cutting-edge design and technology. Today it sits on the
same pedestal that the Enzo did in the 2000s, the F50 of the 1990s, and the 250
GTO of the 1960s. The LaFerrari Aperta is without question the ultimate Ferrari
road car of this century, and from the moment of its inception, it has been
considered a must-have in any world-class collection of Ferraris.
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