sábado, 16 de maio de 2020

Rua Tabatinguera, 26/12/1942, São Paulo, Brasil


Rua Tabatinguera, 26/12/1942, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia


Um dos mais antigos e tradicionais logradouros de São Paulo. Em 1830 era conhecida como Rua do Matemático pela óbvia razão de nela residir um renomado matemático. E vieram outros efêmeros nomes: Coronel Tamarindo e Dr. Rodrigo Silva — a partir de 1914 a denominação Rua Detraz da Boa Morte e a Ladeira da Tabatinguera passaram definitivamente a ser a Rua Tabatinguera.
À frente, a Rua das Carmelitas que termina na Frederico Alvarenga, antiga Rua do Hospício defronte ao antigo Gymnasio do Estado, posteriormente Faculdade Mauá. Ao fundo — na esquina da Rangel Pestana com a Rua Alexandria — o Edifício Guarany projeto do arquiteto Rino Levy em fase de conclusão. De autoria de João Alberto José Robbe a imagem foi registrada em 26/12/1942.

Propaganda da "Linotipo Mergenthaler", Rio de Janeiro, Brasil


Propaganda da "Linotipo Mergenthaler", Rio de Janeiro, Brasil
Rio de Janeiro - RJ
Propaganda


Em 11 de maio de 1854, nasceu na Alemanha o inventor Ottmar Mergenthaler, a quem devemos a linotipo, máquina que propiciou um grande avanço na tecnologia da impressão no final do século XIX. Pela invenção, alguns o chamaram de “o segundo Gutenberg”.
Na juventude, Mergenthaler foi aprendiz do relojoeiro Sr. Hahl por quatro anos. Em 1872, imigrou para os Estados Unidos, onde trabalhou com August Hahl (filho de seu mestre), fabricante de instrumentos científicos em Washington. Naquela cidade, pôde ter contato diário com inventores de diversos lugares, construindo os modelos que deveriam acompanhar os pedidos de patente.
Em 1876, estabelecido em Baltimore, Mergenthaler começou a dedicar-se às máquinas de escrever e reproduzir textos a partir de um invento de Charles T. Moore, modelo que procurou aperfeiçoar mas não obteve resultados satisfatórios. Durante anos, Mergenthaler dedicou-se à invenção e aperfeiçoamento de máquinas destinadas a esse fim, até que em 1884 inventou a linotipia e a primeira máquina linotipo, chamada Linotype Blower. Foi utilizada comercialmente pela primeira vez para compor parte da edição do jornal The New York Tribune do dia 3 de julho de 1886.
Segundo Emanuel Araújo, autor da obra “A construção do livro” (edição publicada no Rio de Janeiro pela Lexikon Editora Digital, em 2008), esse sistema apresentava algumas limitações em relação à variação de caracteres, adaptação a diagramações complexas, espaçamento de entrelinhas e correção de texto. Há de se mencionar que a mecanização da composição tipográfica fez com que muitos compositores manuais migrassem para o ofício de compositor mecânico, o linotipista, cuja produção podia atingir a de oito daqueles profissionais.
A linotipo foi um invento de sucesso, que possibilitou o alargamento da produção gráfica e foi o principal meio de composição tipográfica até meados do século XX, quando entraram em cena os processos de fotocomposição e, atualmente, a composição com fontes digitais.

Aeroporto Leite Lopes, 1956, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil






Aeroporto Leite Lopes, 1956, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Fotografia

Nota do blog: Data 1956 / Autoria não obtida.

Fachadas dos Prédios N. 95 e 105 da Escola Técnica Getúlio Vargas, Antiga Escola Profissional Masculina, 1959, Brás, São Paulo, Brasil


Fachadas dos Prédios N. 95 e 105 da Escola Técnica Getúlio Vargas, Antiga Escola Profissional Masculina, 1959, Brás, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia

Protótipo "Baratinha", Produzido em 1917 na Escola Profissional Masculina, Brás, São Paulo, Brasil





Protótipo "Baratinha", Produzido em 1917 na Escola Profissional Masculina, Brás, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia


Em 1917 alunos de mecânica da Escola Profissional Masculina desenvolveram nas suas oficinas aquele que, provavelmente, poderia ter sido o primeiro carro brasileiro, denominado de “Baratinha”. Seria um carro completo ou uma carroceria criada para um chassi estrangeiro?  Sobram especulações à respeito, mas, fato é que não existem informações ou detalhes técnicos adicionais sobre este veículo, nem sobre seu paradeiro. Terá sobrevivido ou virado sucata?

Porta de Entrada da Antiga Escola Profissional Masculina, Atual Fórum do Brás, São Paulo, Brasil










Porta de Entrada da Antiga Escola Profissional Masculina, Atual Fórum do Brás, São Paulo, Brasil 
São Paulo - SP
Fotografia


Se o prédio em si já é uma construção de grande valor arquitetônico para a cidade de São Paulo, o que dizer desta magnífica obra de arte que é a sua porta de entrada?
Projetada e produzida pelos próprios alunos da Escola Profissional Masculina, a porta representa vários símbolos e momentos da história do Brasil, bem como os principais cursos que eram oferecidos pela instituição.
Além disso, nota-se pela foto N. 5 que existia uma cobertura, provavelmente também de metal trabalhado, na porta de entrada. Infelizmente não sobreviveu, sendo substituída por uma de alvenaria conforme foto N. 6. 



Vista do Bairro do Brás, 1920, São Paulo, Brasil


Vista do Bairro do Brás, 1920, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia

Fachadas dos Prédios N. 51, 95 e 105 da Escola Técnica Getúlio Vargas, Antiga Escola Profissional Masculina, 1959, Brás, São Paulo, Brasil




Fachadas dos Prédios N. 51, 95 e 105 da Escola Técnica Getúlio Vargas, Antiga Escola Profissional Masculina, 1959, Brás, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia


As anotações da ascendência dos alunos e dos pais registrados nos livros da
Escola, por turma, em diferentes períodos e épocas, indicam que o corpo discente da “GV” do Brás, desde o seu início de funcionamento, foi constituído basicamente por alunos de origem e ascendência estrangeira. Nos primeiros anos, cerca de 50% dos alunos eram de ascendência italiana, 15% portugueses, 15% espanhóis e os 20% restantes, nacionais. Os de outras nacionalidades como a alemã, russa, polonesa, romenos, iugoslavos, letos, lituanos entre outras, eram em número muito pequeno, quase insignificante, nos primeiros anos, e que com o passar dos anos, aos poucos, esse contingente de alunos foi aumentando. É o que se verifica a partir da década de 20. Em 1924 matricula-se na escola o primeiro aluno de origem japonesa, Kiyoji Tomioka e que se forma em 1926, em Pintura e Decoração. Na década de 40, o número de alunos de origem japonesa começa a aumentar de forma gradativa, e nos anos 50 o número de alunos de ascendência japonesa na é significativo. Pelos estudos realizados, uma das características da “GV” do Brás é a de ter sido uma “escola de Imigrantes”.

Antiga Escola Profissional Masculina, Atual Fórum do Brás, São Paulo, Brasil





Antiga Escola Profissional Masculina, Atual Fórum do Brás, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia



Criada em 28 de setembro de 1911, no decreto n. 2118-B, pelo então governador Manuel Joaquim de Albuquerque Lins, com a denominação de Escola Profissional Masculina, a atual Escola Técnica Estadual “Getúlio Vargas”, ao longo dos quase 100 anos de existência, teve várias denominações:
Escola Profissional Masculina (1911 – 1931);
Escola Profissional e Industrial de São Paulo (1931 – 1933);
Instituto Profissional Masculino (1933 – 1942);
Escola Técnica de São Paulo (1942 – 1943);
Escola Técnica “Getúlio Vargas” (1943 – 1965);
Colégio Industrial Estadual “Getúlio Vargas” (1965 – 1972);
Centro Interescolar de Ensino Técnico (1972 – 1976);
Centro Estadual Interescolar “Getúlio Vargas” (1976 – 1982);
Escola Técnica Estadual “Getúlio Vargas” (1982 até hoje).
A Escola Profissional Masculina inicia suas atividades em prédio alugado com
galpão anexo (oficinas), na rua Müller nº 4, bairro do Brás, São Paulo, próximo ao largo da Concórdia.
Nos primeiros anos de atividade o ensino ministrado pela Escola Profissional
Masculina era bastante elementar, com seções de serralheria, ferraria, carpintaria, marcenaria, pintura, escultura artística e outras, que atendia as necessidades do incipiente parque industrial de São Paulo. Com a eclosão da I Grande Guerra (1914) que fez cessar as importações, Francisco de Paula Rodrigues Alves, governador de São Paulo, acreditando no crescimento da demanda dos cursos ministrados pela Escola Profissional Masculina, durante uma visita à Escola, comunica sua decisão ao Prof. Aprigio de Almeida Gonzaga, diretor da Escola, de construir a nova sede, mais ampla, para o aumento de sua capacidade. O novo prédio foi construído na rua Piratininga, 115, no mesmo bairro do Brás, para onde as atividades escolares foram transferidas em 1917.
Já na primeira década de funcionamento, a Escola se transforma em uma
instituição de projeção nacional, tanto na formação de profissionais de indiscutível competência, fabricando inclusive, em 1917, o primeiro automóvel brasileiro, totalmente nacional.
Em 1918, na trágica epidemia gripal, a gripe “espanhola”, que assolou a cidade
matando mais de cinco mil paulistanos, a Escola Profissional Masculina
interrompeu suas atividades escolares por determinado período, transformando-se num hospital com 300 leitos, tendo socorrido e assistido os doentes, vítimas da gripe.
No conflito armado da Revolução de 1932, a Escola Profissional Masculina fabricou caldeirões e granadas para as frentes de combate, participando da maior mobilização popular da história paulista, onde homens, mulheres, estudantes, políticos e industriais participaram da revolta que deu origem à nova constituição brasileira.
Mesas, armários, camas, guarda-roupas e uma variedade de móveis para
residências, escritórios, indústrias foram produzidos com matérias primas de
árvores nativas brasileiras, pelos alunos dos cursos de marcenaria e entalhação da escola. Tornos, frezas, serras circulares, plainas, equipamentos diversos para fins industriais também foram construídas por alunos mecânicos sob orientação dos mestres.
Nas décadas de 1920, 30 e 40 a Escola é uma referência da cidade de São Paulo. Várias autoridades estrangeiras e brasileiras visitaram a Escola. O Presidente da República Getúlio Vargas esteve em visita à escola por duas vezes. Estiveram também os governadores de São Paulo Armando de Salles Oliveira, Ademar Pereira de Barros, Lucas Nogueira Garcez e o interventor federal Fernando Costa.
Nota do blog: Data e autoria não obtidas.

Sede Original da Escola Profissional Masculina, 1911-1917, Brás, São Paulo, Brasil







Sede Original da Escola Profissional Masculina, 1911-1917, Brás, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia

Nota do blog: O prédio original era alugado e ficava na Rua Muller N. 4 no bairro do Brás. Em 1917 a escola mudaria para a Rua Piratininga N. 105, também no Brás. Posteriormente, em 1964, mudaria novamente para a Rua Clóvis Bueno de Azevedo no bairro do Ipiranga.