sábado, 16 de maio de 2020

Avenida Vital Brasil, São Paulo, Brasil


Avenida Vital Brasil, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia

Ao fundo, na encosta, o prédio do Instituto Butantan.

Quando Surgiu o Bolo do Bexiga? - Artigo





Quando Surgiu o Bolo do Bexiga? - Artigo
Artigo



O aniversário de São Paulo sempre rende inúmeras comemorações e festividades por toda a cidade, mas um evento que começou há quase 30 anos e era sempre esperado com bastante euforia: o bolo do Bexiga. E quando foi que essa divertida e gostosa tradição paulistana surgiu?
Idealizado em 1985 por uma das mais simbólicas personalidades da Bela Vista, Armando Puglisi, mais conhecido como Armandinho do Bexiga, a tradição começou no ano seguinte, em 1986, quando São Paulo celebrou seu aniversário de 432 anos. Inicialmente feito e custeado apenas pelos moradores do bairro, a ideia é que o bolo tivesse o tamanho do aniversário da cidade, ou seja, aumentando de tamanho todos os anos.
Para fazer o bolo não é nada fácil. Utiliza-se aproximadamente 1000 Kg de farinha de trigo, 3 mil ovos, 1000 litros de leite além de números igualmente gigantes de outros ingredientes como açúcar, fermento e manteiga.
Armandinho do Bexiga esteve à frente da realização desta tradição paulistana até 1994, quando faleceu. Desde então, seu amigo Walter Taverna, do Centro de Memória do Bexiga, esteve à frente do evento.
Desde o primeiro ano que foi realizado a festa criada em torno do bolo mais famoso de São Paulo, tornou-se um evento concorrido e disputado, entrando inclusive para o Guinness Book, o livro dos recordes, como maior bolo de aniversário do mundo.
Com o tempo a tradição do bolo do Bexiga foi sendo um pouco mal interpretada pelos participantes que passaram a correr feito loucos e famintos em direção ao doce, fazendo muita bagunça. Pessoas chegavam a trazer até baldes para pegar grandes porções o que gerava confusões e desentendimentos.
Receita do Bolo do Bexiga:
Se trata de um pão de ló tradicional de confeitaria.
Ingredientes
2 xícaras (chá) de farinha de trigo peneirada;
1 ½ xícaras (chá) de açúcar refinado peneirado; 
8 ovos.
Modo de fazer:
Bata os ovos na batedeira por cerca de 5 minutos ou até que tenham dobrado de tamanho e ganhado uma cor mais clara. Em seguida, misture o açúcar em velocidade média, adicionando colher por colher. Terminada essa parte, é hora de incorporar a farinha na mistura, com auxílio de um fouet e de maneira bem delicada para não perder o ar da massa.
Depois, é só untar a forma e colocá-la no forno pré-aquecido à temperatura de 180 °C por cerca de 40 minutos. Após esses procedimentos, desenformar e servir.

120 Anos da Inauguração da Primeira Linha Elétrica de Bondes em São Paulo, Brasil - Artigo


120 Anos da Inauguração da Primeira Linha Elétrica de Bondes em São Paulo, Brasil - Artigo
São Paulo - SP
Artigo



Em 7 de maio de 1900, finalmente era inaugurada a primeira linha de bondes elétricos em São Paulo unindo o largo de São Bento à Barra Funda. A cidade foi a quarta do país a ter bonde elétrico, após Rio de Janeiro (1892), Salvador (1897) e Manaus (1899). Inicialmente havia 15 unidades com capacidade para 45 passageiros sentados para atender algo em torno a 240 mil habitantes.
Os bondes elétricos são considerados por muitos uns dos meios de transportes mais românticos, pois percorriam em baixa velocidade as ruas dentro da cidade, subindo e descendo as ladeiras, próximo às casas de forma que era possível cumprimentar algum conhecido, além de parar na esquina da residência e em frente aos colégios.
Os primeiros bondes que chegaram ao Brasil eram puxados por animais e funcionavam da seguinte forma: possuíam rodas preparadas para que rolassem sobre os trilhos de aço e não escapassem quando puxados pelos animais. Eram conduzidos por um cocheiro, responsável por segurar as rédeas dos animais nas paradas e em caso de emergência. Considerados mais silenciosos e confortáveis do que os transportes antecessores, os trilhos permitiam fugir das irregularidades do solo. Tais bondes pararam de circular em 1903, exceto a linha no bairro de Santana inaugurada em 1890, que funcionou até 1907.
A concessão da franquia para construir, organizar e operar o sistema de bondes elétricos na cidade foi concedido à São Paulo Raiway, Light and Power Company Ltda pelo período de 40 anos. As cidades do estado de São Paulo cresceram e se modernizaram com a sua chegada, visto que a inovação possibilitou o acesso aos locais mais afastados, facilitou o passeio aos museus e teatros das capitais e permitiu a vinda da tecnologia por meio dos transportes.
Em 1910, após dez anos de inauguração, o sistema possuía 197 bondes de passageiros, 34 de cargas e 9 para malas do correio. Versáteis, adaptavam-se a diferentes funções, tais como, bondes para assistência pública, casamentos e batizados, de luxo, papa-defunto, entre outros.
A cidade de São Paulo, nos anos 30, era considerada um grande centro urbano e os bondes já há algum tempo se mostravam insuficientes para suprir a demanda da cidade. Além disso, o desinteresse em continuar com o contrato que se encerraria em 1941, a falta de investimento em suas redes e energia aumentou o número de acidentes devido aos freios ineficientes, os descarrilamentos em curvas e as panes elétricas. Texto da Biblioteca Nacional. 

Padaria Santa Tereza, São Paulo, Brasil


Padaria Santa Tereza, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia


Inaugurada em 1872, ainda na época imperial, a Padaria Santa Tereza, é a mais antiga de São Paulo, e uma das mais renomadas e tradicionais panificadoras da cidade. Originalmente, ficava na Rua Santa Tereza. Depois de desapropriada e demolida na década de 1940, mudou-se para a pça. Dr. João Mendes nº 150, permanecendo até hoje, no mesmo endereço. Ainda hoje, vendem as famosas coxas de creme e canja de galinha, servidas desde a sua inauguração.

Panorama dos Campos Elíseos Tirado da Ponte da Rua Couto de Magalhães, São Paulo, Brasil










Panorama dos Campos Elíseos Tirado da Ponte da Rua Couto de Magalhães, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
N. 20
Fotografia - Cartão Postal

Expressões e Modos de Falar do Paulistano - Artigo




Expressões e Modos de Falar do Paulistano - Artigo
Artigo

Diminutivo de você
“Cê vai para a aula hoje?”
Meu
Usada para chamar alguém, ou no começo e no final de qualquer frase. É o clássico do paulistano!
“Ô loco, meu”
Mano
Funciona da mesma forma que o “meu”. Às vezes, se torna quase uma vírgula de tanto que usamos.
“Mano, cê não sabe o que aconteceu!”
Mina
O feminino de “mano” é, também, usado para se referir as namoradas.
“Essa é a minha mina”
Mano do céu
A interjeição que é a cara do paulistano. Pode ser positiva ou negativa e a gente não se cansa dela.
“Mano do céu! Você não sabe!”
Tá me tirando?
Um sinônimo para a expressão “tá de sacanagem?”. Usada para tirar satisfação de atitudes que não gostamos.
“Não acredito que você fez. Tá me tirando, né?”
Tá ligado?
Quando se pergunta se alguém sabe de determinado fato. Também muito utilizado no final das frases como um substituto ao “entendeu?”.
“Cê tá ligado que eu queria muito poder ir…”
Breja
Cerveja.
“Vamos tomar uma breja depois do trabalho?”
Pistola/Pistolou
Alguém que perde a paciência/Ato de perder a paciência com algo ou alguém.
“Você viu a briga? Fulano ficou pistola!”
Velho
Da mesma família do “meu” e do “mano”.
“Velho, eu to tão cansada!”
Tio
Sim, os paulistanos têm todas essas formas de chamarem as pessoas.
“Que isso, tio? Tá louco?”
Osso!
Algo que está muito difícil de acontecer ou uma situação ruim.
“Tá osso lá na firma.”
Manjar
Entender ou saber.
“Manja aquele bar novo que abriu na Paulista?”
Miado
Algo que está ruim.
“Essa festa tá miada! Vamos embora!”
Rolê
É o mesmo que uma festa, passeio, saída. Mas também pode ser usada para algo que dá muito trabalho.
“Vamos dar um rolê esse fim de semana?” ou “Nossa, rolê ir até a Zona Sul e voltar!”
Sinônimo de muito.
“Nossa, mó rolê!” (muito longe, muito difícil)
Mó cota
Cota é usado para tempo e essa expressão com o “mó” se refere a algo que levou ou vai levar muito tempo.
“Faz mó cota que não vou ao Center Norte.”
Colar
Estar presente em um lugar ou evento.
“Você vai colar no churrasco desse fim de semana?”
Dois palitos
Algo que é feito rapidamente.
“Espera aí dois palitos, que só preciso terminar esse exercício.”
Embaçado
Uma situação complicada de resolver, difícil.
“Tá embaçado de reunir todo mundo, hein?!”
Fechou
Sinônimo de combinado, marcado.
“Fechou, então. No domingo, estarei lá!”
Foi mal
O jeitinho paulistano de se desculpar por algo.
“Foi mal, não queria te machucar.”
Meter o louco
Inventar histórias, mentiras ou desculpas. Seja para evitar uma situação, seja para aumentar uma história.
“Ela meteu o louco para poder faltar na escola”
Migué
Uma variação para “meter o louco”. Ficar de conversa mole ou mentir.
“Tive que dar um migué para conseguir sair de casa.”
Ter “as moral”
Sinônimo de ter coragem ou também audácia.
“Duvido que você tem as moral de fazer isso!”
Trombar
Encontrar com alguém.
“A gente se tromba na festa, então”
Dar PT
Dar “perda total” depois de uma bebedeira, ou seja, não se lembrar de (quase) nada.
“Fulano bebeu tanto na festa, que deu PT! Tivemos que pedir um táxi.”
Busão
Ônibus.
“Não aguento mais correr atrás do busão.”
Rachar o bico
Rir até passar mal.
“Nossa, rachei o bico com o tombo do fulano!”
Pode crer
Usado quando concordamos com alguém. Ou nem tanto, mas para evitar a fadiga, encerramos a discussão.
“Pode crer!”
Suave/Sussa
É usado para concordar com algo, dizer que está bem ou até mesmo recusar algo.
“To suave de briga, podemos ficar bem?”
Trampar
O que todo paulistano faz muito e bem. Trabalhar!
“Não posso sair hoje, amanhã eu trampo logo cedo.”
Treta
Sinônimo de briga ou discussão.
“Nossa, teve mó treta lá na rua de casa, ontem à noite.”
Bagulho
Pode ser usada em quase todas as situações num sinônimo de “coisa”, “situação”, etc.
“O bagulho é louco!”

Dia da Matemática, Homenagem a Malba Tahan - Artigo


Dia da Matemática, Homenagem a Malba Tahan - Artigo
Artigo


Em homenagem ao engenheiro e escritor brasileiro Júlio Cesar de Mello e Souza, nascido em 6 de maio de 1895, foi instituído hoje o Dia da Matemática. Devido ao seu fascínio pelo mundo dos números e das letras, tornou-se escritor.
Escrevia obras literárias e didáticas, oferecia palestras educativas, ministrava cursos. Mas você raramente irá encontrar o nome Júlio Cesar como autor de suas próprias obras literárias. Na verdade, a busca deve ser feita pelo nome de seu “alter ego”: Malba Tahan.
Malba Tahan, personagem criado por Mello e Souza, compôs inúmeras obras alicerçadas nas sociedades e culturas do Oriente Médio e Ásia Central, do século XIX. Aventuras na Turquia, Iran, Iraque, Paquistão, Índia, dentre outros locais, são detalhadas em histórias que uniam a narrativa romântica aos números. O Homem que Calculava, Mil Histórias sem Fim, Lendas do Deserto, são algumas de suas obras.
Toda uma ambientação sobre a descobertas dos supostos manuscritos atribuídos a Malba Tahan, estratégia para dar fundamento verídico a essa mistificação literária, foi divulgada com a finalidade de legitimar sua existência "real".
Malba Tahan não era um simples pseudônimo. Havia histórias acerca de sua trajetória de vida: seu nascimento em 6 de maio de 1885, em Muzalit, próximo a Meca, seus estudos no Cairo (Egito), fazem parte de sua biografia e podem, inclusive, ser encontrados em sítio sobre a vida e a obra de Júlio Cesar.
O primeiro livro de Malba Tahan foi lançado em 1925. Daí em diante, os contos, romances e narrativas fantásticas ganharam fôlego, sendo publicados em jornais e revistas das décadas de 1920 a 1950. Alguns desses, como O Leão, foram publicados em O Tico-Tico. E as bibliografias semanais, publicadas em jornais e revistas, elencavam os livros de Malba Tahan como “adaptações do famoso escritor árabe”.
Júlio escreveu também livros didáticos para o ensino de Matemática, como o título Matemática Divertida e Curiosa (disponível no acervo físico de Obras Gerais da Biblioteca Nacional), assinando ora como Malba Tahan, ora como Prof. Mello e Souza. Suas obras eram classificadas como adequadas a leitura, por não “ferirem a moral” de seu público leitor. Tal recomendação fez com que uma parte da obra Mil Histórias Sem Fim fosse quadrinizada na Coleção Edição Maravilhosa, da Editora Brasil América Limitada (EBAL). Essa coleção tinha o objetivo de divulgar, entre crianças e jovens, o gosto pela leitura de clássicos da literatura nacional e internacional. A obra escolhida foi ricamente ilustrada e continha dizeres em árabe, em consonância com a tradição muçulmana como sinal de respeito ao Profeta e aos preceitos do Islamismo.
A força do personagem criado por Mello e Souza foi tanta que o governo permitiu que o nome Malba Tahan fosse acrescentado ao documento oficial de identidade de Júlio Cesar, na década de 1950. Esse dado pode ser confirmado no sítio que contém a biografia do autor. Obviamente, a partir de então, todos já sabiam a verdadeira origem de Malba Tahan. Naquele período, suas obras completas e a História em Quadrinhos, mencionada anteriormente, editadas pela Conquista e pela EBAL, respectivamente, já continham a explicação sobre a criação do autor Júlio Cesar.
Sempre ativo, Júlio Cesar proferia palestras educativas e dava aulas, inclusive a pedido de entidades públicas. Faleceu devido a um infarto, em 18 de junho de 1974, enquanto se preparava para participar de uma dessas palestras, a pedido da Secretaria de Educação e Cultura de Pernambuco.

História do Livro: Do Glifo ao Alfabeto - Artigo


História do Livro: Do Glifo ao Alfabeto - Artigo
Artigo

O que conhecemos como “livro” chegou ao seu aspecto atual após passar por várias transformações, tanto materiais quanto no que diz respeito ao significado. Bem antes dele, porém, já existia a escrita, que pode ser entendida como um conjunto de sinais estabelecido e usado por uma comunidade para representar a língua falada.
As formas mais antigas de registro são as pinturas rupestres, deixadas em cavernas desde o Paleolítico Superior (há cerca de 40.000 anos), e os petroglifos, sinais gravados em pedra. Trata-se de representações da linguagem, mas ainda não se definem como escrita. Esta viria a surgir muito depois, em vários pontos do mundo – China, Índia, Mesopotâmia, América Central -- e ao longo de milênios, obedecendo a formas e sistemas diversos.
Uma das escritas mais importantes para o estudo das civilizações antigas é a cuneiforme, encontrada na Suméria a partir de 3.200 a. C.; serviu para registrar quinze diferentes idiomas do Oriente Médio, tendo como suporte (superfície) mais comum a argila cozida na forma de tabuinhas. Já no Egito, os famosos hieróglifos e a escrita simplificada conhecida como hierática eram aplicados sobre peças de cerâmica e folhas de papiro, material obtido a partir do caule de uma planta aquática.
Evidências arqueológicas encontradas em antigas inscrições, notadamente as de Biblos e Ras Shamra (antiga Ugarit), na região da Síria, apontam os fenícios, habitantes do atual Líbano e grandes navegantes, como criadores do primeiro alfabeto. Este surgiu por volta da segunda metade do segundo milênio a. C., com 22 sinais gravados da direita para a esquerda, repreentando as consoantes, e teria dado origem às primeiras formas do hebraico e do aramaico. A escrita se espalhou pela região do Mediterrâneo e, segundo a opinião mais aceita pelos estudiosos, foi transmitida aos povos da Grécia diretamente pelos fenícios; isso é atestado pela comparação entre os sinais, bem como pela tradição histórica. Heródoto (ca. 485 – 425 a. C.) se refere às letras como phoinikeia grammata, ou seja, “escrita fenícia”. Por sua vez, as lendas atribuem a introdução do alfabeto a Cadmo, filho do rei de Tiro, uma cidade fenícia.
Na escrita grega mais antiga (séculos VIII e VII a. C.), os sinais eram basicamente os mesmos usados pelos fenícios, com algumas adaptações. A grande inovação foi a inclusão das vogais, que representou uma verdadeira revolução cultural. O alfabeto grego teve muitas variantes, mas a forma que prevaleceu foi o jônico, que chegaria até nós como o alfabeto “clássico”, escrito da esquerda para a direita e composto de 24 sinais. Por outro lado, variantes foram desenvolvidas para registrar outras línguas, particularmente o etrusco, por intermédio de quem o alfabeto chegou até os romanos.
As primeiras inscrições em escrita latina foram encontradas em monumentos datados do final do século VII ou do início do século VI a. C. O alfabeto, porém, só foi fixado no século I a. C., quando os romanos já estavam avançados em sua expansão militar e cultural. Assim como o latim se tornou a base da língua de muitos dos povos conquistados, também o alfabeto latino de 23 letras foi o precursor de todas as escritas da Europa Ocidental, que viriam a se desenvolver em diferentes estilos ao longo da Idade Média.
Muitos textos escritos na Antiguidade foram preservados em monumentos de pedra. A parede do templo funerário do Faraó Ramsés III (1217 – 1155 a. C.) que ilustra o post tem inscrições hieroglíficas e cenas de uma batalha naval. A fotografia pertence à Coleção Thereza Christina Maria. Texto de Ana Lucia Merege.




A Exposição Universal de Londres de 1851 e o Palácio de Cristal, Inglaterra - Artigo


A Exposição Universal de Londres de 1851 e o Palácio de Cristal, Inglaterra - Artigo
Artigo




Em 1º de maio de 1851, foi inaugurada a Exposição Universal de Londres, primeira grande exposição universal realizada no século XIX. Designada oficialmente como “The Great Exhibition of the Works of Industry of all Nations”, a grande exposição das obras da indústria de todas as nações estendeu-se até outubro daquele ano.
Uma exposição universal era um inventário das regiões do mundo e do conhecimento humano, contemplava o ‘novo’ e também o ‘exótico’. Participar da exposição era como existir sobre a face da Terra; percorrê-la era como dar uma volta ao mundo.
A Exposição Universal de Londres recebeu mais de seis milhões de visitantes, contou com a participação de 25 países e mais de 13 mil expositores. Estes exibiam produtos nacionais especialmente selecionados, que eram julgados por categorias. A premiação ou a simples participação de um produto na Exposição eram “méritos” que atestavam sua qualidade, sua distinção em relação aos similares disponíveis no mercado, méritos destacados nos anúncios publicitários da época.
“Bazar do mundo”, “centro da fraternidade universal”, “exposição cosmopolita da indústria”, “grande marco na estrada da civilização” foram algumas expressões usadas na imprensa para se referir à Exposição, onde era dado ao visitante o contato com os produtos que exemplificavam as maravilhas da arte, ciência e tecnologia.
A Exposição Universal pode ser vista de diversas formas. Como símbolo do poderio da Inglaterra vitoriana, vitrine onde se projetou sua imagem como potência industrial moderna, civilizada e sofisticada. Como exposição das inovações tecnológicas relacionadas às inúmeras atividades humanas, que possibilitou o intercâmbio de informações e o estabelecimento de redes comerciais e laços econômicos entre as nações. Ou ainda como um mapa em que tais nações, em diferentes estágios de desenvolvimento industrial, tinham seu lugar marcado segundo a ordem capitalista e eurocêntrica.
Pedro de Alcântara Lisboa, um brasileiro sócio efetivo da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional, declarou que a Exposição Universal de Londres devia ser assinalada como um marco na história das relações internacionais. “Fechadas as portas de Jano” (isto é, em tempos de paz), as nações exibiam armas e munições para um novo combate, excitadas por um novo gênero de pólvora, a concorrência (O Auxiliador da Indústria Nacional, setembro de 1851). Incumbido de fazer uma análise da Exposição, elaborou relatórios sobre as inovações apresentadas pelos países industrializados, assinalando o que seria proveitoso e adaptável ao Brasil.
Para abrigar a Exposição Universal, foi construído no Hyde Park (Londres) um edifício arrojado, inteiramente feito de ferro, vidro e madeira, que ficou conhecido como Palácio de Cristal. Uma das mais importantes construções do século XIX, símbolo da arquitetura do ferro e do vidro, sinônimo de modernidade, o edifício foi projetado por Joseph Paxton. Os primeiros esboços, conservados no Victoria and Albert Museum (Londres), datam de 1850. O emprego de elementos padronizados pré-fabricados, produzidos em série, possibilitou a construção do edifício em apenas alguns meses.
A litogravura “The Crystal Palace at Sydenham” apresenta uma vista externa do Palácio de Cristal em Sydenham, Londres.
Após o término da Exposição Universal, o edifício construído em Hyde Park foi desmontado e começou a ser reconstruído em Sydenham em 5 de agosto de 1852. Muito maior do que o primeiro, tinha cinco andares em vez de três e, devido ao comprimento adicional, foram acrescentados dois transeptos para equilibrar o edifício. Em 10 de junho de 1854, foi reaberto ao público em uma cerimônia que contou novamente com a presença da rainha Vitória.
Em 30 de novembro de 1936, o edifício foi destruído por um incêndio, após 82 anos de atividades. Atualmente existem organizações como a Crystal Palace Foundation e o Crystal Palace Museum empenhadas em manter viva a memória do Palácio de Cristal.

Região do Porto Geral, 1862, São Paulo, Brasil


Região do Porto Geral, 1862, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
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Atualmente a única referência do local é a Ladeira Porto Geral. No local, o rio Tamanduateí, formava uma curva (uma das sete existentes na região) e nela, havia um porto onde eram comercializados os peixes pescados naquele rio e frutas plantadas nas redondezas. Essa área, considerada várzea, era navegável e inundável. Nas curvas do Tamanduateí, vindas de diversas partes da cidade, as lavadeiras realizavam seu ofício. Posteriormente a região foi aterrada e retificada