Blog destinado a divulgar fotografias, pinturas, propagandas, cartões postais, cartazes, filmes, mapas, história, cultura, textos, opiniões, memórias, monumentos, estátuas, objetos, livros, carros, quadrinhos, humor, etc.
terça-feira, 26 de maio de 2020
Casa de Correção de São Paulo / Cadeia da Luz / Presídio Tiradentes, São Paulo, Brasil
Casa de Correção de São Paulo / Cadeia da Luz / Presídio Tiradentes, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia
Igreja da Ordem Terceira do Carmo, 06/02/1943, São Paulo, Brasil
Igreja da Ordem Terceira do Carmo, 06/02/1943, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia
Panorâmica obtida no alto do Edifício Guarany onde observamos a
sobrevivente Igreja da Ordem Terceira do Carmo com sua torre. O conjunto
composto pela Igreja da Ordem Primeira, sua torre e o Convento do Carmo vieram
ao chão em 1928. Pela vegetação vista, o terreno ficou vazio por muito tempo
até a construção do edifício da Secretaria da Fazenda, cuja obra, iniciada em
1941 foi concluída após 19 anos. O casario
delimitado pela Travessa do Quartel e ruas Anita Garibaldi, 11 de Agosto, Santa
Thereza, Silveira Martins e do Carmo desapareceu para a implementação da Praça
Clóvis Bevilácqua de breve configuração.
À direita, a antiga Ladeira do Carmo que através do
ato nº305 de 4/2/1932 oficializou a atual denominação em homenagem a Rangel
Pestana. Os trilhos de bondes seguem em direção à Roberto Simonsen (antiga Rua
do Carmo) e Floriano Peixoto (antiga Rua da Fundição) e seguem em frente. Em 2º
plano à esquerda, o Palácio da Justiça e atrás o Prédio Altemira de Barros e
Edifício Santa Margarida, respectivamente nas esquinas da Praça João Mendes e
Álvares Machado, antiga Rua Livre. À direita, a Catedral da Sé em construção e
a fachada traseira do Palacete Santa Helena.
Volkswagen T-Cross, Alemanha - Jeremy Clarkson
Volkswagen T-Cross, Alemanha - Jeremy Clarkson
Artigo
Eu tenho oito empregos.
Sei disso porque é o que sempre digo às pessoas. Mas a coisa engraçada é que
sou tão ocupado que, na verdade, não consigo lembrar qual é o oitavo.
Eu sou um garoto de programa à noite? Faço parte de uma gangue?
Sou o secretário do Exterior? Não tenho a menor ideia.
O que eu sei é que estou aqui em pânico
para descobrir o que vou colocar nas outras duas colunas que escrevo, sabendo
que ainda tenho de me concentrar no próximo programa do The Grand Tour e
apresentrar Who Wants to Be a Millionaire?
E também tem uma operação do site
DriveTribe que precisa ser alimentada. E estou construindo uma casa, escrevendo
um livro e ainda há meu novo papel de fazendeiro, que ocupa meu tempo sete dias
por semana, do nascer até depois do pôr do sol.
Isso pode explicar por que eu me esqueci
de dirigir o último carro que me mandaram. Espera. Isso não é totalmente
verdade.
Eu o dirigi, mas só foi uma marcha a ré do
lugar onde ele foi deixado até um pequeno espaço entre dois celeiros, para que
dois caminhões gigantes pudessem entregar 46 toneladas de herbicida.
O problema é que o local em que coloquei o
carro não é muito visível, e, como eu precisava correr para um jantar de
caridade em Londres, esqueci que ele estava estacionado ali e pulei no meu
Range Rover.
Quando voltei no dia seguinte, o
Volkswagen tinha ido embora.
E agora aqui estou, pensando de que jeito
posso avaliar um carro que só dirigi uma vez, de marcha a ré, por uns 5 metros.
O que posso adiantar é que, ao longo de todo o “test-drive”, houve uma vibração
terrível.
Ele faz isso quando você vai para a
frente? Não tenho a menor ideia. Nunca descobri. Ah, também posso dizer que o
carro era da Volkswagen.
Então, antes de começar este artigo,
entrei no site da VW para descobrir o máximo que podia. Descobri que o nome do
carro é T-Cross.
Fui convidado a clicar em um link que me
daria mais detalhes, mas tudo o que consegui foram algumas fotos da atriz
britânica Cara Delevingne, que estrela sua campanha.
Também fui convidado a assistir a um vídeo
dela – e assisti. Várias vezes. E não achei uma menção ao carro.
Então eu rolei página abaixo para
descobrir, por exemplo, quanto ele custa, e tive de passar por fotos de um
homem ruivo com rabo de cavalo e outra modelo usando uma saia roxa até,
finalmente, descobrir que as versões começam a partir de apenas 17.395 libras
(R$ 92.700), muito menos do que eu estava esperando.
Mas gostaria de dar ao pessoal de
marketing da VW um pequeno conselho. A Cara é adorável. E todos aqui no Reino
Unido gostamos de assisti-la na internet.
Mas se eu estivesse no lugar deles, teria
focado minha estratégia no preço, surpreendentemente baixo.
Por baixo da pele ele é um Polo, e não há
nada de errado com isso. O Polo é um bom carro. Dirigi um deles – para a frente
– e gostei muito. É o modelo que eu compraria se estivesse atrás de um carro
desse tipo. Mas estou saindo do assunto.
O resto do mundo quer ter um carro sobre
estacas, por isso eles estarão mais interessados na posição de dirigir elevada
de um SUV como o T-Cross.
O que eu posso dizer é que ele é muito
bonito. Eu sei disso porque, quando os caminhões chegaram e os motoristas me
pediram para tirá-lo, pensei: “Ele é muito bonito”.
Ele também tem um interior muito bom,
cheio de bons acabamentos. Eu sei disso porque, quando entrei na cabine,
pensei: “Este acabamento é muito bom”. E essa é uma das razões pelas quais
estou tão surpreso com o preço.
Ele também não fez sons de carros baratos.
Quando fechei a porta, ela fez exatamente o mesmo som de um faisão atingido em
cheio pousando em um campo bem arado.
O som que ele faz na partida também é
legal, porque o minúsculo motor de 1 litro turbo só tem três cilindros.
Isso significa que ele é inerentemente desbalanceado,
como um V8, o que quer dizer que
o som que ele faz é mais imperfeito e, portanto, mais humano.
Há duas versões a gasolina sendo
oferecidas [na Europa], uma com 95 cv e outra com 115 cv – 115 cv de um motor
de 1 litro é algo notável. Talvez seja por isso que ele vibre tanto.
Mas, levando-se tudo em conta, o mais
interessante é poupar seu dinheiro e comprar a versão mais barata.
Se quiser um carro para sair cantando pneu
sempre que for para o trabalho, provavelmente é melhor você buscar outra
alternativa. Como um Lamborghini Aventador.
Também posso dizer (depois de navegar por
mais e mais fotos de coisas que nada tinham a ver com o carro) que ele é cheio
de porta-objetos e que o banco traseiro desliza para a frente e para trás [só
na Europa]. Mas, infelizmente, isso é tudo.
Então, minhas conclusões. Sim, este é o
único carro que testei que apresentou uma falha séria durante toda a duração do
meu test-drive.
Mas eu não posso depreciá-lo por causa
disso, pois “toda a duração” foram cerca de 15 segundos. E eu só andei de
marcha a ré.
Outras coisas? Bem, supondo que o problema
na marcha a ré seja pontual e não intencional (o que seria uma loucura), o
T-Cross tem um bom custo/benefício, é barato de manter, é carismático e
prático.
E, se você quer um SUV pequeno, isso é
provavelmente o suficiente.
Eu gostaria de dizer, nesse ponto, que
estou contente em ter completado uma análise de um carro que dirigi por uma distância
tão curta.
Só que não, porque na próxima semana
enfrentarei um problema ainda maior. Tenho três viagens a Londres marcadas e
não posso usar o Mercedes que estava testando, porque ele é elétrico.
Não posso recarregá-lo na fazenda, porque
já tentei isso com outro carro elétrico antes e ele mandou minha caixa de
fusíveis para o espaço. E também não posso recarregá-lo em Londres, porque toda
a sua rede elétrica foi inundada por idiotas hipócritas em seus Teslas.
E não posso levá-lo a um ponto de recarga
no meu restaurante local, porque precisaria ficar esperando uma ou duas horas,
e não tenho tempo para isso.
Essa é a coisa estranha sobre veículos
elétricos: você precisa ter oito empregos para ganhar o suficiente para bancar
um. O que significa que você não tem tempo na sua vida para recarregar um carro
elétrico.
Ferrari 488 Pista, Itália - Jeremy Clarkson
Ferrari 488 Pista, Itália - Jeremy Clarkson
Artigo
Eu já
tive uma Ferrari. Estava fazendo um programa de TV sobre a Itália e achei que,
para trazer algum espetáculo e barulho ao desfile interminável de comidas e
ternos, seria uma boa coisa andar em algo chamado de F355.
Já tinha dirigido uma Ferrari antes, é
claro. Na verdade, duas: Mondial e 348 GTB. E eu as elogiei, escrevendo com uma
mistura de admiração e adulação.
Mas a verdade é que não gostei muito
delas. Porque a Mondial foi a pior e mais feia Ferrari já feita e a 348 tinha
pneus que pareciam de madeira.
Quando dirigia os carros devagar, eles
eram abafados e difíceis de guiar, e, quando andava em alta velocidade, eles
eram abafados, difíceis de guiar e assustadores.
Por ter na época pouca experiência em
automóveis rápidos e exóticos, pensei que estava deixando passar alguma coisa.
Era como alguém com licença de piloto
particular ter a chance de pilotar um caça SR-71 Blackbird. Mesmo que ache a
experiência horrível, ele nunca vai dizer isso quando sair da cabine.
Bem, em função disso eu não estava
esperando muito da F355. Ela se parecia bastante com a 348 e na época eu não
entendia de verdade por que ter cinco válvulas em cada um dos oito cilindros
faria diferença.
Para ser honesto, eu nem sabia o que eram
válvulas. Ou cilindros.
Mas, meu Deus! Essa Ferrari abriu meus
olhos para um mundo que eu nem sequer sabia que existia.
Um mundo borrado. Um mundo de força g e
sensações curiosas nas partes íntimas do meu corpo. “Uau!”, gritei para a
câmera.
“Este carro tem cinco válvulas por
cilindro!” E daí pausei, baixei o tom um pouquinho e gritei: “E você pode
perceber”.
Depois voltei ao Reino Unido meio triste.
Porque eu precisava ter uma F355. Era como eu imaginava que os carros seriam
quando eu era jovem. Cheios de fogo e enxofre. Conectados diretamente aos
órgãos sexuais do motorista.
O problema é que ela custava 90.000 libras
(R$ 430.000), o que estava fora do meu orçamento. Por isso decidi que, para
começar, compraria uma 328 usada. Eu fiz toda a pesquisa e me dirigi à loja da
Ferrari. E eu não coube no carro.
O vendedor disse que podia tirar os
trilhos e parafusar o banco no assoalho, mas minha esposa, 90 cm mais baixa do
que eu, achou que era uma má ideia. Então olhamos um para o outro e então para
a F355 e estava resolvido.
Desde aquele tempo, muitas coisas
aconteceram. Eu superei a fase de supercarros com motor central e a Ferrari se
tornou tão cheia de si que prefere que os clientes cheguem ao showroom perto da
rotatória em um superiate, por um canal escavado por um exército de eunucos.
E é por isso que comprei um Lamborghini Gallardo e depois um
Ford GT. E é também por isso que, se eu quisesse ter hoje um supercarro com
motor central, compraria um McLaren.
E é igualmente por isso que, quando escrevo um artigo sobre
Ferrari, agora eu quero dizer que ela é horrível, só para encher o saco da
empresa.
E tudo isso me leva à edição limitada 488
Pista, que é um nome estúpido. Pela implicação do termo “pista”. Parece que
esse carro é para alguém que possui sua própria pista de corrida, possivelmente
no Catar.
Como é projetada para as pistas, ela é
equipada com cintos de segurança de quatro pontos que impedem que você se
incline para a frente para ver o que está vindo em cruzamentos, e não tem GPS,
seu ar-condicionado é meio fraco e vem com pouquíssimo isolamento acústico.
Tudo isso para reduzir o peso.
E a Ferrari continua a fazer com que os
controles sejam quase impossíveis de usar, ao pôr a maioria no volante. O que
significa que eles nunca estão onde você os deixou.
E então tem o preço, mais de 250.000
libras (R$ 1,2 milhão). E some a isso outras 250.000 libras para colocar alguns
opcionais, como bancos, janelas e carpetes. E mais 250.000 para transportá-la
todo verão do Oriente Médio para Londres.
Então, ela é absurdamente cara, mal
equipada, feita por uma empresa que te detesta e vem com cintos de segurança
que fazem com que em qualquer cruzamento você reze um rosário e torça para o
melhor.
Até agora tudo bem, pois a Ferrari ficará
muito P da vida, e isso me deixa contente. No entanto, apesar de todos os
problemas, a Pista é um dos carros mais empolgantes, emocionantes, lindos e
prazerosos já feitos.
Ela faz com que todos os outros carros pareçam
ter sido feitos de musgo e casca de árvore. Ela é soberba.
Houve um tempo em que qualquer carro,
mesmo uma Ferrari, tinha dificuldade de lidar com 720 cv. A traseira dançava
para todos os lados e você nunca podia pisar fundo no acelerador, em qualquer
marcha, por mais de 1 ou 2 segundos.
Mas a Pista não é assim. Para o motor passar a sensação de
aspirado, em vez de turbo, o torque é limitado nas seis primeiras marchas. Por
isso, você não tem aquela loucura de rodas patinando.
O que significa que você não tem o terror. Este é um carro que
você pode pilotar rápido. Que você vai querer pilotar rápido.
E então há a dirigibilidade, que é impecável. Você se descobre
fazendo curvas em velocidades ridiculamente altas e não escuta nem um pio de
protesto dos pneus. Ou do seu passageiro, porque tudo passa a sensação de total
controle.
Você poderia imaginar que, para se chegar
a isso, a suspensão é mais dura do que o coração de um comunista. Mas não!
Coloque no ajuste de “estrada esburacada” e ela navega sobre as irregularidades.
É a mesma história com o som do motor. Ele
não é particularmente empolgante, mas, mesmo com pouco material fonoabsorvente
sob o carpete, não é ruim. E o carro até tem um porta-malas surpreendentemente
grande.
Depois de alguns dias, eu comecei a
questionar a promessa que tinha feito de nunca mais comprar outro carro de
motor central. E certamente de não comprar uma Ferrari. Porque a Pista não é
apenas ótima. Ou sensacional. É muito além disso.
E tudo isso é uma notícia muito ruim para
o meu colega James May. Ele comprou a antecessora da Pista, a 458 Speciale,
como um investimento.
E, agora, de uma pancada só, o novo modelo
a tornou sem valor. Acho que o coitado vai ter de mandá-la para o ferro-velho.
Mercedes Benz 500E, o "Mercedes da Porsche", Alemanha - Artigo
Mercedes Benz 500E, o "Mercedes da Porsche", Alemanha - Artigo
Artigo
No começo dos anos 1990, todas as atenções da Mercedes estavam
direcionadas ao W140, a terceira geração do Classe S – inclusive as linhas de
produção. A marca então requisitou a compatriota e vizinha Porsche que
fabricasse uma versão esportiva da quinta geração do W124, que passou a ser
conhecido como Classe E.
O objetivo era pegar carona no sucesso da 300E AMG, uma opção
preparada não oficialmente, porém vendida nas concessionárias da marca. À época
a AMG era apenas uma companhia independente que mexia nos
Mercedes – em 1993 um contrato de parceria foi assinado e, em 2003, a Daimler
comprou 51% das ações e assumiu o controle da preparadora.
A fome se juntou com a vontade de comer. A Porsche não vivia
seu melhor momento no começo dos anos 90. A recessão na Alemanha fez as vendas
despencarem e a fábrica em Zuffenhausen, nos arredores de Stuttgart, ficar
ociosa – de lá saía o extinto 959.
Como a produção do sedã era pequena, a unidade fabril era mais
que suficiente. No dia 1º de outubro de 1991 o Mercedes-Benz 500E, fabricado
pela Porsche, era apresentado no Salão de Paris, na França.
Baseado no W124 convencional, o sedã ganhou linhas e componentes
mais a ver com a proposta esportiva. A carroceria foi alargada, assim como as
caixas de roda para suportar as bitolas 30 mm maiores. Tinha o centro de
gravidade mais baixo já que a suspensão foi rebaixada em 20 mm.
Todas as modificações deixaram o modelo com o coeficiente de
arrasto (Cx) de 0,26 – bem perto dos 0,22 do recém-apresentado Classe A Sedan,
hoje o
carro de produção mais aerodinâmico do mundo.
Porém, o resultado estético final não ficou exagerado. Até os
limpadores dos faróis estavam lá para emprestar o ar pacato e familiar do sedã.
O que poderia denunciar a “má intenção” era o interior. Tinha
lugar apenas para quatro ocupantes. Os bancos eram de couro, mas esportivos de
origem Recaro com apoios laterais volumosos para segurar o corpo ao abusar nas
curvas.
Fora isso, ninguém poderia imaginar que luxuoso três volumes de
4,75 metros de comprimento e 1.710 kg chegava aos 100 km/h em 6,1 segundos.
Isso mesmo. A Mercedes queria dar uma reposta a eterna rival BMW e seu M5 de segunda geração que exibia 315 cv extraídos
do seis cilindros em linha com 3,6 litros de deslocamento.
Então foi lá e colocou sob o capô o o M119, código do V8 de
alumínio com 5 litros, 32V e aspiração natural derivado roadster 500SL. Eram
326 cv a 5.700 giros e 49,8 mkgf de torque a 3.900 giros.
A velocidade máxima era limitada a 250 km/h, porém alcançava
270 km/h sem o limitador. Houve ainda uma série especial chamada de 500E
Limited, onde 45 exemplares foram produzidos com o V8 6.0 aspirado de 376 cv do
E60 AMG. A Porsche ainda aumentava a potência para 399 cv.
Além do motor, o 500E pegou emprestado outro componente do
500SL: os freios. Os discos tinham 300 mm de diâmetro e pinças de quatro pistões
na dianteira. Do final de 1993 e durante toda a produção de 1994 os carros
saíram com os discos dianteiros do 600 SL, de 320 mm. Os traseiros mantiveram
os 278 mm.
A suspensão traseira hidráulica fazia molas e amortecedores
absorverem as irregularidades de uma maneira tão bem-educada que mesmo os
ocupantes mais exigentes não tinham motivos para reclamar.
O processo de manufatura do 500E era complexo. A Mercedes
enviava o chassi e outras partes para serem montadas à mão na fábrica da
Porsche. Depois o carro voltava à Mercedes para o procedimento de pintura.
Assim que a tinta estivesse completamente seca, o sedã
retornava outra vez para Zuffenhausen onde era instalado o motor. Uma vez
finalizado, o carro era transportado novamente para Sindelfingen onde passava
pela última inspeção e controle de qualidade. Esse vai e volta era feito ao
longo de 18 dias – algo impensável atualmente.
O 500E virou um clássico e um dos melhores enredos da indústria
automobilística. A Porsche construiu exatas 10.479 unidades do 500E entre 1990
e meados 1995. No último ano o sedã dividiu as linhas de produção com outro
ícone: a perua Audi RS2. Mas essa história merece um capítulo à parte.
A História dos "Bancos Recaro", Alemanha - Artigo
A História dos "Bancos Recaro", Alemanha - Artigo
Artigo
Se você já tinha suficiente idade para dirigir – ou gostar de
carros – nos anos 1980 e 1990, provavelmente desejou os bancos Recaro dos
Volkswagen mais esportivos.
O que talvez seja desconhecida é a origem do fabricante de
bancos, que produziu os primeiros protótipos do Fusca e foi responsável pela
construção do Porsche 356.
Na verdade, a Recaro nasceu com outro nome, em 1906:
Stuttgarter Carosserie und Radfabrik. E, três anos depois, se tornou
Stuttgarter Karosseriewerk Reutter & Co.
Os irmãos Wilhelm e Albert Reutter passaram a fornecer
componentes a boa parte das marcas alemãs da época, incluindo a então
Daimler-Benz, no início do século XX.
Só que os caminhos da atual Recaro só cruzaram com a Porsche em
1930, quando foi firmada uma parceria com aquele que, até então, era um
escritório de engenharia.
Foi assim que a Reutter colaborou com a construção de alguns
dos primeiros protótipos do Fusca, projeto de Ferdinand Porsche criado por
encomenda ao governo alemão.
Em 1937, após atingir o limite de capacidade produtiva da
fábrica principal Augustenstraße, em Stuttgart, foi inaugurada a linha de
montagem na cidade vizinha de Zuffenhausen.
Só um ano depois, em 1938, a Reutter era responsável pela
produção do VW da série 38, o Fusca. Àquela altura, a empresa tinha 900
funcionários e fazia 33 carros por dia.
Pouco antes do fim da Segunda Guerra Mundial, a fábrica de
Augustenstraße, primeira linha de montagem, foi bombardeada e, em 1944, a
Reutter foi reduzida em quase 90%, a 94 funcionários.
No ano seguinte, em dezembro de 1945, Ferdinand Porsche foi
preso acusado por crimes de guerra e seu filho, Ferry Porsche, foi quem assumiu
o comando da empresa.
Enquanto o fundador seguia na cadeia, as unidades iniciais do
356, primeiro modelo a receber marca Porsche, foram construídas em Gmünd, na
Áustria, a partir de 1948.
Poucos anos depois, em 1950, a empresa decidiu transferir a
produção do esportivo à Alemanha, onde o modelo passou a ser feito pela Reutter
– e trocou alumínio por aço.
Em 1956, ao completar 50 anos, a empresa criada pelos irmãos
Wilhelm e Albert já havia fabricado 10.000 unidades para a Porsche e voltou a
ter 900 funcionários.
Vale lembrar que, três anos antes, em 1953, a Stuttgarter
Karosseriewerk Reutter & Co. já havia registrado um banco com ajustes de
inclinação, indicando o futuro da empresa.
Em 1963, quando a Porsche estava prestes a lançar o 901 (depois
rebatizado 911), a Reutter já não tinha mais condições de assumir a produção do
sucessor do 356.
Naquele mesmo ano, a marca fundada por Ferdinand comprou a
parceira. Após isso, os antigos donos criaram a Recaro, nome formado pelas
iniciais de Reutter-Carosserie.
Nos anos seguintes, a nova empresa seguiu fornecendo bancos
originais para o fabricante de esportivos e criou uma linha de montagem
específica para produtos de aftermarket.
A Recaro apresentou ao público os primeiros bancos durante o
Salão de Frankfurt, na Alemanha, em 1965. E, quatro anos depois, a empresa foi
vendida pela família Reutter.
Desde então, o fabricante se dividiu em diferentes braços.
Hoje, um é dedicado a assentos para aviões e outro a eGaming. Já a divisão
automotiva está licenciada para a Adient.
De qualquer forma, a empresa nascida em Stuttgart jamais voltou
a produzir carros. E, hoje, o edifício da antiga Reutter segue intocado dentro
do complexo que é sede da Porsche.Mapa "Carta Topográfica e Administrativa da Província de Mato Grosso", 1850, Brasil
Mapa "Carta Topográfica e Administrativa da Província de Mato Grosso", 1850, Brasil
Acervo Arquivo Nacional
Mapa
Mercado Municipal Após o Incêndio, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Fotografia
A imagem mostra o estado do Mercado Municipal após o incêndio ocorrido em suas instalações (fornece informações do endereço, além de mostrar onde teria, supostamente, começado as chamas).
Mostra também o espaço que existia entre o Mercado e as ruas citadas, chamado de Praça Cel. Joaquim da Cunha / Praça do Mercado.
Segundo o dicionário Priberam, a palavra “praça” é um substantivo feminino e pode significar:
a) Lugar largo e espaçoso, ordinariamente rodeado de edifícios;
b) Mercado público.
Nota do blog: Data 07/10/1942 / Crédito da postagem para Mauro Porto.
Prédio do Antigo Banco Construtor / Diederichsen & Hibbeln, 1920, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Prédio do Antigo Banco Construtor / Diederichsen & Hibbeln, 1920, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Fotografia
Prédio do Antigo Banco Construtor, de Diederichsen & Hibbeln, na esquina da rua São Sebastião (parte esquerda) e José Bonifácio (parte da frente). Vista à partir da rua São Sebastião em direção ao Centro.
Há a presença de crianças, homens, carroça, carroceiros e duas barraquinhas de comércio ambulante. Vemos árvores e parte da chamada Praça do Mercado (Praça Cel. Joaquim da Cunha).
Nota do blog: Data 1920 / Fotografia de Aristides Motta.
Assinar:
Postagens (Atom)






































.jpg)
