sábado, 13 de junho de 2020

Rua Saldanha Marinho com Rua São Sebastião, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil



Rua Saldanha Marinho com Rua São Sebastião, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Fotografia

À direita, Casa Confiança, atualmente Casa Chiariello. À esquerda, atualmente, é o Sebo do Brechó. Essa foto também foi utilizada em um cartão postal (vide post no blog).
Nota do blog: Data e autoria desconhecida.

Praça XV de Novembro, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil



Praça XV de Novembro, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Fotografia 

Nota do blog: Vista do cercado balaustrado, Trianon e Theatro Carlos Gomes.

Rua São Sebastião e Hotel Umuarama, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil


Rua São Sebastião e Hotel Umuarama, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Fotografia

sexta-feira, 12 de junho de 2020

quinta-feira, 11 de junho de 2020

Obelisco Comemorativo da Construção da Avenida Central, Rio de Janeiro, Brasil - Marc Ferrez




Obelisco Comemorativo da Construção da Avenida Central, Rio de Janeiro, Brasil - Marc Ferrez
Rio de Janeiro - RJ
Fotografia

Frigorífico Morandi, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil


Frigorífico Morandi, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Fotografia

Sanatório Esquirol, Avenida da Saudade, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil


Sanatório Esquirol, Avenida da Saudade, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Fotografia

Antigo Frigorífico Bordon S/A, Marginal do Rio Tietê, São Paulo, Brasil




Antigo Frigorífico Bordon S/A, Marginal do Rio Tietê, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia



Geraldo Bordon tornou-se o maior exportador de carne do Brasil, atingindo não apenas o Mercado Comum Europeu e os Estados Unidos, como também os mercados da Ásia, Oriente Médio e África. A marca Bordon foi a pioneira no Iraque.
Nos anos 80, o Grupo Bordon, que incorporava também a marca Swift, era um dos maiores do mundo. Na década de 1990 começou a decadência motivada por problemas administrativos, que culminou em março de 2000 com a empresa pedindo concordata e as fábricas assumidas pelo Grupo Bertin.
Nota do blog: Consumi muitos produtos da marca, especialmente feijoada, salsicha e mortadela. A marca era "popular" nos mercados, com qualidade inferior aos similares da Sadia, Perdigão, etc, porém, tinha um custo de compra bem inferior, o que servia para impulsionar suas vendas nas camadas populares. Exemplificando a questão, minha mãe não gostava da qualidade (odiava), mas meu pai comprava devido ao preço...rs. 

A Palavra "Bonde" é Uma Invenção Brasileira, Brasil - Artigo


A Palavra "Bonde" é Uma Invenção Brasileira, Brasil - Artigo
Brasil
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O brasileiro inventa neologismos para tudo. Bastou o popular Volkswagen começar a ser fabricado aqui e logo deixou de ser Volks para virar Fusca. Outra criação genuinamente nacional é o termo bonde. que é usado desde os tempos em que esses veículos eram puxados por burros.
Tudo começou no século passado, quando uma companhia francesa se constituiu para implantar na Corte, como era conhecida a cidade do Rio de Janeiro durante o Império, um serviço de transportes coletivos com tração animal. Com o objetivo de reunir recursos suficientes para tocar o empreendimento, a tal empresa emitiu títulos negociáveis no mercado, também conhecidos como bônus, no Brasil, e "bonds", nos países de língua inglesa. Ao publicar anúncios nos jornais, teria empregado a expressão "Compagnie de Bonds". Foi o suficiente para que o povo começasse a chamar os novos veículos de bondes, um apelido que acabou pegando em todo o País.
Os paulistanos, entretanto, demoraram a ter esse serviço. Enquanto em Nova lorque o povo já andava de bonde elétrico em 1842, em São Paulo a primeira linha de bondes puxados a burros só foi inaugurada em 1872. Na época São Paulo estava classificada entre as pequenas capitais brasileiras, com uma população de apenas 26 mil habitantes, enquanto o Rio de Janeiro tinha 275 mil, Salvador 129 mil, Recife 110 mil, Belém 62 mil, Niterói 47 mil etc.
Nos primeiros anos da aparição dos bondes em São Paulo, os carros circulavam com poucos passageiros. Isso ocorria por duas razões. Primeiro, porque São Paulo era uma cidade ainda muito pequena e poucas mulheres saíam de casa para trabalhar. Em segundo lugar, porque havia gente conservadora que, acostumada a viajar nos morosos bondes puxados por burros, temia utilizar os elétricos. Achavam que os novos veículos, desenvolvendo "altas velocidades", poderiam provocar desastres e colocar a vida dos passageiros em perigo. Tinham medo de que os bondes saltassem dos trilhos ou despencassem numa ladeira, sem freios.
A forma que os dirigentes da Light encontraram para enfrentar a escassez de usuários foi instituir um recibo de passagem, que era oferecido ao passageiro e lhe permitia concorrer a prêmios mensais em dinheiro. Funcionava, portanto, como uma verdadeira loteria.
O cidadão, ao pagar a passagem e receber o cupom, era alertado, num pequeno texto no verso, de que era "conveniente guardar este recibo até o fim do mês. Quem sabe não será um dos premiados? A cada mês são distribuídos 17 prêmios. Veja o outro lado do cupão". Nesse outro lado - esclarece Afonso Schmidt em "São Paulo dos Meus Amores" -constava a lista dos prêmios, que variavam de 500 mil a 50 mil-réis. O incentivo aos usuários medrosos deu certo, e os sorteios, realizados sempre no segundo dia útil de cada mês, passaram a ser acompanhados com grande interesse pela população.
Quando surgiram os bondes elétricos em São Paulo, a passagem custava 200 réis. Foi feito um contrato por 40 anos para a concessionária, a Light, manter esse preço. Só que ao longo dos anos, a inflação, ainda que pequena, foi corroendo o valor da tarifa. Quando desapareceu o mil-réis, sendo substituído pelo cruzeiro, em 1942, o preço continuou o mesmo, Cr$ 0,20, apesar de já ter vencido o prazo da concessão e, portanto, caber um reajuste. Isso não aconteceu e o bonde só não deu prejuízo muito elevado à Light porque os veículos circulavam apinhados de passageiros pagantes e a empresa produzia a própria energia que utilizava na tração dos carros.
O que dava mesmo muito lucro à Light eram as tarifas de energia. Ela foi chamada de polvo canadense não pelo sistema de bondes elétricos que aqui implantou, mas pelas tarifas que cobrava para fornecimento de energia às indústrias. A Light foi um fator de progresso para São Paulo, porque trouxe uma força motriz que permitiu a instalação de um pujante parque industrial. Mas eram caras as tarifas. As ferrovias paulistas, por exemplo, sofreram um grande retardamento em seu processo de eletrificação das linhas, porque para mover suas locomotivas a eletricidade teriam prejuízo certo.
No caso da Sorocabana, esta estatal tinha planos de iniciar a eletrificação das linhas já na década de 20. O preço que a Light queria cobrar era absurdo. Então continuou a esquentar as caldeiras de suas locomotivas com o carvão de pedra que importava de Cardiff, no País de Gales. Durante a Primeira Guerra Mundial não teve outra salvação senão usar lenha, pois o início da guerra submarina impedia o abastecimento do carvão.
Foi só em 1941 que a Sorocabana, então enfrentando uma grave crise energética, devido à Segunda Guerra Mundial, deu início à eletrificação. A Light finalmente concordou em cobrar uma tarifa menos pesada, mas o atraso na eletrificação impediu que a ferrovia obtivesse maior rentabilidade e implantasse vários planos de expansão de suas linhas. Diversas regiões do Estado ficaram sem ferrovia e condenadas ao atraso econômico, como a zona hoje cortada pela rodovia Castelo Branco e o Vale do Ribeira.
Nota do blog: Parte integrante do artigo "Um bonde chamado Mutreta", de Odair Rodrigues Alves, publicado na Revista JÁ Nº 32 (Diário Popular) de 15 de junho de 1997.

As Revistas “Rainhas das Bancas” / Revista da Semana", "O Cruzeiro", "Manchete", Brasil - Artigo





As Revistas “Rainhas das Bancas” / Revista da Semana", "O Cruzeiro", "Manchete", Brasil - Artigo
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Revista da Semana (1900-1959)
O Cruzeiro (1928-1985)
Manchete (1952-2000)
As maiores revistas de variedades editadas no Brasil?
Provavelmente sim. Mas certamente as mais representativas e influentes publicações de suas épocas.
Inovadoras, prestigiadas e com conteúdo produzido pelos mais brilhantes formadores de opinião da vida nacional (em todas as áreas), essas revistas, em dado momento de suas existências, ostentaram o título de “Rainha das Bancas”, por conta da grande variedade de informações ricamente ilustradas em edições produzidas de forma impecável e, em alguns casos, históricas. Além da tiragem, muitas vezes muito superiores ao padrão de tiragens de revistas no mercado brasileiro (claro, para a época), havia um diferencial para as demais revistas publicadas, um outro 'nível' ....
A pioneira desse segmento foi a Revista da Semana, fundada por Álvaro de Tefé (filho do Barão de Tefé) que logo em sua edição de estreia causou um impacto verdadeiramente fulminante na imprensa nacional ao publicar pela primeira vez (em uma revista) uma fotografia, quer dizer, uma não, em verdade tratava-se de uma edição alusiva aos 400 anos de descobrimento do Brasil, recheada de belas imagens de várias cidades do país. Embora tenha circulado como suplemento do Jornal do Brasil até 1915, desde a sua primeira edição, a Revista da Semana adquiriu identidade própria, inaugurando um segmento até então pouco explorado (ou conhecido) da imprensa nacional: Os grandes magazines de variedades, semelhantes aos existentes na Europa e Estados Unidos.
Nas páginas da Revista da Semana encontram-se contribuições de nomes como Olavo Bilac, Pedro Lessa, Raul Pederneiras, J. Carlos e Menotti del Picchia dentre tantos outros. Circulou até 3 de janeiro de1959.
Já a revista Cruzeiro foi lançada 10 de novembro de 1928 por Carlos Malheiro Dias, passando em seguida para Assis Chateaubriand que, a partir do nº30, em junho de 1930, renomeou a publicação (acrescentando o “O”) e incorporou-a aos Diários Associados, beneficiando-a de forma decisiva da estrutura dessa rede de comunicação para de fato se tornar a primeira revista de circulação nacional e a primeira revista brasileira a manter sucursais fora do país (Lisboa, Paris, Roma, Nova York e Tóquio).
Se a Revista de Semana causou um enorme impacto na imprensa brasileira, O Cruzeiro estendeu esse impacto aos níveis mais elevados. A perfeita combinação de texto e imagem eram uma característica da publicação, além do imenso 'time' de colaboradores que, dada a qualidade, acabava fazendo com que a revista 'destoasse' das demais publicações da época.
Dentre os muitos colaboradores da publicação pode-se citar: Austregésilo de Athaíde, Di Cavalcanti, David Nasser, Djanira, Érico Veríssimo, Graciliano Ramos, Humberto de Campos, Jorge Amado, Rachel de Queiroz, Ziraldo, Millor Fernandes, Péricles (e o seu carioquíssimo 'Amigo da Onça') e tantos, tantos outros… A revista deixou de circular Junho de 1985.
E, por fim, a última das rainhas: Manchete.
Fundada por Adolpho Bloch, saiu às bancas em 26 de abril de 1952 com uma proposta editorial semelhante a de O Cruzeiro, apostando numa qualidade gráfica e editorial ainda mais refinada do que a sua concorrente. A ideia era de se transformar na principal revista editada no Brasil, objetivo esse alcançado e mantido por décadas, até a 'aventura televisiva' em que se meteu Adolpho Bloch, que acabou levando todas as empresas do grupo a melancólica extinção em 2000.
Passaram pelas páginas de Manchete nomes como Carlos Drummond de Andrade, Rubem Braga, Manuel Bandeira, Paulo Mendes Campos, Fernando Sabino, Nelson Rodrigues, Jean Manzon, Joel Silveira… e continua a lista de grandes nomes do pensamento nacional.
E também havia o imbatível slogan: Aconteceu, virou Manchete!
A última edição da revista foi em 29 de julho de 2000. Texto da Biblioteca Nacional.
Nota do blog: Post mais que essencial, especialmente nos dias de hoje quando é visível a falta de novas publicações nas bancas, além do desaparecimento das existentes. Não é mera coincidência o nível cultural, cada vez mais baixo, da maioria da população brasileira...