domingo, 5 de julho de 2020

Grupo Sérgio, São Paulo, Brasil





Grupo Sérgio, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia



Imagine a cena: você junta uma turma de colegas da escola e resolvem ir a uma lanchonete juntos, pra comer alguma coisa, tomar um suco ou refrigerante e conversar sobre a dura vida de um estudante do ensino médio. Professores, provas, as meninas mais bonitas da sua sala de aula, aquele jogo pelo campeonato da escola…
Agora imagine que você está nos anos 70. Onde dá pra ir com o pessoal? Os fast-foods ainda eram raros e as lanchonetes bacanas eram caras demais (como são até hoje!). Naqueles tempos, só existia uma resposta: Grupo Sérgio.
Acredita-se que o Grupo Sérgio foi a primeira pizzaria rodízio de São Paulo, um conceito novo naquela época. Pagava-se aproximadamente o equivalente a meia pizza, e comiam-se pedaços de pizzas à vontade, de diversos sabores, e quantos pedaços seu pobre corpo pudesse aguentar. Isso fazia de lá o lugar perfeito, principalmente para adolescentes com pouco dinheiro e famílias numerosas em situação idêntica.
A boa ideia foi do empresário Sergio Ricardo Della Crocci, que deu o seu nome à primeira unidade da rede, inaugurada no Pari em 1976, mesmo antes de ser um “grupo”. As previsões deram certo, e dois anos depois, o “Grupo Sérgio” já podia ser chamado realmente de grupo, pois tinha cinco filiais na cidade.
Algumas lojas podiam ser consideradas verdadeiros transatlânticos culinários — ao menos no tamanho. Uma unidade na Radial Leste, próxima à estação Belém do metrô, por exemplo, tinha lugar para pelo menos mil pessoas sentadas, e, acredite se quiser, formavam-se filas na porta aos sábados à noite. Atraia desde famílias inteiras até grupos de jovens que apostavam entre si quem comeria mais pedaços de pizza, cena comum em todas as casas da rede, sempre lotadas. Tudo bem, as pizzas eram bem simples, com massa fina e coberturas igualmente precárias…mas, quem se importava?
Ir ao Grupo Sérgio era sempre uma festa, todo mundo comia até sair pizza pelas orelhas. Era como estar de férias: um lugar cheio de gente, todos sorrindo e comendo sem parar! Ninguém ia ao Grupo Sérgio pela qualidade da comida, a atmosfera festiva é que era legal!
Depois de mais de 10 anos de sucesso absoluto, o que era novidade foi perdendo o fôlego e o público começou a debandar. Em meados dos anos 1980, as redes de fast-food proliferaram pela cidade, gerando novas opções de “lazer gastronômico”, o que afastou ainda mais os clientes. A rede tentou se reinventar, mas não sobreviveu ao fim dos anos 90 e fechou as portas definitivamente, deixando na gente a lembrança de uma pizza de mussarela magrinha, mas com muita história pra contar!
Nota do blog: É uma das melhores lembranças que tenho de quando morei em SP, nos anos 80. Na unidade da Mooca (era um misto de rotisserie e mercado, íamos para comprar produtos diversos, principalmente o atum ralado em lata da Marca CPC, ele tinha um rótulo vermelho e era originário do Equador) e na unidade da Radial Leste (para refeições, um restaurante enorme, minha unidade preferida). Foi, que eu me lembre, a primeira vez que comi uma pizza de calabresa com mussarela por cima (chamavam de "calabresa coberta"), mas meu produto predileto por lá era a "bolinha de queijo frita", uma delícia, lembro até hoje. Comíamos ela no rodízio e também, às vezes, íamos de carro (lembro até do estacionamento) buscar para comer em casa, eles vendiam por quantidade e colocavam numa embalagem de pizza para viagem. Inesquecível...

Largo de São Francisco, São Paulo, Brasil


Largo de São Francisco, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia


Entre 1934-1936, o fotógrafo alemão Erwin Scheu registrou esta cena que sugere ser a Chicago desta época. Ao que parece deve se tratar de um casamento na Igreja de São Francisco — percebe-se à sua esquerda, a Faculdade de Direito devidamente "encaixotada" para obras de ampliação em suas instalações.

Vista Aérea Geral, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil


Vista Aérea Geral, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Foto Postal Colombo N. 3
Fotografia - Cartão Postal

Vista Aérea da Praça da Bandeira e Catedral, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil


Vista Aérea da Praça da Bandeira e Catedral, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Foto Postal Colombo N. 7
Fotografia - Cartão Postal

Cartão Postal "Lembrança de São Paulo", São Paulo, Brasil


Cartão Postal "Lembrança de São Paulo", São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia - Cartão Postal

Nota do blog: O cartão mostra a Praça Ramos de Azevedo, o Viaduto do Chá, , o Viaduto Santa Ifigênia e a Avenida Campos Elíseos.

Cidade Alta, Salvador, Bahia, Brasil


Cidade Alta, Salvador, Bahia, Brasil
Salvador - BA
N. 48
Fotografia - Cartão Postal

Martha Rocha, a Eterna e Mais Famosa Miss Brasil - Artigo


As cinco primeiras colocadas da esquerda para a direita: Virgina Lee (Miss Hong Kong, 3ª colocada), Martha Rocha (Miss Brasil, 2ª colocada), Miriam Stevenson (Miss EUA, 1ª colocada), Regina Ernst (Miss Alemanha, 4ª colocada) e Ragnhild Clausson (Miss Suécia, 5ª).


Martha Rocha, durante o concurso de Miss Universo em 24 de julho de 1954.



Martha Rocha dias após ser eleita como Miss Brasil, em 7 de julho de 1954.



Chegada de Martha Rocha ao Rio de Janeiro, quase dois meses após ficar com o 2º lugar no concurso de Miss Universo.



Em visita ao Brasil, o encontro das duas primeiras colocadas no concurso Miss Universo de 1954 - A americana Miriam Stevenson (à esq.), primeira colocada e a brasileira Martha Rocha.


A Miss Brasil Martha Rocha entre os atores Jeff Chandler (à esq.) e Tony Curtis (à dir.), em Los Angeles.


Destaque na capa do GLOBO de 24 de julho de 1954.


Destaque na capa do GLOBO de 26 de julho de 1954.


Martha Rocha, a Eterna e Mais Famosa Miss Brasil - Artigo
Artigo


Houve um tempo no Brasil em que tudo o que acontecia de curioso e caia nas graças da população virava tema de marchinha de carnaval. Quando, em 24 de julho de 1954, a Miss Brasil Martha Rocha perdeu o concurso de Miss Universo para a americana Miriam Stevenson, não foi diferente. No carnaval do ano seguinte, a marchinha "Duas Polegadas", de autoria de Pedro Caetano, Alcyr Pires Vermelho e Carlos Renato, exaltaria a beleza da brasileira e suas polêmicas duas polegadas a mais de quadril. De acordo com uma falsa versão que ficou conhecida na época, mas esclarecida mais tarde, essa medida teria sido responsável pela derrota.
A própria brasileira brincou com o episódio, interpretando ela mesma uma versão da música, que pedia clemência dos juízes no seguinte refrão:
“Por duas polegadas a mais, passaram a baiana pra trás/Por duas polegadas, e logo nos quadris/Tem dó, tem dó, seu juiz!”.
Mesmo derrotada, Martha saiu como a grande figura daquele concurso, que lhe renderia a fama de mulher mais bonita do Brasil por um longo tempo, além de um convite para trabalhar em filmagens na Universal International por três meses e contratos publicitários. A brasileira chegou a participar de gravações com os atores americanos Jeff Chandler e Tony Curtis durante a sua estada em Los Angeles após o fim da competição.
Na edição de 24 de julho de 1954 do GLOBO, um dia após o concurso, que aconteceu em Long Beach no estado americano da Califórnia, o jornal a descreveu como uma linda baianinha de pele amorenada, olhos azuis e cabelos dourados. Apesar da derrota em solo americano, os jurados que a elegeram Miss Brasil quase um mês antes do concurso de Miss Universo, em Petrópolis, não hesitaram em refazer os elogios após o segundo lugar.
O poeta Manuel Bandeira disse na época que os americanos já conheciam uma baiana — "Carmen Miranda" — e, agora, conheciam outra, graciosa e jovem, "mostrando que a Bahia tem de tudo". O cronista Paulo Campos também defendeu a brasileira ao dizer que o júri do Quitandinha tinha "uma calorosa confiança nos olhos límpidos e claros da jovem baiana", e completou: "Na tonalidade de sua pele, que as fotografias não mostram, vi uma das coisas mais belas deste mundo".
Ainda nas páginas do GLOBO, o escritor Fernando Sabino comemorou o vice-campeonato e publicou: "Foi a vitória da beleza autêntica, genuinamente brasileira. Marta Rocha é loura e de olhos azuis, mas tem em si o caldeamento das raças que caracteriza a mulher brasileira. Não é loura em excesso, nem de pele trigueira em excesso. É surpreendente que não tenha classificado em primeiro lugar".
O fator desfavorável da brasileira em relação a americana foi, por muito tempo, atrelado às duas polegadas a mais de quadril. Conforme o próprio jornal publicou na edição de 26 de julho de 1954, os juízes disseram que a americana "tinha medidas perfeitas de 36 polegadas de busto e de quadris", enquanto a brasileira tinha 38 de quadril".
Um bom folclore, esse motivo foi disseminado por um jornalista da época que trabalhava na revista "O Cruzeiro". Na época, a própria Martha Rocha gostou da versão e acabou entrando na brincadeira, levando toda a imprensa brasileira com ela. A Miss Brasil 1954 só revelaria que a história era falsa depois de muito tempo, quando lançou o livro "Martha Rocha: uma biografia", em 1993.
Sessenta e cinco anos após a derrota em Long Beach, a vida da baiana ainda teve muitos desafios além das passarelas. Em 1996, passou a cobrar para aparecer em júris de concursos de beleza alegando complicações financeiras em função da falência da empresa do cunhado Jorge Piano, dono de uma das maiores casas de câmbio do Rio. A partir de 2000, Martha descobriu ter um câncer de mama, que logo foi tratado, e decidiu se mudar para Volta Redonda, no Sul do Rio.
Em março deste ano, a Miss Brasil 1954 publicou em sua conta pessoal no Facebook que estava morando em uma casa para idosos e que não pretendia pedir a ajuda de ninguém.
“Meus amigos, participo que estou morando numa pousada para idosos por questões financeiras. Não me sinto diminuída, humilhada por isso. Pelo contrário, pois minha dignidade segue sem mácula. (...) Se, em 1995, com a fuga de Jorge Piano com todo o meu dinheiro, nem pensei em pedir ajuda. Superei meus problemas com suporte de meus dois filhos, duas amigas e o meu trabalho honrado, vendendo quadros pintados por mim, e ganhando cachê para divulgar o concurso de Miss Brasil". E conclui: “Para mim, meus amores, este assunto está encerrado. Ponto final”. Texto do jornal O Globo.
Nota do blog: Embora Martha Rocha tenha ficado na segunda colocação, tornou-se mais famosa do que as outras duas que ganharam o concurso (Martha Vasconcellos e Ieda Maria Vargas). Ninguém fala delas, quando se fala em miss, lembramos de Martha Rocha. É automático. Isso prova, mais uma vez, uma teoria que defendo, cujo teor, basicamente, é que a derrota apaixona muito mais que a vitória. Mas esse debate fica para outra ocasião...

Obras de Terraplanagem Para Construção do Estádio do Morumbi, 01/07/1953, São Paulo Futebol Clube, São Paulo, Brasil


Obras de Terraplanagem Para Construção do Estádio do Morumbi, 01/07/1953, São Paulo Futebol Clube, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia

Restaurante e Choperia Flerte, Avenida Nove de Julho com Rua Garibaldi, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil


Restaurante e Choperia Flerte, Avenida Nove de Julho com Rua Garibaldi, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Fotografia

Edifício Martinelli, São Paulo, Brasil


Edifício Martinelli, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
N. 132
Fotografia - Cartão Postal