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domingo, 23 de agosto de 2020
Teatro Amazonas, 1972, Manaus, Amazonas, Brasil
Teatro Amazonas, 1972, Manaus, Amazonas, Brasil
Amazonas - AM
Fotografia
Construído entre 1884 e 1893, o Teatro Amazonas foi
inaugurado parcialmente em 31 de dezembro de 1896. Um dos mais belos exemplares
da arquitetura brasileira, o Teatro está localizado no Largo São Sebastião,
zona central de Manaus. Projetado em estilo eclético, o prédio foi erguido no
período de grande desenvolvimento econômico da Amazônia do chamado “Ciclo da
Borracha”. A produção de látex para processamento de borracha, destinada às
indústrias europeias e norte-americanas, gerou uma grande riqueza para os
estados da região. Entre 1830 e o início do século XX, a Amazônia foi a maior
produtora de látex do mundo, gerando vultosos recursos que permitiram
grandiosos empreendimentos arquitetônicos em cidades como Manaus e Belém. Ao
longo de sua história, o Teatro Amazonas apresentou espetáculos de ópera,
musicais, peças de teatro, grupos de dança, orquestras, concertos líricos e
populares, dentre tantos outros. Pelo seu palco passaram grandes artistas
nacionais e estrangeiros, dentre eles Heitor Villa-Lobos, que se apresentou em
1911.
Viaduto Santa Ifigênia, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Foto Postal N. 118
Fotografia - Cartão Postal
Apresentação do 2° Batalhão da Força Pública do Estado de São Paulo, São Paulo, Brasil
Apresentação do 2° Batalhão da Força Pública do Estado de São Paulo, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia
Apresentação do 2º Batalhão da Força Pública do Estado de São Paulo em frente a antiga Tesouraria da Fazenda — o primeiro projeto oficial de Ramos de Azevedo na cidade. O oficial porta-bandeira era o então tenente José Teófilo Ramos. O uniforme da corporação foi adotado entre 1912 e 1924 — segundo esclarecimentos feitos em janeiro de 1978 pelo ex-comandante geral da Força Pública, o tenente-coronel Arlindo de Oliveira.
O prédio à direita, na esquina com a atual Rua Anchieta que entre outras denominações foi chamada de Beco do Bispo e Rua do Palácio, presentemente está ocupado pelas instalações do Centro de Estudos Jurídicos (CEJUR). De autoria desconhecida, estima-se que a foto tenha sido registrada entre 1912 e 1924.
Itaim Bibi, Década de 50, São Paulo, Brasil
Itaim Bibi, Década de 50, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia
Itaim Bibi é um bairro nobre situado
na Zona Oeste do município de São Paulo no distrito de
mesmo nome.
Popularmente e em algumas reportagens a região é
erroneamente considerada como pertencente à Zona Sul, porém é administrada pela Subprefeitura de Pinheiros, sendo
oficialmente integrada à Zona Oeste. A mudança de região geográfica
ocorreu em 2002, na gestão Marta Suplicy,
até então fazia parte da Zona Centro-Sul (Zona Sul), sendo
administrado pela Subprefeitura de Santo Amaro.
Compreende a área formada pelas avenidas Juscelino Kubitschek, São Gabriel, 9 de Julho e Brigadeiro Faria Lima, apesar de ser comum
incluir o bairro Chácara Itaim e chamá-lo também de Itaim
Bibi. Limita-se com os bairros de Vila Nova Conceição, Vila Olímpia, Jardim Europa, Ibirapuera e Jardim
Paulistano.
A Avenida Brigadeiro Faria Lima cruza o bairro do Itaim
Bibi, trazendo muito movimento para o mesmo.
Bibi (bebê) era como as escravas chamavam o filho do médico
Leopoldo Couto Magalhães, dono da Chácara Itaí, que cresceu e virou o "Seu
Bibi". A palavra Bibi viria a acompanhar o nome do bairro, antes
chamado Rio das Pedras. A Rua Renato Paes de Barros se chamava Rua Bibi, em sua
homenagem.
Sua história começou em 1896, quando o
general José Vieira Couto de Magalhães adquiriu
uma extensão de 120 alqueires, que era propriedade de Bento Ribeiro dos Santos
Camargo. Essas terras não tinham muito valor, pois eram inundáveis; sua função
era meramente recreativa, para caça e pesca, e abrigava árvores frutíferas
(principalmente jabuticabeiras). Embora não tenha se casado, o general
teve um filho, José Couto de Magalhães, com uma índia do Pará. Em 1898, com a morte do
general, seu filho herdou o local, conhecido como Chácara do Itahy ("pedra
pequena", em tupi).
Em 1907,
Leopoldo Couto de Magalhães, irmão do general, comprou as terras por 30 contos
de réis, fixando residência no lugar.
A rua João Cachoeira leva o nome de um agregado da
família que vivia cantando e contando causos por ali. A sede da chácara
propriamente dita, hoje conhecida como Casa Bandeirista do Itaim, está localizada
no início da atual rua Iguatemi. Tombada pelo Patrimônio
Histórico, foi, porém, destruída pelos seus atuais proprietários.
Antigamente era, durante vários anos, foi um sanatório (Casa de Saúde Bela
Vista), fundado em 1927 pelo médico Brasílio Marcondes Machado, onde doentes
mentais ou dependentes químicos de famílias abastadas se tratavam.
Com o falecimento de Leopoldo, o local foi dividido entre
seus herdeiros. Leopoldo Couto Magalhães Júnior, também 'Bibi', que era
conhecido por possuir um dos primeiros automóveis da
região e pelo hábito de usar boné de
bico, continuou residindo na casa até a segunda metade da década de
1920.
O filho de Bibi, Arnaldo Couto de Magalhães foi
responsável pelo loteamento da chácara. Na década de
1920, surgiram pequenos sítios de um hectare, vendidos a italianos vindos
da Bela Vista/Bexiga,
um bairro central. Eles produziam verduras e legumes para o abastecimento local
e dos bairros vizinhos.
As terras foram vendidas e revendidas entre a década de
1920 e a década de 1950 e, com a ocupação da várzea próxima
ao Rio Pinheiros, propiciou atividade a
barqueiros, olarias e portos de areia, que forneciam tijolos e telhas para
construções. Para diferenciá-lo do Itaim
Paulista um subúrbio de
São Paulo, depois da Penha de França, os moradores da região passaram a
referir o local como os “terrenos do Bibi”. Hoje em dia, a antiga Rua do Porto
é denominada de Rua Leopoldo Couto de Magalhães Júnior.
Até a década
de 1930, a ocupação populacional do Itaim Bibi se restringiu ao
quadrilátero formado entre o Rio Pinheiros e as atuais avenidas Nove de Julho, São Gabriel que era
estreita e chamava-se Rua Ana Neri e a Juscelino Kubitschek. Após
os anos
1950, o bairro passou a enfrentar um grande crescimento, causando o
desaparecimento de chácaras e sítios.
Nos dias de hoje, possui vizinhos abastados, como o
distrito do Morumbi e
a região dos Jardins. Hoje em dia o Itaim Bibi é considerado um bairro nobre,
sendo classificado pelo CRECI como "Zona de Valor A", assim como
outras áreas privilegiadas da cidade. Apresenta sedes de empresas, tais
como: Morgan Stanley, Google, Facebook,
entre outras.
Mas no seu início e até os anos 1960–1970, era um bairro
das empregadas, dos motoristas, verdureiros e pequenos comerciantes em geral. O
núcleo inicial do bairro se modificou progressivamente. O comércio ampliou-se e
deixou de servir somente os bairros vizinhos, passando a atender também outras
áreas, fazendo com que o bairro perdesse sua característica popular,
tornando-se uma região abastada e desenvolvida.
Parque do Ibirapuera, São Paulo, Brasil
Parque do Ibirapuera, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia
"Ibirapuera" provém do tupi antigo ybyrapûera,
que significa "árvores velhas"; ybyrá, árvores, pûer,
velho, a, sufixo.
A região alagadiça havia sido parte de uma aldeia
indígena na época do início da colonização de origem portuguesa, com o tempo,
tornou-se uma área de chácaras e pastagens.
Inaugurado em 1954 com uma área de 130 hectares (322
acres) inicialmente essa área era de 158 hectares (390 acres), mais com a
ampliação da avenida Pedro Álvares Cabral, parte de sua área foi separada e
passou a ser administrada separadamente.
Localizado entre as avenidas Pedro Álvares Cabral,
República do Líbano e IV Centenário, o Parque Ibirapuera é um parque tombado e
patrimônio histórico de São Paulo.
Foi idealizado pelo então prefeito José Pires do Rio na
década de 1920 que sonhava com um parque aos moldes do Central Park (Nova
Iorque) ou Hyde Park (Londres) mas abandonou a ideia por se uma
região alagadiça o que dificultaria a realização.
Em 1927 um modesto funcionário da prefeitura, Manuel
Lopes de Oliveira, conhecido como Manequinho Lopes e apaixonado por plantas,
iniciou, o plantio de centenas de eucaliptos australianos, buscando drenar o
solo e eliminar a umidade excessiva do local.
Em 1951 o então Governador Lucas Nogueira Garcez cria uma
comissão mista composta por representantes dos poderes públicos e da iniciativa
privada para a criação de um parque que se tornasse um marco nas comemorações
do IV centenário da cidade.
Chamaram Oscar Niemeyer para a criação do projeto
arquitetônico, e o engenheiro calculista Joaquim Cardozo a responsável pelos
projetos estruturais e, a Roberto Burle Marx, o projeto paisagístico.
O projeto de Burle Marx, no entanto, acabou sendo
substituído pelo projeto do engenheiro agrônomo Otávio Augusto Teixeira Mendes.
No dia da comemoração do Quarto Centenário da cidade o
Parque não estava pronto, e só pode ser inaugurado no dia 21 de agosto de 1954,
em festa que contou com 640 estandes montados por treze estados e dezenove
países.
No parque há diversos atrativos para o público desde
passeios culturais e educativos como caminhadas monitoradas, atividades de
observação de pássaros, possuindo esculturas, museus e monumentos históricos
além dos jardins e paisagens repletas de flores e árvores.
Há também aparelhos de ginástica, quadras, playground,
quiosques, ciclovia e planetário.
Por sua riqueza verde, esportiva e cultural, em 2015 foi
enumerado por um colunista do jornal britânico The Guardian, como um
dos "melhores parques do planeta" junto a parques como o
Buttes-Chaumont de Paris, o Boboli de Florença, a High Line de Nova Iorque, o
Hampstead Heath de Londres e o Parque Güell de Barcelona.
Em 2012 foi apontado pela rede social Facebook como o
local mais popular em todo o Brasil para se fazer check-in.
Em 2013, foi eleito o melhor parque da América do Sul
pelos usuários do site TripAdvisor.
Em 2015, foi um dos lugares do mundo que mais renderam
fotos compartilhadas no Instagram.
Casa Rodovalho, São Paulo, Brasil
Casa Rodovalho, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia
Texto 1:
Casa Rodovalho, uma das maiores empresas paulistanas do ramo de aluguel de carroças e carruagens para sepultamentos e ornamentos de sepulturas. Primeira grande loja do ramo a se estabelecer legalmente em São Paulo, a Casa Rodovalho era localizada no antigo número 1 da rua São Bento, nas imediações do Largo São Francisco, em um suntuoso prédio de dois andares de esquina (foto 1), que já não existe mais.
Texto 2:
Até 1828 os sepultamentos eram feitos nas igrejas.
As paróquias tinham nesta prática parte da arrecadação, quanto maior o donativo, mais próximo do altar o enterro acontecia, por outro lado afastava fiéis por conta do cheiro dos corpos em decomposição.
A Lei Régia assinada por Dom Pedro I, mudaria a dinâmica deste mercado.
Com o surgimento dos cemitérios paulistanos como o Consolação, surgiu a necessidade do transporte do corpo e todos os serviços de velório para estes locais, esse serviço passou a ser de responsabilidade da Santa Casa de Misericórdia, que detinha o monopólio dos serviços, e contratava o transporte.
Nasce, algumas décadas depois, idealizado por Antônio Proost Rodovalho Júnior (filho do Coronel Rodovalho, que ajudou a fundar a atual Associação Comercial de São Paulo), na Rua São Bento nas imediações do Largo São Francisco, a Casa Rodovalho, uma das maiores em ornamentos e aluguel de carroças/carruagens para sepultamentos.
Além da prestação de serviço de transporte da Santa Casa para os cemitérios, a empresa também tinha uma frota própria de táxis com "chauffeurs", além de uma fábrica de carruagens e carroças, manutenção e mecânica com sede na Rua da Mooca.
E na Rua Amaral Gurgel ficava a frota da empresa, duas dezenas de automóveis e outras duas dezenas de carruagens que atendiam a políticos e a elite da época, tinha até telefone, o cliente pedia o número 3 e solicitava seu transporte.
Durante o ápice da gripe espanhola, a Rodovalho chegou a organizar 600 sepultamentos, só na cidade de São Paulo em um único dia, isso em 1918! Nesta época os sepultamentos tinham preço tabelado por determinação da prefeitura.
A empresa dominou o ramo por algumas décadas.
Na foto 1 da publicação o prédio da Rua São Bento (demolido).
Na foto 2 o interior da loja.
Na foto 3 a frota de carruagens.
Via do Fórum Imperial / Via dei Fori Imperiali, Roma, Itália
Via do Fórum Imperial / Via dei Fori Imperiali, Roma, Itália
Roma - Itália
Fotografia
A Via dei Fori Imperiali ou rua dos Fóruns Imperiais em Roma talvez seja uma das mais cenográficas e frequentadas por turistas estrangeiros. Percorrendo-a, podemos admirar toda a imponência da Roma imperial e cruzar com diversos monumentos importantes. Só que nem todo mundo conhece a sua história.
Originariamente, a rua era chamada Via dei Monti porque levava até os Castelos Romanos. Ela foi nomeada de Via dell’Impero por Benito Mussolini, em 1932, e o seu nome atual, Via dei Fori Imperiali, só foi adotado depois da Segunda Guerra Mundial, em 1945.
A ideia de unir ideologicamente o Coliseu ao Altare della Patria, na Piazza Venezia, fazia parte de uma visão triunfal de uma política de propaganda. Mussolini pretendia criar uma analogia entre a grandeza da Roma antiga e a aura de progresso do fascismo. Foi na Piazza Venezia que começaram as primeiras aglomerações fascistas na capital.
Roma deveria se tornar uma cidade cosmopolita, projetada para o futuro, e por isso foram demolidas as casas e construções ao redor das áreas arqueológicas presentes na rua. Elas cederam espaço a uma “passarela” de 900 metros de comprimento e 30 de largura.
A obra levou dezesseis meses para ser concluída e foi inaugurada no dia 28 de outubro de 1932, o ano do décimo aniversário da marcha fascista, evento organizado com o intuito de pressionar a monarquia italiana a nomear Mussolini como primeiro-ministro do país.
As demolições continuaram até 1933, mas Il Duce não perdeu a ocasião de inaugurar o novo espaço urbano em 1932, vestido com uniforme militar e a cavalo. Para ter uma ideia de como era a arquitetura dessa parte da cidade antes da construção da Via dei Fori Imperiali você pode visitar as pinturas e fotografias presentes no Museo di Roma a Palazzo Braschi.
Além de igrejas, jardins e hortas, entre as áreas destruídas estava a colina della Velia, já lugar de residência do terceiro rei de Roma, Tullo Ostilio.
Para evitar um desabamento, no local foi erguido um muro de contenção, decorado com uma fonte, que separa a Via dei Fori Imperiali das ruínas do Palazzo Silvestri-Rivaldi.
Em 1933 foram colocadas na Via dei Fori Imperiali as quatro estátuas de bronze dos imperadores César, Augusto, Nerva e Trajano, em correspondência de seus respectivos fóruns.
Mais tarde, em 1934, em ocasião do chamado Natale di Roma, foram acrescentados quatro mapas de mármore que representam a expansão do domínio romano. A primeira mostra Roma em sua origem. A Segunda durante as guerras púnicas. A terceira no período da morte de Augusto e a última nos tempos de Trajano (53-117 d.C).
Em 1936, um quinto mapa representando a Itália e as suas colônias foi colocado ao lado dos outros quatro, criando uma evidente conexão ideológica com a antiga Roma.
Hoje a Via dei Fori Imperiali ou rua dos Fóruns Imperiais é aquela onde, em condições normais, no feriado do dia 2 de junho, Festa della Repubblica, acontece o desfile das forças armadas italianas.
Também é a rua ocupada pelos romanos que, nos finais de semana, aproveitam para passear a pé ou de bicicleta pelo centro histórico e faz parte do percurso da maratona de Roma.
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