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sábado, 29 de agosto de 2020
Pátio do Colégio, 1971, São Paulo, Brasil
Pátio do Colégio, 1971, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia
Nota do blog: Ainda sem a igreja.
Ponte Metálica, Parque do Ibirapuera, São Paulo, Brasil
Ponte Metálica, Parque do Ibirapuera, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia
Em 1954, quando o Ibirapuera foi inaugurado, não havia
somente edifícios projetados por Oscar Niemeyer. Um dos lugares populares do
Parque Ibirapuera e muito amados pelos fotógrafos é a ponte metálica. Às vezes
chamada de ponte japonesa, em função da sua curvatura, que lembra as pontes do
país extremo oriental, ela se encontra onde o Córrego do Sapateiro se alarga e
deságua no lago. Poucos sabem, porém, que na origem não se tratava de uma
simples ponte e sim de um pavilhão suspenso sobre o lago.
No mesmo ano das comemorações do quarto centenário da
cidade de São Paulo e da inauguração do seu parque com uma grande exposição,
para a qual tinha sido construído, entre outros, o edifício que hoje hospeda a
Bienal, a Companhia Siderúrgica Nacional encomendou ao arquiteto carioca Sérgio
Bernardes – figura um pouco esquecida, ainda que importante, da arquitetura
modernista brasileira – um pavilhão que exaltasse as propriedades e as
possibilidades do aço na construção civil. Assim, Bernardes criou um edifício
temporário, que, pela sua natureza, pudesse ser desmontado e montado em outro
lugar.
O pavilhão tinha a função de “vitrine”, ou seja, de expor
os produtos da Companhia Siderúrgica Nacional. Ele próprio era uma exposição do
que o aço podia criar. Erguia-se sobre quatro arcos estruturais que
atravessavam o Córrego do Sapateiro na embocadura do lago. Aos pares, os arcos
formavam duas pontes, que desempenhavam o papel de passarela e de acesso ao
pavilhão e à exposição nele contida. O teto do edifício era em forma de arco
positivo, aberto para o céu, estabelecendo uma simetria com os arcos inferiores
de sustentação. Duas plataformas avançavam para os dois lados do edifício a
partir da base do arco do teto. Nos dias de chuva, essa estrutura dava origem a
duas cascatas, que desaguavam no lago e no córrego.
Terminadas as comemorações dos quatrocentos anos da
cidade, o edifício de aço foi desmontado, mas dois arcos estruturais com a sua
passarela foram conservados no local. O pavilhão tinha sido apropriado pelo
público como uma ponte entre as duas partes do parque separadas pelo córrego e
pelo lago. Trata-se da atual ponte metálica ou “ponte japonesa” do Parque do
Ibirapuera.
sexta-feira, 28 de agosto de 2020
Os Sobrinhos do Capitão / Katzenjammer Kids, Estados Unidos
Os Sobrinhos do Capitão / Katzenjammer Kids, Estados Unidos
Quadrinhos
Katzenjammer Kids (também chamado de The
Captain and the Kids) é uma história em quadrinhos criada pelo alemão naturalizado norte-americano Rudolph Dirks. Foi
publicada pela primeira vez em 12 de
dezembro de 1897, no "American Humorist", o suplemento de domingo do
jornal "New York Journal", de William Randolph Hearst. Dirks foi o primeiro
cartunista a representar os diálogos dos personagens através dos chamados
"balões".
Após várias disputas judiciais entre 1912 e 1914, Dirks
deixou a organização Hearst e começou uma nova tira, primeiramente chamada
de "Hans und Fritz" e depois "The Captain and the Kids", distribuída
pela United Features. Os
protagonistas eram os mesmos personagens de "The Katzenjammer Kids", que foi
continuada por Harold Knerr. As duas versões separadas competiram até 1979,
quando "The Captain and the Kids" parou de ser publicada após seis
décadas. "The Katzenjammer Kids" ainda é distribuída pela King Features, o que a torna a tira mais
antiga daquela agência.
A obra de Dirks foi claramente inspirada no trabalho
de Wilhelm Busch, criador de "Max und
Moritz" - precursora dos quadrinhos.
No Brasil as séries receberam, na maior parte do tempo, o nome de "Os Sobrinhos do Capitão".
A história se passava numa colônia alemã na África, numa
pensão onde a proprietária, a gorda viúva "Mama Chucrutz", tinha como
hóspedes o Capitão - um gordo de barbas negras (que, ao contrário do
que sugere o título adotado no Brasil, não é tio dos garotos), marinheiro
aposentado e que sofre de gota,
o Coronel, um caça-gazeteiros que vive a perseguir os moleques,
caracterizado como um baixinho com uma longa barba branca e, finalmente, os
dois heróis, os malandros Hans e Fritz.
Hans e Fritz são dois irmãos gêmeos - inspirados nos dois
garotos "Max und Moritz", da obra de Busch - e, portanto,
bastante arteiros. Aprontam todas e não aceitam qualquer autoridade. Suas
vítimas prediletas são o Coronel e o Capitão. Protegidos pela velha matrona, a
cujos olhos aparecem sempre inocentes, conseguem sempre safar-se dos próprios
enredos e artimanhas.
O primeiro filme com os garotos endiabrados foi feito
em curta-metragem do cinema mudo,
ainda em 1898.
Entre 1917-18 foram produzidos
cerca de dezessete desenhos animados mudos.
Em 1938 "Os Sobrinhos do Capitão" tornaram-se a primeira
série animada produzida pela MGM, tendo à frente William Hanna,
Bob Allen e Friz Freleng. Porém os desenhos não tiveram boa
receptividade e foram cancelados depois de um ano e quinze filmes feitos. Uma
série foi produzida, anos depois, para a televisão, como segmento do
programa "Archie's TV Funnies".
Desde o início os personagens guardavam, embora a
publicação original fosse em inglês, os caracteres de sotaque alemão. Isto acabou revelando-se prejudicial durante a I Guerra
Mundial, quando a origem deles acabou mudada, seriam oriundos dos Países Baixos,
face ao sentimento antigermânico então vigente nos Estados
Unidos. Em 1920 retornaram a origem alemã.
Fizeram muito sucesso no Brasil. Os dois travessos
gêmeos Hans (o moreninho) e Fritz (o lourinho) viviam
atazanando a vida dos adultos e crianças, pregando-lhes peças a toda hora. Ninguém escapava de suas travessuras, nem mesmo o gato da
família.
Outros personagens centrais: Capitão: Ex-marinheiro, alvo preferido dos gêmeos. Ao
contrário do que o título sugere, não é tio deles.
Coronel: Velhinho baixinho, de grandes barbas brancas e
sempre usando cartola. Não era militar (apesar da "patente"). Estava
sempre pegando no pé dos garotos, exímios cabuladores de aula.
Mama Chucrutz: Senhora gorda, de bom coração e dona da pensão onde moram o Coronel e o Capitão.
Dona Josefina: Professora magrela e de penteado
esquisito. Penava nas mãos dos endiabrados.
Lilico: Garoto "almofadinha", protegido
da professora e, por isso, grande alvo dos gêmeos.
Casarão da Fazenda do Leitão, Atual Museu Histórico Abílio Barreto, 1940, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil
Casarão da Fazenda do Leitão, Atual Museu Histórico Abílio Barreto, 1940, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil
Belo Horizonte - MG
Fotografia
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