quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Primeiro Teste do Chevrolet Opala Efetuado Pela Revista Quatro Rodas, 1968, Brasil




Primeiro Teste do Chevrolet Opala Efetuado Pela Revista Quatro Rodas, 1968, Brasil
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Os Chevrolet sempre foram muito respeitados no Brasil. Daí porque, quando a GM, há três anos, anunciou que produziria automóveis no país, a expectativa do público foi mais intensa do que por qualquer outro carro já fabricado aqui.
A imagem mais jovem do Impala fundiu-se, na imaginação dos que esperavam, com o prestígio do velho nome da Chevrolet.
Mas o primeiro automóvel no Brasil é inspirado no modelo Opel Olímpico (fabricado no México) e equipado com o motor usado pelo Chevy II americano. O resultado é um híbrido de Chevrolet e Opel.
Essa origem do nome Opala, escolhido em concurso, entre oitocentas sugestões, ainda no início do projeto, há dois anos, “op” de Opel e “pala”do Impala. E o Opala é uma bela pedra semipreciosa.
Testamos um dos primeiros Opalas saídos da linha de montagem. Concluímos que ele não chega a ser uma “pedra preciosa, mas é sem dúvida o mais rápido dos carros nacionais de grande série.
O desenho do Opala lembra os de carros americanos mais recentes, combinando linhas retas e curvas. Sua presença impressiona: ao vê-lo um desavisado perguntará se é um carro importado.
O agradável perfil enquadra-se na tendência da GM para dar a forma de cintura à parte central dos seus veículos, bossa lançada pelo Corvette em 1968.
A parte dianteira nos pareceu a menos bonita: ela é composta de elementos paralelos em linhas retas. E neles estão encravados os faróis, redondos, destoando totalmente do conjunto.
Visto de trás, o Opala é elegante e imponente, com um enorme letreiro “Chevrolet” sobre uma placa cromada. Falamos do modelo luxo (seis cilindros) que testamos, pois o modelo standard não tem esse detalhe.
Frisos em número bem proporcionado ressaltam o brilho da pintura. O estofamento e o revestimento interno contrastam bem as cores externas.
Uma observação: a nosso ver, a GM deveria ter procurado distinguir o Opala luxo, top line, dos modelos mais baratos.
Apenas um letreiro pequeno, lateral, onde se lê “3800”, mostra que o modelo luxo é um seis cilindros. Identificam-no também as supercalotas e o friso largo no porta-malas. Para o comprador que quer esnobar, isso é pouco, pelos NCr$ 4000 que pagará a mais pelo top line.
Quatro portas, dois bancos inteiriços. O interior do opala é demasiado sóbrio para a época jovem em que é lançado. A alavanca de câmbio na coluna de direção, comandando apenas três marchas, não revela o que o carro pode fazer numa estrada.
A GM poderia ter oferecido opção para bancos dianteiros individuais e alavanca de câmbio no assoalho.
A visibilidade dianteira é boa, mas o capô muito longo só permite o motorista ver a estrada a cinco metros adiante. Atrás, o amplo vidro deveria estender-se mais para baixo, a fim de facilitar a marcha à ré.
O painel é simples, com um velocímetro circular marcando até 180 km/h e com somente um odômetro totalizador, que não registra centenas de metros rodados, só quilômetros.
Ao lado, um conjunto com indicadores de combustível, temperatura e luzes-testemunha de pressão do óleo, amperímetro e indicadora do foco do farol. Esta última, azulada, é tão forte que ajuda os faróis altos de um carro que venha em sentido contrário a ofuscar. Tivemos de cobri-la com fita adesiva, durante o teste noturno, para evitar esse inconveniente.
A inclinação do volante é ótima. Os pedais suspensos estão bem distribuídos, permitindo um fácil punta-taco. Mas os pedais do freio e da embreagem deveriam ser maiores.
De modo geral, o motorista tem boas condições para dominar o carro.
Os trilhos do banco dianteiro correm para a frente e para trás (no carro testado, o lado direito estava emperrado), permitindo, mesmo às pessoas de grande estatura, encontrar uma posição cômoda para dirigir.
E isto não significa que os passageiros do banco traseiro ficarão comprimidos: sempre haverá espaço suficiente para suas pernas.
O porta-malas é espaçoso, mas, de fora, dá a impressão de ser mais amplo ainda. O acabamento, de modo geral, é menos luxuoso do que seria de esperar. Os tapetes são de buclê, mas sua junção com as laterais é irregular.
As articulações da carroçaria – portas, porta-malas, capô, etc. – não deixam vãos.
Porém, o capô deveria ter um sistema de fixação melhor: em altas velocidades trepida muito, dando a impressão de que se abrirá. Também o sistema de fixá-lo aberto, por meio de vareta, é pouco prático e ultrapassado.
O diâmetro da direção é bom e buzina é acionável por uma barra central, que, no carro testado, funcionava só de um lado.
Quando se está dirigindo, o apoio do braço na porta esquerda colide com o cotovelo.
A travagem das portas é feita pelo antigo sistema de pinos na borda da janela. Is pinos travam a porta de modo que ela não pode ser aberta nem mesmo por dentro, a menos que sejam destravados. Na nossa opinião, deveriam ser substituídos por um sistema de travagem mais moderno.
A vedação geral do carro é boa, mas não impede que – mesmo com os vidros totalmente cerrados – o barulho do vento assobie nos ouvidos dos passageiros.
Por outro lado, o parachoque traseiro dificulta a abertura do tampão de gasolina.
O Opala tem uma concepção convencional. Carroçaria monobloco, dotado de suspensão dianteira independente por molas helicoidais e eixo rígido na traseira, que também tem o mesmo tipo de molas, com um estabilizador transversal.
O motor dianteiro é ultraclássico, de seis cilindros em linha, válvulas na cabeça, comando no bloco, refrigerado a água, lubrificação forçada, grande cilindrada (3,8 litros) e potência específica pequena, apenas 30,2 cavalos por litro.
O sistema de alimentação é feito por uma bomba mecânica e um carburador único, simples, um coletor de admissão cuja forma não é das melhores.
Os freios são de tambor, tendo como novidade técnica o serem auto-ajustáveis, isto é: não precisam de regulagem quando as lonas desgastam, basta que o motorista de marcha a ré e freie bruscamente, para obter um ajuste automático.
Essa aparente falta de imaginação é compensada como vantagem por uma única virtude: o peso do Opala, diminuto em relação à grande cilindrada de seu motor.
Apenas 1.125 quilos em ordem de marcha, tracionados por um motor que desenvolve “mansamente” 125 cavalos.
Assim, a relação peso-potência fica na base de nove quilos por cavalo em ordem de marcha, o que explica o fabuloso desempenho do carro. E que ocasiona desgaste mínimo das partes mecânicas, pois o motor consegue fazer o carro correr a 400 km por hora com apenas 2.400 rpm.
Ao retirarmos o carro para o teste, logo ocorreram vários pequenos problemas, que nos obrigaram a levá-lo de volta para a Engenharia Experimental da GM. Por exemplo: o rolamento do diferencial pifou, o marcador de temperatura não funcionava, o trambulador do câmbio estava solto e os faróis desregulados.
Aproveitamos então para adiantar o avanço estático do distribuidor para 2,5 graus antes do PMS, ao contrário do que recomenda o manual (0º de avanço).
E pudemos constatar, assim, que a diferença de comportamento foi enorme. Por isso, permitimos sugerir à GM que adote esse avanço em todos os carros de linha. E mais: se for possível equipá-los com um motor de partida menos barulhento, serão muito mais confortáveis para seus proprietários.
A direção do Opala é leve e fácil de manobrar, tanto nas baixas como nas altas velocidades. No primeiro caso (na baliza, por exemplo, ela não cansa. No segundo, não trepida. E tem redução pequena, respondendo rapidamente às solicitações. Nota 10.
O câmbio é um pouco duro para engrenar as marchas. Mas isto é característica comum aos carros com alavanca na coluna de direção.
As relações de marcha não são ideais, mas isso não faz muita diferença no caso, assim como o fato de serem apenas três para a frente, devido à excepcional característica plana de sua curva de torque, que já nas primeiras rotações atinge altos níveis. No ponto máximo, são quase 27 mkgf a 2.300 rpm.
A frição é comandada pelo sistema de chapéu chinês e – embora exalasse cheiro de queimado após o castigo do teste de aceleração – jamais chegou a ameaçar sequer patinamento. Sua ação é progressiva e as arrancadas são facilmente executáveis. Nenhum outro automóvel brasileiro de série conseguirá pular na sua frente.
A estabilidade é boa, graças ao sistema de suspensão, que, embora convencional, funciona. Sua tendência é o sobesterço moderado, isto é: sai de frente nas curvas, apresentando ligeira hostilidade ao entrar nelas.
Mas isso é facilmente controlável, devido ao torque abundante em qualquer marcha e em qualquer rotação, que também permite jogar a traseira ou segurá-la, conforme a necessidade do momento.
Há, todavia, um detalhe menos feliz no seu comportamento: se estiver vencendo uma curva próximo ao limite de aderência e em seu caminho aparecer um buraco ou ondulação do solo, a frente – excessivamente leve e macia – dá um pulo, alargando a curva. E isso pode provocar surpresas.
Os freios são bons, mas, provavelmente devido às especificações americanas, travam primeiro as rodas traseiras. Isto tende a ocasionar “cavalo de pau” nas freadas em alta velocidade. O fading também ocorre um tanto rapidamente quando – por exemplo – se abusa dos freios em descidas de serra.
Finalmente, devido ao sistema de regulagem automática, que nem sempre funciona bem, as puxadas para um lado ou outro são mais ou menos frequentes.
A velocidade máxima é elevada e pode ser mantida por largo tempo sem que o motor se ressinta, nem tenda a se susperaquecer. Afinal, estamos apenas a 4.200 rpm. Mas é bom advertir aos que gostam de correr: o Opala é tão macio, que não se percebe a sua velocidade.
A 140 km por hora, o motorista pode julgado que vai somente a uns 80 ou 100. E isso pode resultar em acidente, quando for preciso usar os freios ao fazer uma curva.
O velocímetro do Opala é de leitura mais ou menos fácil e seu ponteiro é firme. Mas, no teste, mostrou erros enormes, porque estava montado com o pinhão do modelo quatro cilindros, cujo diferencial é mais curto do que o de seis. Uns 10% de erros podem ser atribuídos a essa troca – segundo informações da GM – e o restante devido à deficiência normal do aparelho.
Mesmo assim, quando indicava 80 km/h, o carro estava, na verdade, a 66,91 km/h. Erro percentual máximo de 16,36%.
O odômetro totalizador (é um pecado que o carro não tenha odômetro parcial que volta ao zero e mede as centenas de metros rodados) apresentou também um erro grande, por motivo idêntico: 8%, em média.
Isso significa que, quando indica 1000 quilômetros rodados, o carro terá rodado, de fato, 920. Caso os cálculos de consumo de gasolina sejam feitos nesses indicadores, o carro se mostrará mais econômico.
O Opala seis cilindros é mesmo muito ligeiro. Na média das quatro passagens registrou 163,63 km/h e, na melhor delas, atingiu 169,81. Praticamente, pode fazer 170 km/h reais, enquanto o velocímetro marca um máximo de 180.
Aliás, o velocímetro marca 20 km/h mesmo com o veículo parado, como que antecipando sua notável velocidade máxima.
Repetimos: o Opala acelera mais do que qualquer outro carro nacional de série. As informações do fabricante indicam potência máxima a 4.000 rpm, mas, nos testes (usando um conta-giros SUN importado), levamos o giro até 4.300 rpm.
No entanto, se superarmos esse limite de rpm, como o faz Ciro Cayres, do Departamento de Testes da GM, conseguiremos obter marcas ainda ligeiramente melhores.
Pois o motor é estrangulado pela alimentação econômica e – temos certeza – poderia trabalhar em regime bem mais elevado, sem problemas, se a GM o quisesse.
De qualquer forma, acelerar o quilômetro em apenas 33,8 segundos, chegando ao fim dele a 150 km/h reais, é ótimo. Ou atingir praticamente a velocidade máxima em cerca de 45 segundos também não é brincadeira.
O motor não consumiu seque um dedo de óleo, durante o duro castigo a que o submetemos. Mas, em compensação, consumiu bastante gasolina amarela (que não dá batina de pinos), alcançando a média de 5 km/l, quando apertamos o acelerador para valer.
Em condições usuais, o Opala faz de seis a oito quilômetros com um litro (seis na cidade e oito na estrada, em baixa velocidade).
Uma sugestão à GM: oferecer freios a disco como equipamento normal para os modelos de seis cilindros, a fim de afastar o fading e proporcionar mais segurança ao veloz automóvel.
Os resultados dos testes de espaço de frenagem foram bastante satisfatórios, embora se manifestasse a tendência – já mencionada – de desequilíbrio nas altas velocidades, em emergência.
O freio de mão é ótimo: a 60 km/h reais exigiu apenas 41 metros para imobilizar o carro.
Quem aceitar os conselhos de Rivelino, Jair Rodrigues e Tônia Carrero não se arrependerá. Porque o Opala, de modo geral, oferece muita coisa boa.
O que se quebrou durante o teste é desculpável, tratando-se de modelo inicial, que não será posto à venda. Isso ocorreria normalmente com qualquer marca.
Os detalhes de gosto discutível na carroçaria serão corrigidos com o tempo, acreditamos. Afinal, a GM está habituada a fazer caminhões, que dispensam os requintes de um bom automóvel.
O desempenho do Opala é de fato excepcional. É entusiasmante saber que com NCr$ 19.470 se pode comprar esse carro, com assistência mecânica garantida.
Ou a sua versão standard, quase igual, por NCr$ 16.980. As versões de quatro cilindros tem os seguintes preços: standard, NCr$ 14,990; luxo NCr$ 17.480.
A visibilidade do Opala é boa para a frente e menos boa para trás, por causa da janela alta. As colunas traseiras largas dificultam as visadas laterais.

Chevrolet Opala SS, Brasil






Chevrolet Opala SS, Brasil
Fotografia


Ele já fazia relativo sucesso desde o fim dos anos 60. Mas foi a partir da virada da década que o Opala ganhou aceleração – literalmente. Na edição de dezembro de 1970, QUATRO RODAS trouxe o teste da versão esportiva, a tão aguardada SS. A sigla identificava uma das novidades do carro, os bancos dianteiros individuais (separated seats), característica normalmente reservada aos carros mais “bravos”.
Por fora, o Opala SS se destacava pelas faixas pretas na carroceria, além da inscrição “4100” – que identificava o motor de seis cilindros mais potente. Enquanto o 3800 (também de seis cilindros) rendia 125 cv, o 4100 esbanjava 138 cv. Com câmbio de quatro marchas no assoalho, o modelo chegou a 170 km/h de máxima.
E a reportagem dizia que ele parava tão bem quanto andava, graças a outra novidade do modelo: os discos de freio na dianteira. O Opala esportivo custava Cr$ 28.900, bem mais que o modelo básico, de quatro cilindros, que saía por Cr$ 18.990.
O motor 4100 era uma evolução do 3800. Na prática, tinha um novo virabrequim, e o curso dos pistões aumentou. Foi o suficiente para o carro ficar bem mais bravo. No teste, fez 0 a 100 km/h em 12,8 segundos. No geral, o modelo causou boa impressão, a não ser pela tendência a superaquecimento do motor, em situações prolongadas de alta velocidade. Uma das suspeitas da equipe recaiu sobre o radiador: “Achamos que para o 4100 seria necessário um radiador maior”.
Embora o motor 4100 tenha marcado a estreia do SS, ele também podia equipar a versão luxuosa, Gran Luxo. Este trazia acabamento melhor, teto de vinil e ainda uma opção mais econômica, o 2500 de quatro cilindros. O câmbio de três marchas tinha alavanca na coluna. E os freios dianteiros também receberam discos.
Na edição de março de 1971, QUATRO RODAS colocou seis carros nacionais à disposição do chefe da Lotus, Colin Chapman, e de seu melhor piloto, Emerson Fittipaldi. Pois o Opala SS 4100 foi a escolha de Chapman: “Se tivesse de comprar um carro no Brasil, escolheria esse, por seu estilo simpático e bom desempenho”. A lista tinha modelos como Ford Landau e Puma 1800.
Embora tenha sido seu escolhido, o Opala pregou uma peça no chefe de Emerson na Lotus: no fim da reta de Interlagos, com o velocímetro marcando 170 km/h, Chapman apertou o freio e o carro não respondeu, e só funcionou depois de algumas pisadas seguidas. Ele atribuiu a falha a algum problema na montagem do sistema e deu um puxão de orelha no fabricante: “Ele acelera muito bem, é macio, veloz e estável. Mas os fabricantes devem tomar mais cuidado na montagem do freio”.
Ainda em 1971, algumas novidades que chegaram com o SS passaram a ser empregadas no Opala 2500 e no 3800, caso do câmbio de quatro marchas com alavanca no assoalho, bancos dianteiros individuais e freios a disco na frente. Porém, o fato mais importante foi a chegada do Opala cupê. O visual foi elogiado, mas o senão era a visibilidade prejudicada, por causa das colunas traseiras mais largas.
Três anos depois, na linha 74, a Chevrolet apresentou o SS4, uma versão esportiva do Opala com motor 2.5 de quatro cilindros, conhecido como 151-S. O visual, com as faixas externas, era o mesmo do SS 4100, mas o desempenho, como era de esperar, ficou bem aquém do irmão mais forte.
O trunfo, no entanto, era o preço: o Opala SS4 chegava por Cr$ 32.770, preço muito próximo ao do Corcel GT (Cr$ 31.012), sendo que o modelo da Ford era bem menor que o Chevrolet. O Opala SS4 rendia 98 cv, 8 cv a mais que o 2500 normal, graças à adoção do carburador duplo. No teste, fez 0 a 100 km/h em 18,2 segundos e alcançou 155 km/h de máxima.
Mais dois anos, e em 1976 foi a vez de a montadora apresentar o motor batizado de 250-S. No teste, ele chegou a 190 km/h e foi considerado pela QUATRO RODAS o mais veloz automóvel nacional. E a história continuou. O Opala ainda seria produzido durante toda a década de 80 e só sairia de linha em 1992, quando a Chevrolet lançou o Omega.

Motorista de Ônibus Sendo Submetido a Programa de Reeducação de Trânsito Pelo Detran, Anos 60, Rio de Janeiro, Brasil


Motorista de Ônibus  Sendo Submetido a Programa de Reeducação de Trânsito Pelo Detran, Anos 60, Rio de Janeiro, Brasil
Rio de Janeiro - RJ
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Nota do blog: Imagem da época do antigo Estado da Guanabara, com o DETRAN punindo motorista infrator. Pensando no hoje, vemos o quanto foi perdido em respeito e vergonha pelo poder público. A população via as atitudes sendo tomadas, hoje os infratores ficam impunes, tal imagem é impensável, seria considerada "humilhação" ao infrator, diferentemente de tratar mal a população, que, curiosamente (ou absurdamente), é considerado normal, regra. No Brasil perdemos a ideia do exemplo ao aplicar punições, é tanto mal feito, corrupção, safadeza, privilégio, que a população nem esquenta mais. A título de exemplo, basta dizer que atualmente o cargo com maior possibilidade de ser preso no Rio de Janeiro, é o de governador, justamente o mais importante do estado...

Avenida Rangel Pestana, Abril de 1954, São Paulo, Brasil


Avenida Rangel Pestana, Abril de 1954, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
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Obras de Requalificação Urbana do Vale do Anhangabaú, 2020, São Paulo, Brasil


Obras de Requalificação Urbana do Vale do Anhangabaú, 2020, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
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Vista de São João del-Rei, Minas Gerais, Brasil


Vista de São João del-Rei, Minas Gerais, Brasil
São João del-Rei - MG
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Lagonda V12 Drophead Coupé 1939, Inglaterra



















Lagonda V12 Drophead Coupé 1939, Inglaterra
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"In making an evaluation of the better British cars, the Lagonda V12 certainly must be considered an excellent design and one that contributed to raising the state of the art - not forgetting, of course, that it probably should be considered W O Bentley's masterpiece." - Road & Track, October 1978.
A quite remarkable piece of automotive engineering, the W O Bentley-designed Lagonda V12 was one of the outstanding British models of its day and one of the exclusive handful of 1930s road cars that could exceed 100mph in standard tune. Not only that, but the magnificent, 4½-litre, V12 engine produced sufficient torque to endow the car with a walking-pace-to-maximum capability in top gear. Approximately 185 V12s of all types were built before the coming of WW2 prematurely ended production.
For Lagonda, the year 1935 had brought with it bankruptcy and rescue, its benefactor being a young solicitor named Alan Good. Good reorganised the company and recruited W O Bentley, by then disillusioned with life at Rolls-Royce, which had acquired Bentley in 1931. Bentley succeeded in refining the muscular, Meadows-engined Lagondas while working on a vastly more-advanced design that many consider the great man's finest.
First seen in 1936, the Lagonda V12 did not commence deliveries until 1938 and only 189 had been built before the coming of WW2 ended production. The advanced chassis employed double-wishbone independent front suspension and was available with a varied choice of coachwork, including limousine. Frank Feeley, stylist of Aston Martin's post-war 'DB' cars, was responsible for the elegant factory bodywork. As usual, the short-chassis Rapide roadster provided even more performance.
The V12's announcement demonstrated that the revitalised company was very much back in business, an impression Lagonda's decision to enter the 1939 Le Mans 24-Hour Race can only have enhanced. The marque already possessed a creditable Le Mans record, a short-chassis 4½-Litre driven by John Hindmarsh and Luis Fontes having won the endurance classic outright in 1935. In October 1938, Earl Howe had set a new national record by covering 101.5 miles at Brooklands in a single hour, despite having to stop to change a burst tyre.
This magnificent achievement, together with other high-speed tests during which the Lagonda V12 had shown complete reliability, indicated that it would be a highly suitable candidate for reviving British prestige at Le Mans. Accordingly, it was decided to enter a two-car team in 1939 with the aim of securing valuable data, and then to mount a full-strength challenge the following year. In the race the two streamlined two-seater Lagondas fared better than expected, Messrs Brackenbury and Dobson finishing in third place with Lords Selsdon and Waleran fourth. Had a less conservative race strategy been employed, then either might have won. By the time the outbreak of war halted production, only 189 of the fabulous cars had been produced; sadly, the V12 was not revived when peace returned.
A wonderful example, chassis number '14069' is fitted with the factory's Frank Feeley-designed drophead coupé coachwork, and according to the Lagonda Club was first registered on 31st March 1939. The first owner's name is illegible but the records show that this short-chassis car was supplied finished in jewelescent grey with red leather interior and burr walnut woodwork. The supplying agent was University Motors in London and the Lagonda was first registered as 'MG 6448', a Middlesex mark.
The second owner, immediately after WW2, was Eric B Fox of the Fox's Glacier Mints company based in Leicester. Immediately prior to his ownership the Lagonda had been used by the manufacturer in its advertising, appearing in a Lagonda factory magazine, Photo World, dated April 1945 and in an Autocar magazine advertisement in May of that year. These advertisements were captioned thus: "In Due Course: A new, less expensive and smaller LAGONDA will carry the name into markets hitherto unacquainted with all LAGONDA has signified to discerning motorists for over 40 years". Why Lagonda chose to use the far from cheap V12 to promote a forthcoming smaller and less expensive model is a mystery.
'MG 6448' was last serviced at the factory in 1947 while still in Mr Fox's ownership. The next record is dated 1960 when the car is recorded with one R Nicholson in Kent and a few years later with W G V Hall in Southwest London. Subsequently the Lagonda was exported to the USA, and in 1968 was owned by famous collector Jack Nethercutt. In 1987 Mr Nethercutt sold it to another respected and discerning collector, General William Lyon. The Lagonda was next owned by Pebble Beach Concours Judge, Mark Tuttle, passing in 1993 to William Roberts of Bainbridge Island, Washington State. The latter then commissioned an extensive restoration, with the paint and bodywork entrusted to recognised specialist Walter Johnson of Bainbridge Island, a craftsman with numerous Pebble Beach concours winners to his credit.
The engine was fitted with new Jahns pistons, Carrillo con-rods, and Crower camshafts with a modern profile, while the internals were updated for improved performance and reliability. An enthusiastic owner/driver, the then owner made every effort to keep the Lagonda as original in appearance as possible, the only non-original items visible being the dipstick and separate reservoir for the Bijur lubrication system.
The interior was re-trimmed throughout with finest American leather, colour matched to the coachwork, while the wood was re-veneered to original specification by a master violin maker, and a new high-quality soft-top made. All the considerable work and expense was rewarded when the Lagonda was awarded 1st Prize in the Open European Classic class at the Pebble Beach Concours d'Elegance in 1997.
Since deceased, the present owner, Michael Patrick Aiken MBE, purchased the car in 2007 at the Amelia Island auction. A successful businessman who achieved boardroom-level appointments in the brewing and shipping industries, Michael Aiken was CEO and owner of Wightlink Ferries, and received his MBE in 2013 for services to National Heritage. In his hands since its acquisition in 2007, the Lagonda has been meticulously maintained by recognised specialists including Blakeney Motorsport, Harwoods, BishopGray, etc).
W O Bentley's Lagonda V12 is one of the most sophisticated, attractive, and exclusive cars of the pre-war era and this fine example, with its well-chronicled provenance, is an opportunity not to be missed.

Projeto Para Construção do Hospital Italiano, Atual Mosteiro de São Bento, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil






Projeto Para Construção do Hospital Italiano, Atual Mosteiro de São Bento, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
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A iniciativa para a edificação do hospital foi da Associação Santo Antônio e se destinaria ao atendimento médico, principalmente, da grande colônia italiana de Ribeirão Preto; a exemplo do ocorrido com a colônia portuguesa, que construiu o hospital da Sociedade de Beneficência Portuguesa. A construção do hospital no Morro do Cipó foi iniciada pelos Escalabrinianos. Em 15 de junho de 1913 foi realizado o lançamento da primeira pedra e, em 1914 as obras continuaram, sendo que houve inclusive a celebração de uma missa campal no hospital. O terreno no Morro do Cipó, onde estava sendo construído o hospital, foi comprado pela Diocese de Ribeirão Preto, representada pelo bispo Dom Alberto, de Dona Maria Eugênia Ramos Antunes,  e a escritura foi lavrada em 29 de dezembro de 1911 – 1º. Tabelião, transcrição 8171, livro 3 K, pág. 25. Em 1946, a Diocese, representada pelo Vigário Capitular Dom Manuel da Silveira D’Elboux, doou o referido terreno para a Associação dos Olivetanos – escritura de doação, datada de 29 de janeiro de 1946. O terreno doado foi descrito na escritura de doação como um terreno urbano, no lugar denominado Morro do Cipó, contendo cinco mil alqueires de terras, mais ou menos, ou seja, 12,10 (doze hectares e dez ares), confrontando com propriedades da Prefeitura Municipal, com Dr. Cesário Ramos ou sucessores deste, herdeiros de Manoel Bernardino de Souza (Proc. n. 7549/1966). Em 1923 foi solicitada autorização para construção do hospital, proc. n. 136/1923; projeto do desenhista arquiteto Cícero Martins Brandão. Em 1935 foi solicitada complementação do edifício, projeto de Antônio Terreri, proc. n. 396/1935; nesta ocasião foi apresentado o memorial descritivo do edifício, onde consta que o prédio de dois pavimentos estava em parte construído, todavia, não estava em funcionamento. Em 2 de setembro de 1942 houve uma reunião para definir o destino do terreno e das construções inacabadas no Morro do Cipó. Estiveram presentes nesta reunião os membros da Pia União Santo Antônio, o Monsenhor João Lauriano, Dom Manoel Silveira D’Elboux, entre outros. Nesta ocasião foi decidido que em razão da impossibilidade de construir um hospital naquele local, o terreno e o prédio no Morro do Cipó deveriam ser doados aos padres Olivetanos, para que ali construíssem edifícios destinados às vocações sacerdotais. A referida doação do terreno ocorreu em 1946, quando a Diocese, representada pelo Vigário Capitular Dom Manuel da Silveira D’Elboux, doou o terreno para a Associação dos Olivetanos – escritura de doação datada de 29 de janeiro de 1946. Por meio desta doação foram encerradas as intenções de construção de um hospital naquele local dando início à concepção do Mosteiro de São Bento. Em 20 de julho de 1948, Dom Casimiro M. Masetti encaminhou ao Prefeito Municipal, José de Magalhães, uma solicitação para alteração do nome do morro do Cipó para Alto de São Bento, em razão de estar ali edificado o Mosteiro de São Bento.



Assassinato em Gosford Park 2002 - Gosford Park


Assassinato em Gosford Park 2002 - Gosford Park
Reino Unido / Estados Unidos / Itália - 131 minutos
Poster do filme - Lobby Card

Rua Duque de Caxias, Circa 1910, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil


Rua Duque de Caxias, Circa 1910, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
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Nota do blog: Rua Duque de Caxias, sendo a Praça XV ao fundo. O imóvel no centro da imagem é o armazém de secos e molhados de Bortolo Rigon.