quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

Antigo Terminal Rodoviário do Glicério, São Paulo, Brasil


 

Antigo Terminal Rodoviário do Glicério, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia

Antigo Terminal Rodoviário do Glicério. Funcionou primeiramente com ônibus para o litoral (até que ficasse pronta a Rodoviária do Jabaquara) e depois com ônibus para o Norte, Nordeste, Minas Gerais, etc (até que ficasse pronta a Rodoviária do Tietê). Localizava-se entre a Avenida Prefeito Passos e Rua Teixeira Leite. Devido ao seu caráter de terminal provisório, foi desativado em 1982. Segundo moradores e usuários, o terminal e sua desativação contribuiu para a degradação daquela região da cidade. Atualmente é um lugar sem segurança e degradado. Necessita de revitalização urgente.

Viaduto Rei Alberto / Gruta da Imprensa, Avenida Niemeyer, Rio de Janeiro, Brasil


 

Viaduto Rei Alberto / Gruta da Imprensa, Avenida Niemeyer, Rio de Janeiro, Brasil 
Rio de Janeiro - RJ
Fotografia 

Viaduto Rei Alberto / Gruta da Imprensa, Avenida Niemeyer, Rio de Janeiro, Brasil


 

Viaduto Rei Alberto / Gruta da Imprensa, Avenida Niemeyer, Rio de Janeiro, Brasil 
Rio de Janeiro - RJ
Fotografia - Cartão Postal

Viaduto Rei Alberto / Gruta da Imprensa, Avenida Niemeyer, Rio de Janeiro, Brasil


 

Viaduto Rei Alberto / Gruta da Imprensa, Avenida Niemeyer, Rio de Janeiro, Brasil 
Rio de Janeiro - RJ
Fotografia

Após o triste desabamento de uma parte da ciclovia Tim Maia, em São Conrado, muita gente comparou a desastrosa obra da atual prefeitura com o viaduto que passa ao lado, o Viaduto Rei Alberto da Bélgica, que há muitas décadas resiste às ondas do mar, de ressaca ou não. De fato bem mais antigo, sólido e seguro que a ciclovia, o Viaduto tem algumas memórias que valem ser lembradas.
Em 1920, durante o mandato do prefeito Milcíades Mário de Sá Freire, o Viaduto ficou pronto. A obra fez parte de uma reforma geral realizada na Avenida Niemayer para receber o Rei Alberto, da Bélgica, que visitou o Brasil naquele ano. Algumas pistas da Avenida foram alargadas e asfaltadas e o elevado foi finalizado. A homenagem ao monarca, batizando o Viaduto com seu nome, foi feita no mesmo ano de 1920.
A chegada de Rei Alberto ao Brasil fez com que as autoridades realizassem muitas obras. A presença de um famoso monarca europeu no país era a chance que o governo brasileiro queria para promover nosso país no exterior.
Rei Alberto era conhecido como Rei-Herói, ou Rei-Soldado, fama conquistada durante a Primeira Guerra Mundial. O Rei chegou ao Brasil com sua esposa, a Rainha Elizabeth e os dois viram uma cidade um pouco melhor que a que os cariocas costumavam ver e viver, pois além das reformas na Niemayer, outras obras de infraestrutura foram feitas por boa parte do Rio de Janeiro. As famosas mudanças para inglês (no caso belga) ver.
Entretanto, o Rei gostou mesmo foi da natureza. Visitou o Pão de Açúcar mais de uma vez e tomou muitos banhos de mar em Copacabana: “Os banhos do rei eram demorados exercícios de natação. Alberto furava as ondas, dava braçadas vigorosas, nadava centenas de metros e de vez em quando ultrapassava os limites demarcados pelo serviço de salvamento. Certa vez, quando se afastou da costa, foi seguido por duas jovens nadadoras copacabanenses. Ao adverti-las de que era perigoso irem tão longe, teve como resposta que nada temiam, pois eram conhecedoras da praia desde pequenas. E ainda foi desafiado para uma competição – da qual saiu vencedor, é claro. Alberto, além de rei-soldado, era um rei sportman. Representava, junto com essas banhistas, um modo esportivo de ir ao banho, baseado na prática da natação, que concorria com o antigo hábito, justificado no discurso médico”, escreveu o historiador Paulo Francisco Donadio Baptista na Revista de História, em 2008.
Em 1933, um ano antes da morte de Rei Alberto, o Viaduto voltou a ter um destaque peculiar. Nesse ano, as corridas do Grande Prêmio de Automobilismo do Rio de Janeiro aconteciam a todo vapor na Avenida Niemayer e a área ao lado do elevado, na mureta de concreto que delimitava o espaço da pista, ficou conhecida como “Gruta da Imprensa”, porque os jornalistas que cobriam esses eventos automobilísticos se posicionavam, estrategicamente, por lá.
Possibilitando uma vista muito bonita do mar, não é incomum que pessoas encostem os carros nos canteiros do Viaduto para tirar algumas fotos ou para simplesmente admirar a beleza do mar. Alguns também para pescar, e em 1972 o viaduto teve sua primeira vítima famosa, o zagueiro Ari Ercílio, do Fluminense (com passagens por Internacional, Grêmio e Corinthians, além da Seleção), pescava nas pedras da Gruta da Imprensa quando caiu no mar e morreu afogado. Cinco anos depois, em 1977, foi encontrado o corpo de Claudia Lessin Rodrigues após ser brutalmente assassinada em circunstâncias nunca totalmente esclarecidas.
As décadas, os carros e as ondas passaram e o Viaduto Rei Alberto se manteve e se mantém firme. O desejo de todo carioca é que a cidade tenham mais obras como a do Rei Alberto e menos como a da Ciclovia Tim Maia.
Nota do blog: Data não obtida / Crédito para Augusto Malta.

Ponte Sobre o Rio Tamanduateí no Parque Dom Pedro II, 1950, São Paulo, Brasil


 

Ponte Sobre o Rio Tamanduateí no Parque Dom Pedro II, 1950, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia

Entre os chorões e densa vegetação, vemos uma ponte secundária sobre o Rio Tamanduateí — antes da Ponte do Gasômetro. Ao fundo, o Edifício Guarany (de 1942) na Avenida Rangel Pestana. De autoria desconhecida, a cena foi registrada em 1950.

Chevrolet Chevette GP II 1977, Brasil


















Chevrolet Chevette GP II 1977, Brasil
Fotografia



 

Presidente Juscelino Kubitschek no Hotel Brasília, 08/12/1956, Brasília, Distrito Federal, Brasil


 

Presidente Juscelino Kubitschek no Hotel Brasília, 08/12/1956, Brasília, Distrito Federal, Brasil
Brasília - DF
Fotografia

O presidente Juscelino Kubitschek (1956-1961) relembra em suas memórias, o início da construção da nova capital: “apesar de ser uma ideia em marcha, Brasília àquela altura [1956], não passava de uma iniciativa abstrata. Nem ao menos dispunha ali de um teto sob qual me abrigar. Nas minhas viagens de inspeção, ia e vinha cobrindo um percurso de oito horas de voo, e por isso, só me restava uma estreita faixa de tempo para conversar com os pioneiros que ali estavam trabalhando.” Em 10 de novembro de 1956 foi inaugurada a primeira residência, apelidada de “Catetinho”, (referência ao palácio do Catete, sede do governo federal no Rio de Janeiro) e estava edificado também o Hotel Brasília.
O “Catetinho” ocupou parte do terreno da antiga fazenda Gama, com luz elétrica produzida por um pequeno gerador trazido de Araxá. De qualquer forma, para JK era uma “luz criada pelo homem, que chegara para substituir o clarão dos astros, o que significava que havia tido a conquista do coração do Brasil.” Foi morada oficial de Israel Pinheiro, presidente da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) até junho de 1958, e posteriormente foi residência dos diretores da Companhia.

Rua Marechal Deodoro, São Paulo, Brasil


 

Rua Marechal Deodoro, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia

Anteriormente denominada Rua de São Gonçalo pois conduzia à igreja homônima erguida no então Largo de São Gonçalo; mais tarde chamado de Largo Municipal. Posteriormente ficou conhecida como Rua do Imperador em homenagem à Dom Pedro. Ao ser proclamada a república foi renomeada como Rua Marechal Deodoro por motivos óbvios. O casario de 3 quarteirões compreendido entre as ruas Marechal Deodoro e da Esperança (renomeada como Capitão Salomão) foi demolido para a remodelação do Largo da Sé (futura praça).
Em 1º plano à esquerda, a Rua Senador Feijó; à direita, a Travessa da Esperança. Repare que estabelecimentos comerciais anunciam uma grande liquidação devido à iminente demolição.
Através da imagem capturada pelo Google Maps em janeiro/2010, compare o mesmo local.



Fachada da Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro, Brasil


 



Fachada da Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro, Brasil
Rio de Janeiro - RJ
Gravura




29 de outubro de 1810. "Havendo criado por Decreto de 27 de junho do presente anno, que nas casas do Hospital da Ordem Terceira do Carmo, situado à minha Real Capella, se collocassem a minha Real biblioteca e gabinete dos instrumentos de physica e mathematica, vindos ultimamente de Lisboa; constando-me pelas últimas averiguações a que mandei proceder, que o dito edifício não tem toda a luz necessária, nem offerece os commodos indispesaveis em hum estabelecimento desta natureza, e que no lugar que havia servido de catacumbas aos religiosos do Carmo se podia fazer uma mais propria e decente acommodação para a dita livraria, hei por bem, revogando o mencionado pelo Real Decreto de 27 de junho, determinar que nas ditas catacumbas se erija e accomode a minha Real bibliotheca e instrumentos de physica e mathematica, fasendo-se a custa da Real Fazenda toda a destreza conducente ao arranjamento e manutanção do referido estabelecimento." Assinado: Dom João VI. Estava criada a Biblioteca Nacional, futuro monumento da cultura brasileira e casa da inteligência nacional.
Sua origem, contudo, foi a Livraria que D. José, rei de Portugal, mandara organizar em substituição à Real Biblioteca da Ajuda, fundada no século XV e destruída a 1º de novembro de 1755, durante o terremoto de Lisboa. Esse primitivo acervo, ainda em Portugal, foi enriquecido com as preciosas peças de uma coleção de quase 6 mil volumes, doados ao rei pelo bibliófilo Diogo Barbosa Machado, e também pelas coleções do Colégio de Todos os Santos, da ilha de São Miguel dos Açores e grande parte da Biblioteca do Infantado. Foi em 1808 que D. João VI trouxe esse tesouro para o Brasil.
O valioso acervo trazido para o Brasil foi inicialmente acomodado numa das salas do Hospital do Convento da Ordem Terceira do Carmo, na Rua Direita, hoje Rua Primeiro de Março. Já o atual prédio sede da Biblioteca Nacional teve sua pedra fundamental lançada em 15 de agosto de 1905 e foi inaugurado cinco anos depois, em 29 de agosto de 1910. Lá, nesse prédio, Lima Barreto passava as tardes, dedicando-se à leitura dos grandes nomes da literatura mundial.
Guardiã da história bibliográfica do Brasil, a Biblioteca Nacional está aberta a todos os campos do conhecimento e culturas, constituindo-se em amplo teatro e testemunho do mundo. No salão principal de leitura, muitos escritores como Josué Montello e José Honório Rodrigues elaboraram muitas de suas obras. Carlos Drummond de Andrade era visto quase todas as tardes, lendo revistas antigas, para identificar pseudônimos literários. O ensaísta Brito Broca era um frequentador quase diário, do mesmo modo que Herman Lima, empenhado no levantamento da história da caricatura no Brasil.
Em homenagem à Biblioteca Nacional, é celebrado inclusive o Dia Nacional do Livro em todo o Brasil, data consagrada pela Lei nº 5191, de 18 de dezembro de 1966. A iniciativa visa a formação de público leitor e incentiva a busca pelo conhecimento. Celebração muito acertada. Através do livro chegamos ao aprimoramento intelectual. É justo, pois, que comemoremos o aniversário da Biblioteca Nacional do Brasil e o Dia Nacional do Livro no mesmo dia.
“Mãe” natural das bibliotecas do Brasil, principal “casa” do livro, a Biblioteca Nacional também foi a sede do antigo Instituto Nacional do Livro (INL), criado em 1937. As ações perpetradas pelo Instituto sob responsabilidade do Ministério da Educação e Saúde Pública na administração de Gustavo Capanema, enfatizava os projetos formativos de Augusto Meyer, Mário de Andrade e de Sérgio Buarque de Holanda. A intelectualidade que girava em torno do INL estava dentro da Biblioteca.
Em 1987, foi instituída a Fundação Pró-Leitura no âmbito do Ministério da Cultura, reunindo o Instituto à Biblioteca Nacional, ambos sob a tutela da mesma Fundação. Nada foi alterado na Lei de 1937 que criou o INL. No ano de 1990, a Biblioteca Nacional do Brasil foi transformada em fundação de direito público. Passou a ser chamada oficialmente de Fundação Biblioteca Nacional e acabou se tornando herdeira do Instituto Nacional do Livro (INL), extinto no mesmo ano. Com o fim do INL, foi criado, em 1992, o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP), para executar as políticas de leitura, difusão do livro e sistema de bibliotecas. O SNBP, bem como o Plano Nacional do Livro e da Leitura (PNLL), o Programa Nacional de Incentivo à Leitura (PROLER), e, desde 2012, a Diretoria do Livro, Leitura e Literatura e Bibliotecas (DLLLB), funcionavam dentro da Biblioteca Nacional até o ano de 2014.
É importante que os investigadores se deem conta do valor do acervo da Biblioteca Nacional, bem como das potencialidades que ele representa para a vida intelectual brasileira. Lugar da memória nacional, espaço de conservação do patrimônio intelectual, literário e artístico, a Biblioteca Nacional é também um lugar de diálogo com o passado, de criação e inovação. A conservação só tem sentido como fermento dos saberes e motor de novos conhecimentos, a serviço da coletividade inteira.

Fiat 147 C 1986, Brasil





















Fiat 147 C 1986, Brasil
Fotografia