sábado, 19 de fevereiro de 2022

Inauguração do Metrô da Praça da Sé, 1978, São Paulo, Brasil


 

Inauguração do Metrô da Praça da Sé, 1978, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia


Vista da inauguração da Estação Sé do Metrô com toda a pompa e circunstância. Observando atentamente é possível perceber que a obra não está 100% concluída. Como conhecemos a tática politiqueira e por ser um ano par ficamos com a desconfiança que a estação foi entregue a toque de caixa para render dividendos a alguém. Impossível não traçar um paralelo com a inauguração da Catedral Metropolitana da Sé.
Atualmente o postulante a algum cargo eletivo — por motivos óbvios — não pode comparecer a inaugurações públicas nos 3 meses anteriores aos pleitos. De autoria desconhecida a imagem foi registrada em 17 de fevereiro de 1978.

Padaria e Confeitaria Santa Tereza, São Paulo, Brasil

 





Padaria e Confeitaria Santa Tereza, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia

Texto 1:
As duas cenas iniciais mostram a Padaria e Confeitaria Santa Tereza — na esquina das ruas Esperança (atual Capitão Salomão) e Santa Tereza (antiga detrás da Sé) tendo ao fundo, a rua Marechal Deodoro (antiga do Imperador). A 1ª foto é circa 1910 e a outra circa 1912, vários imóveis já estão preparados para a arrasadora demolição em virtude da remodelação do então Largo da Sé. À direita deste estabelecimento ficava o conhecido Beco do Santíssimo Sacramento que aparece na 3ª imagem. Repare à esquerda, a Padaria Santa Tereza.
Texto 2: 
Referente a imagem 1 do post, enquanto barões, condes e brigadeiros se inspiravam na arquitetura européia para erguerem suas opulentas e magnifícas mansões com materiais importados, os sensíveis fotógrafos italianos Aurélio Becherini e Vincenzo Pastore focalizavam cenas do lado menos favorecido da sociedade. Nesta imagem registrada em circa 1910 por Becherini (na Capitão Salomão, a antiga rua da Esperança) vemos à frente, a rua de Santa Tereza; ao fundo, a Marechal Deodoro, a antiga rua do Imperador. No térreo do sobrado ao lado da Padaria e Confeitaria Santa Tereza, o restaurante homônimo. Como todos sabem, tudo que é visto seria brevemente demolido devido à remodelação do antigo e acanhado largo que se transformou na praça da Sé. À direita, o trecho que até a Igreja da Sé era conhecido como Beco do Santíssimo Sacramento.

Rua XV de Novembro com Rua Direita, 1916, São Paulo, Brasil


 



Rua XV de Novembro com Rua Direita, 1916, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia


Em 1º plano, a Rua 15 de Novembro em direção ao Largo da Sé. À direita, o início da Rua Direita.

Rua Ipiranga, 1939, São Paulo, Brasil



Rua Ipiranga, 1939, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia


Em 1º plano, trecho já alargado da Rua Ipiranga. À esquerda, o que poderia ser a entrada de algum casarão da elite da época é a estreita Rua São Luiz (antigo Beco Comprido) totalmente arborizada com suas fileiras de jacarandá e suas flores roxas que cobriam o chão. No ponto em que se avista uma mulher caminhando, ficava o Jardim de Infância da Escola Normal Caetano de Campos na Praça da República. Ao fundo, a Rua Epitácio Pessoa (antiga Travessa da Consolação) antes da demolição de seus imóveis. À sua esquerda, a entrada da Vila Normanda.

Colônia da Fazenda Guatapará, 1889, Guatapará, São Paulo, Brasil


 



Colônia da Fazenda Guatapará, 1889, Guatapará, São Paulo, Brasil
Guatapará - SP
Fotografia




Ao fundo é possível observar como era a mata nativa retirada para a construção das casas.

Bebedouro do Largo da Ordem, Curitiba, Paraná, Brasil

 








Bebedouro do Largo da Ordem, Curitiba, Paraná, Brasil
Curitiba - PR
Fotografia


Antes de conhecer a história do bebedouro do Largo da Ordem, que tal entender porque ele se chama bebedouro do “Largo da Ordem”?
Antes de se chamar Largo da Ordem, o largo se chamava “Largo Coronel Enéas”, uma figura importante do cotidiano curitibano no século XIX. O largo ganhou esse nome após a morte do militar que atuou na política, na gestão de obras de infraestrutura da capital e como juiz de paz.
No início do século XX o Largo Coronel Enéas passou a se chamar Largo da Ordem em função da igreja da Ordem Terceira de São Francisco, que no século anterior (1834), acabou desmoronando e só foi totalmente restaurada no século XX. Os jornais da época (1978) noticiaram as obras na igreja e a necessidade de preservação de uma das construções mais antigas da cidade com a manchete “Restaure-se a Ordem”. Desde então o “Largo Coronel Enéas” passou a se chamar “Largo da Ordem”.
Durante anos, o bebedouro do “Largo Coronel Enéas”, construído em 1855, viu passar por aquelas vielas de paralelepípedo muito da vida cotidiana da capital paranaense. Ali ficava o principal centro comercial da cidade de Curitiba. Os colonos, com suas carroças abarrotadas de produtos agrícolas vindos das colônias de imigrantes, e os tropeiros se aglomeravam ao redor do bebedouro para dar de beber seus cavalos e fazer seus negócios.
Antes da construção do bebedouro, os donos do comércio local disponibilizavam a água aos baldes, água essa, que vinha de duas bicas e do Rio Ivo, hoje canalizado. As duas bicas eram chamadas de “Carioca do campo”, localizada na atual Rua Riachuelo e “carioca de baixo”, localizada na Av. Marechal Deodoro. A “Carioca de baixo”, anos depois, se transformou na praça Zacarias, onde ainda hoje existe um chafariz com torneiras, simbolizando aquelas, que antes eram utilizadas para o fornecimento de água da população.
“Cariocas” eram os locais onde haviam estruturas construídas para que as pessoas pudessem pegar a água aos baldes em um olho d’água. Essa estrutura era feita de um tipo de argamassa e óleo de baleia, que servia para decantar a argila e areia da água que brotava do solo. O nome “Carioca” faz referência aos primeiros sistemas de abastecimento de água do Rio de Janeiro, então capital do Brasil, trazidos pelos portugueses no período Colonial.
O centro de Curitiba era um local úmido, cheio de nascentes e vertedouros, porém, a crescente demanda da população e dos animais, além de questões sanitárias, tornou impossível o compartilhamento das fontes. Assim, o Bebedouro do Largo da Ordem foi construído para atender a demanda de uso exclusivo dos animais que carregavam as carroças, transformando-se na principal parada dos colonos que vinham da estrada do Assungui, atual Mateus Leme, importante rota de comércio que ligava as colônias desde Cerro Azul até a vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, nossa Curitiba.
Não havia na cidade de Curitiba um sistema de água e esgoto encanado na cidade, para suprir as demandas da época foram instalados fontes e bebedouros nos principais locais de compra e venda de produtos vindos das colônias. Apenas em 1904 o primeiro contrato de para obras de abastecimento público foi assinado e a partir de 1908 Curitiba passou a ter o primeiro sistema de abastecimento de água.
Nem sempre o bebedouro teve o formato que tem hoje, inicialmente o bebedouro possuía um formato de cálice, com estrutura em metal. O formato em trapézio, com estrutura de pedras e uma bacia de metal foi fruto de uma reforma, realizada através dos esforços do governador da época, Manoel Ribas, que assumiu a liderança do governo em 1935. Desde então, permanece como cenário de passagem de moradores e turistas ou para os frequentadores da feira dominical do Largo da Ordem.

Passarela Ciccillio Matarazzo, Avenida 23 de Maio, 1970, São Paulo, Brasil

 


Passarela Ciccillio Matarazzo, Avenida 23 de Maio, 1970, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia


Panorâmica registrada em 1970. Em destaque a Passarela Ciccilio Matarazzo sobre a 23 de Maio. Ao fundo, à esquerda, o Parque do Ibirapuera e o Obelisco dos Heróis de 32, a Avenida Pedro Álvares Cabral e Alameda do Café. Em 1º plano à direita, o prédio do Detran e o Viaduto General Marcondes Salgado.

Reconstrução do Edifício do Banco do Brasil, 1952, Praça Antônio Prado, São Paulo, Brasil






Reconstrução do Edifício do Banco do Brasil, 1952, Praça Antônio Prado, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia


O local foi atingido por um incêndio, provavelmente na segunda laje. Vemos a reconstrução do edíficio sede do Banco do Brasil — que seria reinaugurado em 1954 na esquina da Rua São Bento, no lado oposto ao indefectível Edifício Martinelli.

Avenida Ibirapuera, 1952, São Paulo, Brasil





Avenida Ibirapuera, 1952, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia


Reconstrução do Edifício do Banco do Brasil, 1952, Praça Antônio Prado, São Paulo, Brasil


 

Reconstrução do Edifício do Banco do Brasil, 1952, Praça Antônio Prado, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia


O local focalizado foi atingido por um incêndio.