domingo, 25 de setembro de 2022

Ferrari 430 Scuderia 2008, Itália

 





















































Ferrari 430 Scuderia 2008, Itália
Fotografia




First shown to the public at the 2007 Frankfurt Motor Show and unveiled by Ferrari’s legendary Formula 1 driver Michael Schumacher, the 430 Scuderia succeeded the outgoing Challenge Stradale as the road-going variant of the F430 Challenge race car. Improvements over the standard F430 coupe were instantly apparent both upon first inspection and behind the wheel. These included a faster-shifting gearbox, an increase in overall downforce due to slightly different bodywork and revised aerodynamics, and the addition of carbon-ceramic brakes as standard.
Delivered new through Ferrari of Long Island, this 430 Scuderia is beautifully presented in Nero with the signature racing stripe in silver. The car’s interior trim perfectly mimics its exterior in Nero Alcantara with stitching and 3D seat inserts in Grigio Chiaro. Further options include contrasting yellow brake calipers and rev counter, carbon-fiber steering wheel with LEDs, stereo with navigation and Bluetooth, and a fire extinguisher. According to the accompanying Carfax report, its first owner took delivery of the new 430 Scuderia in June 2008, residing in Long Island, New York. Years later in the Summer of 2019, the car moved to California where it has remained since. Included with the car is the original owner’s manual, books, spare key, air compressor, Ferrari seat covers, and Ferrari car cover.
Over a decade after its initial introduction, the 430 Scuderia has aged exceptionally well, and its performance is still thrilling, even compared to Ferrari’s more recent offerings. With just over 6,608 miles from new at the time of cataloguing at the exact time of cataloguing, the car is ready to enter the custodianship of its next owner and would be an excellent addition to any collection.

O Assaltante Ronald Biggs no Brasil - Artigo

 


O Assaltante Ronald Biggs no Brasil - Artigo
Artigo


Ronald Biggs foi um dos participantes do assalto ao trem pagador na Inglaterra em 1963. Na ação, os criminosos levaram cerca de 2,6 milhões de libras esterlinas. Biggs foi capturado e condenado a 30 anos de prisão. Mas após dois anos de cumprimento de pena, conseguiu fugir escalando o muro da penitenciária de Wandsworth. Depois de cinco anos foragido da polícia e vivendo disfarçado em diversos países, Biggs chegou ao Brasil em 1970, permanecendo no país até 2001, quando retornou à Inglaterra.
Durante os 30 anos em que esteve no Brasil, Biggs levou uma vida de “celebridade”. Sua extradição não era viabilizada pelas autoridades brasileiras, tanto por ter um filho menor de idade, quanto pela falta de um acordo de reciprocidade entre o Brasil e a Inglaterra. Como isso impedia que ele tivesse trabalho formal, Biggs decidiu viver dos ganhos de sua “fama” e passou a vender camisetas e autógrafos.
Sua presença em território brasileiro gerou um impasse diplomático entre Brasil e Inglaterra. Isso é demonstrado em vários documentos de um dossiê sobre ele montado pela extinta Divisão de Segurança e Informações do Ministério das Relações Exteriores (DSI/MRE).
Nota do blog: Biggs representava a "prova ululante" de que éramos o paraíso da impunidade, um lugar seguro para criminosos terem boa vida. Se bem que mesmo após a morte de Biggs, continuamos sendo a mesma coisa...

sábado, 24 de setembro de 2022

Exposição / Exposição Internacional do Centenário da Independência, 1922, Rio de Janeiro, Brasil


 

Exposição / Exposição Internacional do Centenário da Independência, 1922, Rio de Janeiro, Brasil
Rio de Janeiro - RJ
Photo Bippus N. 14
Fotografia

Selos Comemorativos da Exposição Nacional do Centenário da Independência, 1922, Pimenta de Mello & Cia, Rio de Janeiro, Brasil









 

Selos Comemorativos da Exposição Nacional do Centenário da Independência, 1922, Pimenta de Mello & Cia, Rio de Janeiro, Brasil
Rio de Janeiro - RJ
Fotografia


Segundo consta eram vendidos antecipadamente para serem trocados por ingressos para a exposição. Esse tipo de emissão recebe o nome de "cinderelas".
Entre os filatelistas a palavra Cinderela designa uma etiqueta, que embora guarde uma certa similitude com um selo (podem ser picotadas ou não), não foi emitido por uma autoridade postal, e desta feita, não serve para franquear uma correspondência. Recebem esta denominação, pois da mesma forma que a personagem do famoso conto infantil, estas são igualmente negligenciadas pelo colecionador postal.
O termo Cinderela abarca assim, dentre outros tipos:
* Os selos privados de caridade emitidos por ocasião do Natal ou Páscoa objetivando a arrecadação de recursos extras para determinada causa.
* As etiquetas de propaganda, com finalidades promocionais, que informam ou divulgam alguma ideia ou acontecimento, seja na esfera pública ou privada, bem como, o merchandising de produtos comerciais.
* Os cromos ou figurinhas dos álbuns colecionáveis.
* Os selos postais falsos ou de fantasia emitidos por países inexistentes.
A inclusão destes em coleções temáticas, independente de seu motivo ou imagem, é totalmente descabida, pois estão fora do campo da filatelia, vez que não promanam de autoridade postal, não tendo assim função de porteamento.


Cartaz "United States of Brasil National Exhibition" 1922, Exposição Nacional de Comemoração do Centenário da Independência do Brasil, Rio de Janeiro, Brasil


 


Cartaz "United States of Brasil National Exhibition" 1922, Exposição Nacional de Comemoração do Centenário da Independência do Brasil, Rio de Janeiro, Brasil
Rio de Janeiro - RJ
Cartaz - Poster

"Celebrating 1st centenary of independence, all nations are invited to participate, Rio de Janeiro, september 7th 1922".
Entre setembro de 1922 e julho do ano seguinte, a então Capital Federal (Rio de Janeiro) sediou uma grande Exposição Internacional, a Exposição Internacional do Centenário da Independência. Expositores de 14 países marcaram presença, além de mais de seis mil expositores brasileiros representando todos os estados da federação. Calcula-se que mais de 3 milhões de pessoas tenham circulado pela Feira. Concentrando variadas atividades ligadas à indústria, comércio e cultura, a Exposição Nacional exibiu 25 seções relacionadas a educação, letras e artes, mecânica, eletricidade, engenharia civil, transporte, agricultura, indústria alimentar, metalurgia, decoração e mobiliário, fios, tecidos e vestuários, indústria química, higiene e assistência social, ensino prático e trabalho manual da mulher, comércio, estatística, esportes, para citar alguns exemplos. Também foram oferecidas atividades como exibição de filmes e conferências sobre história, direito, engenharia, química, educação e outros temas.
Além dos grandes pavilhões, duas portas monumentais foram construídas para o evento: a principal localizava-se na avenida Rio Branco, ao lado do Palácio Monroe e tinha 33 metros de altura. E foi neste Palácio que a Comissão Executiva da Comemoração do Centenário da Independência se instalou, funcionando como quartel-general da equipe do prefeito Carlos Sampaio.
Criada pelo decreto n. 4175, de 11/11/1920, a Comissão Executiva da Comemoração do Centenário da Independência era diretamente subordinada ao presidente da República, embora integrasse a estrutura do Ministério da Justiça e Negócios Interiores. Competia-lhe organizar o programa das comemorações do Centenário da Independência, o que incluía uma exposição internacional no Rio de Janeiro. Era constituída pelo ministro da Justiça e Negócios Interiores, ministro da Agricultura, Indústria e Comércio e prefeito do Distrito Federal.
A Exposição começou a ser concebida em junho de 1920, quando Ralph de Cobham, representante de um grupo de investidores estrangeiros no Brasil, sugeriu ao Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio a realização de uma “exposição internacional de comércio e indústria” para a comemoração do Centenário da Independência. Aderindo à ideia, o senador Paulo de Frontin, propõe a emissão de cem mil contos para financiar o evento, provocando acirrado debate no Congresso Nacional, diante da crise financeira pela qual passava o Brasil. Mas o decreto nº 4.175, de 11 de novembro de 1920 determinou a realização da exposição dentro do programa de comemorações do Centenário, que incluiu conferências, emissão de selos e medalhas, e a publicação de dicionários, mapas e livros comemorativos. Sua organização foi responsabilidade do Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio, então chefiado pelo engenheiro João Pires do Rio. O presidente Epitácio Pessoa indicou o engenheiro Carlos Sampaio para liderar as obras de saneamento e embelezamento da então Capital Federal, o Rio de Janeiro.
Das 15 construções erguidas para o evento, sobraram apenas o pavilhão da Administração (Museu da Imagem e do Som), o palácio da França (Academia Brasileira de Letras), o palácio das Indústrias (Museu Histórico Nacional) e o pavilhão de Estatística (órgão do Ministério da Saúde).

Avenida Dom Pedro I, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil




Avenida Dom Pedro I, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Fotografia

Nota do blog: A avenida tinha divisão entre as pistas e, pasmem, árvores. Quem vê a bagunça que é hoje por lá, nem de longe consegue imaginar o cenário tranquilo desta foto...

Passarela em Rodovia, Anos 80, Estado de São Paulo, Brasil


 

Passarela em Rodovia, Anos 80, Estado de São Paulo, Brasil
Estado de São Paulo - SP
Fotografia

Nota do blog: Detalhe para o caminhão Fiat da Tostines.

A Disputa Entre os Formatos VHS e Betamax - Artigo

 


A Disputa Entre os Formatos VHS e Betamax - Artigo
Artigo




Como consumidores do século XXI estamos familiarizados com as batalhas comerciais para impor uma tecnologia no mercado. Atualmente assistimos a lutas entre os sistemas Android e IOS, entre o Windows e o Mac, entre fabricantes de consoles de videogame (PlayStation, WII, XBOX), entre tipos de motores de automóvel (gasolina, diesel, elétrico, híbrido), além de uma longa lista de outros produtos.
Uma batalha comercial desse tipo ocorreu no final dos anos 70, início dos 80. Foi a luta para impor um padrão de gravação e reprodução de vídeo doméstico, a luta do VHS contra o Betamax.
Era outra época:
Estamos nos anos 70. A TV é a rainha do entretenimento doméstico. Não existem consoles de videogame, os computadores pessoais são uma verdadeira raridade e não existe a internet. As audiências de TV são colossais e poucos canais dividem os lucros derivados da publicidade em troca de emitir conteúdos: telejornais, programas de entretenimento e filmes.
Nessa época, a indústria do cinema era a grande ameaçada pelo sucesso da TV. Mas era uma ameaça controlada. As produtoras cinematográficas aguardavam longos períodos de tempo antes de autorizar a emissão de um filme na TV com a finalidade de proteger a venda nas bilheterias. Era um equilíbrio aparentemente estável.
A irrupção do vídeo doméstico:
A Sony queria revolucionar o mercado do entretenimento com um gravador e reprodutor de vídeo doméstico, parecido com a fita cassete de áudio tão utilizada na época. E queria fazer isso de sua maneira: com um produto de alta qualidade, com um padrão de sua propriedade e um preço elevado.
Assim, em 1975, realiza o lançamento de seu formato Betamax. O sistema herdava características de dois formatos precedentes: o formato de câmera de vídeo da Sony (Videocorder) e o U-Matic (formato profissional). Funcionava realmente bem, tanto a nível mecânico (o sistema de fitas) como a nível de qualidade. Para superar as dificuldades técnicas, os engenheiros da Sony desenvolveram um sistema de gravação “densa” (daí seu nome Betamax, que provém do termo japonês “beta”, que significa espesso, denso).
Um ano depois, a JVC lança seu formato de vídeo alternativo, o VHS (Video Home System). O enfoque da JVC era mais pragmático: um sistema de vídeo simples e barato. Desta forma, iniciou-se a guerra dos formatos de vídeo doméstico.
“The winner takes it all”:
Existia a possibilidade de que o Betamax e o VHS convivessem no mercado junto com algum outro formato que surgiria mais tarde (alguém se lembra do Video2000 promovido pela Philips e a Grundig?). No final das contas, um usuário de gravador de videocassete era, de certa forma, autônomo: comprava suas fitas virgens, gravava as emissões de TV e as reproduzia quantas vezes queria. O gravador de videocassete incorporava funcionalidades que, naquela época, pareciam ser de ficção científica: você podia programar a hora da gravação do vídeo e o canal que desejava gravar, enquanto “curtia” um fim de semana na praia ou simplesmente assistia outro canal de TV.
Porém, o mercado dos gravadores de videocassete apresentava a característica de externalidade de rede. Considera-se que um produto tem externalidade de rede quando o valor que oferece a seu usuário cresce proporcionalmente ao número de pessoas que utilizam o mesmo produto. O Facebook, o WhatsApp ou a própria internet têm esta propriedade: quantas mais pessoas utilizam o WhatsApp, melhor é para cada um dos usuários.
No caso do vídeo, a externalidade de rede chegava por duas vias: (1) poder compartilhar conteúdos gravados com amigos e (2) o surgimento de um novo negócio promovido pelas produtoras cinematográficas, o dos videoclubes, que não iam permitir a convivência de múltiplos formatos de vídeo, já que isso lhes obrigaria a duplicar os estoques de filmes em cada estabelecimento.
Rapidamente se viu que, nesta batalha para estabelecer um formato de vídeo, só ia sobrar um.
As chaves da vitória:
A Sony começou antes, era uma empresa tecnológica de prestígio, seu produto era bom… mas a vitória foi do VHS, que se impôs como padrão de vídeo doméstico em todo o mundo até a chegada do DVD muitos anos depois.
Agora veremos alguns fatores que determinaram essa derrota, fatores que ainda hoje continuam sendo uma fonte de inspiração para qualquer departamento de marketing que enfrente o lançamento de um novo produto.
A qualidade não é tudo:
O Betamax era melhor que o VHS. A qualidade de imagem e, especialmente a de som, eram superiores e, o sistema mecânico da fita de videocassete, muito mais confiável e robusto.
Porém, o VHS era superior em um único aspecto: a duração das fitas. O Betamax só permitia uma hora de gravação e isso não dava nem para gravar um jogo de futebol. O VHS permitia gravar 2 horas e rapidamente foram desenvolvidas novas fitas e sistemas de gravação que permitiam chegar a 4 e até 8 horas de gravação. Embora cada uma dessas melhorias resultasse em uma perda de qualidade (mais informação era armazenada no mesmo espaço, o que significava uma redução do nível de detalhe), o consumidor gostou mais da possibilidade de realizar longas gravações que de desfrutar de uma boa qualidade de imagem e som.
O preço:
A Sony nunca foi uma marca barata, esta não é precisamente sua posição no mercado. Seus televisores TRINITRON foram durante muitos anos os únicos a oferecer uma tela verticalmente plana e uma maior resolução de imagem, sendo, por isso, vendidos a um preço superior ao dos seus concorrentes.
Mas lutar em um mercado no qual só pode existir um único ganhador com um preço alto é uma dificuldade agregada difícil de se resolver. Um reprodutor Betamax podia ser 3 vezes mais caro que um VHS. Uma carga pesada demais… para uma fita com tão pouco tempo de gravação.
A política de licenças:
O Minidisc, os cartuchos de videojogos MSX, a PlayStation… A Sony sempre apostou por formatos de alta qualidade da sua propriedade e o Betamax não foi uma exceção. Inicialmente quis manter seu padrão absolutamente protegido e, quando decidiu abri-lo a outros fabricantes, impôs uma política de licenças muito cara.
A JVC preferiu sacrificar os lucros derivados da concessão de licenças de sua tecnologia VHS para favorecer a implantação de um padrão dominante. Em 1984 só 12 companhias promoviam o formato Betamax contra os 40 fabricantes que apoiavam o VHS.
Em um entorno onde apenas pode sobreviver um padrão, apostar por uma política restritiva de licenças é muito arriscado. Para implantar um formato, é necessário cooperar com os concorrentes: assim é mais fácil criar um novo mercado e, o mais importante ainda, você acaba desincentivando a concorrência. Se a Sony tivesse sido mais aberta, talvez a JVC teria optado por se unir ao padrão Betamax.
O controle dos conteúdos:
Acontece em muitas indústrias. Os fabricantes de televisores dependem de que existam canais emitindo conteúdos. Os fabricantes de computadores dependem dos fabricantes de software. A Apple e a Google dependem de que existam aplicativos na Apple Store e no Google Play.
O surgimento dos videoclubes criou uma dependência com as produtoras de cinema. E, em entornos com dependências, é necessário saber se entender com as indústrias relacionadas com seu produto. A Sony começou com o pé esquerdo sua relação com as produtoras: em 1979 teve que se enfrentar a uma ação judicial impetrada pela Universal Studios e a Disney, as quais afirmavam que era ilegal comercializar um aparelho que permitia gravar os conteúdos emitidos pela TV. Conhecem esse argumento? Quem é o culpado da pirataria: o consumidor pirata ou o fabricante de tecnologia que viabiliza a pirataria? É um assunto totalmente vigente na internet.
A Sony ganhou este litígio mas saiu prejudicada. Ao contrário, a JVC foi capaz de formalizar alianças com algumas das cinematográficas mais importantes, como a Paramount ou a própria Disney. Estes acordos facilitaram a existência de uma maior oferta de títulos no formato VHS nas estantes dos videoclubes. Os donos desses estabelecimentos rapidamente perceberam que os filmes em VHS eram mais alugados, motivo pelo qual tinham mais unidades disponíveis… iniciando-se um círculo vicioso para o Betamax (e virtuoso para o VHS).
Sobre este problema, circula a lenda urbana de que o Betamax desapareceu pela negação da Sony a permitir que as distribuidoras pornográficas utilizassem seu formato. Existe possivelmente alguma coisa de verdade nessa lenda, mas é muito difícil que somente esta negação possa explicar por si mesma toda a história.
A Sony aprendeu bem a lição e, de acordo sua estratégia de manter o controle da experiência de uso de seus produtos, entrou no mundo dos conteúdos adquirindo a Columbia Pictures Entertainment em 1989 (atualmente Sony Pictures).
O fim dessa história:
Em 1981, o VHS já tinha 75% da cota de mercado nos Estados Unidos. Em 1988, a Sony começou a fabricar vídeos em VHS, certificando sua derrota. Por sua parte, o formato VHS converteu-se no padrão de vídeo doméstico durante mais 16 anos, até ser substituído totalmente pelo DVD em 2005 (depois de 5 anos de convivência de ambos os formatos).
Desde então, temos vivido esse tipo de luta uma e outra vez. O Android (Google) versus o IOS (Apple) é o exemplo mais recente. A Apple desempenha o papel da Sony: padrões de sua propriedade, excelência do produto, controle da experiência do usuário, política mais restritiva para autorizar aplicativos, etc. E a Google desempenha o papel da JVC: padrão mais aberto, menos restrições, etc. Como aconteceu na guerra dos gravadores de videocassete, a Apple começou antes e aplicou preços mais altos, mas a Google conseguiu a maior cota de mercado.
A posição da Apple será boa enquanto conseguir que os criadores de conteúdos (os apps) continuem a fazer o esforço por desenvolver aplicativos para os dois sistemas. O fato de que existam mais pessoas utilizando o Android não prejudica os usuários do IOS… sempre e quando continuem a existir aplicativos em IOS. Mas… o que aconteceria se algum dia os fabricantes de apps optassem por desenvolver apenas para o Android, valorizando a economia de custos em detrimento da perda de clientes potenciais? Essa ameaça faz lembrar muito das produtoras de cinema proporcionando somente cópias em VHS aos videoclubes.

Rua Direita, Anos 70, São Paulo, Brasil


 

Rua Direita, Anos 70, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
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Rótulo "Suplemento Alimentar Para Cães Biocalvit", 1969, Ind. e Com. Enzel, São Paulo, Brasil

 


Rótulo "Suplemento Alimentar Para Cães Biocalvit", 1969, Ind. e Com. Enzel, São Paulo, Brasil
Rótulo


A mudança dos hábitos alimentares dos brasileiros entre os anos de 1939 e 1972, não se restringiu somente à alimentação humana. Ela também reverberou na alimentação oferecida aos pets. Esse não foi um fator isolado, uma vez que, com o passar dos anos, a relação entre humanos e animais domésticos sofreu alterações e a busca por ofertar uma melhor qualidade de vida e bem-estar aos bichos cresceu. Em consequência dessa conjunção de fatores, a alimentação dos animais de estimação foi alterada de forma gradativa e, com o tempo, deixou de ser composta por sobras de refeições humanas, passando a ser feita de maneira industrial especificamente para os animais.
Anteriormente a 1990, as rações para animais domésticos dispunham de poucos adeptos no Brasil. Entretanto, é possível encontrar rótulos de produtos voltados à nutrição animal no acervo do Ministério da Agricultura, como podemos ver neste post, no rótulo do suplemento alimentar Biocalvit. Nesse rótulo, é interessante observar a preocupação com o fornecimento adequado de nutrientes a fim de combater as deficiências alimentares, prática recorrente nos produtos destinados a lactentes. Esse procedimento demonstra a transformação da percepção acerca da função das refeições dos animais, em que além de garantir saciedade, a alimentação deveria assegurar os nutrientes necessários para um crescimento saudável.