domingo, 24 de dezembro de 2023

Como Celebração Pagã na Roma Antiga deu Origem à Festa de Natal - Artigo

 


Como Celebração Pagã na Roma Antiga deu Origem à Festa de Natal - Artigo
Artigo




O Império Romano deixou como legado ao mundo ocidental, entre muitas coisas, os princípios do ordenamento jurídico praticado em dezenas de países, as raízes de línguas como o espanhol, o francês ou o português, e até a lógica com que operam os Corpos de Bombeiros nas cidades.
Mas talvez haja um elemento menos conhecido desse legado: a festa do Natal.
Em uma das principais celebrações do cristianismo, hoje marcada por árvores luminosas, papai noel, manjedouras e reuniões familiares, é difícil ver qualquer vestígio da cultura romana.
Principalmente porque, por mais de cinco séculos, o Império Romano era um povo que acreditava em múltiplas divindades.
Mas qual é a ligação entre o Natal que conhecemos e a Roma Antiga?
A resposta a essa pergunta se refere a uma celebração romana em particular: a Saturnália, o rito com o qual o inverno era recebido no Império Romano.
"A escolha de 25 de dezembro como a data do nascimento de Jesus não tem nada a ver com a Bíblia; ao contrário, foi uma escolha bastante consciente e explícita de usar o solstício de inverno para simbolizar o papel de Cristo como a luz do mundo", diz Diarmaid MacCulloch, professor de história da Igreja na Universidade de Oxford, no Reino Unido.
"Os costumes festivos e desregrados da Saturnália na mesma época do ano naturalmente migraram para a prática cristã, uma vez que no século 4° o cristianismo estava se tornando mais proeminente na sociedade romana. As novas crenças seriam mais bem aceitas se não entrassem em conflito com antigos costumes não cristãos", acrescentou.
Mas quando ocorreu esse encontro entre os ritos romanos e as celebrações cristãs e como chegaram aos nossos dias?
Saturnália:
A Saturnália era um festival realizado pelos romanos antigos para celebrar o que chamavam de "renascimento" do ano, para marcar o solstício de inverno no calendário juliano (prevalente no império romano e na Europa durante séculos) que, curiosamente, era celebrado em 25 de dezembro.
Porém, a festa começava oito dias antes, em 17 de dezembro, quando as normas que ordinariamente regiam a sociedade eram invertidas: os homens se vestiam de mulher e os senhores se vestiam de servos.
Mas começaram então as semelhanças com o Natal que conhecemos nos dias de hoje: as casas eram decoradas com folhagens, velas eram acesas e... presentes eram trocados.
"Essa celebração era realizada em homenagem ao deus Saturno (daí o nome) e sempre foi caracterizada pelo relaxamento da ordem social e pelo clima de carnaval", diz a historiadora Marguerite Johnson, da Universidade de Newcastle, na Austrália.
Johnson enfatiza que a celebração em homenagem a Saturno no início do inverno tinha um significado: Saturno era a principal divindade dos romanos.
"Ele era o deus do tempo, da agricultura e das coisas sobrenaturais. Como os dias encurtavam e de alguma forma a terra morria de forma simbólica, era necessário que o deus do tempo e da comida ficasse feliz", explica Johnson.
E como parte dessa tradição de agradar a divindade e outras pessoas, os presentes foram introduzidos.
"Como parte das festividades, os romanos trocavam presentes: velas, chinelos de lã, chapéus e até meias. E o faziam entre famílias, enquanto os escravos desfrutavam de tempo livre."
Mas a historiadora lembra que, além da festa da Saturnália, os romanos tinham outra celebração importante: a do "nascimento do sol invicto ou não conquistado" (Natalis Solis Invicti), que era celebrado todo dia 25 de dezembro, segundo diversos documentos dos tempos romanos.
"No almanaque do século 4, o Calendário de Filocalus, menciona-se uma celebração do Invictus em 25 de dezembro, que é provavelmente uma referência ao 'Sol Invicto'", diz Johnson.
"E é nesse documento que se faz a primeira menção que 25 de dezembro é o nascimento de Jesus", acrescenta a historiadora.
Dezembro:
A verdade é que, no fim da era romana, o Natal já fazia parte do calendário romano.
Foi um processo gradual, segundo os historiadores, que teve a ver com uma hibridização ou amálgama de tradições.
Em meados do primeiro século, os cristãos já haviam chegado a Roma e começaram a moldar a sociedade do império.
"À medida que o cristianismo se tornou mais arraigado no mundo romano e a antiga religião politeísta ficou para trás, os cristãos se adaptaram a esses ritos estabelecidos e os tornaram seus", observa Johnson.
"É muito plausível que tenham escolhido essa festa pela sua relação com o renascimento, mas dessa vez com o renascimento de Cristo, a quem ao mesmo tempo foi confiada a missão de os redimir e conduzir à vida eterna", acrescenta.
Já no século 4° tudo passou a estar escrito: entre 320 e 353, o Papa Júlio 1º fixou a solenidade do Natal em 25 de dezembro, talvez como estratégia para converter os romanos.
No ano de 449, o Papa Leão 1º estabeleceu a data para a comemoração do nascimento de Jesus como uma das principais festas da Igreja Católica, e finalmente o Imperador Justiniano em 529 a declarou feriado oficial do império.
Então, começou-se a supor que Jesus havia nascido em dezembro. No entanto, no século 15, o historiador italiano Polidoro Virgilio começou a notar as semelhanças entre vários ritos pagãos e a celebração do Natal.
"Polidoro Virgilio apontou a conexão entre a tradição predominantemente inglesa, 'The Lord of Misrule', que ocorria no dia de Natal, e o costume equivalente que ocorria durante a Saturnália. Ambos envolviam senhores e servos ou escravos trocando papéis por um dia", observa Johnson.
Desde então, busca-se a data exata do nascimento de Jesus, que alguns historiadores situam em meados de março ou início de abril.
Mas a influência é tão forte que continuamos a comemorar com presentes, festas e reuniões familiares no dia 25 de dezembro.

sábado, 23 de dezembro de 2023

Memorial da Classe Operária - UGT, Rua José Bonifácio, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil








Memorial da Classe Operária - UGT, Rua José Bonifácio, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Fotografia


Imagens do Memorial da Classe Operária - UGT, um patrimônio histórico, cultural e arquitetônico tombado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico Cultural de Ribeirão Preto (CONPPAC) no ano de 2003. Sua sede, situada na Rua José Bonifácio, no centro da cidade, foi construída em regime de mutirão e inaugurada no ano de 1934 pela União Geral dos Trabalhadores, organização formada por operários anarquistas e comunistas no começo do século XX. 
No golpe civil-militar de 1964, teve suas dependências invadidas e sua diretoria cassada pelo regime. Dos anos 60 ao começo dos anos 2000, sediou a Associação José do Patrocínio, organização da população negra. Atualmente, o Memorial é mantido pela Associação Amigos do Memorial da Classe Operária - UGT (AAMCO-UGT) junto com a Associação Cultural e Ecológica Pau Brasil (ACEPB).

 

Residências Antigas, Rua Gonçalves Dias, Vila Tibério, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil







 

Residências Antigas, Rua Gonçalves Dias, Vila Tibério, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Fotografia


Nota do blog 1: As imagens mostram três imóveis antigos localizados na rua Gonçalves Dias, Vila Tibério, provavelmente construídos pela mesma pessoa/empresa. Embora tenham sofrido algumas modificações, os belos portões de entrada são iguais (ao vê-los, não pude deixar de imaginar as "avózinhas" atendendo pessoas ou fofocando por cima do portão...rs). Não descarto que as outras casas ao lado dessas três também tenham sido construídas pela mesma pessoa/empresa (foram completamente modificadas, não havendo meios de afirmar, apenas supor). Fica o registro de mais três "testemunhas" do passado de Ribeirão Preto.
Nota do blog 2: Imagens de 2023.

A Ave "Chester" da Perdigão - Artigo

 






A Ave "Chester" da Perdigão - Artigo
Artigo



Ele é popular na ceia de Natal dos brasileiros, mas muito mistério ronda sua origem antes de chegar à mesa. Por questões de mercado, a Perdigão costumava restringir bastante as informações disponíveis sobre o Chester. Isso fez surgir uma série de mitos.
Algumas características foram atribuídas a ele na internet: "transgênico", "monstro", "aberração". Outras explicações mais complexas também circularam: "pseudoanimais em tubos enormes cheios de líquidos semelhantes a placenta", "bicho sem alma, sem coração... e sem cabeça", galo com "quase 1 metro de altura", "ave 'doente', com problemas mentais, que come 24 horas".
O Chester®, na verdade, é uma marca registrada (por isso esse "R" ao lado do nome). Trata-se de um frango maior que o convencional. É diferente do peru, que também é uma ave, mas de outra espécie. A ave foi lançada oficialmente no mercado brasileiro em 1982.
Afinal, chester é de qual espécie?
Chester é um animal, mas não é uma espécie diferente de ave, como o peru ou o avestruz, por exemplo. É a mesma espécie que o frango convencional.
Elsio Figueiredo, pesquisador da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), afirmou em entrevista em 2015, que é como o cachorro: existe o poodle e o pastor alemão; eles são diferentes, mas ambos são cães, da mesma espécie.
Ave foi criada em laboratório?
Em 1979, a Perdigão enviou dois técnicos aos EUA em busca de duas linhagens, uma de frango e outra de peru. O objetivo era diversificar os produtos e disputar mercado com o peru da Sadia. Na época, as duas empresas eram concorrentes; hoje, ambas pertencem à BRF.
Ave com mais peito, parte mais nobre do animal. De acordo com a Perdigão, foram feitos vários cruzamentos entre frangos com características específicas até se chegar a uma linhagem maior, com mais peito.
O Chester tem 70% da carne concentrada no peito e nas coxas, segundo a fabricante. Seu nome vem de "chest", que significa peito em inglês.
Ele é transgênico?
O Chester foi criado por meio de melhoramento genético. O uso dessa técnica é muito comum na indústria de alimentos.
O melhoramento genético é empregado pelo homem há mais de 10 mil anos, desde o início da agricultura, e funciona da seguinte forma: são selecionados para cruzamento os animais ou plantas com as características desejadas —por exemplo, maior resistência a doenças, maior produção de carne etc.
A ideia é transmitir essas qualidades aos descendentes, criando uma "versão melhorada" da mesma espécie. Por exemplo, plantas mais resistentes à seca, vacas que produzem mais leite ou frangos com mais peito.
No melhoramento, a mudança acontece por meio do cruzamento entre membros da mesma espécie ou de espécies compatíveis. É diferente do transgênico, quando a modificação no código genético precisa ser feita por meio de intervenção em laboratório.
É cheio de hormônios?
Não são usados hormônios para crescimento do Chester nem das outras aves que consumimos, segundo o fabricante. Primeiramente, porque o uso é proibido pelo Ministério da Agricultura desde 2004.
Além disso, não haveria sentido, porque os animais são abatidos antes do tempo necessário para que as substâncias comecem a fazer efeito. Isso também tornaria a criação muito cara e não compensaria.
Segundo a Perdigão, a alimentação do Chester é 100% natural, baseada em milho e soja, sem "adição de qualquer tipo de medicamento, antibiótico ou hormônio anabolizante para aumentar o seu crescimento e desenvolvimento".
A marca afirma que a ave é abatida com maior peso e depois de mais tempo do que o frango convencional. O tempo de criação ao abate é em média de 60 dias. Ela também é criada em granjas com maior espaço para seu crescimento.
Os animais sofrem?
Um mito comum a respeito do Chester é que, por ter o peito muito grande, o animal sofre durante a vida e não consegue nem andar. O cruzamento de diferentes tipos de frango pode, sim, gerar anomalias e levar ao sofrimento do animal. Porém, os próprios produtores teriam interesse em evitar isso: um animal que não consegue andar direito tende a comer e beber pouca água, prejudicando seu crescimento e desenvolvimento, o que causaria prejuízo.
Concorrentes do frangão:
Outras marcas brasileiras vendem equivalentes ao Chester® com outros nomes, normalmente chamados de aves natalinas ou frango especial. É o caso do Fiesta, da Seara, e do Supreme, da Sadia.

Catedral Metropolitana de São Sebastião, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil


 

Catedral Metropolitana de São Sebastião, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Fotografia 

O Grande Motim 1935 - Mutiny on the Bounty

 


O Grande Motim 1935 - Mutiny on the Bounty
Estados Unidos - 132 minutos
Poster do filme

Propaganda "Este é Aquele que a Gente só Via no Cinema", 1971, Dodge Charger, Chrysler, Brasil


 

Propaganda "Este é Aquele que a Gente só Via no Cinema", 1971, Dodge Charger, Chrysler, Brasil
Propaganda

Organização Educacional Barão de Mauá / Atual Centro Universitário Barão de Mauá, Década de 70, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil




Organização Educacional Barão de Mauá / Atual Centro Universitário Barão de Mauá, Década de 70, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Fotografia

Além de mostrar as instalações da então Organização Educacional Barão de Mauá (atual Centro Universitário Barão de Mauá), essa imagem mostra parte da beleza da antiga praça Barão de Mauá (atual praça Domingos João Baptista Spinelli). Infelizmente essa praça foi completamente desfigurada, nem de longe lembrando a beleza do projeto original.

Nota do blog: Autoria não obtida.

Obras de Expansão do Novo Shopping, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil


 

Obras de Expansão do Novo Shopping, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Fotografia

Viaduto Santa Ifigênia, São Paulo, Brasil


 

Viaduto Santa Ifigênia, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia