domingo, 25 de agosto de 2019

Filosofia de Internet - Humor


Filosofia de Internet - Humor
Humor

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Personagem Jeremy Clarkson
Humor

Filosofia de Internet - Humor

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Chuck Norris é, na Verdade, Bonzinho e Romântico... - Artigo


Chuck Norris é, na Verdade, Bonzinho e Romântico... - Artigo
Artigo


Ao longo de sua carreira, Chuck Norris enfrentou os soviéticos, os vietcongues, a máfia, os nazistas, a corrupção policial, assassinos em série, mercenários, terroristas de diferentes nacionalidades e todos os criminosos que se atreveram a pisar no Texas. Mas desde 2013 tem apenas um inimigo: o gadolínio.
Esse elemento químico, comum nos materiais de contraste usados nas ressonâncias magnéticas, é, segundo Norris, o responsável pela doença de sua mulher, a atriz e modelo Gena O’Kelley (Califórnia, 1963), com quem tem dois filhos − o ator tem outros três de seu primeiro casamento, com Dianne Holecheck (Califórnia, 1941). Para cuidar dela e combater os responsáveis pelo que ele considera uma negligência médica, anunciou há dois anos o fim de uma carreira cinematográfica que começou há mais de quatro décadas. “Abandonei minha carreira cinematográfica para dedicar minha vida inteira a manter Gena viva. Isso é o mais importante, que ela continue conosco e que aquilo que aconteceu com ela não seja sofrido por mais ninguém”, disse o ator, que se aproxima dos 80 anos (nasceu em março de 1940 em Oklahoma) e é um elemento imprescindível da cultura pop das últimas décadas.
O astro de Hollywood Steve McQueen teve duas grandes ideias em sua vida. A primeira, cancelar de última hora seu jantar na casa de Sharon Tate em 9 de agosto de 1969. Isso o livrou da morte na mão dos fanáticos que seguiam Charles Manson. A segunda, recomendar ao seu professor de artes marciais um tal de Chuck Norris, que se dedicasse à interpretação.
Porque aquele ruivo carrancudo que ensinava os rudimentos do taekwondo a estrelas de Hollywood como McQueen, Michael Landon e Priscilla Presley não estava destinado a ver seu nome nas páginas douradas da Academia das Artes e Ciências de Hollywood, mas sim a conquistar o coração dos fãs do cinema de ação. Graças a um punhado de personagens memoráveis − J.J. McQuade (do filme McQuade, o Lobo Solitário, 1983), coronel James Braddock (de Braddock: O Super Comando, 1984), Matt Hunter (de Invasão U.S.A., 1985) e, principalmente, o imbatível ranger texano Cordell Walker (da série Chuck Norris: O Homem da Lei, 1993-2001) −, seu nome ficou gravado a fogo nos cabeçotes de milhares de fitas VHS.
Perto de completar oito décadas, Chuck teve muitas vidas. Na primeira, recebeu o nome de Carlos Ray Norris e foi um chefe de família dedicado que cuidou de sua mãe e de seus irmãos até se alistar na Força Aérea. Porque Norris não é um patriota apenas no Instagram, ele sabe o que é defender seu país como policial militar na Coreia, o lugar onde descobriu a arte que mudaria sua vida, o tangsudo, uma versão coreana do taekwondo. Voltou de lá com o apelido de Chuck e um futuro como instrutor de artes marciais.
Mas como Chuck não é um daqueles que se limitam a seguir um caminho, e sim dos que constroem uma nova estrada, uniu seus conhecimentos de taekwondo, jiu-jitsu brasileiro, luta livre, muay tai e shotokan, e o resultado foi uma mistura mais letal que o chá Long Island: o chun kuk do, uma arte marcial made in Norris que não foi sua única invenção. Cansado das costuras que se rasgavam no primeiro chute voador − quem nunca teve esse problema? −, criou umas calças, as Chuck Norris Action Pants, que, vistas hoje, parecem um simples jeans elástico sem muito estilo, mas quem se atreveria a discutir moda com o homem que ensinou a Pai Mei os cinco pontos de pressão para fazer um coração explodir.
Chuck tinha corpo para a arte (marcial), mas não cabeça para os negócios: a rede de academias que ele havia fundado em Los Angeles estava à beira da falência quando um de seus alunos, Steve McQueen, o homem mais cool da Hollywood dos anos 1970, disse-lhe a frase que mudaria seu destino: “Se você não puder fazer mais nada na vida, sempre resta a atuação”. Teria sido um bom lema para o Instituto de Cinema e Teatro Lee Strasberg.
Quem lhe deu o segundo empurrão foi outro luminar da época. Em 1972, o mítico Bruce Lee lhe ofereceu o papel de antagonista em O Voo do Dragão. Ambos se enfrentariam em uma luta de mais de dez minutos no Coliseu de Roma. “E quem vai ganhar?”, perguntou Chuck, embora soubesse perfeitamente qual era a resposta. Bruce Lee era diretor, roteirista, protagonista e o grande astro do cinema de artes marciais. A luta ainda está no altar dos fãs do gênero. Pela primeira e última vez, Chuck seria o vilão, e pela primeira e última vez, comeria poeira. Ele não se importou com isso, estava ciente da aura daquele rival que também era um de seus melhores amigos. Poucos meses depois, ele e Steve McQueen seriam os encarregados de carregar o caixão de Bruce Lee em uma igreja de Seattle.
A ascensão de Norris foi favorecida pela onda de patriotismo exacerbado que Ronald Reagan impulsionou nos anos 1980. Depois dos hippies e da liderança pacifista de Jimmy Carter na década de 1970, os medos dos anos 1950 ressurgiram em milhões de lares americanos que começavam a considerar possível uma invasão soviética através do Estreito de Bering. Era o momento dos heróis que dão um passo à frente e Chuck, capaz de enfrentar de peito (peludo) aberto um exército de comunistas, iria dar esse passo.
Além de Reagan, outros capitalistas orgulhosos ajudaram a abrir caminho para o sucesso de Norris: Menahem Golan e Yoram Globus, os dois primos de origem israelense por trás da Cannon, a icônica produtora que encheu as prateleiras das videolocadoras de bairro com subprodutos construídos sobre uma máxima: “Se você faz filmes americanos com começo, meio e fim e um orçamento de menos de 5 milhões de dólares (20,4 milhões de reais), tem de ser um idiota para perder dinheiro”. E eles não eram idiotas.
Em seu primeiro trabalho para a Cannon, Norris pôde comprovar o desprezo monumental que os primos sentiam por suas produções. O filme que foi lançado como Braddock: O Super Comando (1984) era, na verdade, a segunda parte de uma trilogia, mas para reduzir os custos os filmes foram rodados ao mesmo tempo. E, como os produtores acharam esse longa mais interessante, decidiram estreá-lo primeiro. E a coerência narrativa? Quem se importa com isso, se Chuck acabava com um rato a dentadas?
Aqueles filmes de orçamento tão limitado quanto seus roteiros ajudaram a criar uma mística em torno de um Norris que representava perfeitamente o justiceiro solitário, tão lacônico quanto eficiente, um arquétipo que seu grande herói, John Wayne, tinha representado como ninguém.
Mas as intenções patrióticas de Norris não seduziam igualmente a crítica e o público. Em 2011, ele foi nomeado pelo influente site Rotten Tomatoes como “o pior ator dos últimos 25 anos”, mais pela ínfima qualidade de seus filmes do que por ser um canastrão.
Mas o que importa o que a crítica diz se você é um expoente da luta contra o comunismo dentro e fora das telas? A transcendência de Chuck ultrapassou as salas de cinema, como uma geração de romenos pode atestar. No documentário da Ilinca Calugareanu Chuck Norris vs. Communism (“Chuck Norris contra o comunismo”), descobrimos uma dessas histórias reais que superam o mais complicado dos roteiros. Nos anos 1980, na Romênia dos Ceausescu, havia apenas um canal, que só transmitia programas e filmes após aprovação ou cortes do Governo, o que gerou um mercado paralelo de vídeo por onde circulavam as aventuras de Norris, Stallone e Van Damme. Aqueles heróis que combatiam a ideologia que oprimia os romenos também lhes abriram os olhos para um mundo onde não existiam cartões de racionamento, e sim Fords Mustang, cerveja Coors e férias em Venice Beach.
Na verdade, Norris não se limita a combater apenas o comunismo: de sua posição política, próxima à direita mais extrema do Governo dos EUA, também se opõe frontalmente a qualquer indício de progressismo. Embora seu chun kuk do seja baseado em um decálogo recheado de bons propósitos (“se eu não tiver nada bom para dizer sobre uma pessoa, não direi nada”, “dedicarei tanto tempo para melhorar a mim mesmo, que não terei tempo para criticar os outros”, “terei respeito pelas autoridades e demonstrarei isso o tempo todo"), na prática o hexacampeão do mundo de caratê não hesita em lançar críticas ferozes contra as autoridades.
“O que teria acontecido se a Virgem Maria tivesse dependido da cobertura de saúde de Obama?”, perguntou Norris durante a campanha para a reeleição do então presidente Barack Obama em sua coluna semanal no site WorldNetDaily. “Será que os cuidados de Obama se transformarão nos cuidados de Herodes em relação aos recém-nascidos?”, gritou ele em seu palanque digital, no qual também suspirou pela obrigatoriedade da oração nas escolas. Até um herói de guerra republicano como o então senador John McCain teve de aguentar seu desprezo por apoiar o casamento igualitário. Chuck, claro, era contra.
Naturalmente, Hillary Clinton tampouco contou com sua aprovação. Assim como outros dissidentes de uma Hollywood cada vez mais alinhada com os democratas, Norris, da mesma forma que Jon Voight e Charlie Sheen, preferiu fazer campanha por Donald Trump. Afinal, poucos americanos podem estar tão obcecados com o muro prometido pelo presidente na fronteira com o México como aquele que patrulhou o Texas durante nove temporadas na série Chuck Norris; O Homem da Lei.
Esse papel de ranger texano consolidou sua popularidade nos anos 1990 e 2000, até que um fenômeno moderno, o dos memes, também o transformou em um astro para os millennials.
Em meados dos anos 2000, um site começou a coletar centenas de hipérboles sobre sua rudeza, sua força e sua virilidade. O mundo prendeu a respiração, temendo a reação do herói. Mas Chuck lhe deu sua bênção. E não só isso, publicou seu próprio livro de dados básicos, The Official Chuck Norris Fact Book, e até os incorporou a seus personagens.
Em Os Mercenários 2 (2012), a homenagem de Sylvester Stallone a seus companheiros de batalha, e a última aparição de Norris nos cinemas, Sly recebe Chuck assim:
− Ouvi dizer que você foi mordido por uma cobra de verdade.
− É verdade, mas depois de cinco dias de uma dor insuportável, a cobra morreu − respondeu Norris, concluindo o diálogo com algo quase parecido com um sorriso.
Sua lista de dados poderia incluir outro: Chuck Norris sofreu dois infartos em menos de uma hora e sobreviveu. Ou, como definiu um usuário do Twitter: “Dois infartos morrem ao tentar atacar Chuck Norris”. Mas, neste caso, foi verdade. Em 2017, quando voltava para casa depois de um evento de artes marciais em Las Vegas, o coração do ator parou duas vezes.
Pouco depois, Norris anunciou sua aposentadoria do cinema para cuidar de Gena, com quem se casou em 1998. O amor é capaz de tudo, até de apaziguar o homem que derrubou um avião alemão ao apontá-lo com seu dedo e dizer: “Bang”.

Estudo Para Retrato de D. Leopoldina (Estudo Para Retrato de D. Leopoldina) - Jean Baptiste Debret





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Coleção privada
OST - 22x18
O-6

O Melhor do Recruta Zero Volume 1 - Mort Walker


O Melhor do Recruta Zero Volume 1 - Mort Walker
L&PM - 120 páginas - 2007
Livro

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Luminárias Antigas em Tirante da São Paulo Light and Power Co., São Paulo, Brasil


Luminárias Antigas em Tirante da São Paulo Light and Power Co., São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia - Cartão Postal

Luminárias em tirante (penduradas no meio do fio, suspensas sobre o leito da rua) da década de 1910, da Western Electric Co.

História do Parque Tenente Siqueira Campos / Parque Trianon, São Paulo, Brasil





História do Parque Tenente Siqueira Campos / Parque Trianon, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia


Quem hoje passa pelo Parque Trianon, um pedaço de mata nativa em plena Avenida Paulista, um dos centros financeiros mais importantes da capital paulista, talvez não saiba que o local quase foi fechado ao público e teve grande parte de suas árvores cortadas para se transformar num reservatório de água. Os responsáveis por impedir a ação, proposta pelo governo do Estado, foram os vereadores da Câmara Municipal de São Paulo (CMSP).
Em 1914, época em que ecologia e aquecimento global ainda não eram grandes preocupações, os vereadores Ernesto Goulart Penteado, Raphael Archanjo Gurgel e Antonio Baptista da Costa, membros da Comissão de Obras da Câmara, emitiram parecer contrário à transformação do parque alegando que “o clima de hoje não é mais o de outrora” e “não há quem ignore os males ocasionados pela devastação das matas nos arredores da capital”. Constatavam, ainda, que “as águas têm diminuído a olhos vistos, a salubridade (condições de saúde) pública tem sofrido com esse mau hábito da destruição das matas”.
Com essas justificativas, recusaram, o pedido da Repartição de Águas e Esgotos, órgão da administração estadual, que havia solicitado construir um reservatório de água no parque, uma área de 4,86 hectares (48.600 m²) coberta com árvores da mata atlântica, na avenida que já era um dos pontos mais elegantes da cidade.
Outra comissão da Câmara, a de Finanças, composta pelos vereadores Sampaio Vianna, Oscar Porto e Mario do Amaral, apoiou a decisão da Comissão de Obras. A construção do reservatório exigiria a devastação de uma grande parte da mata e, para conservar a limpeza da água, o parque teria de ser interditado ao público, o que dificultaria “seu gozo” pela população, segundo os parlamentares. No mesmo texto, lembram que o local foi criado para “suprir a falta de um parque que servisse de recreio à população daquela zona alta na cidade”.
Os membros da Comissão também sugeriram à Prefeitura que fosse construída uma “rústica ponte” entre as duas quadras do parque, separadas pela Alameda Santos, e colocassem em volta do parque cercas-vivas de roseiras e pés de café.
Quando os vereadores partiram em defesa das árvores, o parque já existia havia 22 anos. O empresário uruguaio Joaquim Eugênio de Lima, responsável pela abertura da Avenida Paulista, ficou impressionado com a beleza da vegetação, no meio da nova via, e decidiu construir um parque. O nome do local escolhido indicava sua principal característica: Alto do Caaguaçu, que na língua tupi significa “mata grande”.
O empreendedor contratou o paisagista francês Paul Villon, responsável por jardins do Palácio do Catete, então sede da Presidência da República, no Rio de Janeiro, e por praças em Belo Horizonte. Por isso, durante seus primeiros anos, o local era conhecido como Parque Villon ou Parque da Paulista. “Fiz o que pude para abrir esta avenida e conservar este belo parque”, orgulhava-se Joaquim Eugênio de Lima.
O parque foi aberto ao público em 3 de abril de 1892, um ano após a inauguração da Avenida Paulista. Três dias depois, o jornal O Estado de S. Paulo recomendava: “àqueles que ainda não visitaram o belo lugar, aconselhamos que o façam, certos de que empregarão seu tempo num passeio delicioso”.
Entretanto, em 1918 o arquiteto inglês Barry Parker, que estava na cidade a serviço da Companhia City para urbanizar um bairro em construção na zona oeste, o Jardim América, fazia críticas. “Esse parque não era mais do que um pedaço de floresta primitiva em sua glória natural, com exceção de algumas trilhas sinuosas que foram dispostas entre as árvores”, diz no livro Two Years in Brazil (Dois Anos no Brasil), em que conta suas experiências em São Paulo. Segundo Parker, o local praticamente não era utilizado pelo público, sendo possível “passar e repassar por ele na Avenida Paulista sem sequer se aperceber de sua existência”.
Em frente ao parque, do outro lado da Avenida Paulista, onde hoje está o Museu de Arte de São Paulo (Masp), era possível ter uma vista do Vale do Riacho Saracura (canalizado nos anos 1920 para a construção da Avenida Nove de Julho) e do Centro da cidade. Naquele mirante, em 1916, foi erguido um belvedere (construção para se observar um panorama) batizado de Trianon. Com projeto do escritório do renomado arquiteto Ramos de Azevedo, no local funcionavam um restaurante de luxo, uma confeitaria, espaços para festas e uma escola de dança de salão para moças e rapazes.
O Belvedere Trianon tornou-se um dos pontos de encontro da elite política, econômica e intelectual da cidade. O sucesso foi tanto que o parque à sua frente passou a ser conhecido como Parque do Trianon e, depois, simplesmente Parque Trianon.
A Prefeitura de São Paulo, com apoio da CMSP, comprou em 1911 o parque e contratou Barry Parker para reformá-lo. Segundo o urbanista, era necessário um esquema que combinasse o local ao Belvedere Trianon, em uma composição arquitetônica que abrisse o parque e o tornasse “utilizável sem destruir nada de sua beleza natural” e ainda fizesse dele e do belvedere “a decoração para a Avenida Paulista”.
Durante a reforma, Parker construiu uma pérgula (traves horizontais que servem de suporte a trepadeiras) na entrada para combinar com o belvedere do outro lado da Avenida Paulista e derrubou árvores. O corte foi necessário para que quem estivesse no parque pudesse ver melhor o bairro Jardim América, justificou o arquiteto.
A medida foi muito criticada pela imprensa. “Para que se cortam árvores e arbustos no lindíssimo bosque, único verdadeiramente rústico da cidade? Será para alindá-lo transformando-o num jardim inglês?”, questionou um cronista do jornal O Estado de S. Paulo, que assinava apenas a letra P. Ele acusou a Prefeitura de estar cometendo um “atentado de lesa-natureza”.
A arquiteta Silvia Ferreira Santos Wolff esclarece, no livro Jardim América, que Parker apenas procurou “domar a natureza, cuja magnitude o impressionou, de forma a configurar a área natural como um elemento urbanístico”. Segundo ela, o corte de árvores também procurava dotar a mata de caminhos que permitissem a circulação entre a vegetação, expressando a ideia de intervenção própria aos ambientes urbanos planejados.
Certamente influenciado pelo sucesso do restaurante do Belvedere Trianon, o prefeito de São Paulo, José Pires do Rio, enviou para a CMSP, em 1928, um ofício solicitando verba para a construção de um pavilhão-restaurante no parque do Trianon, na quadra entre a Alameda Santos e a Jaú. A Prefeitura anexou ao pedido plantas do projeto, realizado pelo escritório de engenharia e arquitetura Dacio A. de Moraes. Também foi incluído um orçamento, com o custo de cada etapa das obras. Todos esses documentos estão no Arquivo Geral da CMSP. Não foram encontrados registros de que a obra tenha saído do papel.
Em 1931, o local recebeu oficialmente seu nome atual: Parque Tenente Siqueira Campos, em homenagem a um dos líderes do movimento tenentista, tendo participado da Revolta do Forte de Copacabana, da Revolução de 1924 e da Coluna Prestes. O tenente Antônio de Siqueira Campos, paulista de Rio Claro, havia morrido em 10 de maio de 1930 em um acidente aéreo quando voava de Buenos Aires para São Paulo. O nome, contudo, nunca pegou. Tanto que a estação de metrô perto do parque se chama Trianon-Masp.
O parque passou por mais uma reforma em 1968, quando o prefeito Faria Lima contratou o paisagista Roberto Burle Marx e o arquiteto Clóvis Olga para que fizessem melhorias no local. Eles substituíram a ponte de madeira que ligava as duas quadras do parque, separadas pela Alameda Santos, por outra de concreto, alargaram as alamedas internas e as pavimentaram com pedras portuguesas em forma de mosaico. Hoje, além da mata, os visitantes podem ver animais, principalmente pássaros, e obras de arte, como a escultura O fauno, de Victor Brecheret, e Aretusa, de Francisco Leopoldo Silva. O Parque Trianon fica aberto todos os dias, das 6h às 18h.

Parque Tenente Siqueira Campos, Conhecido como Parque Trianon, 1931, São Paulo, Brasil


Parque Paulista / Parque Tenente Siqueira Campos / Parque Trianon, 1931, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Prugner N. 36
Fotografia - Cartão Postal


O Parque Tenente Siqueira Campos, mais conhecido como Parque Trianon ou Parque do Trianon, foi inaugurado no dia 3 de abril de 1892 na cidade de São Paulo, um ano após a abertura da Avenida Paulista. Foi projetado pelo paisagista francês Paul Villon e inaugurado pelo inglês Barry Parker. O nome Trianon foi dado por conta da existência do Clube Trianon, aberto até 1953 e localizado em frente ao parque, onde hoje está situado o Museu de Arte de São Paulo. O arquiteto Ramos de Azevedo desenvolveu, de 1911-1914, na administração do Barão de Duprat, o projeto do chamado Belvedere Trianon, construído em 1916e demolido em 1957 para dar lugar ao museu.
Em 1924, o parque foi doado à prefeitura e, em 1931, recebeu sua denominação atual em homenagem a um dos heróis da Revolução do forte de Copacabana, na Revolta Tenentista, Antônio de Siqueira Campos.
Aberto todos os dias da semana, das 6:00 até as 18:00, o parque conta com playgrounds, aparelhos de ginastica e a " Trilha do Fauno" , nome dado devido à presença da escultura "Fauno" do artista Victor Brecheret e da escultura "Aretuza" de Francisco Leopoldo.
O parque foi inaugurado em 3 de abril de 1892 e teve seu surgimento entendido no contexto do processo de urbanização da cidade de São Paulo daquela época. No ano anterior, ocorrera a inauguração da Avenida Paulista. Naquela época, o ambiente cultural da aristocracia cafeeira era dominado por influências do romantismo europeu do século XIX; dessa forma, o parque acabou ganhando ares de um jardim inglês, apesar de sua exuberante vegetação tropical, remanescente da Mata Atlântica da região do alto do Caaguaçu, atual espigão da Paulista
O Parque Tenente Siqueira Campos, é o nome oficial do parque que foi dado em homenagem ao militar e político brasileiro que participou da Revolta Tenista ocorrida em 1924, um dos acontecimentos mais importantes ocorridos na cidade de São Paulo.
O responsável pelo projeto paisagístico foi o francês Paul Villon, motivo pelo qual o parque às vezes ser citado, em textos antigos, como Parque Villon. O nome Trianon veio do fato de, naquele tempo, existir no local onde hoje se situa o Museu de Arte de São Paulo, em frente ao parque, um restaurante/bar no subsolo e um mirante no nível da avenida com o nome Trianon (administrado pelo senhor Vicente Rosati, o mesmo que gerenciava o bar do Theatro Municipal), onde foi construído de 1914-1916 o chamado Belvedere Trianon, com projeto do arquiteto Ramos de Azevedo.
Por muitos anos, foi ainda conhecido como Parque da Avenida e era explorado pela iniciativa privada, juntamente ao clube, servindo de palco para muitas festas, bailes e eventos culturais da alta sociedade que passou a morar na região da Paulista.
Na avenida entre ambos ocorria a largada de várias corridas de automóveis, e, em 1924, ocorreu a primeira Corrida de São Silvestre, largando desse mesmo lugar. Ainda nesse ano foi doado à Prefeitura de São Paulo da cidade e em 1931 o parque recebeu seu nome atual em homenagem ao tenente Antônio de Siqueira Campos, um paulista de Rio Claro e herói do Movimento Tenentista de 1924.
A partir de 1968, na gestão do prefeito Faria Lima, o parque passou por várias mudanças que tiveram a assinatura do paisagista Burle Marx e do arquiteto Clóvis Olga. O parque é tombado pelo CONDEPHAAT e pelo CONPRESP.
O piso das pistas e trilhas o diferencia de outros parques pois é formado por pedras portuguesas. Conta com locais para recreação infantil, aparelhos de ginástica, sanitários públicos e centro administrativo, tornando-se um refúgio de lazer e descanso no meio da agitada Avenida Paulista.
Ainda há outros atrativos como a Trilha do Fauno, um caminho com 600 metros que conecta a Avenida Paulista à Alameda Santos, onde é possível encontrar duas estátuas: Fauno, de Vítor Brecheret, e Aretusa, de Francisco Leopoldo e Silva. Próxima a entrada do parque ainda é possível visualizar uma obra em mármore de Luigi Brizzollara, a qual representa Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera.
Aos domingos e feriados, entre 7h e 16h, o parque é um dos pontos do circuito Centro-Paulista da Ciclofaixa de lazer. Por domingo, o parque chega a receber cerca de 8.000 visitantes.
O Parque Trianon fica próximo à estação Trianon-Masp da Linha-2 Verde do Metrô. Disponibilizam-se 5 linhas de ônibus com paradas na frente do parque que pode ser visitado diariamente das 6h às 18h. Praticamente a única época do ano em que é possível fazer uma visita ao parque, no período da noite, é no Natal, chamando atenção por causa das árvores enfeitadas com luzes natalinas. Porem por conta da crise financeira em que o país se encontrava, como uma medida de corte de gastos, não houve enfeites de natal no parque em 2016.
Dentro de seus 48,6 mil m² de área verde, o Parque incorpora uma vasta vegetação composta por remanescentes da Mata Atlântica, além de espécies exóticas e mudas da vegetação nativa que foram introduzidas no sub-bosque para aumentara flora, que totaliza 135 espécies registradas. Destaque para os exemplares de de araribá-rosa, canela-poca, cedro, jequitibá, pau-ferro, sapopemba, sapucaia, palmeira-de-leque-da-china, seafórtia e tamboril. Das 135 espécies encontradas no parque, 8 estão ameaçadas como a cabreúva, o chichá e o palmito-jussara. Apesar do parque ser localizado no meio da Avenida Paulista, um ambiente hostil para uma fauna diversificada, quem anda por entre as árvores pode se surpreender. A grande área verde serve de micro-habitat para diversas espécies, sendo um dos poucos lugares da cidade que proporciona uma condição adequada para a reprodução desses animais. Com exceção dos aracnídeos e a rãzinha-piadeira, uma espécie de anfíbio encontrado na Mata Atlântica, a fauna do parque abriga 37 espécies de animais alados catalogados, sendo duas espécies de borboletas, sete de morcegos e 28 de aves, entre elas o piriguari, tico-tico e sabiá-ferreiro.