domingo, 22 de dezembro de 2019

Cia. Taubaté Industrial, Taubaté, São Paulo, Brasil


Cia. Taubaté Industrial, Taubaté, São Paulo, Brasil
Taubaté - SP
Foto Postal Colombo N. 2
Fotografia - Cartão Postal


A Companhia Taubaté Industrial foi uma fábrica brasileira de tecidos, instalada no município de Taubaté. Foi uma das primeiras indústrias a se formarem no Vale do Paraíba e é considerada pioneira em vários aspectos. Chegou a ser uma das maiores indústrias do ramo da tecelagem na América Latina. A maior indústria têxtil da América Latina no começo do século 20 foi constituída legalmente em uma reunião realizada no dia 4 de maio de 1891. O primeiro presidente da C.T.I foi o Dr. Rodrigo Nazareth de Souza Reis, Waldemar Bertelsen foi o primeiro diretor comercial e Félix Guisard que foi prefeito da cidade de Taubaté, o primeiro diretor gerente.
Fundada em 1894 por Félix Guisard, a C.T.I. (Companhia Taubaté Industrial) era uma indústria têxtil de camisas e meias.
Na década de 30, após um projeto ambicioso, foi concebido o edifício que recebeu o nome do seu fundador, passando a ser conhecido como “Edifício Félix Guisard”. A torre com 12 andares e com um relógio no topo se tornou um símbolo da cidade.
O pernambucano Rodrigo Nazareth foi o homem que convenceu Felix Guisard a instalar a CTI (Companhia Taubaté Industrial) na cidade. Nazareth, ex-colega de seminário de Guisard, era o presidente do Banco Popular de Taubaté e garantiu a Guisard que aqui ele encontraria investidores e recursos energéticos para sua fábrica.
Ficou a cargo do engenheiro Fernando de Mattos construir a primeira fábrica. Mattos, que era dono das empresas Companhia Norte Paulista e Edificadora Progresso, recebeu ações da CTI em troca da construção do prédio.
A instalação da fábrica aconteceu graças à participação de grandes fazendeiros; seis deles detinham mais de 70% das ações.
A CTI era gerida por três diretores:
– Rodrigo Nazareth de Souza e Reis era o presidente, que cuidava da administração dos negócios.
– Felix Guisard era o diretor técnico, responsável por fazer a fábrica funcionar.
– Valdemar Bertelsen era o diretor comercial, responsável pelas vendas. O dinamarquês Valdemar Bertelsen era dono de uma loja de tecidos no Rio de Janeiro. Entrou como acionista da CTI por indicação de Felix Guisard.
A Jeanne Guisard, esposa de Felix, coube ensinar às primeiras operárias da fábrica o ofício de costurar meias e camisas. Guisard, dono da expertise técnica, instruiu os homens sobre como lidar com o maquinário importado.
A empresa começou a funcionar em janeiro de 1893 com 170 funcionários. A mão de obra era formada por gente de Taubaté e região e também de migrantes de outras partes do país.
Em 1953 a C.T.I. foi vendida para Claudino Veloso Borges, e mais tarde, em 1970, foi vendida novamente para o grupo têxtil Nova América.
No ano de 1983 as atividades na C.T.I. pararam definitivamente. O prédio onde funcionava a companhia hoje abriga o Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Unitau (Universidade de Taubaté).
A torre do relógio foi tombada pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico), e em parte do edifício funciona o departamento de Ação Social da Prefeitura de Taubaté.
O edifício Félix Guisard, popularmente chamado de “relógio da C.T.I” é um prédio localizado no município de Taubaté na região do largo da estrela (centro).
A torre é o ícone da cidade e possuí 4 grandes relógios, um mastro com a bandeira da cidade e uma sirene eletromecânica de 8 portas (ainda não se sabe muito sobre a sirene).
O edifício foi construído em 1945, e se utiliza da arquitetura art-déco (tudo indica que seja porem não é confirmado), em sua época de construção era um prédio bem diferenciado da arquitetura presente na cidade, com uma base em forma de trapézio e uma torre de 9 andares (sem contar a base) em forma retangular.
O principal objetivo do edifício era ser os escritórios da C.T.I. que funciona até a fábrica falir, hoje funciona no lugar alguns departamentos da prefeitura.
O edifício possui um porão que dava acesso aos tuneis que ligam todas as fabricas da C.T.I.

Museu Paraense Emílio Goeldi, Belém, Pará, Brasil


Museu Paraense Emílio Goeldi, Belém, Pará, Brasil
Belém - PA
Fotografia - Cartão Postal


O Museu Paraense Emílio Goeldi (inicialmente denominado Associação Philomática) popularmente conhecido como Museu Goeldi, é uma instituição pública fundada em 1866, vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia do Governo Federal, localizada no município brasileiro de Belém, capital do estado do Pará.
Foi vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, devido possuir acervos de conhecimentos nas áreas de ciências naturais e humanas relacionados à Amazônia, além de promover pesquisas e estudos científicos dos sistemas naturais e culturais da região. É a mais antiga instituição na região amazônica e reconhecido mundialmente como uma das importantes instituições de investigação científica sobre a Amazônia brasileira.
O século XIX foi o auge das expedições naturalistas à Amazônia e, com a chegada à região viajantes ingleses, alemães, franceses, italianos, estadunidenses e russos. Em 1808, a abertura dos portos tornou o Brasil mais acessível aos naturalistas e artistas, que vieram com grande entusiasmo estudar e retratar a natureza amazônica.
Em 1866, houve na cidade de Belém a fundação da "Associação Philomática", sob a presidência de Domingos Soares Ferreira Penna (núcleo do futuro museu).
A urbanização e o crescimento da cidade, transformou-a em metrópole, onde um dos marcos desta mudança ocorreu em 25 de março de de 1871, quando o Governo do Estado do Pará instalou, oficialmente, o Museu Paraense, e Domingos Soares Ferreira Penna designado seu primeiro diretor. Inicialmente, sua instalação foi precária, com reduzida equipe técnica e falta de apoio às pesquisas, levando as coleções existentes a se perderem com as más condições de conservação. Assim, a produção científica praticamente resumiu-se aos próprios trabalhos do presidente da instituição, sobre Geografia, Arqueologia e outros assuntos. Em 1889, com a morte do naturalista o museu foi sub-utilizado e em seguida fechado.
Influenciados pela filosofia do Positivismo, os políticos Justo Chermont, José Veríssimo e Lauro Sodré reabriram o Museu Paraense, pois perceberam a importância que o local tinha para a cultura da região.
Em 1893, o governador Lauro Sodré recrutou da cidade do Rio de Janeiro o naturalista suíço, Emílio Goeldi (Émil August Goeldi), demitido do Museu Nacional por questões políticas após a Proclamação da República.
O zoólogo assumiu a direção do Museu com a missão de transformá-lo em um grande centro de pesquisa sobre a região amazônida. Sua estrutura foi modificada para enquadrá-lo aos padrões dos museus de história, sendo contratada uma produtiva equipe de cientistas e técnicos. Em 1895, criava-se o Parque Zoobotânico, mostra da fauna e flora regionais para educação e lazer da população. Em 1896, começou a publicação do Boletim Científico. Grande parte da Amazônia foi visitada, realizando-se intensivas coletas para formar as primeiras coleções zoológicas, botânicas, geológicas e etnográficas. Goeldi contratou o excelente pintor e profundo conhecedor do ambiente amazônico, Ernesto Lohse, que ilustrou o livro “Álbum de Aves Amazônicas” (Lohse viria a ser morto, durante a Revolução de 1930, à porta do Museu).
Na virada do século, o Brasil consolidava suas fronteiras e nessa ocasião, os limites entre Brasil e França, no norte do Pará, estavam sendo questionados por ambos os países. As pesquisas que o Museu Paraense iniciava na região, levantando dados sobre a geologia, a geografia, a fauna, a flora, a arqueologia e a população, foram decisivas para municiar a defesa dos interesses brasileiros, representados pelo Barão do Rio Branco. Em dezembro de 1900, com intermédio de laudo de Berna, na Suíça, sede do julgamento internacional, o Amapá foi definitivamente incorporado ao território do Brasil. Em homenagem a Emílio Goeldi, o governador Paes de Carvalho alterou a denominação do Museu Paraense, que passou a se chamar Museu Goeldi.
Desde 1850, a Febre Amarela causava muitas mortes em Belém e dentre suas vítimas, incluíram-se dois pesquisadores recém-chegados da Europa para trabalhar na Seção de Geologia do Museu Paraense. Emílio Goeldi decidiu, então, incorporar-se à luta contra a doença, procurando identificar as principais espécies de mosquitos da Amazônia, bem como o ciclo reprodutivo desses insetos. As pesquisas intensificaram-se a partir de 1902, quando Goeldi publicou, no Diário Oficial, um trabalho sobre profilaxia e combate à Febre Amarela, Malária e Filariose, antecedendo as recomendações que o médico Oswaldo Cruz faria quando esteve em Belém, em 1910.
Durante a gestão Goeldi, o Museu ganhou respeito internacional, sendo desenvolvidas pesquisas geográficas, geológicas, climatológicas, agrícolas, faunísticas, florísticas, arqueológicas, etnológicas e museológicas. O papel educacional do museu foi reforçado com o parque zoobotânico, publicações, conferências e exposições. Em 1907, após 13 anos de atividades incessantes em Belém, Emílio Goeldi retirou-se, doente, para a Suíça, onde veio a falecer em 1917 e seu conterrâneo, o botânico Jacques Huber, assumiu a direção do Museu Goeldi, juntamente com o amigo marinheiro Nabor da Gama Junior.
A Revolução de 1930 e o período posterior, marcado pela ditadura de Getúlio Vargas, foi o início da transformação pela qual o Estado brasileiro passaria e as velhas oligarquias agrárias estavam sendo substituídas por uma nova classe, representante do poder industrial. No Pará, o interventor Joaquim de Magalhães Barata nomeou o pernambucano Carlos Estevão de Oliveira para a direção do Museu Goeldi. De acordo com a ideologia do novo regime, caracterizada pelo populismo e pelo nacionalismo, foram recuperadas as dependências do Parque Zoobotânico (principal área de lazer da população) e alterou-se novamente o nome da instituição, para Museu Paraense Emílio Goeldi.
A partir de 1931, através de investimentos regulares, o Parque Zoobotânico tornou-se reconhecido nacionalmente, chegando a abrigar 2.000 exemplares de animais vertebrados e centenas de espécies da região, muitas das quais raras ou pouco conhecidas. Esse reconhecimento foi possível graças à subvenção que o Governo Estadual impôs às prefeituras do interior, obrigando-as a remeter mensalmente animais e parte de sua arrecadação ao Museu Goeldi. Muitas espécies foram reproduzidas em cativeiro com sucesso, em especial répteis e peixes. Somente nos três primeiros anos de coletas sistemáticas, foram descritas cinco novas espécies de peixes, inclusive um gênero novo.
No início dos anos de 1950, durante o governo do presidente Eurico Gaspar Dutra, o museu foi vinculado ao recém-criado Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq), juntamente com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), instalado em Manaus. No dia 7 de dezembro de 1954, José Olympio da Fonseca, diretor do INPA, firmou com o governador do Pará, General Zacarias de Assunção, um Termo de Acordo pelo qual o Museu Goeldi seria administrado e recuperado pelo INPA, durante 20 anos. Com essa medida, o Museu Goeldi pôde, mesmo com dificuldades, intensificar suas pesquisas científicas.
Na década de 1970, a limitação do espaço do Parque Zoobotânico, impedia o crescimento do Museu Goeldi e esse foi o principal motivo para a instalação de um campus de pesquisa, na periferia da cidade, para onde viriam a ser transferidos os departamentos de pesquisa, biblioteca e administração e o campus de pesquisa já é o local principal da realização dos experimentos científicos e da guarda das coleções do museu. O Parque Zoobotânico permanece como uma mostra viva da natureza amazônica e ponto de referência para o programa de educação científica do Museu Goeldi.
Atualmente, o Museu possui três bases físicas. A mais antiga foi instalada em 1895 numa área de 5,2 ha, atualmente conhecida como Parque Zoobotânico. Localizado no centro urbano de Belém, nele se encontram a Diretoria, as Coordenações de Administração e Museologia, a Assessoria de Comunicação Social e a Editora do Museu. O Parque é, atualmente, uma das principais áreas de lazer da população de Belém, além de ser utilizado como instrumento de educação ambiental e científica, possuindo cerca de 2.000 árvores nativas da região, como samaúma, acapu e cedro, e 600 animais, muitos deles ameaçados de extinção, como o peixe-boi, a arara-azul, o pirarucu e a onça pintada. Possui ainda, um aquário com uma mostra de peixes e ambientes aquáticos amazônicos e além disso, mantém uma exposição permanente sobre a obra de Emílio Goeldi e as primeiras coleções formadas pelo naturalista. O Parque recebe mais de 400 mil visitantes anualmente, entre moradores de Belém e turistas.
Em 1980, inaugurou-se, nas imediações da cidade, um Campus de Pesquisa com 12 ha, para onde foram transferidas as coordenações científicas (Botânica, Zoologia, Ciências Humanas, Ciências da Terra e Ecologia), a Biblioteca Domingos Soares Ferreira Penna, o Arquivo Guilherme de La Penha, o Horto Botânico Jacques Huber e vários laboratórios institucionais.
A mais recente base física, a Estação Científica Ferreira Penna (ECFP), foi inaugurada em 1993, em 33.000 ha da Floresta Nacional de Caxiuanã, município de Melgaço, a aproximadamente 400 km de Belém. A área foi cedida pelo IBAMA e a base foi construída com recursos da Overseas Development Administration (ODA), atual DFID/Reino Unido). A ECFP destina-se à execução de programas de pesquisa e ações de desenvolvimento comunitário nas diversas áreas do conhecimento (há aproximadamente 200 famílias vivendo no interior da floresta e arredores), possuindo excelente infra-estrutura para o desenvolvimento de pesquisas em ambientes de floresta primária, sendo muito visitada por cientistas de instituições nacionais e estrangeiras.
Desde o ano 2000, o Museu Paraense Emílio Goeldi saiu do âmbito do CNPq, ficando subordinado, diretamente, ao Ministério da Ciência e Tecnologia do Brasil.

Avenida Rio Branco, Varginha, Minas Gerais, Brasil


Avenida Rio Branco, Varginha, Minas Gerais, Brasil
Varginha - MG
Foto Arte
Fotografia - Cartão Postal

Parque Estadual de Vila Velha, Ponta Grossa, Paraná, Brasil


Parque Estadual de Vila Velha, Ponta Grossa, Paraná, Brasil
Ponta Grossa - PR
N. 9
Fotografia - Cartão Postal

Dedo de Deus, Serra dos Órgãos, Teresópolis, Rio de Janeiro, Brasil


Dedo de Deus, Serra dos Órgãos, Teresópolis, Rio de Janeiro, Brasil
Teresópolis - RJ
Foto Postal Colombo N. 14
Fotografia - Cartão Postal

Jardim da Luz II, São Paulo, Brasil





Jardim da Luz II, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
N. 9
Fotografia - Cartão Postal

Miolo da Aclimação, 1969, São Paulo, Brasil




Miolo da Aclimação, 1969, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia

Nota do blog: Ao fundo, o prédio mais alto era a Cervejaria Brahma.

80 Razões Para Detestar o Natal - Marcos Nogueira


80 Razões Para Detestar o Natal - Marcos Nogueira
Artigo


O panetone murcho. A rabanada oleosa. O espumante doce. O tender doce. A farofa doce. O arroz doce que não é sobremesa. O peru sem gosto de nada. O lombo árido. Passar a meia-noite com a família da esposa. Ou pior, passar com a própria família. O tio reaça. O primo reaça. O sobrinho reacinha. Os rojões do vizinho demente. Quebrar nozes. Comer nozes nos doces. Comer nozes nos salgados. Descascar castanhas portuguesas até sangrar embaixo da unha. Os filmes cretinos reprisados na TV. No telejornal do almoço do dia 24, a notícia de que já Natal na Austrália. A vinheta de fim de ano da Globo. A árvore de Natal do parque Ibirapuera. O trânsito causado pela árvore de Natal do parque Ibirapuera. A rua Normandia. A Disneylândia natalina de Gramado. Doces com ameixa. Doces com damasco. O Bolsonaro com gorro de Papai Noel. O Bolsonaro sem gorro de Papai Noel. Os santos do pau oco. A metamorfose do supermercado, que faz surgir tender e panetone onde antes havia comida. A muvuca no supermercado. A muvuca no shopping. Estacionar no shopping. O shopping. O infeliz suadão, de pijama vermelho e barba postiça, que faz um bico no shopping e pega seu filho no colo. A trilha sonora do comércio. A música da Simone. O maldito do John Lennon, por ter composto a música da Simone. As matérias requentadas do jornal. A maratona de retrospectivas inúteis. Papai Noel descendo de helicóptero em algum estádio nos cafundós do Brasil. A padaria fechada. O boteco fechado. O restaurante fechado. Tudo fechado na cidade. O sumiço dos táxis. O preço (abre aspas) dinâmico (fecha aspas) do Uber. Os concidadãos bêbados. Os concidadãos bêbados que pegam o carro e vão fazer merda na rua. O tio do pavê. O jovem lacrador que faz piadas dignas de tio do pavê sobre o tio do pavê. O pavê. Fingir que gostou do pavê. As frutas cristalizadas. As frutas secas. As frutas em calda. O salpicão. O frango defumado. O vinho do porto ordinário que o pai abriu no Natal de 1983 e ainda serve como se fosse um tesouro. A mãe dizendo que você engordou. O fato de ser verdade o que a mãe disse. Desembaraçar os fios do pisca-pisca da árvore de Natal. O amigo secreto. A troca de presentes sem amigo secreto, que sai muito mais cara. Os presentes sem serventia. Usar a camisa medonha que o tio deu no Natal passado, porque a mãe pediu para você usar. Precisar sorrir. A geladeira lotada, que não gela a cerveja direito. O primo mala, que rouba as cervejas que você escondeu no freezer. O outro primo mala, que tira as cervejas da geladeira para colocar o refrigerante de 2 litros. A sobremesa indecifrável que a tia trouxe num tupperware. A visita que nunca vai embora. A carona que não te deixa ir embora da casa dos outros. A after party da depressão. Acordar de ressaca. O sorvete de panetone. O panetone de sorvete. As 500 modalidades criativas de panetone gourmet. Almoçar os restos da ceia no dia seguinte. Alimentar-se dos restos da ceia pelo resto do ano. Por último, mas não menos importante, as montanhas de louça suja.
E olha que eu não falei das uvas passas.

Ford Mustang Boss 302 Fastback 1970, Estados Unidos

















Ford Mustang Boss 302 Fastback 1970, Estados Unidos
Motor: 302/290HP
Exterior: Amarelo
Interior: Preto
Fotografia

HIGHLIGHTS
Concours restoration performed in the early 1990s
Multiple MCA awards
Best of show at the Muscle Car Nationals in 1995 and 1996
Matching numbers DOZE-6015-A 302 CI V-8
Original heads rebuilt by Keith Craft
Original date-coded smog system
Original X-fuel pump, Holley carburetor and rev limiter
4-speed manual transmission
Original interior except new carpet and dash pad
Refreshed in 2012 with new exhaust and tires
Space-Saver spare tire with cannister
Original sheet metal
Rear window slats
Chrome Magnum 500 wheels
Build sheet, Marti Report, Ford specification letter, discovery photos when the car had original paint and restoration photos
Fresh from the success of the Super Stock-dominating Cobra Jet Mustangs, Ford President Semon “Bunkie” Knudsen directed his steely gaze at the SCCA Trans Am road racing series, where Knudsen’s former employer—Chevrolet—was a consistent threat. Having played crucial roles in the Camaro’s success in the Trans Am, Knudsen and his fellow GM defector Larry Shinoda knew exactly what was needed for victory. Using many engine components from the GT40 program, the factory-backed racing Boss 302 developed approximately 500 HP at an otherworldly 9,000 RPM. Production versions were rated at 290 HP at 5,800 RPM, but there was plenty more on tap at its 7,000 RPM limit. The unique street 302 CI engine also benefited from many of the technological advances drawn from the 289 CI engines developed in the Cobra and early GT40 programs. Knudsen also made it clear he wanted “the best-handling street car available on the American market,” which it certainly was for a time. A comprehensive restoration was completed on this multiple MCA First Place award-winning 1970 Ford Mustang Boss 302 Fastback in 2005. Retaining the original sheet metal, buck tag and matching-numbers drivetrain, it is correctly finished according to its build sheet in yellow with a black interior, factory Magnum 500 wheels with correct reproduction Goodyear F60-15 Polyglas GT tires, the original spoilers and rear-window Sport Slats. Topped with rare chromed-steel valve covers, the DOZE-6015-A 302/290 HP Boss engine is mated to a Hurst-shifted 4-speed behind a new clutch and pressure plate. This garage-kept Boss 302 Mustang shows just 61,000 believed-correct miles on the odometer and is documented with the original build sheet, shipping invoice and more than 20 years of ownership history.


De Tomaso Pantera 1972, Itália












De Tomaso Pantera 1972, Itália
Motor: 351 CI
Exterior: Vermelho
Interior: Preto
Fotografia

HIGHLIGHTS
Recently serviced at Pantera Miami
Upgraded to GT5-S specs
351 CI V-8 engine
EFI conversion
Restored ZF 5-speed transmission
Power steering
Disc brakes
Red with new Black interior
Upgraded air conditioning
HID headlights and sequential LED tail lights
17 inch polished Campagnolo wheels
The 1972 DeTomaso Pantera is held in high esteem for its graceful integration of an exotic Italian body design mated with a reliable and powerful American drivetrain. Introduced to the American audience at the New York Auto Show in 1970, the Pantera was sold through the Lincoln-Mercury dealership network from 1971-75. The gorgeous body style was entrusted to the Italian design firm Ghia and penned by a young American-born Tom Tjaarda—who often referred to the Pantera as the greatest design achievement of his career. Built under the guidance of Alejandro DeTomaso, the cars were assembled in Modena, Italy—the epicenter of Italian automotive artistry. The basic architecture of the Pantera was that of a longitudinal rear midengine layout. The chosen engine was the Ford 351 Cleveland, a stout powerplant admired for its 4-bolt main-bearing caps and large valves with a proven reputation of performance and reliability. The 5-speed transaxle—the same used in the Maserati Bora—was sourced from the German manufacturer ZF. Only 5,500 Panteras were exported for sale in the U.S. Realizing that America was its most lucrative market, DeTomaso specified a key list of standard equipment for the Pantera that included air conditioning, power-assisted 4-wheel disc brakes, power-assisted rack-and-pinion steering and electric windows. The Pantera was a very fast car—especially considering it was 1972—and “Car & Driver” magazine confirmed that by recording a 0-60 MPH time of 5.5 seconds. These were respectable sports cars with a compliant ride quality and air conditioning. This gorgeous red 1972 DeTomaso Pantera has been recently serviced by marque specialist Pantera Miami and upgraded to GT5-S specification. It has been tastefully upgraded with an electronic fuel-injection system, 17-inch polished Campagnolo wheels that mimic the same center design as the originals, enhanced air conditioning, HID headlights and sequential LED tail lights.