sábado, 22 de agosto de 2020

Yamaha RD 500, Japão


Yamaha RD 500, Japão
Fotografia


A saudosa RD 350 assombrava modelos de maior cilindrada nas ruas com um pequeno e potente motor de 2 cilindros de 2 tempos. Em sua última versão, e mais esportiva delas, a RD 350 LC YPVS foi produzida também no Brasil nos anos 1980 e início de 1990. 
O auge da família RD surgiu na mesma época da nacionalização da 350, mas não chegou às ruas brasileiras fechadas a modelos importados na época. Era a RD 500 LC, uma V4 de 2 tempos que trazia para as ruas uma experiência mais próxima das motos que corriam na categoria máxima do campeonato mundial de motovelocidade. 
Também chamada de RZ 500 em alguns países que a importaram do Japão, foi produzida apenas de 1984 a 1986 e se transformou em peça de colecionador. A unidade fotografada para esta matéria foi localizada com um colecionador brasileiro que a comprou 0 km no Canadá – e assim continua, exposta numa sala sem rodar. 
O design e muitos dos componentes serão reconhecidos pelos proprietários de 350, mas é inegável a largura “vitaminada” da carenagem e a presença das duas saídas de escapamento adicionais sob a rabeta (da bancada traseira de cilindros). 
Olhando mais de perto, outras diferenças fundamentais são o chassi feito de tubos de seção quadrada e o amortecedor reposicionado horizontalmente abaixo da moto. Característica de esportiva da década de 1980, na RD 500 a roda dianteira é de 16 polegadas (18 na traseira) e o garfo tem sistema antimergulho.
As adaptações para “civilizar” o motor V4 oriundo da YZR 500 de competição incluíram a substituição das válvulas rotativas por válvulas de palheta semelhantes às da RD 350, para facilitar a manutenção. 
Também foi equipada com o sistema Autolube, que bombeia óleo 2 tempos de um reservatório para mistura diretamente nos carburadores. E recebeu as válvulas de escapamento YPVS, que restringiam a saída para amenizar a falta de torque em baixas rotações. 
Assim a RD 500 produzia até 88 cv a 9.500 rpm e 6,8 kgf.m a 8.500 rpm, acelerava no quarto de milha (400 metros) em 12 segundos e atingia 230 km/h. Teve vida curta por conta da concorrência cada vez mais consolidada das esportivas com motores de 4 tempos.
Nota do blog: Um espetáculo para fãs (eu) de motores 2 tempos...

Obelisco Comemorativo ao Centenário da Independência, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil


Obelisco Comemorativo ao Centenário da Independência, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Fotografia

Nota do blog: Na época situado na Avenida Independência (atual Nove de Julho) com Rua Tibiriçá.

Teste e Desmonte do Audi A3 1.4 TFSI, Brasil


Teste e Desmonte do Audi A3 1.4 TFSI, Brasil
Artigo



As mudanças trazidas pela nacionalização do A3 no início de 2016 botavam medo: o rápido (mas ruidoso) câmbio de dupla embreagem e sete marchas fora substituído por um mais simples, com conversor de torque e seis marchas; a sofisticada suspensão multi­link deu lugar a uma mais simples, baseada em eixo de torção; o motor seguia o mesmo 1.4 turbo com injeção direta da versão importada, mas passou a ser flexível.
O A3 nacional parecia ser um prato cheio para o Longa Duração. E foi mesmo.
Compramos o A3 assim que as vendas começaram e, em fevereiro de 2016, ele iniciava sua trajetória ao nosso lado.
Passados 60.000 km, podemos afirmar: os principais pontos alterados no processo de nacionalização tiraram, sim, parte do refino da direção do A3, mas ele segue sendo um sedã confortável, obediente e, como você verá a seguir, confiável.
Antes de iniciar a desmontagem, nosso consultor técnico, Fabio Fukuda, assume o volante e dá uma volta no bairro.
“Faço o mesmo percurso com todos os carros de Longa. O trecho é curto, mas tem valetas, lombadas, buracos e também uma parte com asfalto bom, com curvas, subida e uma reta. É perfeito para buscar ruídos de suspensão, direção e acabamento, além de dar alguma referência de motor e câmbio”, diz.
De volta à Fukuda Motorcenter, o A3 é submetido a uma meticulosa inspeção visual. “O ponto alto do desmonte é a análise dimensional das peças, mas a verificação prévia é de suma importância. Assim como a última rodagem, ela nos dá pistas sobre quais pontos devemos concentrar atenção especial durante a desmontagem”, diz Fukuda.
Algumas medições são feitas antes do desmonte. Nas três medições de pressão de óleo (em marcha lenta, a 2.000 rpm e a 4.500 rpm), tudo certo. Aferimos, respectivamente, 1,0, 2,0 e 3,2 bar ante 0,6, 1,5 e 2,8 bar indicados pela Audi como valor mínimo tolerado.
A pressão de compressão também trouxe bons números, com média de 9,65 bar nos quatro cilindros, sem variação de pressão entre eles. Segundo o manual técnico da Audi, o mínimo tolerado é 7 bar, com diferença entre os cilindros de até 3 bar.
Cilindros, pistões e virabrequim estavam com todas as medidas folgadamente distantes do mínimo estipulado pela marca.
Ainda assim, notamos desgaste na superfície do casquilho superior das bronzinas de bielas. Fizemos as medições, mas, infelizmente, a Audi não divulga os valores tolerados.
A abertura do motor também nos permitiu encontrar o responsável por um ainda discreto vazamento de óleo no cárter: “Uma pequena falha na aplicação de cola, decretou Fukuda. Mas o técnico ressaltou: “O que vaza por ali é mínimo. Não era suficiente sequer para formar gotejamento”.
Os sistemas de alimentação e ignição se despedem aprovados, com corpo de borboleta e velas com baixo grau de contaminação, comprovando a eficácia do filtro de ar.
Mas o que mais surpreendeu Fabio Fukuda foi o baixo índice de contaminação das válvulas e da cabeça dos pistões: “Sem dúvida, este é o motor mais limpo que eu já vi em carros do Longa Duração”.
O câmbio recebeu críticas pelos trancos decorrentes do engate da primeira marcha com o carro ainda em movimento. Mas não era um defeito: é uma característica do projeto sentida do início ao fim da trajetória e até nas unidades seminovas cedidas pela própria Audi para testes e comparativos.
Sem resíduos metálicos no óleo da transmissão nem registro de falhas guardadas na memória da central eletrônica, adotamos o procedimento padrão do Longa Duração e não abrimos o câmbio – em carros automáticos, ele só é aberto no desmonte da QUATRO RODAS quando há indícios de problemas.
Nos freios, nenhuma surpresa: com pastilhas dianteiras trocadas na revisão dos 50.000 km, o conjunto chegou ao final da jornada em plena forma, com boa espessura do material de atrito das pastilhas e discos com riscos e desvios compatíveis com a quilometragem.
Amortecedores sem sinais de vazamento e respectivos batentes com desgaste compatível com a quilometragem e buchas, terminais e barras axiais sem folga levaram à aprovação dos sistemas de suspensão e direção.
Carroceria isenta de sinais de invasão de poeira e água, acabamentos bem fixados e livres de deformação e circuito elétrico adequadamente isolados e com terminais de engate confiável também se destacaram.
Com sua robustez comprovada, não deu outra: o Audi A3 se despede do Longa Duração aprovado.
Sobre o excelente estado das válvulas e dos pistões, nosso consultor e responsável técnico pelos desmontes, Fabio Fukuda, disse: “O A3 terminou o teste com o menor índice de carbonização dentre todos os motores já desmontados. Isso não é pouco”.
O processo de nacionalização cuidou bem da suspensão. Sem folga ou vazamento, os amortecedores cumpriram bem sua função ao longo dos 60.000 km. Buchas e terminais, ainda justos, mantiveram o conjunto silencioso, assim como os batentes com nível de desgaste compatível com a quilometragem.
Água e pó no interior do A3? Nem pensar. Sistema elétrico bem isolado e com terminais livres de oxidação e acabamentos fixados adequadamente colaboraram para criar um dos pontos mais destacados do sedã ao longo do teste: o conforto a bordo.
Todos os coxins chegaram aos 60.000 km cumprindo seu papel adequadamente. Apenas o torcional mostrou certo desgaste (quase imperceptível), ainda distante de comprometer a sua performance.
Ainda que com troca espaçada (a cada 30.000 km), o filtro de ar se mostrou adequado, como prova o bom estado das pás do rotor frio do turbo, do corpo de borboleta e do próprio filtro. Bicos injetores de alta pressão e velas de ignição também chegaram aos 60.000 km em plena forma. Ou seja, sistemas de alimentação e ignição também têm mérito no excelente estado do motor.
Substituídas aos 50.000 km, as pastilhas dianteiras foram encontradas com boa espessura do material de atrito. Os quatro discos chegaram ao final do teste em estado compatível com a quilometragem.
Casquilhos superiores das bronzinas de biela foram encontrados com sinais de desgaste. “Isso é típico de motores sobrealimentados, que aplicam uma pancada repentina de torque no virabrequim. Mas é evitável”, diz o responsável técnico pelo desmonte, Fabio Fukuda.
Sair do desmonte com o título de dono do motor com o menor índice de carbonização da história do Longa Duração é para os fortes. Com poucos pontos a melhorar, o A3 mostra que, ao menos no que se refere à sua construção e durabilidade, ele é, de fato, premium.

Volkswagen Gol, Brasil







Volkswagen Gol, Brasil
Fotografia


Final dos anos 70. A Volkswagen preparava o lançamento de um substituto para o Fusca. Seria um carro bem mais moderno, de tração e motor na frente, com melhor aproveitamento de espaço. O veículo estava quase pronto, mas faltava definir o nome. Entre as opções, Angra era a mais forte. Afinal, na época o assunto energia atômica estava em voga, e o Brasil construía a usina em Angra dos Reis.
O assunto, porém, era polêmico, porque o medo rondava as usinas. Se algo desse errado em Angra, o problema poderia cair como uma bomba no carro, que não tinha nada a ver com o tema. Na edição de maio de 1980, quando o primeiro teste foi publicado na QUATRO RODAS, a revista dizia que o jornalista Nehemias Vassão, repórter especializado em segredos, havia sugerido o nome Gol ao diretor de pesquisa da VW, Philipp Schmidt. Pegou.
O jornalista Claudio Carsughi foi para o teste exclusivo atrás de respostas. Era preciso saber se a Volks havia logrado êxito. Afinal, a missão do carro não era nada fácil: pelas premissas estabelecidas pela montadora, o substituto do Fusca teria de ser “mais moderno do que o Fiat [147], mais espaçoso, se possível mais bonito, tão econômico quanto ele ou mais. E mais barato que a versão mais barata do 147”.
Inicialmente, o Gol deveria receber motor refrigerado a água, do Passat, mas isso teve de ser adiado. A demanda pelo Passat era grande, e não haveria como abastecer as duas linhas com o motor a água. Por isso, o Gol nasceu com o 1300 a ar do Fusca, com várias modificações.
Funcionando “de cara para o vento”, a refrigeração melhorou e o radiador de óleo pôde ser dispensado. Além disso, a adoção de uma nova ventoinha economizou potência do motor. O modelo também dispensou o platinado, adotando no lugar a ignição eletrônica.
Com as diversas alterações mecânicas, o motor perdeu peso (14 kg menos que o do Fusca) e ganhou potência: saltou de 46 cv no Sedan para 50 cv. Visualmente, chamava atenção o prosaico saco plástico envolvendo o distribuidor, para evitar infiltração de água.
O texto elogiava o estilo, “baseado no Scirocco”, além da suspensão dianteira McPherson, semelhante à do Passat. A distribuição de peso (49% na frente, 51% atrás) também foi aprovada, assim como os freios a disco na frente. Mas, na hora das medições, o modelo mostrou limitações.
O desempenho era superior ao do Fusca, claro, mas menos do que se esperava para um projeto novo. O hatch precisou de 30,3 segundos para chegar a 100 km/h, bem mais que os concorrentes de cilindrada equivalente. Mas a matéria fazia menção ao fato de que o melhor compromisso entre desempenho e consumo estava na faixa de 80 km/h – que era o limite de velocidade na época.
Parte do problema foi resolvida já em 1981, com a chegada do motor 1600, ainda a ar. O texto da revista começava assim: “O 1300 foi um chute para as arquibancadas; o 1600 é um Gol”. A economia melhorou, e o tempo de aceleração de 0 a 100 km/h baixou para 18,2 segundos.
Na edição de março de 1984, um jovem de 23 anos chamado Ayrton Senna, recém-chegado à Fórmula 1, testou para a QUATRO RODAS 12 carros nacionais, entre eles o Gol. E não poupou críticas: “Este carro não me agradou em nada. Só achei o volante bem esperto e o motor, em baixas rotações, alegre (…). O desempenho é apenas razoável”.
Um mês a mais e o jovem piloto poderia ter dirigido o Gol GT 1.8, com motor a água do Santana. O teste impressionou a equipe na edição de abril de 1984, graças a seus 99 cv. E duas edições depois ele atropelou o Escort XR3, então equipado com motor 1.6: enquanto o VW fez 0 a 100 km/h em 11,9 segundos, o Ford precisou de 13,4 segundos.
O motor 1.6 do Passat chegou ao Gol em 1985, e a partir daí o hatch disparou. Os faróis cresceram, o ruído diminuiu e o desempenho aumentou. A única coisa é que o porta-malas perdeu um pouco de espaço, porque o estepe – que ficava na dianteira – foi para lá.
A rota de sucesso continuou. Em 1987, chegou o GTS, ainda com motor 1.8. O esportivo tinha desempenho tão bom (0 a 100 km/h em 10,8 segundos), que a revista colocava em dúvida se a potência declarada (99 cv) não era apenas um artifício para driblar o IPVA, que cobrava cerca de 30% a mais para veículos com mais de 100 cv.
E assim o Gol foi subindo, a toque de caixa. Depois do Gol “caixa”, veio o “bolinha”, já nos anos 90, e não parou mais. O restante da história todo mundo sabe.
Em 1980 QUATRO RODAS publicou: “O Gol é um carro novo, bonito, que representa uma evolução em relação ao velho Fusca e incorpora algumas soluções técnicas bem modernas, como é o caso da ignição eletrônica (…). QUATRO RODAS testou exaustivamente a versão L do Gol (…), e considera-o um carro destinado a ter êxito, pela beleza e funcionalidade de suas linhas, pelo conforto que oferece ao motorista (…). O Gol deverá agradar muito, embora não seja tão econômico como poderiam crer nem tenha desempenho comparável ao de carros de mesma cilindrada.”

Vale do Anhangabaú, São Paulo, Brasil – Alice Brill






Vale do Anhangabaú, São Paulo, Brasil – Alice Brill
São Paulo - SP
Fotografia


Nota do blog: Fotografia tirada a partir de um dos Palacetes Prates, infelizmente já demolidos.

Parque Dom Pedro II, Anos 30, São Paulo, Brasil


Parque Dom Pedro II, Anos 30, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia

Edifício Germaine Burchard , Avenida Cásper Líbero, São Paulo, Brasil
















Edifício Germaine Burchard , Avenida Cásper Líbero, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Fotografia

O Edifício Germaine Burchard está localizado na Avenida Cásper Líbero número 59 e 79.
Foi projetado por Enrico Brand na década de 30 e construído por Archimedes de Barros Pimentel logo em seguida a pedido da condessa Germaine Bruchard.
Germaine era uma brasileira muito rica que morava em Paris e tinha muitos imóveis e terrenos no Brasil.
A condessa Burchard costumava dar sempre um grande prejuízo aos arquitetos que trabalhavam para ela pôs nunca pagava os extraordinários.
Isso era comum na época já que os prédios eram encomendados a preço fixo deixando assim ao dono da obra a liberdade de pagar ou não eventuais custos adicionais.
Foi o primeiro edifício de São Paulo a ser utilizado na modalidade hoje conhecida como Flat. Os fazendeiros que vinham para São Paulo há negócios não queriam mais ocupar casarões caríssimos de serem mantidos e por isso começaram a optar por soluções luxuosas porem mais em conta como esta.
Ganhou o prêmio de Edifício mais lindo de São Paulo no biênio 1941-1942.
Nos anos 50 foi reformado por Vladimir Vensann e Lucian Korngold para abrigar o Hotel Alvear, que foi um dos mais luxuosos da cidade.
Somente a cobertura foi mantida como residência da família Burchard.
Em seguida abrigou o Hotel Marian Palace até que foi vendido por inteiro no começo deste século e suas suítes de hotel transformadas em pequenos apartamentos residenciais(de 38 a 75 m) pelo arquiteto Pierre Mermelstein, conhecido na capital Paulista por juntar investidores e reformar antigas joias como esta.
Pierre manteve a maioria dos detalhes originais do prédio, buscando em seu retrofit manter a história e a essência desse prédio lindo definido por alguns uma “onda no asfalto duro da metrópole”
Hoje em dia o Pierre Mermelstein mantém seu escritório na cobertura do Edifício Germaine Burchard e se demonstra sempre muito disponível em acompanhar os visitantes contando toda a história do edifício e o conceito de seu retrofit.

Citroen C6, França




Citroen C6, França
Fotografia



The Citroen C6 is an executive car produced by the French car maker Citroen from 2005 to 2012. The Citroen C6 was inspired by the Citroen C6 Lignage concept car with a fastback saloon like styling.
Inspired by the Citroen C6 Lignage prototype, which was first shown at the Geneva Motor Show in the spring of 1999, but differs from the concept car's styling in minor details (like not having rear suicide doors for easy access). The C6 was intended as a replacement for the XM, and Citroën was intent on launching it before the end of 2000.

Filosofia de Internet - Humor


Filosofia de Internet - Humor
Humor

Nota do blog: Eu...rs. 

Ford Corcel 1.3 Luxo 1971, Brasil




















Ford Corcel 1.3 Luxo 1971, Brasil
Fotografia