segunda-feira, 18 de outubro de 2021

Praça dos Martírios / Praça Floriano Peixoto, Maceió, Alagoas, Brasil


 

Praça dos Martírios / Praça Floriano Peixoto, Maceió, Alagoas, Brasil
Maceió - AL
Fotografia - Cartão Postal

Vista Aérea, Praça dos Martírios / Praça Floriano Peixoto, 1969, Maceió, Alagoas, Brasil


 



Vista Aérea, Praça dos Martírios / Praça Floriano Peixoto, 1969, Maceió, Alagoas, Brasil
Maceió - AL
Fotografia - Cartão Postal




A Praça dos Martírios foi inaugurada no dia 24 de dezembro de 1908, já contando com iluminação elétrica. Após a inauguração, a Praça exibia vinte postes de bronze e 40 bancos no estilo “art-noveau”. O destaque da nova praça era o monumento ao Marechal Floriano Peixoto. 
A presença do Marechal na Praça era tão importante que logo ela deixou de ser a "Praça dos Martírios" para ser a "Praça Floriano Peixoto". A lei municipal nº 28, de 21 de maio de 1914, foi assinada pelo intendente e farmacêutico Firmino de Aquino Vasconcelos.
A primeira reforma da Praça dos Martírios se deu 1936. No início dos anos de 1960, quando Luiz Cavalcanti era o governador e Sandoval Caju era o prefeito de Maceió, a Praça sofreu nova intervenção. Desta vez foi construída a Galeria Rosalvo Ribeiro, cuja cobertura funcionava como palco para espetáculos, além da instalação de uma fonte sonora e luminosa. A inauguração se deu no dia 16 de setembro de 1963. Em 2005 foi concluída a última reforma na Praça dos Martírios. As principais alterações dessa intervenção foram o fechamento da rua que ficava em frente ao palácio, transformada em pátio das bandeiras dos municípios alagoanos.
O Palácio Floriano Peixoto teve sua pedra fundamental lançada em 14 de setembro de 1893, mas só teve as obras concluídas em 1902, coroando as festividades da Emancipação Política de Alagoas.
O Palácio foi inaugurado em 16 de setembro de 1902, com a presença expressiva da comunidade local. Em 1947, por meio do decreto estadual n° 417, de 17 de outubro, assinado pelo governador Silvestre Péricles de Góes Monteiro, o edifício oficial, residência e palácio do governo, passa a denominar-se Palácio Floriano Peixoto.
Desde o ano de 2006, o prédio é sede do Museu Histórico de Alagoas. Sua inauguração oficial ocorreu no dia 18 de maio de 2006, durante o mandato do vice-governador Luiz Abílio de Souza Neto. 
O Museu é hoje parte integrante do conjunto arquitetônico dos Martírios, tombado pelo patrimônio estadual, através do decreto n° 38309, de 09 de março de 2000.
O acervo do Museu Palácio Floriano Peixoto (MUPA) é constituído basicamente de mobiliário dos séculos XIX e XX, prataria, cristais, objetos decorativos e quadros dos pintores alagoanos.

Praça Dom Pedro II, Maceió, Alagoas, Brasil



Praça Dom Pedro II, Maceió, Alagoas, Brasil
Maceió - AL
Stuckert N. 38
Fotografia - Cartão Postal

A Praça Dom Pedro II, localizada na região central de Maceió, teve vários nomes no decorrer dos anos, como Praça do Pelourinho, Praça do Tesouro, Praça da Catedral, Praça da Assembleia. Ali ergue-se o busto do Imperador Dom Pedro II. A praça é rodeada de prédios, como a Biblioteca Pública, a Assembleia Legislativa, o Ministério da Fazenda e a Catedral Metropolitana.
O Palacete Barão de Jaraguá, prédio onde funcionava a Biblioteca Pública Estadual, foi construído por José Antônio de Mendonça, Barão de Jaraguá, durante os anos de 1844 a 1849, está localizado na Praça Dom Pedro II. O Barão hospedou em seu Palácio o Imperador Dom Pedro II e a Imperatriz Tereza Cristina para a inauguração da Igreja Catedral em 31 de dezembro de 1859, numa visita de 11 dias, quando o Palácio foi transformado em Paço Imperial. Em 26 de junho de 1865 o presidente da Província de Alagoas, Desembargador João Gonçalves Campos, assinou a resolução 453, criando a Biblioteca Pública Estadual e em 1941 foi incorporada ao Estado. Importante Monumento Histórico, considerado um dos mais importantes edifícios antigos de Maceió, que não sofreu descaracterização, foi recuperado no Governo Luiz Cavalcante, através do Secretário da Educação e Cultura, Doutor Deraldo de Souza Campos, passou a ser Monumento Histórico Estadual pelo Decreto Nº 6219, de 01 abril de 1985. Em junho de 2005, a Biblioteca Pública completou 140 anos de fundação. 

domingo, 17 de outubro de 2021

Biblioteca Municipal / Biblioteca Mário de Andrade, São Paulo, Brasil






Biblioteca Municipal / Biblioteca Mário de Andrade, São Paulo, Brasil
São Paulo - SP
Foto Postal Colombo N. 74
Fotografia - Cartão Postal

Nota do blog: Data circa 1946.

Fausto e Margarida (Fausto e Margarida) - Pedro Américo




 

Fausto e Margarida (Fausto e Margarida) - Pedro Américo
Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, Brasil
OST - 34x23


A lenda alemã do doutor Fausto, difundida pela tradição oral, foi publicada pela primeira vez em forma de livreto em 1587. Um dos mais importantes escritores alemães, Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832), publicou, em 1806, a peça Fausto, uma tragédia inspirada na lenda quinhentista. É quase certo que Pedro Américo, um artista erudito e letrado, tenha se inspirado na história escrita por Goethe. A peça também foi importante fonte de inspiração a muitos outros escritores, pintores e músicos, como Fernando Pessoa (1888- 1935), Eugène Delacroix (1798-1863) e Franz Liszt (1811-1886).
Na obra de Goethe, o doutor Fausto é um velho sábio entediado e desapontado com o mundo, que invoca o diabo Mefistófeles em busca de poderes mágicos e conhecimentos transcendentes. O diabo invocado oferece seus serviços a Fausto garantindo-lhe a juventude, desde que o doutor, ao cabo de alguns anos, desse-lhe em troca sua alma. Fausto aceita a proposta, assinando com seu próprio sangue um contrato redigido pelo demônio. Entre muitas aventuras, Fausto apaixona-se pela jovem Margarida, que é por ele seduzida com joias materializadas pelo demônio.
Para a representação do tema, Américo escolhe o momento da sedução de Margarida por Fausto. A figura de Mefistófeles, vestida de escuros trajes adamascados e meio apagada, observa a cena por detrás de uma cortina, à direita. Fausto apoia sua mão esquerda sobre o punho da espada e ensaia um beijo na jovem, já adornada com as diabólicas joias. Margarida une as mãos em prece, após ter deixado cair dois lírios brancos, símbolos clássicos da castidade e da virtude que está prestes a perder.

Paramount (Paramount) - Andy Warhol




 

Paramount (Paramount) - Andy Warhol
Coleção privada
Serigrafia - 96x96 - 1985

Farol do Cabo de São Roque, Maxaranguape, Rio Grande do Norte, Brasil



 

Farol do Cabo de São Roque, Maxaranguape, Rio Grande do Norte, Brasil
Maxaranguape - RN
Fotografia


O Cabo de São Roque é um cabo localizado no município de Maxaranguape, a 51 km ao norte de Natal, capital do estado brasileiro do Rio Grande do Norte. Conhecido por ser o ponto da costa brasileira mais próximo do continente africano.
O cabo tem grande importância histórica, pois foi nele que teve início a primeira exploração portuguesa da costa brasileira, por André Gonçalves e Américo Vespúcio.
A expedição foi composta de três naus que chegaram à costa do país no dia 7 de agosto de 1501, ancorando os navios a 5° 3’ 41" de latitude sul, defronte do lugar hoje chamado Arraial do Marco, situado no vértice da costa do estado do Rio Grande do Norte, distante do Cabo de São Roque cerca de 45 milhas, segundo descreveu nos escritos.

Retirada do Cabo de São Roque, Maxaranguape, Rio Grande do Norte, Brasil (Retirada do Cabo de São Roque) - Henrique Bernardelli

 


Retirada do Cabo de São Roque, Maxaranguape, Rio Grande do Norte, Brasil (Retirada do Cabo de São Roque) - Henrique Bernardelli
Maxaranguape - RN
Museu Paulista, São Paulo, Brasil
OST - 294x182 - 1927


Retirada do Cabo de São Roque é uma pintura de Henrique Bernardelli. A obra é do gênero pintura histórica. Está localizada em Museu Paulista. O foco da representação é uma bandeira de expulsão de holandeses no Brasil. A pintura foi uma encomenda de Afonso d'Escragnolle Taunay, então diretor do Museu Paulista.
Faz parte da galeria em frente ao Salão de Honra do museu, tendo relevância para expor a formação da nação brasileira e o suposto papel de liderança dos paulistas nessa formação da nação.
O motivo histórico da representação é a retomada das terras da Capitania de Pernambuco, em 1640, então ocupadas pelos holandeses. Participaram dessa disputa bandeirantes famosos como Antônio Raposo Tavares. A retomada fracassou mas tornou conhecida na historiografia situações de suposta bravura dos combatentes paulistas. O objetivo da obra era, originalmente, expor uma dessas situações, de acordo com instruções oferecidas ao pintor por Taunay.
Destaca-se na técnica de Bernardelli a representação cuidadosa dos indígenas, com a tentativa de tornar precisa a observação étnica.
Retirada do Cabo de São Roque faz parte de um conjunto de representações sobre bandeirantes no acervo do Museu Paulista, incluindo Ciclo do ouro, de Rodolfo Amoedo, e Ciclo da caça ao índio, do próprio Bernardelli. O pintor, aliás, dedicou quatro décadas de sua carreira à representação de bandeirantes.
O quadro foi apresentado num contexto de controvérsia entre Bernardelli e Taunay, que havia encomendado a obra. Na visão de Taunay, o bandeirante deveria ser retratado como um herói, a quem estava dado o controle da desbravamento territorial e formação nacional no período colonial; Bernardelli apresentou o bandeirante como em conflito com a natureza, não como dominante. Taunay pediu ao pintor que representasse o bandeirante como um soldado, usando trajes militares; Bernardelli discorda, alegando que se deveria expor o cansaço na retirada, num ambiente inóspito. Em resposta, Taunay reforça o pedido e inclui apreciação de Washington Luís, a quem finalmente caberia o pagamento pela obra:
"O Presidente conversou comigo acerca do seu esboceto, mostrando um ponto de vista inteiramente diverso da concepção do quadro. Ele acha que a composição assim como está não pode de todo servir ao Museu, porque dá ideia de uma retirada em que a soldadesca está inteiramente desanimada senão desmoralizada. Entende ele que a se fazer o painel só pode ser numa cena animada de escaramuça por exemplo com os holandeses para mostrar que o batalhão paulista mantinha integra a sua força de emulo durante toda a retirada. Entendo que toda razão me assiste e realmente dada a feição educativa dos museus é mais natural que o quadro exalte as qualidades de resistência da nossa tropa do que de uma impressão de desânimo e abatimento. Não acha também melhor? Não seria difícil fazer a modificação neste sentido".
Nesse contexto, Bernardelli atende às exigências do diretor do Museu Paulista, mas para Taunay a composição segue "tristonha" e não expressa plenamente o caráter militar da retomada de Pernambuco.
A intervenção de Washington Luís revela a interferência estatal na produção do acervo do Museu Paulista e a construção de uma história de preponderância paulista na formação nacional brasileira.
Apesar da pressão de Taunay para que a retomada de Pernambuco fosse representada com caráter militar triunfal, a pintura de Bernardelli foi interpretada como sendo uma cena sem heroísmo, em que as personagens, enfileiradas, aparecem cansadas e, com exceção do líder bandeirante e uma indígena, prestes a desistir. Há, em coerência com o programa pictórico de Bernardelli, a representação dos indígenas superando os europeus na natureza inóspita.

Inundação da Várzea do Carmo em Novembro de 1902, São Paulo, Brasil - Guilherme Gaensly


 

Inundação da Várzea do Carmo em Novembro de 1902, São Paulo, Brasil - Guilherme Gaensly
São Paulo - SP
Acervo do Museu Paulista, São Paulo, Brasil
Fotografia - 16x72 - 1902

sábado, 16 de outubro de 2021

Monumento à Independência, São Paulo, Brasil (Monumento à Independência) - Luiz Carlos Peixoto

 


Monumento à Independência, São Paulo, Brasil (Monumento à Independência) - Luiz Carlos Peixoto
São Paulo - SP
Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, Brasil
OST - 80x112 - 1893




Após decidir ficar no Brasil e desobedecer às ordens da classe política portuguesa, Dom Pedro recebeu o título de “defensor perpétuo e protetor do Brasil”.
Os portugueses insistiram em dar ordens ao príncipe para que retornasse a Portugal e dissolvesse o novo governo, e iniciaram os preparativos bélicos para atacar o Brasil. Dom Pedro declarou seu descontentamento em carta ao pai: “É um impossível físico e moral Portugal governar o Brasil, ou o Brasil ser governado por Portugal”.
Devido aos rumores de rebeliões de separatistas, partiu em velozes viagens a cavalo rumo a cidades relevantes da época. Durante uma delas, no dia 2 de setembro, Dona Leopoldina organizou uma sessão extraordinária, onde os conselheiros analisaram as últimas ações de Portugal contra o Brasil.
Em 7 de setembro de 1822, o príncipe recebeu as mensagens da esposa, que o convencia a separar o Brasil de Portugal, e de José Bonifácio, que o informava que os atos do ministro haviam sido anulados pelos portugueses.
Às margens do Ipiranga, Dom Pedro deu o brado da Independência, desvinculando o Brasil de Portugal e dando início à nossa soberania. Seu discurso foi relatado pelo Padre Belchior da seguinte forma:
“Amigos, as Cortes portuguesas querem escravizar-nos e perseguem-nos. De hoje em diante, nossas relações estão quebradas. Nenhum laço nos une mais. Laços fora, soldados! Viva a independência, a liberdade, e a separação do Brasil! Pelo meu sangue, pela minha honra, pelo meu Deus, juro fazer a liberdade do Brasil. Brasileiros, a nossa divisa de hoje em diante será Independência ou Morte!”
Chegou em São Paulo anunciando a Independência, sendo recebido com grande festa e chamado Rei do Brasil.
Logo foi criada a primeira bandeira nacional, e Dom Pedro foi aclamado o Imperador do Brasil.
Escreveu a seu pai:
“Tive a honra de receber de Vossa Majestade uma carta (…) na qual Vossa Majestade me repreende pelo meu modo de escrever e falar da facção luso-espanhola (…); eu não tenho outro modo de escrever, e como o verso era para ser medido pelos infames deputados europeus e brasileiros do partido dessas despóticas cortes executivas, legislativas e judiciárias, cumpria ser assim (…).
“Embora se decrete a minha deserdação, embora se cometam todos os atentados que em clubes carbonários forem forjados, a causa santa não retrogradará, e eu antes de morrer direi aos meus caros brasileiros: ‘Vede o fim de quem se expôs pela pátria, imitai-me’. (…)
“Firme nestes inabaláveis princípios, digo (tomando a Deus por testemunha e ao mundo inteiro), a essa cáfila sanguinária, que eu, como Príncipe Regente do reino do Brasil e seu defensor perpétuo, hei por bem declarar todos os decretos pretéritos dessas facciosas, horrorosas, maquiavélicas, desorganizadoras, hediondas e pestíferas cortes, que ainda não mandei executar, e todos os mais que fizerem para o Brasil, nulos, írritos, inexequíveis, e como tais com um veto absoluto, que é sustentado pelos brasileiros todos, que, unidos a mim, me ajudam a dizer: ‘De Portugal nada, nada; não queremos nada’.
“Jazemos por muito tempo nas trevas; hoje vemos a luz. Se Vossa Majestade cá estivesse seria respeitado, e então veria que o povo brasileiro, sabendo prezar sua liberdade e independência, se empenha em respeitar a autoridade real, pois não é um bando de vis carbonários, e assassinos, como os que têm a Vossa Majestade no mais ignominioso cativeiro.
“Triunfa e triunfará a independência brasílica ou a morte nos há de custar.
“O Brasil será escravizado, mas os brasileiros não; porque enquanto houver sangue em nossas veias há de correr, e primeiramente hão de conhecer melhor o — Rapazinho — e até que ponto chega a sua capacidade, apesar de não ter viajado pelas cortes estrangeiras. (…)
“Sou de Vossa Majestade, com todo o respeito, filho que muito o ama e súdito que muito o venera.
“Pedro.”