Selo "200 Anos do Museu Nacional 1818-2018", 2018, Brasil
Série Museus Brasileiros
Selo
Em dezembro de 2018 foi lançado o selo comemorativo pelos 200
anos do Museu Nacional. O selo faz parte da Emissão Postal Comemorativa e da
Série Mercosul: Museus brasileiros – Museu Nacional. A escolha da homenagem não
veio à toa, além de completar 200 anos, em 2018 o Museu Nacional sofreu uma
enorme tragédia com o incêndio do prédio do palácio em setembro, acontecimento
que representou uma enorme perda para todo o país.
A imagem presente no selo, feita por um drone, retrata o antigo prédio do palácio do Museu Nacional, cercado por palmeiras e outras árvores e, em cima, um céu azul, límpido. No canto superior direito, há a figura da harpia, uma das maiores aves de rapina do mundo e que pertence ao acervo do museu, sobrevoando e observando o prédio. Ao lado desse conjunto, estão a logo do Mercosul e a logo comemorativa dos 200 anos do museu.
A imagem presente no selo, feita por um drone, retrata o antigo prédio do palácio do Museu Nacional, cercado por palmeiras e outras árvores e, em cima, um céu azul, límpido. No canto superior direito, há a figura da harpia, uma das maiores aves de rapina do mundo e que pertence ao acervo do museu, sobrevoando e observando o prédio. Ao lado desse conjunto, estão a logo do Mercosul e a logo comemorativa dos 200 anos do museu.
Em primeiro plano se destaca o prédio que abriga o Museu
Nacional. A imagem foi feita a partir de drone mostrando o entorno do prédio,
um bosque formado por palmeiras e diferentes espécies de árvores. A construção
no centro da imagem nos traz a percepção do MN como uma joia em seu estojo. O
conjunto é recortado contra um céu azul onde à direita, na área superior, a
imagem da harpia harpyja, a grande ave símbolo do Museu, que faz parte do
acervo, sobrevoasse o prédio. À direita, fora da imagem principal, a logo do
Mercosul e a abaixo, a logo que foi desenvolvida em comemoração ao aniversário
dos 200 anos, em linhas que representam a fachada da construção. A arte do selo
utiliza fotos, técnica da aquarela e desenho a traço.
O Museu Nacional foi criado em 1818 como sinal da disposição da
Coroa Portuguesa em se comprometer com o desenvolvimento científico, promotor
do progresso da nação. É, assim, a mais antiga instituição nacional dedicada à
ciência geral. Em 1892 passou a ocupar o antigo Paço Imperial de São Cristóvão
– também sede da primeira Assembleia Constituinte Republicana –, representando
a união de valiosos bens e de importantes referências da história ao abrigar,
num mesmo espaço, história política, artes e ciência.
Conforme crescia o interesse pelos elementos da história
natural do Brasil e se abriram as fronteiras da nação, as grandes expedições de
exploração começaram a cobrir nosso território. Parte do material coletado
destinava-se à instituição, que se firmou paulatinamente no cenário científico
mundial como importante centro de pesquisas, com o aporte progressivo das
elites científicas que se formavam no próprio país, estabelecendo-se como
parceiro dos grandes museus de história natural do mundo. Nas últimas décadas
do século XIX, firmou-se como um viveiro de iniciativas culturais e
científicas, centro dos debates veementes que se travavam, por exemplo, a
respeito da teoria da evolução. Passou a contar com cursos públicos regulares e
a dispor, a partir de 1876, de um veículo próprio de divulgação, os Archivos do
Museu Nacional, a mais antiga publicação científica periódica do país.
Além disso, ao longo de sua história, recebeu visitas de personalidades ilustres da ciência universal, como Albert Einstein, Santos Dumont e Marie Curie.
Além disso, ao longo de sua história, recebeu visitas de personalidades ilustres da ciência universal, como Albert Einstein, Santos Dumont e Marie Curie.
Em 1946, o Museu foi integrado à então Universidade do
Brasil (UB), passando a dispor de uma estrutura organizacional de molde
universitário, sobretudo a partir da Reforma Universitária que marcou a transformação
da UB em UFRJ. As atividades acadêmicas são hoje desenvolvidas no âmbito de
seis departamentos (Antropologia, Botânica, Entomologia, Geologia e
Paleontologia, Invertebrados e Vertebrados), onde se encontram as coleções
científicas constituídas desde o início do século XIX, além de laboratórios e
gabinetes de pesquisa e cursos de pós-graduação.
No Museu Nacional se produz conhecimento e educação nos mais diferentes níveis. As atividades acadêmicas e de extensão são intensas. Seus pesquisadores atuam fortemente nos programas de pós-graduação, formando capital humano para o futuro do país em várias áreas do conhecimento, da biodiversidade às ciências sociais. Seus alunos nucleiam diversos centros de pesquisa nacionais e realizam parcerias internacionais, procurando contribuir para o desenvolvimento do país! Além disso, há programas específicos voltados para o ensino básico, envolvendo, ressalte-se, o mais antigo Setor de Assistência ao Ensino em museus existente no país, possibilitando aos jovens alunos que expandam seus horizontes e despertem em si o apreço pela Ciência.
Dois meses depois de ser comemorado o Bicentenário do Museu, na noite de 2 de setembro de 2018, um dos mais significativos monumentos históricos brasileiros e boa parte de seu inestimável patrimônio arderam em chamas. O efeito devastador do fogo transcendeu as fronteiras nacionais. Não apenas o Brasil perdeu parte de sua história, representada pelo acervo riquíssimo em arte e ciência, outras nações e outros povos também foram afetados com a perda de tesouros relacionados a sua identidade e desenvolvimento.
Link: http://www.selosefilatelia.com/PastaLancamentos2018/Editais/13b.pdf
No Museu Nacional se produz conhecimento e educação nos mais diferentes níveis. As atividades acadêmicas e de extensão são intensas. Seus pesquisadores atuam fortemente nos programas de pós-graduação, formando capital humano para o futuro do país em várias áreas do conhecimento, da biodiversidade às ciências sociais. Seus alunos nucleiam diversos centros de pesquisa nacionais e realizam parcerias internacionais, procurando contribuir para o desenvolvimento do país! Além disso, há programas específicos voltados para o ensino básico, envolvendo, ressalte-se, o mais antigo Setor de Assistência ao Ensino em museus existente no país, possibilitando aos jovens alunos que expandam seus horizontes e despertem em si o apreço pela Ciência.
Dois meses depois de ser comemorado o Bicentenário do Museu, na noite de 2 de setembro de 2018, um dos mais significativos monumentos históricos brasileiros e boa parte de seu inestimável patrimônio arderam em chamas. O efeito devastador do fogo transcendeu as fronteiras nacionais. Não apenas o Brasil perdeu parte de sua história, representada pelo acervo riquíssimo em arte e ciência, outras nações e outros povos também foram afetados com a perda de tesouros relacionados a sua identidade e desenvolvimento.


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