terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

Fornos de Gramado, Praças das Etnias, Gramado, Rio Grande do Sul, Brasil

 





























Fornos de Gramado, Praças das Etnias, Gramado, Rio Grande do Sul, Brasil
Gramado - RS
Fotografia


O cheirinho é inconfundível. Quando um pão ou uma cuca estão sendo assados, não tem quem resista a tentação de experimentar as delicias feitas pelas nonas ou pelas omas. A Praça das Etnias, em Gramado, é o local onde se pode encontrar delícias como essas – pães sovados, de milho ou de aipim, bem como cucas simples, com chocolate, ricota ou com frutas, além de um delicioso pãozinho com linguiça, todos são um grande sucesso na comunidade gramadense e seus mais de 6 milhões de visitantes anuais.
Em forma de rodízio, famílias do interior de Gramado vem para o Centro do município trazer suas iguarias típicas, sejam descendentes de alemães, italianos ou portugueses. Eis uma maneira de complementar a renda da família, que mora na colônia, e ainda espalhar seus costumes por toda a cidade.
A origem deste espaço foi a Festa da Colônia de 1999. A demanda pelos panificados durante o evento fez com que agricultores, Emater e Prefeitura percebessem o potencial da atividade e, a partir de 2003, os fornos tornaram-se fixos. Desde então, o setor de fornos passou a ser mais uma atração turística do município que tem contribuído para integrar o meio rural ao urbano, divulgar a cultura local, promover a inclusão social, principalmente das mulheres, elevar a autoestima e garantir a sustentabilidade das famílias e de suas tradições, com a diversificação de atividades e a ampliação da renda.
Nota do blog: Como um apreciador de pães, para mim, a melhor atração de Gramado, imperdível. 
O que pode ser melhor que comer pão caseiro, puro ou recheado, assado no forno a lenha por colonos que aprenderam essa técnica com seus antepassados? Eu comprei pães deles em todos os dias que estive na cidade, não tive como fazer diferente. O sabor, o cheiro e a atmosfera do local são maravilhosos. Recomendo os pães assados individuais de linguiça, queijo e misto (mas existem vários outros produtos no local, doces e salgados). Não deixe de conhecer esse pessoal (e aprecie o forno, uma coisa linda!), você não vai conseguir sair de lá sem comer algo. Dito isso, como sugestão, compre uma garrafa de vinho e fique comendo/bebendo por lá mesmo. Eu fiz isso, não queria correr o risco de ficar longe dos pães...rs.

Coluna Comemorativa de Domingos J. Almeida, Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil






Coluna Comemorativa de Domingos J. Almeida, Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil
Pelotas - RS
Brasiliana de Vulgarização - Série 1 - N. 22
Fotografia - Cartão Postal





Texto 1:
Na cidade de Pelotas, no estado do Rio Grande do Sul, no bairro Areal, há um monumento erguido no século XIX em prol do ideal republicano. O Obelisco Republicano, ou Obelisco Domingos José de Almeida, ou Monumento Republicano – foi inaugurado em 7 de Abril de 1885, homenageando Domingos José de Almeida, político e investidor que residiu em Pelotas, e a República Rio-Grandense, que existiu durante a Guerra dos Farrapos (1835-1845). Essa coluna é o único monumento de cunho republicano erguido no Brasil durante o governo monárquico.
Texto 2:
Domingos José de Almeida é apresentado e identificado, no prólogo de sua biografia escrita por Barbosa Lessa, da seguinte maneira:
A guerra dos Farrapos não foi feita, naturalmente, apenas por lanceiros a cavalo. Ela contou com homens como Domingos José de Almeida. Dono duma charqueada, foi pioneiro na aplicação da energia a vapor e inventou as “tinas digeridoras”. Construiu também a primeira barca a vapor do Rio Grande do Sul. Em 1835, era deputado à Assembléia Provincial, em Porto Alegre. Em 1836, houve a proclamação da República Rio-Grandense e instalação do Governo, em Piratini. Domingos era ministro do Interior e, interinamente, da Fazenda. Em 1838, escreveu o Manifesto explicando as razões da revolução e lançou O Povo, jornal oficial farroupilha. Vendeu escravos seus em Montevidéu para comprar fardas, cavalos e uma tipografia para a República, mas mesmo assim foi acusado de corrupto. Em tempo: Domingos era mineiro. Esses gaúchos ...
“Ao novo Estado faltavam todos os recursos, como escasseavam meios de arrecadar regularmente impostos. Almeida teve de criar tudo e de prover a tudo, subdividindo-se para atender à criação e manutenção do Exército, à negociação de Tratados, à representação da República no Exterior e à sua administração interna em todos os detalhes. Pode-se dizer que todo esse trabalho de fundação e organização de u Estado, que teve vida regular ao meio da agitação ininterrrupta da guerra, foi obra sua, pois que a passagem transitória de outros homens pelo Ministério em pouco o podia auxiliar. Entre tantos serviços que lhe são devidos, pode-se citar a direção da imprensa oficial, o estasbelecimento de escolas de instrução pública (as primeiras no Rio Grande do Sul!), o estabelecimento de um serviço regular de correios e, por fim, a criação, em Caçapava, de um gabinete de leitura, instalado com cerca de oitocentos volumes.” 
Alfredo Ferreira Rodrigues.
Almanaque do Rio Grande do Sul para 1902.
# Nome
Domingos José de Almeida.
# Nascimento
Nove de julho de 1797, no povoado do Sumidouro, no Arraial do Tijuco (hoje Diamantina), Minas Gerais. Filho de modesta família: Domingos José de Almeida e Silva e dona Escolástica Mendes de Almeida.
# Profissão
Ajudante de caixeiro em Sumidouro, caixeiro no comércio do Rio de Janeiro, comerciante de fazendas em São Francisco de Paula (Pelotas) e, por fim, empresário de charque e transportes. Autodidata, com conhecimentos de Economia, Política e Direito.
# 1819
Mal informado, desembarca no porto de São José do Norte-Rio Grande pensando poder comprar ali uma tropa de burros, para comercializar em Sorocaba. Só então fica sabedor de que o planalto rio-grandense (Cruz Alta, Vacaria etc.) se situava praticamente em outro país.
# 1821
A primeiro de março despede-se de seus familiares, no Tijuco, comunicando-lhes que estava decidido a ir morar na Capitania de São Pedro do Rio Grande do Sul.
# 1822
Comerciante de fazendas, arca com a quase totalidade das despesas da grande festa cívica em regozijo pela Independência. A maior parte dos charqueadores do arroio Pelotas prefere ficar em cima do muro.
# 1823
Seu amigo, o liberal Francisco Xavier Ferrreira (Chico da Botica), segue para o Rio de Janeiro, como um dos deputados da Província à Assembléia Geral. Leva consigo reivindicações no sentido de que o charque e o couro deixem de ser sobrecarregados de impostos e taxas. Leva também uma importante contribuição do charqueador Gonçalves Chaves: Memórias econômico-políticas. Xavier Ferreira volta frustrado: o máximo que conseguiu foi obter a elevação da vila de Porto Alegre à condição de cidade.
# 1824
A 21 de dezembro, bodas com dona Bernardina Barcelos de Lima, da nascente sociedade pelotense.
# 1826
Nascimento de Domingos, o Mingote, primogênito de um clã que chagaria ao total de treze Barcelos de Almeida.
Em meio às guerras da Cisplatina, prosperam os negócios de charque. Almeida contrai vultosos empréstimos para se lançar a essa atividade empresarial. Sua charqueada torna-se modelar, inclusive pela aplicação pioneira da energia a vapor e pelo invento das “tinas digeridoras”.
# 1831
Não podendo resistir ao privilegiamento do charque de Montevidéu, e sofrendo o arrocho fiscal da superposição de taxas e impostos, pedido de concordata.
# 1832
Recuperado financeiramente, e dono de meia-centena de escravos, vários iates de carga e alguns veleiros de alto-mar, associa-se a Rodrigues Chaves e constrói – com máquina importada dos Estados Unidos – a primeira barca a vapor do Rio Grande do Sul, a Liberal. Na viagem inaugural, o jornalista Xavier Ferreira espalha-se em elogios gongóricos pelas páginas de sua folha O Noticiador, de Rio Grande.
# 1835
Deputado à Assembléia Provincial, em Porto Alegre. Ocupa uma grande casa, tendo por companheiro Xavier Ferreira. Até altas horas da noite, ponto de encontro dos exaltados “farroupilhas”.
Deposição do presidente Fernandes Braga e fuga do comandante das Armas, em razão do movimento armado de vinte de setembro.
# 1836
Proclamação da República rio-grandense, nos campos do Seival, e instalação do Governo, em Piratini. Ministro do Interior e, interinamente, da Fazenda.
# 1838
“Manifesto” explicando as razões da revolução. Lançamento do jornal O Povo, órgão oficial da República.
# 1842
A capital em Alegrete. Conclamação de eleições de deputados à Assembléia Constitucional e Legislativa. Instalação no dia primeiro de dezembro.
# 1843
Membro da comissão que elaborou o primeiro projeto de Constituição Republicana surgido em terras brasileiras. A seu lado, Sá Brito, Ulhoa Cintra, Mariano de Matos e Serafim dos Anjos França.
Por iniciativa de Almeida, fundação da única cidade devida à República Rio-Grandense: Uruguaiana (Decreto nº 21, de 24 de fevereiro).
# 1845
Paz de Ponche Verde.
# 1858
Tendo sido desatendido o fiel cumprimento de todas as promessas do Império quando da paz de Ponche Verde, Almeida lança o jornal Brado do Sul para defender os interesses dos ex-companheiros de luta.
Agressão ao redator Karl Von Koseritz. Tentativa de publicar, pelo jornal, uma História da República Rio-Grandense. Por súplica dos amigos, desiste de tão subversivo intento.
# 1871
Falecimento, em sua residência no bairro do Areal, Pelotas, no dia seis de maio.

Filosofia de Internet - Humor


Filosofia de Internet - Humor
Humor
 

Tiradentes (Tiradentes) - Cândido Portinari


 

Tiradentes (Tiradentes) - Cândido Portinari
Memorial da América Latina, São Paulo, Brasil
Painel composto de três telas justapostas e unidas / Têmpera - 309x1767 - 1948-1949


Composição nos tons azuis, violetas, lilases, cinzas, branco, terras, ocres, rosas, amarelos, verdes, vermelhos, preto e laranjas. Textura lisa. Elementos da composição construídos através de superposições e justaposições de formas geométricas coloridas, regulares e irregulares. Manchas disformes de cor, transparências contrastando com áreas coloridas compactas e opacas, luminosidade intensa, mesmo nas áreas mais escuras, caracterizam a composição. Em alguns pontos os tons claros, cuidadosamente distribuídos, amenizam o peso dos tons escuros. Em outros, os tons claros são usados em marcante contraste com os escuros. Características adicionais: verticalidade obtida por figuras em pé, dispostas lado a lado, formando blocos; postes distribuídos; divisão das três telas; áreas verticais de cor. Ausência de linhas de contorno e de movimento - figuras estáticas reunidas em grupos que compõem formas. O desenvolvimento do tema é visualmente feito no mesmo plano espacial, cenas temporal e espacialmente acontecidas em momentos e locais distintos, são representados lado a lado. Composição narrativa e didática. Além do conhecimento do fato histórico, o que faz com que seja possível identificar as cenas como distintas e em sucessão temporal, é a composição acentuadamente diagonal de cada uma delas e a mudança de cores de uma cena para a outra. Primeira cena: representa os conjurados conspirando e mulheres acorrentadas que simbolizam a nação brasileira sob o jugo da metrópole. Ao centro, grupo de homens em pé e de frente, vendo-se os dois da frente de corpo inteiro e por trás destes, quatro rostos com traços fisionômicos definidos. O primeiro à esquerda é Tiradentes, representado com uniforme de alferes da 6ª. Companhia do Regimento de Dragões de Vila Rica. Está sem barba e sem bigode, cabelos presos e tem as mãos na altura da cintura segurando corrente grossa. O da direita é José Álvares Maciel lendo um livro, que segura à altura do rosto. O grupo compõe uma área triangular cujo vértice superior é formado pelas cabeças dos demais componentes. À esquerda do grupo, cortado pela margem lateral do suporte, grupo de mulheres em pé, voltadas para a direita, vendo-se as duas da frente de corpo inteiro, com as mãos no rosto e cabelos caídos para a frente e uma corrente pendendo das mãos de uma delas. Das demais componentes do grupo vêem-se apenas as cabeças. Acompanhando a linha diagonal que delimita a primeira cena, outro grupo de mulheres acorrentadas com as mãos no rosto e cabelos longos caídos para a frente. Ao lado delas, quatro crianças negras, também envoltas em correntes e um bauzinho em tons de cinza e branco no chão. Por trás dos dois primeiros grupos, três postes altos e representação de montanhas ao fundo. Segunda cena: separada da cena anterior por marcação em diagonal para a esquerda, esta cena representa a leitura da sentença condenatória dos conjurados. O grupo de conjurados está concentrado à esquerda, têm traços fisionômicos levemente indicados, cabeças e rostos luminosos em tons claros de rosas, azuis, amarelos e verdes. À frente do grupo o velho Rezende Costa, acorrentado, cabisbaixo, sustentado por seu filho que o enlaça. Ao centro, Tiradentes com bigode, barba e cabelos compridos, camisa violeta, calças coloridas e botas escuras. Está com os braços cruzados, face direita iluminada e esquerda sombria, cabeça 3/4 voltada para a direita, na direção de grupo composto de meirinhos, encabeçado pelo desembargador Francisco Luiz Alves da Rocha, representado pela primeira figura do grupo, quase de costas, de casaca e segurando nas mãos, papel onde lê a sentença do tribunal. Esta cena se passou na sala do oratório da cadeia, cujas paredes são representadas por formas coloridas geometrizadas. É a única cena onde não há postes representados. Terceira cena: representa o enforcamento de Tiradentes no Campo de São Domingos, a 21 de abril de 1792. Servindo de fundo para a cena, o corpo de Tiradentes pendurado na forca, montada sobre patíbulo alto de forma quadrangular, com escada à direita. À volta do patíbulo, regimento militar formando área triangular, estando as figuras que compõem a base do triângulo de frente, usando uniforme do regimento de Moura. Representação de grupos distintos assistindo ao enforcamento: ao fundo, formando um paredão humano, multidão representado em tons claros de rosas, azuis, verdes, cinzas e branco; à esquerda, na frente, grupo de pessoas em pé, vestindo trajes da nobreza da época, estando 2/3 deste grupo na sombra, indicada por dois triângulos em tons escuros e o restantes do grupo sob área triangularmente iluminada, com algumas cabeças em destaque, umas de frente para o patíbulo e outras de costas. À direita deste grupo, duas mulheres ajoelhadas, de frente, uma chorando, com as mãos no rosto e cabelos caídos para a frente e a outra parecendo consolá-la. Por trás das mulheres, grupo de homens em pé, de costas, voltados para o patíbulo, usando também trajes de nobres. Quarta cena: representando o esquartejamento de Tiradentes, está separada da cena anterior por marcação diagonal para a direita. Em primeiro plano, ao centro, o corpo esquartejado de Tiradentes, preso por corda grossa a um poste fincado em estrado. A cabeça está sobre o estrado, de frente, abaixo dos despojos e há manchas de sangue ao redor dela. À volta do estrado, representação de figuras do povo com rosto expressivos, alternados em zonas de luz e sombra. Em segundo e terceiro planos, à esquerda e à direita, grupos de pessoas que constroem áreas em tons de rosa e azul à esquerda e áreas em azul e branco à direita. Postes altos espalhados entre a multidão e montanhas ao fundo. Quinta cena: mostra a distribuição dos quartos de Tiradentes. Em meio à representação da paisagem montanhosa do caminho novo de Minas, quatro postes dispostos em diagonal da frente para o fundo e da esquerda para a direita, com os quartos do mártir pregados no alto. Compondo o restante da cena: chão geometrizado em colorido vivo, com vegetação estilizada; cinco urubus sobre tora de madeira e outros três pousados no chão; grupo de retirantes entre o segundo e o terceiro postes e mais atrás, grupo menor de pessoas, apenas indicado. Sexta cena: representa a emancipação da nação brasileira, através do grupo de mulheres levantando correntes rebentadas. À esquerda do centro da cena, um poste alto, sobre o qual há um nicho com a cabeça de Tiradentes. À esquerda do poste, um grupo de cinco pessoas enlaçadas, transmitindo sofrimento, tendo à frente uma mulher sentada com criança no colo. Por trás do poste, um grupo de pessoas apenas esboçado, compondo área em azul. Na extrema direita da composição, grupo de mulheres em pé e de frente com cabeças representadas à semelhança da personificação da liberdade, estando a figura de frente com os braços erguidos, sugerindo ter rebentado a corrente, cujos elos caem até o chão, simbolizando o lema "Liberdade, ainda que tardia".
Nota do blog: Produzida no Rio de Janeiro/RJ, foi executada para decorar o saguão do Colégio Cataguases, de propriedade de Francisco Inácio Peixoto, Cataguases, MG, projeto do arquiteto Oscar Niemeyer.

Faculdade de Direito e Ginásio Júlio de Castilhos, Circa Décadas de 1920-1930, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil

 


Faculdade de Direito e Ginásio Júlio de Castilhos, Circa Décadas de 1920-1930, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Porto Alegre - RS
Fotografia - Cartão Postal


A primeira escola superior de ensino do Direito em Porto Alegre foi criada em 17 de fevereiro de 1900, tendo como primeiro diretor o Desembargador Carlos Thompson Flores. A primeira turma tinha 12 alunos e funcionou, nos primeiros anos, no prédio da escola Normal, na rua Duque de Caxias esquina com a rua Mal. Floriano. Em 1908 foi lançada a pedra fundamental do belo prédio localizado na avenida João Pessoa, onde funciona a Faculdade de Direito da UFRGS.

Hydráulica Guaybense / Hidráulica Guaibense / Atual Hidráulica Moinhos de Vento, Circa Década de 30, Rua 24 de Outubro, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil

 




Hydráulica Guaybense / Hidráulica Guaibense / Atual Hidráulica Moinhos de Vento, Circa Década de 30, Rua 24 de Outubro, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Porto Alegre - RS
Fotografia

Texto 1:
A Companhia Hidráulica Guaibense foi uma das primeiras empresas autorizadas a explorar os serviços de abastecimento de água em Porto Alegre. Começou a operar comercialmente em 1891, captando a água na Praia de Belas. Em 1899, foi construído um reservatório de água no alto do bairro Moinhos de Vento, capaz de abastecer 90 mil pessoas por dia. Por falta de recursos para expandir os seus serviços e atender à crescente demanda da população, a Guaibense foi adquirida pelo município, em 1904, na administração de José Montaury. Com a estatização, passou a se chamar Seção de Abastecimento e Água. Conhecida simplesmente por “Caixa d’água”, no início do século XX, já era um ponto turístico da cidade com seus tanques e palmeiras. Em 1920, foi aprovado um projeto de modernização da estação de tratamento da Hidráulica. A empresa norte-americana Ulen & Company foi contratada para projetar e montar o novo sistema de filtragem da água e as obras começaram em 1926. Dentre as construções realizadas, tem-se a torre central e o prédio em estilo eclético, que abrigava tanques de filtragem, algumas áreas administrativas e um laboratório. “[...] o projeto arquitetônico de Cristiano de La Paix Gelbert e a edificação de Theo Wiedersphan era uma mescla de técnica e arte, no qual as casas de filtro e reservatórios de água se harmonizavam no interior de ampla área verde”. Os jardins de inspiração francesa eram um atrativo e a Hidráulica se tornou um dos pontos preferidos para os passeios da população. Além disso, na “caixa d’água” ficava localizado um dos dez postos de gasolina com telefones que a cidade dispunha no final dos anos 1920. Lá também ficavam as antenas da única rádio de Porto Alegre existente na época, a Rádio Sociedade Gaúcha. Desde 1986, funciona no prédio da Hidráulica o Centro Histórico-Cultural Antônio Klinger Filho, mais conhecido como Galeria de Arte do Dmae. A galeria abriga em seus espaços exposições de arte contemporânea, saraus, palestras e apresentações, entre outras atividades culturais e educativas.
Texto 2:
Hidráulica Moinhos de Vento, circa 1930. Fotógrafo desconhecido.
A Hidráulica Moinhos de Vento é um prédio histórico da cidade brasileira de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Encontra-se situada no tradicional bairro Moinhos de Vento.
Apesar de ainda ser designada pelo antigo nome pela população, sua denominação oficial é "Estação de Tratamento de Água Moinhos de Vento do DMAE" (Departamento Municipal de Água e Esgotos).
No ano de 1904, construiu-se a Hidráulica Guaibense (Hydráulica Guaybense na grafia da época) pela companhia privada de mesmo nome, a qual captava água do lago Guaíba e a distribuía, sem tratamento algum, para a população da cidade.
Em 1927, uma empresa norte-americana, Ulen and Company, começou a erguer o atual prédio da Hidráulica, inaugurado oficialmente no ano seguinte pelo então prefeito Alberto Bins. De arquitetura inspirada no Palácio de Versalhes e em seus jardins, o prédio ocupa um terreno de seis hectares e possui traços ecléticos positivistas. Atrás dele, estão localizados os tanques da estação.
A grande torre hidráulica foi desativada em 1969 e, durante muito tempo, sua caixa d'água conseguiu abastecer os grandes prédios da área central de Porto Alegre.
Desde 15 de dezembro de 1986, quando do aniversário de 25 anos do DMAE, a Hidráulica abriga centro cultural.

Chafariz, Parque da Redenção, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil


 

Chafariz, Parque da Redenção, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Porto Alegre - RS
Fotografia - Cartão Postal

O Prado de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil (O Prado de Porto Alegre) - Pedro Weingärtner


 

O Prado de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil (O Prado de Porto Alegre) - Pedro Weingärtner
Porto Alegre - RS
Coleção privada
OST - 1922

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

Hotel Waldorf-Astoria, Park Avenue, Nova York, Estados Unidos


 



Hotel Waldorf-Astoria, Park Avenue, Nova York, Estados Unidos
Nova York - Estados Unidos
Fotografia - Cartão Postal


The Waldorf Astoria New York is a luxury hotel in Midtown Manhattan in New York City. The structure, at 301 Park Avenue between 49th and 50th Streets, is a 47-story 625 ft (191 m) Art Deco landmark designed by architects Schultze and Weaver, which was completed in 1931. The building was the world's tallest hotel from 1931 until 1963, when it was surpassed by Moscow's Hotel Ukraina by 23 feet (7.0 m). An icon of glamour and luxury, the current Waldorf Astoria is one of the world's most prestigious and best-known hotels. Waldorf Astoria Hotels & Resorts is a division of Hilton Hotels, and a portfolio of high-end properties around the world now operate under the name, including in New York City. Both the exterior and the interior of the Waldorf Astoria are designated by the New York City Landmarks Preservation Commission as official landmarks.
The original Waldorf–Astoria was built in two stages along Fifth Avenue and opened in 1893; it was demolished in 1929 to make way for the construction of the Empire State Building. Particularly after its relocation, the Waldorf Astoria gained international renown for its lavish dinner parties and galas, often at the center of political and business conferences and fundraising schemes involving the rich and famous. After World War II, it played a significant role in world politics and the Cold War, culminating in the controversial World Peace Conference of March 1949. Conrad Hilton acquired management rights to the hotel on October 12, 1949, and the Hilton Hotels Corporation finally bought the hotel outright in 1972. It underwent a $150 million renovation by Lee Jablin in the 1980s and early 1990s. The Anbang Insurance Group of China (now Dajia Insurance Group) purchased the Waldorf Astoria New York for US$1.95 billion in 2014, making it the most expensive hotel ever sold. The Waldorf was closed in 2017 and its upper-floor hotel rooms were converted into 375 condominiums called The Towers of the Waldorf Astoria. The renovated structure will retain 375 hotel rooms on the lowest 18 floors and is expected to reopen by early 2023.
The Waldorf Astoria and Towers has a total of 1,413 hotel rooms as of 2014. In 2009, when it had 1,416 rooms, the main hotel had 1,235 single and double rooms and 208 mini suites, while the Waldorf Towers, from the 28th floor up to the 42nd, had 181 rooms, of which 115 were suites, with one to four bedrooms. Several of the luxury suites are named after celebrities who lived or stayed in them such as the Cole Porter Suite, the Royal Suite, named after the Duke and Duchess of Windsor, the MacArthur Suite, and the Churchill Suite. The most expensive room, the Presidential Suite, is designed with Georgian-style furniture to emulate that of the White House. It was the residence of Herbert Hoover from his retirement for over 30 years, and Frank Sinatra kept a suite at the Waldorf from 1979 until 1988. The hotel has three main restaurants: Peacock Alley, The Bull and Bear Steak House, and La Chine—a new Chinese restaurant that replaced Oscar's Brasserie in late 2015. Sir Harry's Bar, also located in the hotel, is named after British explorer Sir Harry Johnston.

Cartão Postal Para "Pessoas Ocupadas" / The Empire State Building at Night, Nova York, Estados Unidos



Cartão Postal Para "Pessoas Ocupadas" / The Empire State Building at Night, Nova York, Estados Unidos
Nova York - Estados Unidos
N. 139
Fotografia - Cartão Postal

Nota do blog: Curioso cartão postal para "pessoas ocupadas". Como se percebe na imagem, o remetente ao invés de escrever a tradicional mensagem ao destinatário com suas impressões do lugar e sentimentos, assinala quadros. Torço para que não tenha tido sucesso pois textos escritos em postais são interessantissímos (muitos chegam a ser documentos históricos).