domingo, 18 de dezembro de 2022

Bebedouro da Praça Rui Barbosa, Circa 1890-1900, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil


 

Bebedouro da Praça Rui Barbosa, Circa 1890-1900, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Porto Alegre - RS
Fotografia


A Praça Rui Barbosa é um tradicional e histórico logradouro da área mais popular do centro de Porto Alegre, situa-se entre a Rua Voluntários da Pátria e a Avenida Júlio de Castilhos.
Em seus inícios era uma área ocupada por estaleiros, sendo em 1839 referida em Ata da Câmara Municipal como Praia do Estaleiro. Nesta época, estando a cidade sitiada pelos farrapos, o local foi escolhido para instalação dos matadouros da cidade.
Com a construção do Mercado Público de Porto Alegre cogitou-se, em torno de 1869, de transferir para a Praia do Estaleiro as carretas que vinham para a cidade e, na década seguinte, ela foi efetivamente usada para tal, tendo recebido o nome de Praça das Carretas em 1879, quando foi demarcada, aterrada e drenada, sendo que o seu último estaleiro recebeu ordem de transferência para outro local em 1887.
No ano seguinte seu nome mudou para Praça Visconde do Rio Branco e, em 1900, o Corpo de Bombeiros nela construiu um barracão de madeira para ser usado como sua sede. Até então, o local não recebera nenhuma urbanização, e continuava sendo muito percorrido por carroças de tração animal, embora as carretas tivessem sido expulsas para a Várzea desde 1894. Até 1929, as carroças eram numerosas, levando à construção de um bebedouro para os animais.
Em 1936 recebeu sua denominação atual. Os bombeiros permaneceram na praça até a década de 1950, quando se mudaram para o quartel na Rua Silva Só. Desde então, passou a ser usada como terminal de ônibus e, mais tarde, em canteiro de obras para a construção do camelódromo.
Data efetiva não obtida (provável circa 1890-1900) / Fotografia de Virgílio Calegari.

Selo "Bicentenário da Vinda de D. Leopoldina 1817-2017", 2017, Brasil


 

Selo "Bicentenário da Vinda de D. Leopoldina 1817-2017", 2017, Brasil
Selo


Sobre o selo:
Esta emissão é a primeira de uma série de seis, denominada “Brasil, 200 anos de Independência”, uma parceria entre a Câmara dos Deputados e os Correios, iniciando-se em 2017, com o bicentenário da vinda de Dona Leopoldina, que se estenderá até 2022, com a comemoração dos 200 anos da Proclamação da Independência. Na parte superior do selo a inscrição “Brasil, 200 anos de Independência” e o uso das cores de um nascer do sol identificam o alvorecer de uma nação. A seguir, a imagem da nau D. João VI, navio de construção sofisticada, que em 1817 trouxe a Princesa ao Rio de Janeiro, em aquarela de Franz Joseph Frühbeck. Abaixo, o retrato da Princesa Leopoldina, gravura feita por Jean F. Baddoureau a partir da obra do artista Jules A. Vauthier, mostra toda sua jovialidade na época da viagem de vinda ao Brasil. Por último, sua assinatura, já com a adoção do nome Maria Leopoldina, em homenagem à nova Pátria. A folha dos selos traz uma vinheta identificando a emissão Série Relações Diplomáticas Brasil – Áustria, o Bicentenário da Vinda da Princesa e a efígie de Dª. Maria Leopoldina. Foram utilizados recursos de tinta calcográfica e computação gráfica.
D.ª Maria Leopoldina e a independência do Brasil:
Nascida em 22 de janeiro de 1797, em Viena, Áustria, a arquiduquesa Carolina Josefa Leopoldina Francisca Fernanda Beatriz de Habsburgo-Lorena, que no Brasil iria adotar os nomes de Leopoldina e Maria Leopoldina, era filha de Francisco I, imperador da Áustria (1768-1835) e sua segunda esposa, a imperatriz Maria Teresa de Bourbon-Sicília (1772-1807). Desde pequena, Leopoldina recebeu uma educação esmerada na corte vienense, adquirindo conhecimentos científicos, políticos, históricos e artísticos, além de aprender idiomas estrangeiros, especialmente o francês. Desde cedo mostrou interesse para a botânica e para a mineralogia. Nas excursões realizadas com sua família, aproveitava para coletar mostras de minerais e plantas. Em 1816, depois de demoradas negociações, a Arquiduquesa foi escolhida para ser esposa de Dom Pedro de Alcântara, filho de Dom João VI e de Carlota Joaquina de Bourbon, herdeiro do trono do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve. O casamento foi celebrado por procuração, em Viena, no dia 13 de maio de 1817. Dona Leopoldina partiu de Viena no dia 2 de junho, em uma viagem que durou cinco meses. Em sua comitiva de 28 pessoas havia cientistas e artistas austríacos que estudariam e retratariam a natureza brasileira. Dentre os estudiosos estavam o botânico Carl von Martius, o naturalista Johann von Spix e o zoólogo Johann Natterer. Ainda na viagem para o Brasil, passou a firmar “Maria Leopoldina”, em homenagem à nova Pátria, pois fora informada que esse era um dos prenomes de todas as infantas portuguesas. Chegou no Rio de Janeiro, no dia 5 de novembro de 1817. No dia seguinte os príncipes receberam a benção nupcial na Igreja de Nossa Senhora do Carmo. Com o retorno de D. João VI a Portugal, em abril de 1821, o casal herdeiro ficou no Brasil. O avanço de ideias liberais e as independências de vários países na América Hispânica levaram um número considerável de políticos brasileiros a apontarem impossibilidade da manutenção do Reino Unido Brasil, Portugal e Algarves. Quando o marido, príncipe regente, viajou a São Paulo, em agosto de 1822, para apaziguar a capitania, D. Leopoldina exerceu a regência. Pedro entregou o poder a sua esposa em 13 de agosto de 1822, nomeando-a chefe do Conselho de Estado e Princesa Regente Interina do Brasil, com poderes legais para governar o país durante a sua ausência. Grande foi sua influência no processo de independência. A princesa recebeu notícias que Portugal estava preparando diversas ações contra o Brasil e, sem tempo para aguardar o retorno de Pedro, Leopoldina, aconselhada por José Bonifácio de Andrada e Silva, e usando de seus atributos de chefe interina do governo, reuniu-se na manhã de 2 de setembro de 1822, com o Conselho de Estado, concluindo pela necessidade de independência do Brasil. D. Leopoldina envia a D. Pedro uma carta, juntamente com outra de autoria de José Bonifácio, além de comentários de Portugal criticando a atuação do marido. Os documentos são entregues a D. Pedro em São Paulo, em 7 de setembro, que proclama a Independência do Brasil, rompendo definitivamente com Portugal. Em 1º de dezembro de 1822, D. Pedro I e D.ª Maria Leopoldina foram aclamados como os primeiros Imperadores do Brasil, na Igreja da Nossa Senhora do Monte do Carmo, a Catedral Velha do Rio de Janeiro. Em 25 de março de 1824, o casal imperial jurou a nossa primeira Constituição como país independente. A primeira bandeira do Brasil independente foi idealizada por Jean Baptiste Debret: o verde representa as cores da família Bragança e o amarelo da dinastia Habsburgo-Lorena. Dois filhos de Dom Pedro I e Dona Leopoldina foram soberanos: Dona Maria II, rainha de Portugal, e Dom Pedro II, imperador do Brasil. Em 11 de dezembro de 1826, a Imperatriz teve um aborto espontâneo e, como consequência, acabou falecendo. A morte de D.ª Maria Leopoldina provocou o que se considera o primeiro luto nacional brasileiro, conforme atestam diversos historiadores. Atualmente seus restos mortais jazem no Mausoléu Imperial da Cripta do Ipiranga, em São Paulo.

Selos "Vacinas", 2022, Brasil

 


Selos "Vacinas", 2022, Brasil
Selo


Sobre o Bloco:
Os selos estão aplicados sobre as cores da bandeira nacional. O primeiro selo está en - focando o médico Edward Jenner, pionei - ro no conceito de vacina, inoculando uma criança. A palavra vem do latim vaccinus, que significa “derivado da vaca”, represen - tada por uma ordenhadeira de leite e uma vaca. O segundo selo tem ilustrações de vários frascos, ampolas, seringa, representando as diversas vacinas disponíveis no “PNI - Programa Nacional de Imunização”. O selo da segunda fileira mostra a Caderneta de Vacinação de meninas e me - ninos, o calendário de vacinação infantil, e uma mãe erguendo o seu bebê. Ao lado, uma família admirando as mãos em luvas que preparam uma seringa para a vacina - ção. Na última fileira, o selo da esquerda ilustra uma imunização feita com uma pistola, similar a utilizada na época, e um casal de idosos que remetem a população que se beneficiou com os efeitos da vacina no combate e erradicação da varíola. E por último, a estampa da vacinação contra a poliomielite, com uma criança recebendo a gotinha das mãos de um profissional de saúde, e dois jovens também beneficiados por campanhas de vacinação anteriores. A técnica usada foi computação gráfica.
Vacinas:
As vacinas estão em primeiro lugar entre as dez maiores conquistas em saúde pública do século XX. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a vacinação é responsável por evitar cerca de 2,5 milhões de mortes por ano, valor que poderia ser ainda maior se as taxas de coberturas vacinais mundiais fossem atingidas. Para celebrar a importância histórica das vacinas e incentivar a vacinação da população brasileira, os Correios lançaram os Selos Postais Comemorativos na temática Vacinas.
1798 Edward Jenner desenvolve a vacina contra varíola:
Edward Jenner (1749-1823) é conhecido mundialmente na história das vacinas pela sua contribuição inovadora para a imunização contra varíola, que culminaram com a posterior erradicação da doença, declarada pela OMS em 1980. Seu trabalho foi a base da imunologia moderna, porque representou a primeira comprovação científica de que é possível controlar uma doença infecciosa a partir da vacinação. O médico inglês foi o primeiro a sugerir a aplicação da varíola bovina para conferir a imunidade contra a varíola humana, uma proteção cruzada, pois são vírus da mesma família, considerada inovadora para a época.
PNI – Programa Nacional de Imunizações:
O Brasil possui um sistema de saúde pública de acesso universal e gratuito, o Sistema Único de Saúde (SUS), que promove e oferece à população diferentes tipos de vacinas e imunobiológicos. O Programa Nacional de Imunizações brasileiro (PNI) foi criado em 1973 e desde então, tem realizado esforços para proteção da população contra doenças infecciosas. Em 2023, o PNI completa 50 anos sendo referência internacional de política pública, e agora enfrenta o desafio de reconquistar as altas coberturas vacinais no território nacional.
Caderneta de Vacinação:
A caderneta de vacinação é um dos documentos mais importantes para a saúde, ao apresentar um conjunto de orientações e vacinas específicas cada faixa etária, seja prematuro, criança (0 a < 10 anos), adolescente (10 a 19 anos), adulto (20 a 59 anos) ou idoso (≥ 60 anos). O calendário básico de vacinação nacional é definido pelo PNI e corresponde ao conjunto de vacinas consideradas de interesse prioritário à saúde pública do país. Atualmente (2022) é constituído por 19 vacinas recomendadas à população, desde o nascimento até a terceira idade e distribuídas gratuitamente nos postos de vacinação da rede pública de saúde distribuídos por todo o Brasil.
Vacinação um direito de todos:
A OMS define saúde como “um estado de completo de bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de afecções e enfermidades”. O acesso à saúde, neste contexto, incluído o acesso à vacinação, saneamento básico, moradia, trabalho, lazer e alimentação são direitos de toda a população brasileira. Vacinar não é só uma decisão individual, mas uma responsabilidade coletiva entre o indivíduo e a sociedade, com seus direitos e deveres; incluindo também os profissionais de saúde, responsáveis por cuidar da sua saúde e de seus pacientes; os diferentes níveis de esferas governamentais com a prevenção de doenças e campanhas de vacinação; e as indústrias produtoras de vacinas, ao fornecer um produto seguro e eficaz.
Erradicação da varíola:
A varíola humana foi uma doença viral de transmissão por gotículas respiratórias que atormentou a humanidade por três mil anos. Inicialmente, causava febre alta, mal-estar, dor de cabeça, dor nas costas e abatimento, e posteriormente evoluía para as erupções cutâneas no corpo, causando coceira e dor. Estima-se que ocorreram cerca de 300 milhões de óbitos decorrentes de casos de varíola humana no século XX.
As campanhas de vacinação para erradicação da varíola humana se iniciaram pela OMS em 1967, em um esforço mundial. No início, a vacinação era realizada utilizando agulha bifurcada, que em seguida foi substituída pela pistola de pressão, o que tornou possível a vacinação em massa. Apesar de eficiente, havia uma preocupação de que o dispositivo poderia veicular outros vírus transmitidos pelo sangue, como os da hepatite C e o HIV, e, assim, foi descontinuado. Porém é um testemunho histórico da vitória sobre uma doença de grande impacto em saúde pública. A vacinação nos tempos modernos é realizada utilizando seringas e agulhas descartáveis, com segurança e eficácia.
Campanha nacional de vacinação contra a poliomielite e multivacinação:
O Brasil foi pioneiro nas estratégias como as campanhas de vacinação em massa em um país com grande extensão territorial, com uma estrutura consolidada considerada modelo pela Organização Panamericana de Saúde (OPAS). As campanhas nacionais de vacinação contam com a organização de operações de vacinação em diversos estados, mediante mobilização de recursos locais. Originalmente, concebidas para o combate da varíola, após sua erradicação passou a ter como principal objetivo a vacinação contra poliomielite e a manutenção de uma cobertura vacinal de 95% na faixa etária de menores de 5 anos de idade, valores estes que vêm apresentando uma queda desde 2016. Na década de 1990 foi instaurada a multivacinação, com a ampliação da campanha para outras vacinas, com a meta de reduzir o número de crianças e adolescentes menores de 15 anos não vacinados e melhorar as coberturas vacinais de acordo com o calendário de vacinação nacional.
A OMS afirma que a pandemia da Covid-19 reduziu as coberturas vacinais para o menor patamar dos últimos 30 anos, influenciada por diferentes questões como o crescimento da desinformação, conflitos armados, dentre outros, causando dificuldade de acesso à imunização. Dentre os desafios da saúde para o próximo século, os principais são intensificar os esforços para a retomada de altas coberturas vacinais, combater a desinformação e aumentar a confiança nas vacinas, diminuindo a hesitação vacinal.

Selo "Bicentenário da Aclamação de D. João VI 1818-2018", 2018, Brasil


 

Selo "Bicentenário da Aclamação de D. João VI 1818-2018", 2018, Brasil
Selo


Sobre o selo:
Esta emissão é a segunda de uma série de seis, denominada “Brasil, 200 anos de Independência”, uma parceria entre a Câmara dos Deputados e os Correios, iniciando-se em 2017 e que se estenderá até 2022, com a comemoração dos 200 anos da Proclamação da Independência. Na parte superior do selo a inscrição “Brasil, 200 anos de Independência” e o uso das cores de um nascer do sol identificam o alvorecer de uma nação. A seguir, a imagem de D. João VI na pintura de José Leandro de Carvalho do acervo do Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro, e abaixo a inscrição “D. João VI.” Foram utilizados recursos de tinta calcográfica e computação gráfica.
Série 200 Anos de Independência / Bicentenário da Aclamação de D. João VI:
O dia 6 de fevereiro de 1818 foi dia de grandes festejos na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. D. João VI era aclamado Rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, d’Aquém e d’Além-Mar em África, Senhor da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc. Mesmo com a insatisfação dos portugueses, que reclamavam a volta da família real e sentiam-se abandonados pelo monarca, D. João VI fez questão de ser coroado na América, como ato simbólico de consolidação do Império que aqui viera fundar. Estabeleceu, assim, a inversão da relação metrópole-colônia. Apesar da aclamação ter se concretizado no ano de 1818, D. João chegou ao Brasil em 1808 e logo concluiu que aqui encontraria tranquilidade, fartura e paz, sentindo-se forte e soberano para iniciar sua administração. Instalado no Palácio dos Vice-Reis, recompôs seu ministério, copiando o modelo lisboeta, e logo o pôs a funcionar. Primeiro e único rei proclamado na América, D. João VI traz para a colônia o status de Reino, atraindo o foco do mundo de então para esse imenso e riquíssimo território do Brasil. O monarca promove, de imediato, uma série de atos de incisiva importância na construção do Brasil como nação, que a partir de agora estaria aberto para o mundo. Muitos foram os seus feitos. Ainda na Bahia, Dom João havia aberto os portos brasileiros a todas as nações amigas. Um mês depois da sua chegada, revogou o antigo decreto que impedia a existência de indústrias. Também liberou o plantio de oliveiras e amoreiras, antes proibido, e permitiu a comercialização do trigo do Rio Grande do Sul, que antes servia apenas para consumo local. Criou uma escola de cirurgia na Bahia e outra no Rio de Janeiro, que ganhou ainda um curso de economia. Idealizou o Jardim Botânico, onde foram iniciados estudos de aclimatação de novas plantas no país, tais como o chá e a cana caiana. Reformulou os Correios e instituiu a Biblioteca Pública. Estabeleceu os Tribunais Superiores - cúpulas do Poder Judiciário – como a Casa de Suplicação e Mesa da Consciência e Ordens. Fundou a fábrica de pólvora, a Academia de Marinha e a Academia Militar. João Maria José Francisco Xavier de Paula Luís Antônio Domingos Rafael de Bragança (Dom João VI) regressou a Portugal em 1821 e faleceu no Paço da Bemposta, em Lisboa, no dia 10 de março de 1826. Esta emissão é a segunda de uma série de seis, denominada “Brasil, 200 anos de Independência”, uma parceria entre a Câmara dos Deputados e os Correios que se iniciou em 2017, com o bicentenário da vinda de Dona Leopoldina. Nesta edição de 2018, comemoramos a Aclamação de D. João VI como Rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Os eventos se estenderão até 2022, com os 200 anos da Proclamação da Independência.

sábado, 17 de dezembro de 2022

Selo "Bicentenário do Retorno de José Bonifácio ao Brasil 1819-2019", 2019, Brasil


 

Selo "Bicentenário do Retorno de José Bonifácio ao Brasil 1819-2019", 2019, Brasil
Selo


Sobre o Selo:
Esta emissão é a terceira de uma série de seis, denominada “Brasil, 200 anos de Independência”, uma parceria entre a Câmara dos Deputados e os Correios que iniciou-se em 2017 e estenderá até 2022, com a comemoração dos 200 anos de Proclamação da Independência. Na parte superior do selo a inscrição “Brasil, 200 anos de Independência” e o uso das cores de um nascer do sol identificam o alvorecer de uma nação. A seguir, o retrato de José Bonifácio de Andrada e Silva, em litografia de S. A. Sisson, constante do livro “Galeria dos brasileiros illustres (os contemporaneos): retratos dos homens mais illustres do Brasil na política, sciencias e letras, desde a guerra da independencia até os nossos dias : copiados do natural e lithographados por S.A. Sisson, acompanhados das suas respectivas biographias, publicada sob a protecção de sua Magestade o Imperador”, de 1861, do acervo da Seção de Obras Raras do Centro de Documentação e Informação da Câmara dos Deputados. O retrato recebeu uma colorização para se adaptar à perceptiva dos selos anteriores. Foi utilizado o recurso de computação gráfica.
Série 200 Anos de Independência / Bicentenário do Retorno de José Bonifácio ao Brasil:
Há duzentos anos, na segunda metade do ano de 1819, desembarcou na cidade do Rio de Janeiro, então sede do Reino Unido de Portugal Brasil e Algarves, após uma ausência de quase quatro décadas, José Bonifácio de Andrada e Silva. José Bonifácio, era então reconhecido como a maior autoridade científica do mundo lusófono. Membro das mais importantes academias científicas de então, fora o descobridor de quatro espécies de minérios novos, além de ter sido o primeiro a descrever oito variedades de minérios já conhecidos. Catedrático em Coimbra, fora o fundador dos estudos de geologia em Portugal. Em sua movimentada vida não lhe faltou sequer haver participado da resistência armada contra as tropas de Napoleão Bonaparte, quando da invasão do Reino. Na ocasião chegou a assumir o comando do Batalhão Acadêmico, formado por estudantes e professores de Coimbra. Nascido em 1763, na então pacata cidade de Santos, em São Paulo, José Bonifácio desembarcava no Brasil, de onde partira como jovem estudante, com meros vinte anos de idade, como um realizado senhor de 57 anos, já aposentado, em busca do sossego de sua terra natal. O destino, no entanto, o predestinara a postergar ainda por alguns anos sua pretendida aposentadoria. Os eventos políticos que sacudiram o Brasil naquelas primeiras décadas do século XIX logo o chamariam para ser um dos grandes artífices da construção do Brasil como nação autônoma e país independente. Após a partida de D. João VI para Portugal, José Bonifácio viria a ser o principal ministro e conselheiro de D. Pedro. Associado a D. Leopoldina, tornar-se-ia o responsável e executor de inflexível política que caminhou, passo a passo, rumo a completa independência do Brasil. Suas duas preocupações principais, como ministro de D. Pedro foram, por um lado, garantir a plena independência do Brasil, e junto com ela, garantir nossa integridade territorial. José Bonifácio foi, também, o nosso primeiro chanceler, inaugurando nossa entrada no concerto das nações. Em verdade, José Bonifácio atuou politicamente por pouco tempo, pouco menos de dois anos e meio (junho de 1821 a novembro de 1823), porém, naquele pequeno período, marcou de forma indelével a história de nosso país. Não há, na nossa história, ninguém que, em tão pouco tempo, tenha marcado mais nossa trajetória como nação. Homem de ideias fortes, José Bonifácio se desentendeu com D. Pedro. Foi destituído e, com a dissolução da constituinte de 1823, preso e deportado para França, de onde voltaria apenas em 1829. Retornou ainda a tempo de prestar um último serviço a D. Pedro I, que o nomeou tutor de seu filho, D. Pedro II. Faleceu na cidade de Niterói – Rio de Janeiro, em 1838. Esta emissão é a terceira de uma série de seis, denominada “Brasil, 200 anos de Independência”, uma parceria entre a Câmara dos Deputados e os Correios que se iniciou em 2017, com o bicentenário da vinda de Dona Leopoldina, continuou em 2018 quando foram lembrados os 200 anos da Aclamação de D. João VI. Nesta edição de 2019, comemoramos os 200 anos do Retorno de José Bonifácio ao Brasil. Os eventos se estenderão até 2022, com os 200 anos da Proclamação da Independência.

Porto Alegre Vista do Hospital, 1852, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil - Hermann Rudolf Wendroth


 

Porto Alegre Vista do Hospital, 1852, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil - Hermann Rudolf Wendroth
Porto Alegre - RS
Aquarela

Em 11 de dezembro de 1810, foi instalada solenemente a Vila de Porto Alegre, que já funcionava como tal desde 1773, erguendo-se o pelourinho - símbolo do poder municipal. Instalação que teve um custo pago pelos cofres municipais, conforme Ata da Câmara, de 14 de dezembro de 1810: “Nesta mesma Veriança se mandou pagar ao Procurador do Concelho Jozé Antonio E Souza Leal, a quantia de vinte e sette mil e oito centos reis, importancia das despesas que fes na Criação desta Villa”.
Nota do blog: o hospital citado na aquarela é a Santa Casa de Misericórdia.

Obras em Rua do Antigo Bairro Industrial / Rebouças, 1914, Curitiba, Paraná, Brasil


 

Obras em Rua do Antigo Bairro Industrial / Rebouças, 1914, Curitiba, Paraná, Brasil
Curitiba - PR
Fotografia

Cine Luz, Circa 1950, Praça Zacarias, Curitiba, Paraná, Brasil


 

Cine Luz, Circa 1950, Praça Zacarias, Curitiba, Paraná, Brasil
Curitiba - PR
Fotografia

Nota do blog: Na época o Cine Luz estava exibindo o filme "A Mundana" de 1948, sensacional comédia com Marlene Dietrich e Jean Arthur.

Colégio Seminário / Marista Paranaense, Circa 1925, Curitiba, Paraná, Brasil


 

Colégio Seminário / Marista Paranaense, Circa 1925, Curitiba, Paraná, Brasil
Curitiba - PR
Fotografia


Fundado em 1901, o então Colégio conhecido por Seminário e depois por Internato, foi dirigido pelos padres Lazaristas. Em 1939, atendendo a um pedido de Dom Ático, os irmãos Maristas passaram a dirirgir a escola.
A partir do dia 2 de abril de 1943 passou a se chamar Colégio Paranaense (mas continuou a ser conhecido como Internato Paranaense). A partir da década de 1970 passou a ser uma escola de educação mista. O regime de internato foi encerrado na década de 1980.
O Colégio Marista Paranaense de Curitiba fica no bairro Seminário, na Rua Bispo Dom José.

Dodge Charger R/T 1975, Brasil

 


















Dodge Charger R/T 1975, Brasil
Fotografia


O Dodge Charger é um modelo de automóvel comercializado pela Dodge em várias formas ao longo de sete gerações desde 1966. O primeiro Charger foi um show car em 1964. Um carro-conceito Charger II de 1965 lembrava a versão de produção de 1966. O Charger foi construído em três plataformas diferentes em vários tamanhos. Nos Estados Unidos, a placa de identificação Charger foi usada em hatchbacks subcompactos, sedãs de tamanho normal, muscle cars e cupês de luxo pessoais. A versão atual é um sedã de quatro portas.
No Brasil, o Dodge Charger R/T, foi fabricado até 1980 utilizando a carroceria do Dodge Dart como base (modelo igual ao Dodge Dart americano de 1969), e adereços especiais como grade fontal diferenciada (diversas versões ao longo dos anos), extensões na coluna traseira (alongamento extra dando aparência de maior agressividade/esportividade), teto em vinil na mesma cor do seu acabamento interior, rodas Magnum (opcionais), pneus radiais (opcionais), falsas entradas de ar no capô, motor de alta compressão e 215 cavalos de potência, faixas e interior em couro, dando um destaque único ao Dodge Charger brasileiro, e com alguns detalhes inexistentes nos modelos americanos e australianos, mas em nada semelhantes pois eram baseados na carroceria A-Body diferentemente dos modelos Charger americanos originais (B-Body) além de um motor de 318 polegadas cubicas (ou 5.2 litros) chamado de small block contra 383 até 440 polegadas cubicas dos americanos chamados de big block, em resumo não era de fato um Dodge Charger, o brasileiro era de fato um Dodge Dart modelo Charger. Usaram o nome Charger para promover maiores vendas com muito sucesso, pois desde a sua entrada em produção em 1971 até 1978 era o modelo de maior vendagem da linha de Dodges V8.