sábado, 15 de fevereiro de 2025

Cemitério Bom Pastor, 2024, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil






















































Cemitério Bom Pastor, 2024, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Fotografia


As instalações do Cemitério Bom Pastor estão em boas condições, limpas e com vigilantes tomando conta (especialmente nos acessos). Pelo que percebi no uniforme dos funcionários, ele é cuidado por uma empresa tercerizada.
Histórico: Em 24 de novembro de 1972, por meio do Decreto nº 229, o prefeito municipal Antônio Duarte Nogueira, autorizou a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Ribeirão Preto (CODERP) a construir e administrar um cemitério sob o sistema de autofinanciamento. Em 13 de dezembro de 1972, por meio do Decreto nº 248, declarou de utilidade pública áreas para a construção do cemitério e de avenida projetada margeando o mesmo. Em 24 de junho de 1974, na administração do prefeito Welson Gasparini, foi inaugurado o Cemitério Bom Pastor. O primeiro sepultamento ocorreu em 03 de julho de 1974.
Localizado na avenida das Lágrimas, s/n, Jardim Zara.
Nota do blog: Imagens de 2024 / Crédito para Jaf.



 

O Desmonte do Palácio Monroe - Artigo

 


Obras do metrô na Cinelândia carioca. A foto foi tirada próximo ao antigo chafariz, em primeiro plano, perto da Câmara dos Vereadores. Ao fundo, o Palácio Monroe, data maio de 1972.


Destruição do Palácio Monroe, data não obtida.


Destruição do Palácio Monroe, data não obtida.


Destruição do Palácio Monroe, data não obtida.


Planta do 1º pavimento do Palácio Monroe, data não obtida.





O Desmonte do Palácio Monroe - Artigo
Artigo


As cidades, estes aglomerados urbanos que no mundo contemporâneo podem chegar a abrigar vários milhões de pessoas configuram-se como entidades dinâmicas que, especialmente no mundo de hoje, podem passar por transformações radicais aos olhos de quem vive nelas em um curto período de tempo. Embora movimentos espontâneos relacionados às decisões e transformações vindas dos próprios habitantes também ocorram, em geral as mudanças na paisagem urbana decorrem de interesses de grandes grupos econômicos – muitas vezes ligados à especulação fundiária ou imobiliária – ou políticas de ocupação urbana específicas.
O Rio de Janeiro, capital do Brasil colonial, Imperial e Republicano (até 1960), apresentou ao longo dos seus quase 500 anos diferentes aspectos, perfis, facetas. As vielas e o casario colonial deram lugar a avenidas e edifícios grandiosos que simbolizavam o advento da República, que por sua vez não cansou de remodelar seu centro de poder em pleno Estado Novo. Nas últimas décadas, a fisionomia da cidade-metamorfose continuou a se alterar. Um dos aspectos a chamar a atenção para os processos de alteração na sua paisagem diz respeito à imagem que é projetada do Rio de Janeiro e seu papel como catalizador de cultura e de movimentos políticos, mesmo sem ser a capital do país. A cidade não apenas permanece como ímã mais poderoso para o turismo internacional no Brasil mas se oferece como palco para eventos como a ECO-92 (Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento em 1992) e a sua versão 20 anos depois (Rio+20), o Pan-Americano de 2007 e as Olimpíadas e Paraolimpíadas de 2016, a XXVIII Jornada Mundial da Juventude em 2014, o Primeiro Fórum de Financiamento de Cidades Sustentáveis do C 40 em 2016, a reunião dos BRICS de 2019, e o G-20, que ocorre em novembro de 2024.
Os processos de alteração na paisagem urbana – grandes reformas, revitalização, qual seja o nome – costumam desalojar milhares de pessoas de forma autoritária, mesmo em décadas mais recentes. Se a destruição de patrimônio público e de logradouros caros à população – comuns especialmente na primeira metade do século XX – ocorrem em escala bem menor, não se pode dizer o mesmo do pouco caso com que a população é tratada durante tais processos.
Um exemplo de destruição do patrimônio em nome de projetos políticos alheios à quaisquer outros interesses que não sua própria consecução foi a derrubada da igreja (tombada pelo antigo SPHAN, Serviço de Patrimônio Histórico) de São Pedro dos Clérigos em 1944 para dar espaço para a abertura da avenida Presidente Vargas. A praça Onze, tradicional reduto do samba, desapareceu para dar lugar a uma árida esplanada, também nos anos 1940. Já na década de 1970, em plena ditadura militar, há o exemplo trazido por esta matéria.
No início do século XX, período em que as Grandes Exposições atraíam um grande público e se espalhavam pelas várias cidades do mundo, o Brasil enviou a Saint Louis (EUA) um edifício desmontável para ser seu pavilhão na Exposição Universal de 1904. Responsável não apenas pelo projeto – que, aliás, foi um dos mais visitados do evento – mas pelo seu traslado de volta para a Capital Federal, o engenheiro Souza Aguiar também fora encarregado do grandioso prédio a abrigar a Biblioteca Nacional. O palácio criado para a exposição recebeu o nome de Monroe em 1906, depois da sua reconstrução na então avenida Central (atual Rio Branco), recém-inaugurada, em homenagem a John Monroe, ex-presidente dos Estados Unidos. Embora obedecendo ao projeto original, apenas parte do material original foi utilizado em sua reconstrução.
Entre 1914 e 1922, o Palácio Monroe foi sede provisória da Câmara dos Deputados, enquanto o Palácio Tiradentes era construído. Com a inauguração deste, durante as comemorações do centenário da independência, o Senado Federal passou a utilizar o Monroe como sua sede. Com o Senado fechado em virtude da ditadura varguista a partir de 1937, o edifício ficou sem uma destinação formal e a partir de então passou a ser relegado a um crescente ostracismo, com modificações arquitetônicas espúrias que descaracterizavam o projeto original em estilo eclético. Sua localização privilegiada, ao final da avenida que corta o centro da cidade e termina na Cinelândia, já muito próximo da linha do mar, era alvo de críticas variadas, que expressavam claros interesses imobiliários ou especulativos na região, ou dirigiam-se especificamente à falta de utilidade e descaracterização do prédio. Também mencionavam que o enorme edifício impedia a visão da baía de Guanabara a partir da Cinelândia.
O fato é que desde os anos 1960 o imponente palácio foi alvo de uma cruzada que culminou em uma campanha oficial e artificial, articulada pelo próprio presidente-general Geisel na década seguinte. Jornalistas, urbanistas, arquitetos passaram a verbalizar ostensivamente seu desgosto com o Palácio Monroe, chamado então de “monstrengo.” A construção da estação Cinelândia do metrô foi vagamente citada como causa para seu eventual desmantelamento, o que foi desmentido pela própria empresa responsável pelas obras.
Toneladas de pedra e ferro resultaram da demolição, finalizada em 1976, sem falar nas estátuas e preciosos vitrais, e muito do material retirado das obras teve uma destinação desconhecida. Não se sabe até hoje a real motivação para demolição do palácio – alguns defendem inclusive que o general Geisel simplesmente nutria profundo ressentimento pela família de Souza Aguiar, em virtude de rivalidades dentro do exército. O que se sabe é que o injusto linchamento coletivo de um marco urbano histórico em plena ditadura militar deixou um vazio na região, que de todo modo abriu a visão local para o Pão de Açúcar e a Guanabara. Texto do Arquivo Nacional.
Nota do blog: Data e autoria das imagens, quando obtidas, abaixo de cada uma.

Corredor Vasariano / Corridoio Vasariano, Florença, Itália

 






















Corredor Vasariano / Corridoio Vasariano, Florença, Itália
Florença - Itália
Fotografia

Texto 1:
Designed by Giorgio Vasari to allow the Grand Dukes to move safely from their private abode of Pitti Palace to the seat of government in Palazzo Vecchio, this extraordinary aerial walkway was commissioned by Duke Cosimo I de' Medici in 1565 on the occasion of his son Francesco’s wedding with Joanna of Austria. Thanks to the extraordinary organization of the building site, the construction works lasted just five months: a corridor of 760 meters from its beginning at the Uffizi to its end by the Buontalenti Grotto in the Boboli Gardens. In this section the Corridor passes over the streets, runs along the Arno River and crosses it, enters the palaces, bypasses the Mannelli Tower, overlooks the Church of Santa Felicita, and goes on with a sequence of views over the city that allowed the Dukes to catch its beauty and control it as well.
In modern times, since the Corridor was turned into a museum, it has often hosted paintings from the Uffizi collection. In particular, from 1970s until 2016, these premises house the large collection of the Uffizi’s self-portraits, started in the 17th century by Cardinal Leopoldo de' Medici, son of Grand Duke Cosimo II, and open to the greatest artists of every age up to the present day.
The design of its new arrangement modernizes the Corridor’s structure in terms of new safety rules, full accessibility and a new air conditioning system with special attention to energy-saving practices and the refurbishment of its original historic premises. Its 73 windows are one of the main focuses of the visit: through them one can in fact enjoy the view of the historic center as Grand Duke Cosimo did in the second half of the 16th century. Texto da Galleria degli Uffizi.
Texto 2:
Um pouco da história do Corredor Vasariano:
A construção do Corredor Vasariano foi encomendada a Giorgio Vasari pelo Grão-duque Cosimo I em 1565. A sua construção foi concluída em apenas cinco meses, possibilitando que a família Médici se movesse livremente pelo centro da cidade, em um período em que não contavam com cem por cento do apoio da população.
Este famoso corredor suspenso une o Palazzo Vecchio ao Palazzo Pitti, dois edifícios de poder em Florença. O Palazzo Vecchio está localizado na Piazza da Signoria, sede do poder político da cidade, enquanto o Palazzo Pitti foi a residência da família Médici. O famoso arquiteto Vasari também projetou a Galeria Uffizi e criou esta passagem que liga as duas margens do rio Arno, atravessando a Ponte Vecchio.
Com os bombardeios da Segunda Guerra Mundial, os nazistas destruíram todas as pontes exceto a Ponte Vecchio, e o Corredor Vasariano era o único modo de atravessar a cidade de norte a sul, mesmo tendo sofrido vários danos.
O que é o Corredor Vasariano atualmente?
O Corredor Vasariano ou Corredor de Vasari é uma estrutura de 1km, criado por razões práticas e com a função de ligar os escritórios dos Médici com a atual Galeria Uffizi e o Palazzo Pitti, que era a residência da família. Nesta verdadeira inovação arquitetônica teve início a coleção mais antiga de autorretratos do século XVI ao século XX, além de uma coleção de quadros do século XVII ao século XVIII, onde são narrados importantes episódios da história de Florença.
Atualmente, esse estreito Corredor começa no segundo corredor da Galeria Uffizi e se estende ao longo do rio Arno, passando pela Ponte Vecchio e atravessando a Igreja de Santa Felicitá até chegar ao Palazzo Pitti. O percurso do Corredor Vasariano termina no Jardim de Boboli, ao lado da Gruta Buontalenti.
Curiosidades sobre o Corredor Vasariano:
Sabia que, antes das joalherias, na Ponte Vecchio ficava o mercado de carnes de Florença? A lenda diz que a família Médici não considerava digno da nobreza atravessar esta área com maus cheiros, por isso expulsaram os açougueiros e pediram aos ourives que ocupassem a ponte com as joalherias, um comércio de acordo com eles, mais apropriado.
Por que visitar o Corredor Vasariano?
O Corredor Vasariano oferece uma visita para descobrir a história da paisagem e da cidade. Uma das coisas que mais impressiona no Corredor Vasariano é a sua elevada e privilegiada posição que oferece a possibilidade de passar por alguns dos lugares mais bonitos do centro histórico de Florença, praticamente caminhando por cima dos pedestres.
Olhar através das pequenas janelas do corredor, dá sensação de "espiar" as pessoas que caminham pelas ruas. Provavelmente a razão de sua construção era poder andar em total discrição e segurança, vendo tudo o que acontecia no exterior sem ser notado. Texto do Florence Museum.
Nota do blog 1: As imagens em preto e branco mostram como era o Corredor Vasariano antes. Infelizmente, a reforma de 2024 o transformou em algo completamente diferente, além de terem retirado as pinturas. Tive a oportunidade de ver um vídeo da Galleria degli Uffizi sobre a reforma e, sinceramente, achei uma decepção. Parece um corredor comum, nada a ver com as imagens em preto e branco que vemos acima.
Nota do blog 2: Data e autoria das imagens não obtidas.

Propaganda "Esse Carro Vai Dizer ao Mundo Quem Você é, Silenciosamente", 1972, Chevrolet Opala Gran Luxo, Chevrolet, Brasil


 

Propaganda "Esse Carro Vai Dizer ao Mundo Quem Você é, Silenciosamente", 1972, Chevrolet Opala Gran Luxo, Chevrolet, Brasil
Propaganda

Aspectos Diversos, 1959, Roma, Itália


Via dei Fori Imperiali.


Trinità de' Monti.


Piazza della Rotonda.


Piazza San Pietro.


Piazza Venezia.
 


Aspectos Diversos, 1959, Roma, Itália
Roma - Itália
Fotografia

Nota do blog: Data 1959 / Fotografias de JP Tripp.

Propaganda "Cummins", 1974, Cummins Nordeste S/A Industrial, Brasil



 

Propaganda "Cummins", 1974, Cummins Nordeste S/A Industrial, Brasil
Propaganda

Cartaz de Propaganda Política "What is the Result of a Bribe?", 1922, União Soviética / Atual Rússia


 

Cartaz de Propaganda Política "What is the Result of a Bribe?", 1922, União Soviética / Atual Rússia
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Edifício AFIP / Administración Federal de Ingresos Públicos, Buenos Aires, Argentina




 


Edifício AFIP / Administración Federal de Ingresos Públicos, Buenos Aires, Argentina
Buenos Aires - Argentina
Fotografia

La Administración Federal de Ingresos Públicos (AFIP) fue un organismo autónomo del Estado argentino, bajo la supervisión del Ministerio de Economía, encargado de la recaudación de impuestos. Su función abarcaba la aplicación, percepción, recaudación y fiscalización de las rentas e impuestos nacionales. Esto se realizaba a través de distintas direcciones: la Dirección General Impositiva se ocupaba de los impuestos internos, la Dirección General de los Recursos de la Seguridad Social gestionaba los tributos sobre la nómina salarial, y la Dirección General de Aduanas se encarga de los impuestos externos. Además, entre sus atribuciones, la AFIP tenía la responsabilidad de regular los derechos y obligaciones de los contribuyentes.
El 21 de octubre de 2024, el gobierno de Javier Milei anunció la disolución de la AFIP y la creación de un nuevo organismo denominado Agencia de Recaudación y Control Aduanero (ARCA). En el 24 de octubre de 2024 se decretó su disolución.
Localizado na avenida Hipólito Yrigoyen 370.
Nota do blog: Imagens de 2024 / Crédito para Jaf.