Casa da Memória Italiana, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Fotografia
Construída entre
1923 e 1925, a Casa da Rua Tibiriçá nº 776 foi residência do casal de
imigrantes italianos Pedro Biagi e Eugenia Viel Biagi e seus filhos Elisa, Ida,
Iris, Angela, Osônia a partir de 1941. A fazendeira Joaquina Evarista Meirelles
e seu filho Joaquim Machado de Souza, moradores e proprietários da Fazenda
Santa Rita em Bonfim Paulista, assinam a planta da Casa, em 28 de maio de
1923, e investem na sua construção.
O ecletismo
observado na Casa traz a coexistência de mais um estilo arquitetônico,
alcançando até mesmo no mobiliário, na pintura decorativa e dentre outros
ornamentos. A decoração interna da Casa é distinta para cada cômodo tendo
pinturas decorativas representativas para cada utilização do ambiente.
A Casa é
dividida em dois pavimentos. O térreo com áreas de convivência social, trabalho
e serviço. No piso superior é situada a área intima da família, tendo os
ambientes de descanso, banho e vestir. A partir das histórias das duas famílias
que viveram na Casa é possível compreender os hábitos culturais de cada época e
cada cultura –elite cafeeira e imigrantes italianos
O grande
diferencial da Casa da Memória Italiana é seu acervo composto pela estrutura
arquitetônica, decorativa e mobiliária original da década de 1920. A
preservação desse patrimônio foi possível pela constante manutenção e cuidado
que os seus moradores tiveram ao utilizarem como sua residência até o ano de
2012.
O mobiliário
que se encontra na Casa é organizado em três grandes grupos, diferenciando pelo
estilo, artesão e a época que foram adquiridos. O maior conjunto foram
produzidos pelo Fábrica de Móveis Miguel Nardella – São Paulo. O
mobiliário da Sala de Jantar e Quartos formam esse conjunto decorativo e
funcional com detalhes da marchetaria e ornamentos em metal.
O segundo
conjunto de mobiliário localizado na Sala de Visita é destaque na Casa pelo
refinamento de realeza francesa. A influência de estilo predominante na sala é
do estilo Luís XIV, como motivos ornamentais de conchas, folhas de acanto e
todo o esplendor e exuberância do dourado real. Esse conjunto foi produzido
pelos irmãos Gino e Renato Ghilardi, mestre da Oficina de Tapeçaria do
Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo. O terceiro conjunto não segue um padrão
de estilo, as peças foram reunidas por serem produzidos pela Fábrica de
móveis Delloiagono & Cia, Oficinas de Ribeirão Preto e também serem
adquirido pela família Biagi.
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