sábado, 16 de novembro de 2019

Casa da Memória Italiana, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil









Casa da Memória Italiana, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Fotografia


Construída entre 1923 e 1925, a Casa da Rua Tibiriçá nº 776 foi residência do casal de imigrantes italianos Pedro Biagi e Eugenia Viel Biagi e seus filhos Elisa, Ida, Iris, Angela, Osônia a partir de 1941. A fazendeira Joaquina Evarista Meirelles e seu filho Joaquim Machado de Souza, moradores e proprietários da Fazenda Santa Rita em Bonfim Paulista, assinam a planta da Casa, em 28 de maio de 1923, e investem na sua construção.
O ecletismo observado na Casa traz a coexistência de mais um estilo arquitetônico, alcançando até mesmo no mobiliário, na pintura decorativa e dentre outros ornamentos. A decoração interna da Casa é distinta para cada cômodo tendo pinturas decorativas representativas para cada utilização do ambiente.
 A Casa é dividida em dois pavimentos. O térreo com áreas de convivência social, trabalho e serviço. No piso superior é situada a área intima da família, tendo os ambientes de descanso, banho e vestir. A partir das histórias das duas famílias que viveram na Casa é possível compreender os hábitos culturais de cada época e cada cultura –elite cafeeira e imigrantes italianos
O grande diferencial da Casa da Memória Italiana é seu acervo composto pela estrutura arquitetônica, decorativa e mobiliária original da década de 1920. A preservação desse patrimônio foi possível pela constante manutenção e cuidado que os seus moradores tiveram ao utilizarem como sua residência até o ano de 2012.
O mobiliário que se encontra na Casa é organizado em três grandes grupos, diferenciando pelo estilo, artesão e a época que foram adquiridos. O maior conjunto foram produzidos pelo Fábrica de Móveis Miguel Nardella – São Paulo. O mobiliário da Sala de Jantar e Quartos formam esse conjunto decorativo e funcional com detalhes da marchetaria e ornamentos em metal.
O segundo conjunto de mobiliário localizado na Sala de Visita é destaque na Casa pelo refinamento de realeza francesa. A influência de estilo predominante na sala é do estilo Luís XIV, como motivos ornamentais de conchas, folhas de acanto e todo o esplendor e exuberância do dourado real. Esse conjunto foi produzido pelos irmãos Gino e Renato Ghilardi, mestre da Oficina de Tapeçaria do Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo. O terceiro conjunto não segue um padrão de estilo, as peças foram reunidas por serem produzidos pela Fábrica de móveis Delloiagono & Cia, Oficinas de Ribeirão Preto e também serem adquirido pela família Biagi.

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