Vista da Igreja Matriz, Santa Rita do Passa Quatro, São Paulo, Brasil
Santa Rita do Passa Quatro - SP
Fotografia
Texto sobre o bairro do Quatis:
Velho bairro do “Isquatís!” Quanta saudade!
Saudade dos acontecimentos, saudades dos seus moradores. Daquelas pessoas maravilhosas, folclóricas, pessoas pobres, humildes e trabalhadeiras.
Saudades do Sr. José Barbatana. Era ele quem nos garantia o cinco cruzeiros para o cinema, as terças-feiras, para ver aqueles seriados! Passávamos a semana inteira catando ferro velho para vender ao Sr. José. Saudade do Bar do Nenê Arruda, do Paco, do Sr. Domingos Tomazi (barbeiro). Da Escola de Samba 13 de Maio, das peladas nos campos de terra vermelha, da Dona Rita Rizzo, benzedeira, do Nelson Lombriga, do Ambrózio, do Pintassilgo, da família Vitoriano, do Clide do caminhão de leite, da Dona Ana, Sr. Francisco, Guinélo, Jorgina, Baião e Neide - esses nem era necessário falar! Quem não se lembra deles?
Dos “cangaceiros” – liderados pelo Vardinho Arioli (vestidos com trajes e chapéu que lembrava a turma do cangaço, saiam à noite pelas ruas do bairro, pegavam lenha para cozinhar (naquele tempo era só fogão a lenha), paravam num bar e começavam a cantar: “Olé muié rendeira, olé muié rendá...” até que o proprietário dava um sorvete de picolé para cada um para irem embora.
Do Antenorzinho, do 32 , da Tiana, da Rita (mãe da Sibila), minha colega do Grupo Escolar, do Ticão. Do Adolfo Gratão, Luiz Totó, Vitor Austriáco, do Filipe Turco com sua carroça!
Dos craques formados no bairro: Ditinho, Toco, Paraná, Baião, Palito, Dinho, Bolacha, Armandinho Perussi, Bico Fino, Bilé, etc, etc.
Curiosamente, o Cine Santa Rita possuía na parte de cima, próxima aos projetores, uma ala chamada balcão. Lá era o meio ingresso. Pagava-se somente metade! Era frequentado quase que exclusivamente pela rapaziada dos Quatis, e o Zé Fausto apelidou esse local de “puleiro” e “purgueiro”.
Era uma simplicidade intensa! Os quintais eram ainda separados por cercas de bambú!
Viximaria! Quanta lembrança boa! Com certeza estou esquecendo uma tonelada de gente que fizeram nossa infância e adolescência.
Foto da esquina da rua Carlos Augusto Monteiro de Barros com Monsenhor Vinheta, como era o bairro com ruas de terra batida. Destacando-se ao fundo a Igreja Matriz e o antigo prédio do Foro e da Cadeia. Texto de Argemiro Octaviano adaptado para o blog.

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