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sexta-feira, 23 de agosto de 2019
Ford Versailles Ghia, Brasil
Ford Versailles Ghia, Brasil
Fotografia
O segundo fruto da Autolatina, a associação entre Ford e Volkswagen que teve início em 1986, foi lançado em meados de 1990. Primeiro foi o VW Apollo, versão do Ford Verona.
Depois veio o Versailles, que chegou para compensar a lacuna deixada pelo Del Rey no topo da linha Ford. Seu DNA era o mesmo do mais nobre dos VW nacionais, o Santana.
Parecida com a do Ford Taurus americano e a do Scorpio e do Sierra europeus, sua frente não tinha grade. As colunas traseiras apresentavam desenho mais reto que no Santana e eram pintadas de preto na versão Ghia.
Entre as lanternas desta, uma faixa reflexiva dava continuidade às lanternas logo acima da placa. O recorte da traseira era mais reto que no VW.
O painel também tinha estilo próprio, que lembrava tanto o do Del Rey quanto o do Escort. A mecânica, no entanto, era a mesma do VW. A versão GL, de entrada, era equipada com motor 1.8.
Já a topo-de-linha Ghia, além de ar-condicionado, direção hidráulica, vidros e retrovisores elétricos, vinha de série com motor 2.0.
A injeção eletrônica era opcional, assim como o câmbio automático. Mas a paridade técnica com o Santana não impediu que o Ghia se tornasse o nacional mais veloz testado por QUATRO RODAS na edição de julho de 1991.
A 174,3 km/h, deixou para trás até o celebrado Gol GTi.
No primeiro comparativo, na edição seguinte, enfrentou Santana GLS 2000i e Chevrolet Monza Classic SE MPFI. Os elogios iam para as retomadas e, em especial, para a estabilidade proporcionada pelos amortecedores pressurizados nos dois carros da Autolatina.
Na edição de fevereiro de 1992 era apresentada a aguardada versão Ghia de quatro portas, que trazia ABS opcional a tiracolo. Sem injeção eletrônica, com catalisador, 105 cv e 1300 kg, ele não passou dos 170,8 km/h. Os freios com ABS foram outro ponto positivo.
Não demorou para a linha Versailles ganhar uma perua, a Royale. A exemplo da antiga Belina, essa Quantum da Ford tinha só três portas, o que nunca ocorreu com a perua VW. Portas à parte, os 695 litros de capacidade de carga eram comuns às duas.
Mas foi a versão sedã de quatro portas que bateu a do Santana em um comparativo de modelos Ford e VW em junho de 1992. O fiel da balança foi o menor preço das peças de reposição.
Não foi essa, porém, a razão que levou o engenheiro catarinense Mário Trichês Júnior a adquirir o Versailles Ghia 1993 das fotos. “É a safra de que mais gosto”, diz. “Ela mantém o desenho original, mas já apresenta melhorias como os pára-choques pintados.”
A injeção eletrônica também deixava de ser exclusiva do Ghia. Mesmo sendo fã do modelo, Trichês não faz vista grossa. “A partir de 1994, ele passou a compartilhar os bancos com o Escort, o que foi um grande retrocesso”, afirma.
O engenheiro possui também um exemplar 1996 e pretende adquirir um 1994. “Foi o ano em que o carro ganhou a opção do teto solar”, diz. A chegada do Versailles 1995, com frente, rodas e lanternas novas, coincidiu com a oficialização do fim da Autolatina.
No ano seguinte o modelo saiu de catálogo. O moderno Mondeo, que chegava da Bélgica com motores 1.8 16V de 115 cv e 2.0 16V de 136 cv assumiria o posto de sedã topo de linha da Ford. “Mecânicos mais experientes dizem até hoje que o Versailles é melhor que o Santana”, afirma Trichês. A julgar pela mecânica que o carro usava, não deixa de ser um elogio para a VW.
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