terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Baía do Guajará, Belém, Pará, Brasil







Baía do Guajará, Belém, Pará, Brasil
Belém - PA
Fotografia


A Baía de Guajará situa-se a oeste da cidade de Belém, é um sub estuário e recebe águas dos rios Guamá, Acará e Moju. Possui comunicação direta com a Baía de Marajó e, devido sua proximidade do Oceano Atlântico, está sujeita a influências das marés oceânicas. Possui águas barrentas, fortemente amareladas e salobras.
É na Baía do Guajará que se concentram os principais pontos turísticos de Belém entre os quais o Mercado de Ver-o-Peso, o Complexo Feliz Lusitânia e a Estação das Docas.
A Baía do Guajará é uma baía formada pelo encontro da foz dos rios Guamá e Acará, que banha os municípios paraenses de Barcarena e Belém, capital do estado. Suas águas correm para a baía do Marajó.
Antes denominada Paraná-Guaçu, pelos índios tupinambás que habitavam a região, a baía do Guajará, foi a porta de entrada para os portugueses que desejavam ocupar o Grão-Pará. De acordo com o Tratado de Tordesilhas as terras pertenciam à Espanha, mas naquele momento os territórios estavam unificados pela União Ibérica.
12 de janeiro de 1616, três embarcações, o patacho Santa Maria da Candelária, o caravelão Santa Maria das Graças, e a lancha grande Assunção, aportaram onde hoje é a cidade de Belém (Mairi, para os indígenas) com 150 homens, a qual Francisco Caldeira de Castelo Branco, Descobridor e Primeiro Conquistador do Amazonas, seu título na época, denominou Feliz Lusitânia. No local, o engenheiro-mor Francisco Frias Mesquita iniciou a construção, à margem leste da baía, do Forte do Presépio (hoje, Forte do Castelo), marco inicial da fundação da cidade de Santa Maria de Belém do Grão-Pará.
Nos anos seguintes a baía foi palco de diversas batalhas. Uma grande disputa pelo Grão-Pará acontecia ali entre os portugueses, inglesesholandeses e franceses. Nenhum desses povos conseguiu estabelecer-se nessa região, sendo obrigados a buscar terras mais ao norte, nas Guianas.
Considerada a atividade mais importante para os Tupinambás, a pesca na Baía do Guajará era o significado da sobrevivência daquela população indígena.
Após a chegada dos portugueses a atividade se intensificou, e até o início do Ciclo da Borracha em 1879 e compunha a base da economia local.
Ainda hoje os peixes da Baía do Guajará estão muito presentes à mesa dos paraenses e permeiam toda a culinária tradicional do Pará com os mais diversos pratos, dentre eles o Pirarucu, considerado por muitos o bacalhau da Amazônia.

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