Projeto para Construção do Centro Administrativo de Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Desenho
A Prefeitura de Ribeirão Preto abriu um processo licitatório
para a contratação de uma empresa para elaboração do projeto executivo do
Centro Administrativo do Município. A licitação ocorrerá no dia 15 de outubro,
às 9h, na Secretaria Municipal da Administração e tem valor de R$
2.135.033,50 para a elaboração do projeto executivo de arquitetura e
projetos complementares.
O Centro Administrativo será construído na Avenida Paschoal
Innechi e reunirá, além da Prefeitura, todas as secretarias do município no
mesmo espaço. “O projeto executivo é de fundamental importância, pois trata do
detalhamento de como será a obra para que no momento de licitar a execução da obra,
a empresa que for contratada saiba como deve executar cada trecho desse
prédio”, explicou o secretário de Planejamento e Gestão Pública, Edson Ortega.
O anteprojeto arquitetônico foi aprovado em fevereiro deste
ano, por meio de um concurso. O vencedor, um arquiteto gaúcho, recebeu R$ 125
mil pelo projeto.
A mudança, segundo o governo, é necessária para reduzir o custo
com aluguel de vários prédios, além de melhorar a logística.
Um estudo feito pelo Comitê do Centro Administrativo revelou que os gastos
com aluguel são altos.
A Prefeitura de Ribeirão Preto gasta quase R$ 330 mil por mês
para a locação de imóveis – aproximadamente R$ 4 milhões ao ano. Só as
secretarias de Planejamento, Administração, Fazenda, Educação e Assistência
Social somam, mensalmente, R$ 70.976,17.
Localizado em uma área de 106 mil m² na Avenida Paschoal
Innechi, o empreendimento com 30 mil m² construídos abrigará a Prefeitura,
todas as secretarias e autarquias do município.
Além das repartições públicas, o anteprojeto do
Centro Administrativo prevê a construção de restaurante, praça de alimentação,
agência bancária, biblioteca, espaço kids, estacionamentos, dois auditórios e
quadras poliesportivas. Somente as "áreas de uso diverso",
destinadas, no geral, à população, terão 8,8 mil m².
De modo geral, o espaço utilizado pelo prefeito será de 472 m².
O mesmo espaço que um apartamento na cobertura de um edifício na região da
Avenida Professor Fiúsa ocupa, em média. A área do chefe do Executivo será
dividida da seguinte forma:
Sala do prefeito, sala com mesa de trabalho e sofás para oito
lugares, sala de reuniões para dez pessoas e um banheiro, 100m²; sala dos secretários,
32 m²; sala dos assistentes, 30 m²; recepção, 20 m²; sala de espera, 70 m²;
salão nobre, 150 m²; sala da assessoria do prefeito (coordenadoria de
projetos), 50 m²; relações exteriores, 20 m².
Nota do blog: Eu coloquei as fotos desta "fantasia" para lembrar disso no futuro. A cidade está, literalmente, quebrada. Não há dinheiro para coisas básicas, faltam remédios e médicos nos postos de saúde, ruas esburacadas, salários atrasados, dívida gigantesca, orçamento engessado, falta de dinheiro para pagar as aposentadorias, escolas caindo aos pedaços, etc. A realidade é que ele não consegue nem reformar o Palácio Rio Branco, sede da Prefeitura, que está caindo aos pedações, dá pena de ver. Como se isso não fosse o suficiente, o prefeito Nogueira (eleito depois de tentar várias vezes, não sei como até hoje, mas desconfio que temos excesso de eleitores idiotas) resolve gastar um valor faraônico em um projeto sem a mínima chance de ser realizado. O valor estimado para a construção é de sessenta milhões de reais, o que mostra que eles não sabem o que estão fazendo. Hoje, qualquer prédio na Avenida João Fiúsa custa mais do que isso (e falo de prédios residenciais). O projeto da Prefeitura envolve custos muito mais altos, só os vidros da fachada vão custar uma fábula, podem computar mais de 200 milhões sem a menor dúvida. Não há de onde tirar esse dinheiro do orçamento. E olhe que nem estou falando de tirar a Prefeitura do centro da cidade e levar para perto da Avenida Mogiana, um verdadeiro absurdo, vão dificultar a vida do cidadão ao extremo, especialmente os que não tem carro. Dito isso, não podemos esquecer da farra de corrupção que vai ocorrer na construção desse "elefante branco" (lembram quanto houve de sobrepreço apenas na construção do anexo da Câmara Municipal?). Com a quantidade de corruptos que temos na cidade, nos três níveis de poderes, a Polícia Federal vai precisar abrir uma delegacia só para isso. Sorte nossa que não passa de um sonho do idiota que ocupa o Executivo no momento, algo parecido com a também faraônica estação da Mogiana que um dia foi projetada pelo escritório de Ramos de Azevedo para substituir a existente na época. Como aquela, essa também nunca será construída, ficando essas fotos de recordação de mais essa prova da falta de noção e inépcia ao cargo do prefeito Nogueira...


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